sábado, novembro 18, 2006
Barituna
sexta-feira, novembro 17, 2006
D. Manuel I
O poder que viera parar às suas mãos era forte, centralizado e o seu governo tendeu abertamente para o absolutismo. Com efeito reuniu cortes logo quando subiu ao trono, em Montemor-o-Novo e só mais três vezes, em 1498, 1499 e 1502, e sempre em Lisboa, o que é significativo. Nas cortes de Montemor-o-Novo, toma medidas no sentido duma centralização mais profunda de toda a administração pública: mandou confirmar todos os privilégios, liberdades e cartas de mercê, pelos principais letrados do reino que elegeu, reforma os tribunais superiores e toma uma política de tolerância em relação aos nobres emigrados por razões políticas e judeus castelhanos que D. João II reduzira à escravatura. Pelo decreto de 1496 obriga todos os judeus que não se quisessem baptizar a abandonar o país no prazo de dez meses, sob pena de confisco e morte. Pela lei de 4 de Maio de 1497, proibiu que se indagasse das crenças dos novos convertidos e, por alvará de 1499, dificulta a saída do reino aos conversos. O objectivo era agradar aos Reis Católicos e ao mesmo tempo, evitar que os judeus continuassem a ser um todo independente dentro do reino. Pelas Ordenações Afonsinas, deixa de reconhecer individualidade jurídica aos Judeus; faz a reforma dos forais, com o fito económico de actualizar os encargos tributários e para eliminar a vida local; em 1502 saiu o regimento dos oficiais das cidades, vilas e lugares (Livro dos Ofícios); em 1509 o das Casas da Índia e Mina e em 1512 saiu o novo regimento de sisas. Por outro lado com D. Manuel inaugura-se o Estado burocrático e mercantilista, mandando cunhar índios, o português ou escudo de prata.
D. Manuel herdou o impulso dos Descobrimentos. Partiu para a Índia (8‑7‑1497) a armada de Vasco da Gama, que chegou a Calecut em 20‑5‑1498. Em 1500 uma armada comandada por Pedro Álvares Cabral, com o objectivo da Índia, rumou intencionalmente (opinião actual) para sudoeste, atingindo terras de Vera Cruz. D. Francisco de Almeida é nomeado vice-rei da Índia, com o plano de manter o monopólio da navegação e do comércio para Portugal, tendo em terra pontos de apoio, para a carga da pimenta e reparação dos barcos. Lançou as bases do futuro "Império", que será obra de Afonso de Albuquerque. Apesar do comércio da pimenta a administração vivia em pleno deficit (dinheiro gasto superfluamente ou em compra de produtos manufacturados e alimentares). Afonso de Albuquerque cria novas fontes de receita, pela conquista de territórios da Índia que pagavam impostos.
D. Manuel soube, em matéria de política externa, usar de grande habilidade e diplomacia. No aspecto cultural, reconheceu o atraso do ensino universitário, mandando promover a reforma da universidade, estabelecendo entre 1500 e 1504 novos planos de estudo e uma nova administração escolar.
Com ele surgiram as Ordenações Manuelinas, que foi a codificação promulgada por D. Manuel I, com o objectivo de substituir as Ordenações Afonsinas. Para explicar esta decisão do Rei apontam-se dois motivos fundamentais: a descoberta da imprensa e a necessidade de correcção e actualização das normas, assim como a modernização do estilo afonsino. Além disso, talvez o monarca tivesse querido acescentar às glórias do seu reinado uma obra legislativa. Em 1514 faz-se a primeira edição completa dos cinco livros das Ordenações Manuelinas. A versão definitiva foi publicada em 1521. Para evitar confusões, a carta régia de 1521 impôs que todos os possuidores de exemplares das ordenações de 1514 as destruíssem no prazo de três meses, ao mesmo tempo que determinou aos concelhos a aquisição de nova edição.
Realizou três casamentos, o primeiro em 1497 com D. Isabel (viúva de D. Afonso), o segundo em 1500 com a infanta D. Maria de Castela e o terceiro em 1518, com D. Leonor, irmã de Carlos V. Do 1º casamento teve 1 filho, que faleceu com menos de 2 anos de idade. Do 2º casamento teve 9 filhos, dos quais saiu o Cardeal Infante D. Henrique que lhe sucedeu na coroa. Do 3º casamento teve 3 filhos.
D. João II
Foi o 13.º Rei e foi cognominado de "O Príncipe Perfeito" por ter sido um Rei que conduziu o seu reino com tanta arte e engenho. Subiu ao trono em 1481, sendo certo que exercia já há alguns anos o poder de facto. Com efeito, as frequentes ausências do reino, por parte de D. Afonso V, põem-lhe nas mãos o governo do país. Governou até 1495.
Desde 1474 que dirigia a política atlântica, devendo-se à sua visão de governante, apesar de não ter ainda vinte anos, a instituição do mare clausum, princípio que estabelecia que o domínio dos mares estava ligado ao seu descobrimento. Na linha dessa política surge o tratado de Toledo de 1480, em que D. João II aceitando a partilha das terras do Atlântico pelo paralelo das Canárias, afasta a concorrência da Espanha em África e protege a mais tarde chamada rota do Cabo. Durante o seu reinado toda a costa ocidental da África foi navegada, dobrou-se o Cabo da Boa Esperança e preparou-se por terra com as viagens de Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva, a viagem de Vasco da Gama à índia, a que o monarca já não assistiria. Em 1494, assina-se o tratado de Tordesilhas, dividindo-se a terra em duas zonas de influência, a atribuir a Portugal e à Espanha. Dentro da zona de influência portuguesa ficava o Brasil, o que permite supor que o monarca tinha conhecimento da existência dessas terras.
No plano interno, a acção de João II orientou-se no sentido da centralização e fortalecimento do poder real, tendo reprimido duramente as conjuras dos nobres e abatido o poder das grandes casas do reino. De 1481 a 1485, são mortos ou presos D. Fernando, duque de Bragança, D. Diogo, duque de Viseu, D. Gutierres Coutinho, D. Pedro de Ataíde, Isaac Abravanel, D. Afonso, conde de Faro, D. Fernão da Silveira, Diogo Lourenço, Afonso Vaz, D. Álvaro, filho do duque de Bragança, Aires Pinto, bacharel João Afonso e José Abravanel. Tinha em grande conta a opinião dos povos, mas o seu conceito da autoridade real leva-o a só reunir cortes quatro vezes, durante o seu reinado. Quanto às relações externas, a sua actividade foi no sentido de criar laços de concórdia com os vários reinos, talvez com o intuito de se libertar de problemas que pusessem em dificuldades a política de expansão ultramarina. Alimentou o sonho de uma futura "monarquia ibérica", tendo conseguido contratar o casamento de seu filho D. Afonso com a primogénita dos Reis Católicos. A morte do infante veio, no entanto, deitar por terra estes planos. Manteve uma actividade diplomática intensa com vários países europeus, sendo de destacar a embaixada de Vasco de Lucena, enviada a Roma em 1485.
A última fase do reinado de D. João II está marcada pelo problema da sucessão do trono. Com a morte do infante D. Afonso, procura o rei habilitar ao trono o bastardo D. Jorge. No seu testamento, todavia, nomeia seu sucessor D. Manuel, irmão da rainha. Morre no Algarve em 1495, aceitando alguns historiadores a hipótese de ter sido envenenado.
Casou com a sua prima, D. Leonor e tiveram 1 filho que faleceu com 16 anos. Teve ainda o tal filho bastardo, D. Jorge, filho de D. Ana de Mendonça. Poderíamos ter tido um D. Jorge I. Seguiu-se um D. Manuel I.
quinta-feira, novembro 16, 2006
D. Nuno Álvares Pereira
Infante D. Henrique
A primeira grande empresa do infante foi a participação na conquista de Ceuta, em 1415, onde foi armado cavaleiro. Feito duque de Viseu nesse mesmo ano, a casa senhorial de D. Henrique tornou-se, em poucos anos, uma das mais significativas da sua época, consolidada, em 1418, com a administração da Ordem de Cristo. Foi um inegável desafogo económico que levou o infante a organizar uma armada de corso, primeiro, e, mais tarde, a exploração do Atlântico: de facto, navios ao seu serviço chegaram pela primeira vez à Madeira (1419), aos Açores (1427) e às costas norte-africanas, dobrando, em 1434, o Cabo Bojador, e vencendo deste modo os medos ancestrais relacionados com aquelas paragens longínquas. Após um breve período de interregno, marcado pela funesta expedição a Tânger, onde perdeu a vida seu irmão, o infante D. Fernando, as viagens de exploração retomaram, em 1441, o seu ritmo inicial, atingindo-se a Guiné e o arquipélago de Cabo Verde.
Animado certamente por um espírito militante e voluntarioso de missionação, o infante D. Henrique buscava também o alargamento dos seus proventos e de novos mercados, uma estratégia que tanto agradava à pequena nobreza senhorial como à burguesia emergente. Os seus interesses científicos, muito discutidos, não foram meramente instrumentais, tendo mesmo patrocinado a introdução de uma cátedra de Astronomia na Universidade de Lisboa e diversa produção cartográfica de apoio às navegações, embora não com o espírito sistemático que lhe atribuiu a tradição. Em Sagres, onde se recolhia regularmente e onde foi escrito o seu derradeiro testamento veio a morrer a 13 de Novembro de 1460.
D. João I
Em 1383, já na situação de um dos mais ricos senhores de Portugal, jura, com muitas outras figuras importantes do reino, cumprir cláusulas do contrato de matrimónio da infanta D. Beatriz com D. João I de Castela. Nesse mesmo ano, é um dos escolhidos para acompanhar a infanta a Badajoz, onde foi entregue ao marido. O facto de ter sangue real e de ser olhado como chefe provável do partido adverso à parceria Leonor Teles-conde de Andeiro, deve ter contribuído para a sua prisão ordenada por D. Fernando. Mais tarde é libertado por ordem do rei e a esse facto não deve ter sido estranha a intervenção pessoal do conde de Cambridge, chefe do contingente inglês em Portugal.
Depois da morte do Rei, entra-se no período da guerra civil e da guerra com Castela e D. João, aclamado regedor e defensor do reino, procura consolidar a sua posição no meio de hesitações e compromissos. E aclamado Rei em 1385, vence a guerra com Castela e obtém tréguas em 1389. Volta-se então para os problemas internos do reino e impõe a sua autoridade à nova nobreza, que chefiada por D. Nuno Álvares Pereira, lhe desfalca os bens da coroa. D. Nuno Álvares Pereira ficou conhecido como o Santo Condestável (Condestável de Portugal ou Condestável do Reino é um título criado pelo Rei D. Fernando em 1382, para substituir a designação de Alferes do Reino. O Condestável era o número 2 da hierarquia, vinha depois do Rei de Portugal e tinha como responsabilidades comandar uma campanha militar na ausência do rei e manter a disciplina do exército. Era, portanto, perante o Condestável que passavam todos os inquéritos militares). Adquiriu o título de Condestável de Portugal, depois da Batalha dos Atoleiros em 1384, tendo sido também nomeado Conde de Ourém. Ficou conhecido ainda como Beato Nuno de Santa Maria e foi um general português do século XIV que desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal jogou a sua independência contra Castela. Foi graças ao seu génio que Portugal venceu a Batalha de Aljubarrota com um exército de apenas 6.000 portugueses, contra 30.000 espanhóis. É recordado como um dos melhores generais portugueses, e abraça, nos seus últimos anos, a vida religiosa carmelita.
Segue-se um longo período de paz interna e externa, só cortado pela aventura de Ceuta. Fora dos actos da administração pública, quase nada se sabe da vida do monarca. Pessoalmente, foi-nos legado o retrato de um homem prudente, astuto, cioso do poder e da autoridade, ao mesmo tempo, terno, humano e benevolente. Foi sem dúvida o mais culto dos nossos monarcas medievais, reflexo da educação que o preparara para dirigir superiormente uma importante ordem religioso-militar.
Foi casado com D. Filipa de Lencastre, e tiveram 8 filhos. De uma união anterior ao seu casamento, teve 2 filhos bastardos. Há ainda a curiosidade de D. João I ter falecido, no mesmo dia em que nasceu, tendo completado 76 anos, os mesmos que D. Afonso Henriques.
quarta-feira, novembro 15, 2006
150.000 postos de Recibos Verdes
Sempre soube que não tinha motivos para confiar no Engenheiro Sócrates e muito menos num Governo PS. Assim sendo, as expectativas já não eram muitas relativamente ao trabalho dos mesmos e às suas incessantes promessas. Uma delas não me sai da cabeça, até porque poderia estar incluído na mesma: os 150.000 postos de trabalho. Bem sei que as mais de 2.000 nomeações em quase 2 anos de governação não contam, porque com estas nomeações os familiares e amigos do PS não adquiriram um trabalho mas um belo emprego. Nesse sentido, mantemos a promessa de 150.000 postos de trabalho em cima. Ao fim dos mesmos dois anos, deparo-me com o aumento da procura, por parte das entidades patronais, em admitir jovens e menos jovens em regime de recibos verdes.terça-feira, novembro 14, 2006
D. Dinis
D. Dinis foi o 6º Rei de Portugal. Tinha como cognome "O Lavrador" por ter promulgado várias medidas que protegiam agricultura. Governou de 1279 a 1325. Foi ele quem mandou plantar o famoso Pinhal de Leiria, a partir do qual se retiraria a madeira de que seriam feitas as caravelas portuguesas rumo aos Descobrimentos.
Foi aclamado em Lisboa em 1279, para iniciar um longo reinado de 46 anos, inteligente e progressivo. Lutou contra os privilégios que limitavam a sua autoridade. Em 1282 estabeleceu que só junto do rei a das Cortes se podiam fazer as apelações de quaisquer juízes, a um ano depois revogou doações feitas antes da maioridade.
Quando subiu ao trono, estava a coroa em litígio com a Santa Sé motivado por abusos do clero em relação à propriedade real. D. Dinis por acordo diplomático, obteve a concordata após a qual os litígios passaram a ser resolvidos pelo rei a os seus prelados. Apoiou os cavaleiros portugueses da Ordem de Santiago, que pretendiam separar-se do seu mestre castelhano. Salvou a Ordem dos Templários em Portugal, passando a chamar‑Ihes Ordem de Cristo.
Travou guerra com Castela, mas dela desistiu depois de obter as vilas de Moura a Serpa, territórios para lá do Guadiana e a reforma das fronteiras de Ribacoa. Percorreu cidades a vilas, em que fortificou os seus direitos, zelou pela justiça a organizou a defesa em todas as comarcas. Fomentou todos os meios de uma riqueza nacional, na extracção de prata, estanho, ferro, exigindo em troca um quinto do minério a um décimo de ferro puro. Desenvolveu as feiras, protegeu a exportação de produtos agrícolas para a Flandres, Inglaterra e França. Exportações que abrangiam ainda sal e peixe salgado. Em troca vinham minérios e tecidos. Estabeleceu com a Inglaterra um tratado de comércio, em 1308. Foi o grande impulsionador da nossa marinha, embora fosse à agricultura que dedicou maior atenção. A exploração das terras estava na posse das ordens religiosas. D. Dinis procurou interessar nelas todo o povo, pelo que facilitou distribuições de terras. Fundou aldeias, estabeleceu toda uma série de preciosas medidas tendentes a fomentarem a agricultura, adoptando vários sistemas consoante as regiões a as províncias. Deve-se ainda a D. Dinis um grande impulso na cultura nacional. Entre várias medidas tomadas, deve citar-se a Magna Charta Priveligiorum, primeiro estatuto da Universidade, a tradução de muitas obras, etc. A 1ª Universidade portuguesa surgiu com ele em 1292. A sua corte foi um dos centros literários mais notáveis da Península.
Casou com D. Isabel (também chamada Rainha Santa Isabel), e tiveram 9 filhos.
segunda-feira, novembro 13, 2006
D. Afonso Henriques
Consciente da importância das forças que ameaçavam o seu poder este concentrou os seus esforços em dois planos: Negociações junto da Santa Sé com um duplo objectivo: alcançar a plena autonomia da Igreja portuguesa e o reconhecimento do Reino.
Os passos mais importantes foram: Fundação do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, em 1131, directamente subordinada à cúria romana – fundação que propiciou a reunião das dioceses portuguesas à metrópole de Braga; declaração de vassalagem por parte de D. Afonso Henriques à Santa Sé em 1143 – em virtude de uma nova fase da sua política iniciada com o use do título de rei; obtenção da bula de 1179, na qual o papa Alexandre III designava pela primeira vez D. Afonso Henriques rei a ao qual dava o direito de conquistar terras aos Mouros sobre as quais outros príncipes cristãos não tivessem direitos anteriores; pacificação interna do reino e alargamento do território através de conquistas aos Mouros – o limite sul estabelecido para o condado portucalense – e assim Leiria em 1135, Santarém e Lisboa em 1147 – quer mesmo para além deste, sempre que isso não viesse originar conflitos com o Imperador – e assim Almada e Palmela em 1147, Alcácer em 1160 e quase todo o Alentejo (que posteriormente foi de novo recuperado pelos Mouros).
Casou com D. Mafalda e tiveram 11 filhos, dos quais se destaca D. Sancho I, que lhe viria a suceder no trono.
domingo, novembro 12, 2006
Sondagem
sábado, novembro 11, 2006
Direito à Greve?
Acho curioso que as Greves na Função Pública nunca ocorram às terças e quartas-feiras. E acho um deboche autêntico fazerem Greve à quinta e sexta-feira, aproveitando para ir à "terrinha", ou ao Centro Comercial dar os seus passeios e fazer as suas compras. Será isto uma verdadeira Greve? A Greve consiste na ausência de trabalho, e não na ausência total no local de trabalho. Se este tipo de Greves fossem mesmo sérias, os trabalhadores ficariam à porta do local de trabalho, sem prestar o respectivo trabalho. Não deixariam a área circundante ao local de trabalho às moscas, e esperarem por resultados. Muitos sabem que este tipo de Greves são tempo perdido, porque a Entidade Empregadora Estado não vai voltar atrás, mas mesmo assim fazem-no com um único motivo: faltar ao trabalho e ter as respectivas faltas justificadas. Só assim se justifica marcarem dois dias de Greve na 5.ª e 6.ª feira, e irem passear por aí, ignorando por completo certos actos acessórios aos Grevistas, e que apesar de não serem legalmente exigidos, só lhes ficava bem. Exemplo disso é permanecerem nas imediações do local de trabalho durante o seu tempo de trabalho, mas sem prestar a actividade, ou sequer entrar nas instalações.sábado, novembro 04, 2006
Sexo e Direito ou Direito ao Sexo?
A Vingança é um prazer masculino?
"A revista Nature publicou há uns meses os resultados de um estudo feito por neurocientistas britânicos sobre a origem e o impacto de sentimentos como a raiva e a vingança em homens e mulheres e as conclusões são curiosas.In Revista Xis, by Laurinda Alves
quarta-feira, novembro 01, 2006
domingo, outubro 29, 2006
O Pior FDLiano de Sempre
Eu sei que são vários os candidatos a esta nomeação, mas decidi escolher o João Vale e Azevedo pela forma como envergonha o Direito, a Advocacia e sobretudo o bom nome da FDL. Para mim é mesmo o pior de todos. É uma vergonha para todos aqueles que pertenceram àquela casa, saberem que aquele espaço já foi partilhado por este indivíduo. E, ainda, foi dirigente associativo.Sobre dirigentes associativos, também é melhor não falar, porque temos imensos candidatos a pior dirigente associativo de sempre. Exemplos recentes então... Bem, é melhor ficar-me mesmo pelo pior FDLiano de sempre. Dêem as vossas sugestões.
sábado, outubro 28, 2006
Um Governo à Benfica
Desde o início da sua governação que vejo o actual Governo a pedir "tempo" para que os projectos e medidas do mesmo venham a surtir efeito. Uma série de medidas polémicas, trouxeram Sócrates e os seus para a berlinda. De entre essas medidas, temos os Ministros da Economia e Educação na arena, prontos a serem devorados pelas feras. Temos ainda Ministros cuja esfera de acção é tão reduzida que mal se dá conta que os mesmos existem.quinta-feira, outubro 26, 2006
A Injustiça da Taxa de Justiça
Vejamos o seguinte cenário: estou eu descansado da minha vida, sem dever o que quer que seja a alguém, ou sem fazer nada que me impeça de ter a consciência tranquila no respeitante a deveres e direitos decorrentes de relações civis, quando de repente sou notificado num processo para, se estiver interessado, deduzir oposição ou contestar (conforme o processo que esteja em causa), sob pena de, ao fim de determinado tempo, ser dada razão à outra parte. Supondo que qualquer pessoa pode propôr as acções que quiser, contra quem quiser, a outra parte defende-se se quiser também. Ainda que as acções não tenham fundamento ou legitimidade, devemos sempre deduzir oposição ou contestar.quarta-feira, outubro 25, 2006
Declaração
Alexandre Teixeira Guerreiro
segunda-feira, outubro 23, 2006
A minha visão das coisas
sábado, outubro 21, 2006
Que Caminho Pretendes Trilhar?
Foi com grande pesar que vi a Lista R morrer.
Quando embarquei no projecto R, as linhas orientadoras eram claras, válidas e transparentes.
A geração de pessoas que fundou esta lista era movida não por interesses pessoais mas sim porque acreditavam que era possível marcar a diferença a favor dos alunos, que era possível inverter a lógica do poder pelo poder. Eram humildes mas também conscientes de que os valores que os moviam como a integridade, a transparência e a honestidade iriam levar este barco a bom porto.
Foi a possibilidade de fazer algo pelos meus pares que me seduziu e me fez querer fazer parte deste movimento.
Não fui um dos fundadores deste projecto mas, pelo singelo contributo que prestei nos últimos dois anos, não posso deixar de encará-lo um pouco como meu também.
A instrumentalização de membros desta lista feita em nome de vinganças pessoais e da sede de poder, que ocorreu no passado dia 27 de Março, ultrapassou claramente o limite dos valores que tenho para mim como essenciais. Assim, não poderia mais comungar de um projecto cujos alicerces tinham sido postos em causa.
A Lista R morreu porque nela não vive mais um projecto saudável, íntegro, estruturado, com ideias e ideais.
Uma geração de pessoas que lutou apaixonadamente por causas em que acreditavam foi substituída lentamente por pessoas para quem esta lista não passa de um trampolim para outros voos.
Bem sei que, para algumas destas pessoas, os meios não são ilegítimos quando o fim a que se proposuram é alcançado.
A essas pessoas, dirijo uma citação de Montalpert novamente:
“Somos totalmente responsáveis pela qualidade da nossa vida e pelo efeito exercido sobre os outros, construtivo ou destrutivo, quer pelo exemplo quer pela influência directa”.
São estas mesmas pessoas que a feriram de morte que agora vêm reclamar o seu espaço na nossa casa e invocar o nome da Lista R para ganhar os votos de quem sempre se habituou a admirar esta lista e não sabe realmente o que se ocorreu nestes últimos meses.
Não se deixem iludir por promessas vãs nem favores inusitados de quem vos acaba de conhecer. Informem-se, contestem o que vos dizem, comparem e vejam as diferenças!
Dentro das minhas naturais limitações, irei apoiar a Lista A, pois nela vejo um projecto que honra a memória dos grandes homens que lutaram pelo nome da Academia, pelos interesses dos alunos, pelo constante preocupação em fazer mais e melhor por todos nós, pela FDL.
Um projecto estruturado, com princípios, ideiais, ideias e que não visa satisfazer qualquer capricho ou objectivo menos claro mas sim defender intransigentemente os interesses de todos aqueles que habitam a FDL. Todos. Mesmo os que não votam, mesmo os que não dão votos.
Por fim uma mensagem aos meus companheiros de causas, de luta e de esforço, aos que aprendi a admirar, aos que me ensinaram a ser um melhor ser humano, o meu muito obrigado. Estarei convosco para sempre.
Cada um de nós trilha o caminho que escolher para si.
Eu já escolhi.
sexta-feira, outubro 20, 2006
O Fim da Lista R: visão pessoal

quinta-feira, outubro 19, 2006
Apelo

quarta-feira, outubro 18, 2006
Como perder tempo sem fazer nada de útil
A ONU promoveu um movimento de luta contra a pobreza. Não, não se tratou de donativos financeiros ou alimentares, ou sequer de quaisquer medidas para tentar dinamizar mais as actividades dos mais pobres, tendo em vista o desenvolvimento económico e a diminuição da pobreza.terça-feira, outubro 17, 2006
O Maior FDLiano de Sempre
Obrigado
Foi com agrado que recebi a notícia sobre o ressuscitamento da Tuna Masculina da Faculdade onde estudei e que considero a minha segunda casa. Sempre foi com alguma pena que a vi desaparecer. Era um símbolo da nossa Faculdade (a par de outras instituições que a representavam também). O esforço no seu ressuscitamento deve-se ao trabalho de um rapaz que sempre achei ter muito valor: Paulo Pinheiro. Pertenceu à antiga Tuna, desenvolveu trabalhos a nível associativo. É um rapaz com muita credibilidade, empenhado, dos poucos sem interesses por trás do que faz e tem muito potencial. Espero que seja bem aproveitado por quem quer que o chame a integrar um projecto associativo ou mesmo nos órgãos da Faculdade (se for essa a opção). Ele merece.segunda-feira, outubro 16, 2006
domingo, outubro 15, 2006
Piada/Frase/Crença do Mês
Autor: Marcelo Rebelo de Sousa, aos seus alunos do 2.º ano de Direito Administrativo.
terça-feira, outubro 10, 2006
Parabéns AAFDL
Praxe: a fraude!
Chego eu à Faculdade e vejo toda a gente a morrer (não sei como foi da parte da manhã, mas ouvi dizer que não esteve nada por aí além). Os caloiros a caírem para o lado, e ninguém pronto a pô-los activos ou a animá-los! Sim, a praxe é suposto agradar também aos caloiros e não só aos veteranos. A praxe é vista como "integração", ou "recepção ao caloiro". Se é assim vista, também tem de agradar aos mesmos.
Não obstante ter visto toda a gente ali a enfrentar um frete e sem saber bem o que fazer, conclui várias coisas: falta espírito académico e imaginação para porem aquela gente toda a mexer, a divertir-se e a divertir. Onde estão essas qualidades que marcam um verdadeiro veterano?
Mais grave do que isto tudo é ver a inércia da Tertúlia. Juntam-se 3 tipos numa mesa em frente ao anfiteatro, onde se querem tornar o centro das atenções à força. Para tal, simulam uma sessão de autógrafos, onde obrigam os caloiros a passarem por eles e a pedir a sua assinatura num diploma. Não seria mais fácil assinar logo os diplomas e entregarem caloiro a caloiro, com o respectivo nome, quando entrassem no anfiteatro? Haverá necessidade de ficarem ali mais de 3 horas a queimarem tempo que poderia ser utilizado de outra forma? À Tertulia, que chama a si a organização da praxe, faltam ideias para inovar, para mudar, para tornarem este dia num dia melhor.
Dentro do Anfiteatro, vejo o eterno Dinis no Anfiteatro. Finalmente alguém que torna o dia da praxe num dia positivo. O Dinis é um orador de primeira categoria, com muita classe, e tudo o que diz faz sentido. É sempre um prazer ouvi-lo. Sem dúvida é uma mais valia para este dia. Espero que não passe na cabeça de ninguém algum dia excluir o Dinis da praxe.
Para continuar a eterna crítica a um grupo desorganizado como é a Tertúlia, e também culpando os veteranos, vejo dezenas de caloiros a praxar. A Tertúlia preocupa-se muito mais com a sessão de autógrafos, onde poderão dar protagonismo e fama a 3 dos seus membros (que ficarão mais conhecidos por terem assinado um diploma e cortado um bocado de cabelo, do que outra coisa qualquer), do que em organizar uma praxe como deve ser, em que só praxe quem tenha condições. Foi preciso recorrerem a "velhas glórias" do passado, como a antiga Dux que já acabou o curso, para se repor um pouco de ordem onde ela faltava! Meus amigos tertulianos e veteranos: deixarem caloiros praxarem? Que vergonha! Qualquer um que fosse lá praxar e apadrinhar, deveria ser mais praxado do que qualquer outro que entrasse este ano! Que desilusão! Como é possível deixarem que caloiros violassem a tradição académica? Já não há respeito? Caloiro a praxar caloiro? É preciso dizer mais? Para onde continuará a caminhar esta faculdade? E as suas pessoas? Ninguém impõe regras, ordem e a tradição académica! Depois digam que sou que critico tudo e todos. Criticavam o Guerreiro porque tinha 10 afilhadas por ano, sem interesses partidários. Mas só porque tinha "as melhores" todos apontavam o dedo. Ajudei-as todas, sem pensar noutra coisa que fosse. Ontem vejo gente com 20, 30 e 40 e sabem muito bem qual é o fim que lhes querem dar e já ninguém fala nada. Pior do que isso é ver os caloiros a praxarem e a apadrinharem. Depois de ver estas vergonhas... fico sem comentários mais a fazer e é com pesar e lamento que vejo a FDL, as suas instituições (?) e as suas pessoas deixarem que a mesma casa que eu e os meus colegas e amigos frequentámos, se torne um verdadeiro Cabaret da Coxa. É triste, mas infelizmente os valores, a tradição e o respeito continuam a perder-se.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Dia de Praxe

domingo, outubro 08, 2006
Mudança na tradição
Amanhã é dia de recepção aos alunos do primeiro ano, na FDL. O primeiro de vários dias, onde os caloiros serão submetidos a vários rituais. A Tertulia Libertas, como organizadora do evento, decidiu alterar o programa deste ano. Eu tive acesso a esta informação altamente confidencial e decidi desbocar-me para que o mundo possa saber como vai ser o dia de amanhã. O dia começará às 8:30 da manhã, onde cada caloiro que entre verá ser-lhe feito um golpe com a navalha que pertenceu ao primeiro Dux da Tertulia e que serviu para que ele cortasse a fruta e caçasse as suas presas, quando ficou 40 dias num retiro, pensando sobre qual seria a sua missão à frente da TL. O corte será leve, deverá ter 10cm de comprimento e fazer o formato de uma cruz. Tem que fazer sangue. Esse sangue será utilizado posteriormente no diploma e servirá para terminar o pacto de sangue que os alunos devem fazer com a TL, no sentido de nunca a agredirem verbal ou fisicamente e de prometerem adquirir o Berro sempre que saia.sexta-feira, outubro 06, 2006
Nem o Tal & Qual...
Desculpem, mas não resisti! Esta é mesmo a notícia da semana. Esta notícia é simplesmente brutal e genial. Nem o Tal & Qual, o 24 Horas, o Diabo e o Crime (todos juntos) conseguiam chegar a algo tão genial como esta notícia. Mantorras e Filipa Gonçalves duas coisas em comum: terem algo a ver com o futebol do Benfica (Mantorras é jogador e o pai de Filipa é o ex-jogador do Benfica Tamagnini Nené), e o sexo. Tirando estas duas afinidades... é impressionante como é que alguém se lembrou de juntar este par. Quando vi isto parei 15 minutos a rir, só de imaginar o Mantorras a passear de mão dada com a Filipa Gonçalves, ou mesmo aquele perninhas de alicate a fazer sexo com um transexual com mais "caparro" que ele.quinta-feira, outubro 05, 2006
A Lista Negra

Brevemente saírão as listas concorrentes aos órgãos da AAFDL. Sinto-me tentado a lançar a minha própria lista, a Lista Negra. Uma tentativa de imitar uma iniciativa do Governo que há algum tempo louvei: a publicação da lista negra de devedores ao Estado. Neste caso, a Lista Negra que publicaria não seria de devedores, mas seria de interesseiros que se encontram prestes a concorrer à AAFDL. Juntá-los todos numa mesma lista. O que dizem? Aí seria mesmo caso para que dissessem "são todos farinha do mesmo saco" porque realmente seria todos do mesmo saco (lista)! A Lista seguiria os mesmos moldes da Lista Negra de devedores: seria organizada por nível de interesse, sendo os muito interesseiros os que encabeçariam a Lista (já viram? É como nas listas para a política... seriam os cabeças de Lista), e conforme a diminuição de interesse ficariam mais discretamente inseridos nela. Sendo publicados os nomes e os níveis de interesse, poderia ser dado ainda um fundamento sobre as futuras aspirações dos mesmos.
Como não sou um tipo de confusões, não o vou fazer. As pessoas são suficientemente crescidinhas para saber quem são os oportunistas, quem procura o seu lugar ao sol e quem faz as falsas promessas (que a esta hora já devem ser imensas dentro das próprias listas concorrentes, dado que vale prometer tudo para o presente e para o futuro, para se ter gente que traga votos).
Admitam, com este tipo de Lista, só votaria neles quem quisesse e não existiria perdão posterior para quem dissesse "não fizeram nada e só procuraram o seu tacho". Isto é como aquelas burlas que vemos por aí, muito mal feitas, e que passamos a vida a dizer "só cai quem quer". Aqui diz-se "Só votará neles quem quiser". As ofertas vão ser muitas (para os integrantes das Listas), as promessas mais ainda (alguns nem isso vão ter capacidade de fazer, mas há quem nunca resista a dois dedos de conversa). Cabe a vocês decidirem. Alguns tipos são óbvios, outros nem tanto. Tenham inteligência, analisem os programas eleitorais e comparem o que tem cabeça, tronco e membros e depois façam as vossas escolhas. Todas as listas têm pessoas boas e pessoas más. Mas há sempre alguma que consegue ter mais pessoas boas do que más, maior liderança e um projecto melhor. Há sempre uma que se safa.. e que se torna uma escolha válida!
Há coisa na vida que nunca mudam...
segunda-feira, outubro 02, 2006
Façam uma pergunta a Heloísa Helena
Estando na calha uma entrevista com a 1.ª Mulher a candidatar-se à presidência do Brasil, e que estragou as contas ao Lula, façam a vossa questão à Senadora Heloísa Helena. Para tal, enviem-na para barvelho@gmail.com e aguardem pela publicação da mesma.Presidenciais no Brasil
Realizaram-se as eleições presidenciais no Brasil, que vão precisar de uma 2.ª volta para que se saiba quem será o futuro Presidente do Brasil. Lula caiu e vacilou, quando muitos davam a sua vitória como certa, e alguns dizem que tudo se deve graças à Senadora Heloísa Helena que obteve mais de 6% dos votos. Será que Lula vai resistir na 2.ª volta e vencer as eleições? Ou será que Geraldo Alckmin vai dar a reviravolta completa no dia 29 de Outubro?domingo, outubro 01, 2006
Está de parabéns
Marcelo Rebelo de Sousa teve uma atitude louvável aquando da semana de inscrição dos caloiros na Faculdade de Direito de Lisboa. Num dos dias dessa semana, ao passar pelo átrio e ver os novos alunos sentados no banco sem nada que fazer, reuniu-os e foi apresentar-lhes as instalações da casa. Fez isso com mais outro grupo de alunos. Uma iniciativa, sem dúvida, louvável e que faz os novos alunos sentirem-se bem chegados com uma recepção assim. Não é todos os dias (nem todos os anos) que um docente da casa faça isto pelos alunos da FDL. E Marcelo, quer se queira, quer não, é um nome sonante para toda a gente, sobretudo para quem chega a este novo mundo que é a Universidade. Parabéns pelo gesto.








