quarta-feira, setembro 20, 2006

Carta Aberta ao Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Prof. Dr. Jorge Miranda

Caro Professor:
Foi com profunda tristeza que recebi a notícia que o último classificado a entrar na nossa faculdade este ano obteve a média de 11,3 valores. Numa Faculdade como a nossa, com o prestígio imenso que tem, obtido ao longo de todos estes anos, é uma mancha na nossa imagem o que passou este ano. Numa faculdade em que o rigor, a qualidade e a exigência são imagens de marca, temo que com a falta de qualidade que muitos alunos este ano têm (sim, porque quem uma média miserável não aguentará muito tempo na FDL) possa danificar irremediavelmente a nossa FDL.
Como agora já não há nada a fazer, talvez só para o ano (deixo como sugestão reduzir o número de vagas para 300 no máximo, além de os alunos terem no mínimo 12 valores nas específicas), venho por este meio pedir-lhe que dê instruções directas a todos os docentes no sentido de:
-continuarem exigentes e com programas das disciplinas de qualidade;
-não facilitarem na avalição dos alunos;
-de não terem problemas em chumbar quem realmente não consegue atingir os patamares mínimos para passar nas cadeiras, mesmo que isso signifique um grande número de chumbos;
-continuarem com as orais com o mesmo nível de dificuldade;
-os exames deverão também manter o nível de exigência.
Fica aqui a humilde opinião de um antigo aluno da FDL que, apesar de algumas vezes ter protestado com a dificuldade da avaliação, hoje sente-se recompensado a nível pessoal por ter sentido na pele a exigência que a FDL impõe aos seus alunos. E para que a imagem da nossa Faculdade no mundo profissional seja sempre muito bem considerada, não pode de maneira alguma a qualidade dos licenciados piorar, sob pena de cairmos no descrédito total.
Com os melhores cumprimentos,
Diogo Saramago Ferreira

Autorização de utilização

A imprensa cor-de-rosa publica uma edição onde a capa da sua revista é dedicada a Elsa Raposo e ao seu casamento daqui a 3 meses. Nessa mesma edição é dito que os filhos aprovam a sua relação com o "namorado". Como o conceito de "namorado" é demasiado indeterminado, após breve investigação, o Bar Velho Online apossou-se da verdadeira declaração de aprovação dos seus filhos. Aqui a publicamos:
"Os filhos de Elsa Raposo, cada um residente na casa do seu respectivo pai, ainda que com dúvidas sobre se serão os verdadeiros, e aqui representados por um dos seus namorados, o advogado Leonel Pinho Lanhoso, vêm por este meio, conceder autorização de utilização a qualquer homem interessado na nossa mãe.
O deferimento do pedido estará dependente da verificação das seguintes condições:
1) nunca confundir utilização com alteração, daí que qualquer um que lhe pretenda dar uso não a incite a fazer tatuagens, piercings e outras coisas contra natura, que após a respectiva utilização deixe marcas de profanação;
2) restituí-la em condições aceitáveis como se os próprios a quisessem voltar a utilizar, de modo a que o próximo possa aproveitar o que ainda resta dela.
Sem mais,

Os filhos"

domingo, setembro 17, 2006

Táxis

O Governo pretende tomar medidas para a diminuição da emissão de dióxido de carbono nas cidades. Então, decidiram que os Táxis apenas funcionarão durante 6 dos 7 dias da semana. Os táxis são fundamentais para a circulação na cidade e para qualquer cidadão e, assim sendo, proponho duas coisas:
1) em vez de se diminuir o número de dias de circulação dos táxis, proponho a manutenção dos 7 dias da semana, mas com a diminuição do número de táxis que nela circulam, na razão proporcional da população da respectica cidade em causa;
2) a troca dos velhinhos "assadores de castanhas", por frotas novas, podendo ter o número actual de táxis que tem, as companhias que renovarem as frotas com carros que usem combustíveis "amigos do ambiente".

Em vez de se privar a população por 24 horas sem táxis, não seria mais inteligente uma solução como esta?

sábado, setembro 16, 2006

A vergonha chamada FDL

Foi com um arrepio e prestes a ter um ataque cardíaco, que vi as notas do último colocado para 2006/07 na Faculdade de Direito de Lisboa. Realmente, a FDL começa mesmo a bater no fundo do poço. 11,30 valores é um valor que me faz sentir envergonhado da Faculdade que frequentei. É mau e vergonhoso demais para ser verdade. No mínimo apostava-se que mantivesse a já baixíssima média de 12,80. 11,30! Este número... bem... nem consigo escrever! Estou chocado, envergonhado, enojado, congelado, e mais uns quantos "ado". E falta saber os dos contingentes especiais (sim, essa outra vergonha que é atribuir especialidade a algo que não o é).
Ainda me lembro do ano em que entrei. Entrei com 14,00 e mesmo à justinha. E na 1ª vez que tentei entrar, apesar de não ter uma específica necessária na altura (tive que a fazer à noite), não ia conseguir entrar, porque nesse ano a média andava pelos 14 e muito, quase 15. Assisti ao consequente descalabro, que até nem foi mau durante uns 2 anos, altura em que roçava os 13,8 e os 13,4. De repente, foi a queda vertiginosa. Há muita gente iludida com a Nova, porque pensa que é melhor, e não é. É mais pobre. Muito mais pobre. A diferença é que o último colocado entra com média de 14, porque só são 100 vagas. Na FDL, o 100.º colocado, entra com 15.
No entanto, nem tudo são desculpas. A Faculdade de Direito de Lisboa transformou-se numa máquina de fazer dinheiro. O seu objectivo é aumentar o capital e isso verifica-se em propinas e outros demais contratos celebrados pela Faculdade, e ainda pelo número de vagas. Só entram 550 por ano porque a Faculdade quer o dinheiro dessa imensidão de gente. Entretanto, a Academia vai permitindo que o desprestígio continue, com a entrada de alunos abaixo do razoável e do suficiente (como são os de 13). Permite que entrem os "suficientes menos" e os "medíocres". A FDL devia ter um tecto mínimo de entrada, para não correr o risco do seu desprestígio aumentar cada vez mais e para não ser como a Universidade de Coimbra, que já nem sequer preenche o número de vagas. Isto é a FDL a bater beeeeeeem fundo. Ainda é possível cair mais, e pelo caminho que segue, vai mesmo bater mais fundo. Vai tornar-se numa Faculdade vista como antiquada, com vagas por preencher, contratos milionários por suprir, aumentam o número de vagas porque necessitam de dinheiro e vai ficar na recordação de todos nós como "aquela que JÁ FOI a maior e a melhor Faculdade de Direito do País e no Top10 a nível Europeu". Ficarão recordações na mente de todos aqueles que já frequentaram a Melhor Faculdade de Direito, mas que agora já não o é, porque uma péssima gestão e uma vontade infinita de atingir o lucro, em vez da excelente formação de juristas, acabou com o prestígio e com a casa dos maiores juristas do país.
Obrigado a todos os que contribuem, ano após ano, para o fim prenunciado daquela que foi a minha casa e a de muitos juristas (muitos deles notáveis). A FDL um dia vai acabar, ou então transforma-se em Faculdade privada, para poder minimizar os estragos. A FDL vai acabar um dia. Leiam isto que vos escrevo. O seu fim já começou a sentir-se de há 2 anos para cá. Este ano a queda foi mais sentida. Os graves problemas financeiros e a péssima gestão dão os seus frutos, e vão continuar a dar ainda mais. Leiam estas palavras. É triste. Ao menos ficará na minha memória ter entrado na FDL e tê-la frequentado quando ela ainda era a MELHOR e a mais exigente Faculdade de Direito de Lisboa. Os alunos de há 2 anos para cá, já não vão poder dizer o mesmo. Infelizmente. Perdem-se bons juristas. Perdem os alunos dinheiro. Perde a Faculdade prestígio. Toda a gente perde. Até mesmo o Direito, esse que devia ser o objecto da Faculdade.

sexta-feira, setembro 15, 2006

É engraçado como a vida tem destas coisas...

Realmente é curioso. Quando Durão Barroso deixou o cargo de Primeiro-Ministro para ser Presidente da Comissão Europeia, o PS foi um dos partidos mais críticos sobre essa troca, alegando que o honroso e prestigiante cargo de Presidente da Comissão Europeia, que poderia dar mais visibilidade e prestígio ao nosso país, não deveria ser visto como prioritário, que os interesses do país estavam a ser trocados, etc.
Ora, o que acontece hoje é que António Vitorino decidiu trocar um lugar de prestígio, como é o de deputado da Assembleia da República, onde representa os interesses dos portugueses perante o Estado (lugar de honra, porque não é qualquer um que representa os interesses de dez milhões de pessoas), por um lugar ao "sol", por um tacho, em dois grupos de trabalho no seio da União Europeia. Será que é mais prestigiante um lugar em duas comissões da União Europeia, do que a Presidência da Comissão? Será que é mais prestigiante um lugar em duas comissões da União Europeia, do que ser-se deputado à Assembleia da República? Não me parece. E só posso concluir que foram dois os motivos que levaram António Vitorino a fazer uma coisa destas: o tachismo e o proveito próprio.

Carta (telegrama) para poetairreverente

Cá está!!!!! FINALMENTE...

Os intelectuais

É interessante observar que no nosso país existem umas figuras, que são sempre as mesmas, que se consideram seres iluminados, muito cultos, conhecedores de um sem número de sociedades e de experiências e que por tudo isso são muito, mas muito superiores aos comuns dos mortais (leia-se, todas as outras pessoas).
Opiniam sobre tudo, nada lhes escapa; têm sempre soluções para tudo, e sempre melhores soluções do que todas as outras que são apresentadas; criticam tudo e tudos, todos fazem menos bem do que eles fariam.
Mas se formos a observar bem o seu percurso e a sua "obra" feita, na generalidade dos casos existe um enorme vazio, muita parra para tão pouca uva. No mínimo estranho, para quem se auto-elogia tantas vezes, para quem nunca está errado e para quem faria com que todos os problemas acabassem de um momento para o outro.
No entanto é interessante verificar o tempo de antena que continuamente é concedido a esse tipo de pessoas. Há anos e anos que as mesmas caras, com o seu olhar pesado e furioso, lá vão opinando sem parar e com obra ainda por realizar.
Mas é de realçar de que isto é um fenómeno que, senão no mundo inteiro, pelo menos em Portugal, está enraizado de forma intensa, e começa-se logo nas idades mais jovens. Exemplo disso são o sem número de blogs que surgiram nos últimos tempos na blogosfera FDLiana, em que toda a gente dá sua opinião, toda gente tem soluções para tudo, mas fazer... pois, fazer é que custa mais...
P.S. Alguns dirão:"mas não é um exercício de intelectualidade aquele que o senhor faz ao postar em blogs?". De facto, é o que dá a entender. Mas o certo é que o que é escrito e afirmado nesses posts são simples opiniões, nunca com a intenção de se julgar superior a ninguém e sempre com razoabilidade, segundo me parece.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Sou obrigado a transcrever este texto

"Como se não bastasse o facto de termos de aturar e lutar contra uma caixa problemática para acedermos à Sport TV, agora ainda nos privam da Liga espanhola. De facto, há critérios que não se entendem. Num ano em que a competição tem em prova o campeão europeu (Barcelona) e o detentor da Taça UEFA (Sevilha), os espectadores portugueses ficam privados de ver alguns dos melhores jogos da Europa – em troca, e além dos entediantes jogos de segunda linha da Liga portuguesa, receberam de presente a possibilidade de seguirem a Ligue 1 francesa. Creio que nem o mais fanático seguidor das proezas de Pauleta pode ter ficado satisfeito com o “negócio”.
Não sei que razão levou o canal dedicado ao desporto, agora com duas frequências, a prescindir de um produto de qualidade “made in Spain”. O preço? O facto dos horários coincidirem com os de Portugal? Mas lamento a decisão e, como consumidor, gostava que me explicassem porquê.
E, aproveitando uma queixa, avanço para outra, relacionada com a Premier League inglesa. É um desrespeito, para quem paga a mensalidade, não transmitir em directo os grandes jogos da competição – ou seja, aqueles que se disputam domingo à tarde. Esta semana falhámos um Manchester United-Arsenal em nome das partidas que se jogam por todas as aldeias do país. Durante o ano dão-nos os aperitivos e quando chega a hora do prato principal, só requentado! Como se quem paga um produto não merecesse dispor de livre arbítrio.
Resta pegar na trouxa e ir até ao bar inglês mais próximo. Com a Sky Sports e umas canecas, não só se seguem os jogos grandes de Inglaterra, como, com um pouco de sorte, ainda se pode ver Ronaldinho, Deco, Messi, Eto’o e companhia em acção."

fonte: record

O preço mantém-se. Até nos ofereceram a Sporttv, o que impede qualquer desculpa de incompatibilidade de horário. Recebo um "emocionante" Auxerre-Marselha e um "clássico" Fulham-Reading, em vez de um jogo do Real Madrid, do Manchester United, do Barcelona, ou de outro qualquer clube de topo! Cada vez mais concluo que só tenho a Sporttv para ver os jogos do Benfica. Sim, é mesmo só com isto que nos prendem: os jogos do nosso clube.
Ainda relativamente a desportos, prescindem de jogos da NBA, para darem jogos da WNBA. Querem comparar?

A idade da inimputabilidade

Diz o art. 19º do Código Penal "Os menores de 16 anos são inimputáveis", ou seja, não podem ser condenados a penas de prisão como o resto das outras pessoas que não sejam inimputáveis por razões de anomalia psíquica (art. 20º do CP). Esta disposição legal tem como fundamento o facto de se julgar, pelo menos na altura da feitura do Código Penal, que antes dos 16 anos os menores não tinham consciência do que faziam nem das possíveis ilicitudes que praticavam, o que seria uma causa para excluir a sua condenação.
No entanto, nos tempos que correm, creio que chegou a hora de baixar esta idade da ininmputabildidade, pelo menos até aos 14 anos. Temos assistido com muita frequência desde há alguns anos para cá que hoje em dia muitos jovens, isoladamente ou em grupo, praticam diversos crimes porque sabem que por serem inimputáveis não podem ser condenados nem presos, o que os faz sentir intocáveis. Quantos de nós já não assistimos a situações em que o jovem deliquente é levado à esquadra depois de ter praticado o crime e passado uma hora ou duas já está solto, porque é inimputável. Não é esta uma situação moralmente inadmissível?
A verdade é que a justificação dada na altura em que o Código Penal foi elaborado (1982) já não se compreende, tendo em conta as circunstâncias de hoje. Com a sociedade de informação, com a escolaridade obrigatória, com todo um mundo que os jovens hoje em dia conhecem, é óbvio que os menores sabem muito bem o que é crime ou não, o que está bem ou o que está mal, o que pode levar a uma pessoa seja presa ou não. Por isso, e até para prevenir que esses jovens se sintam tentados a praticar crimes porque sabem que não podem ser presos, quanto muito vão para um casa de correcção (o que em abono da verdade nada lhes faz, bem pelo contrário), torna-se imperioso alterar esta moldura penal.
P.S: veja-se o caso Gisberta: só um dos jovens que esteve envolvido nesse caso, e creio que eram bastantes, é que está preso a aguardar julgamento, poruqe já tinha 16 anos. Todos os outros ou foram para casa de correção, máximo um ano e meio e outros soltos. A culpa morreu solteira neste crime hediondo.

terça-feira, setembro 12, 2006

Orgulho Leonino



Sporting 1 - Inter de Milão 0

O despedimento de funcionários públicos

Afirmam alguns entendidos que é inconstitucional o despedimento de funcionários públicos. Confesso que não consigo encontrar nenhuma norma na CRP que afirme isso ou que diga que o emprego na função pública é eterno, embora isso me possa ter escapado, no meio daqueles quase 300 artigos da Lei Lundamental.
No entanto, penso que se de facto isso acontece, se existe uma norma que afirma que não é permitido o despedimento de funcionários públicos, que tal é irrazoável, senão mesmo violador do princípio da igualdade. Senão vejamos:
No Código do Trabalho, os artigos 397º e ss e 402º e ss prevêem o despedimento colectivo e o despedimento por extinção do posto de trabalho. E indicam fundamentos para que tal ocorra, que no mercado laboral e empresarial dos dias de hoje se apresentam como plenamente justificáveis, razões essas que se prendem em geral com as dificuldade financeiras que uma empresa tem, recessão da economia, introdução tecnológica que faz com que o trabalho anteriormente desempenhado pelo trabalhor seja substituído por uma máquina.
Os despedimentos desta natureza, que têm uma causa justificada, são permitidos de forma tornar mais competitivas as empresas e também para salvaguardar o emprego de outros trabalhadores.
No entanto, isso não acontece na máquina estatal. E sinceramente não dá para perceber porquê. A evolução tecnológica ainda não chegou ao Estado? Não haverá ncessidade de extinguir postos de trabalho que se tornam inúteis? A despesa pública com os trabalhadores que torna insustentável o défice orçamental não é motivo mais que justificado para reduzir o número de funcionários públicos que são em grande parte os responsáveis pelo consumo das receitas públicas?
Creio que chegou a hora de finalmente haver uma equiparação do contrato de trabalho no sector privado ao contrato de trabalho ao sector público. Até por uma questão de justiça e igualdade entre os trabalhadores dos diferentes sectores de trabalho e porque torna-se imperioso que os critérios de produtividade, de rendimento e de esforço profissional do sector privado sejam aplicados ao sector público.

domingo, setembro 10, 2006

Algumas incoerências da Bíblia

Um dos motivos para me fazerem desconfiar de religiões, são as incoerências das suas crenças, filosofias ou textos sagrados. Há quem acredite cegamente naquilo que a sua denominação religiosa diz. Eu prefiro ligar todos os pontinhos das coisas e ver se fazem sentido. Bem sei que a religião e Deus, etc são do domínio da fé, e a filosofia e o pensamento são do domínio da razão, combinando-se raramente. Ainda assim, faço o meu esforço. Quem já não foi abordado por monges budistas, testemunhas de Jeová, pessoas da IURD, mormons, etc? Gosto quando me escolhem para ser mais um possível seguidor da sua religião, porque gosto de debater com eles. Eles é que acabam por se fartar e começam a fugir, recusando-se a trocar ideias.
Aproveitando esta onda, e pegando num folheto que ainda ontem uma destas denominações me deu, apresento aqui algumas questões:
- se Deus é perfeito, tudo o que faz é bom e perfeito, como é que criou um anjo como Lucifer, que acabou por se transformar em anjo mau e invejoso?
- se Deus nunca falha, como foi possível criar um anjo mau?
- se a inveja e a ira, são coisas que Satanás cria, quem é que as criou nele, quando só existia ele e Deus? Se só havia o Bem, quem criou o Mal?
- a Bíblia diz, por uma só vez, que Deus errou e não voltará a cometer nenhum erro. Se quem erra, não é perfeito e tem pecados, então Deus não terá pecado quando errou dessa vez?
- se Deus é misericordioso e bondoso, porque é que não perdoou Adão e Eva pela 1.ª falha? Ainda por cima foram enganados.
- se Deus é justo, porque é que todos os bebés que nascem, nascem debaixo do pecado do Adão e Eva? Porque é que cada um de nós tem que pagar pelo que os outros fizeram?
- se Deus sabe tudo e está em todo o lado, como é possível estar diante das fomes e das guerras e nada fazer?

sábado, setembro 09, 2006

6 Meses

Cavaco Silva: um verdadeiro português para os portugueses
Há 6 meses atrás, começou o início da mudança de Portugal. Não se pense que a culpa de existirem grandes hipóteses de crescimento económico em Portugal se deve à actuação do Governo. Devem-se, sim, à actuação de Cavaco Silva no país. Foi precisamente há 6 meses que o Presidente de todos os portugueses tomou posse e com ele, também tomou posse a esperança num rumo diferente para Portugal! O homem de Boliqueime chegou ao ponto mais alto e honroso que um português pode aspirar: Presidência da República.
Confesso que o acho demasiado compactuante com o Governo e muito calmo. Esperava um pouco mais de acção e alguns vetos a algumas leis, como a lei da licença de utilização de arma, ou a da paridade. Início um pouco discreto, mas espero que nos restantes 4 anos e meio que lhe faltam cumprir, sejam mais activos.
Uma pergunta fica no ar: a 1.ª visita de Estado esperava-se a algum sítio mais interessante e importante do que... Espanha. Para quando uma visita de Estado digna de um grande Presidente da República?

Freddie Mercury

5/9/1946-5/9/2006
Infelizmente, muita gente tende a celebrar desgraças como os 250 anos do terramoto de 1755, os 5 anos do 11 de Setembro, entre outras coisas que acho ridículo "celebrar". O que tento celebrar aqui, hoje, não é uma desgraça. Pelo contrário. Foi o dia em que a música ficou mais rica e em que tudo mudou. Existem muitos grupos musicais que ficam na memória de muita gente. Mas, creio que só existem dois deles míticos e eternamente imortalizados e destacados de qualquer outro: os Beatles e os Queen.
Sobre os Queen, é esta a homenagem que aqui quero fazer: o dia em que nasceu aquele que para mim é o melhor cantor de todos os tempos. Ele é Freddie Mercury. Não há nenhum como ele, nunca houve, nem nunca haverá. É impossível bater um mito destes. Que presença em palco! Que voz! Que espectáculo! Idolatro este tipo, que marcou e ainda hoje marca gerações. Ninguém jamais conseguirá ser mais carismático e mítico. Cantava de tudo e fazia da música uma verdadeira festa.
Infelizmente, a SIDA decidiu tirá-lo do nosso meio muito mais cedo do que devia. "Only good die young", e Freddie Mercury era "really, really good". O que seria do seu reportório musical e como maior seria o nosso privilégio em ter ainda mais músicas dele no dia de hoje? Completaria hoje 60 anos de idade...

quinta-feira, setembro 07, 2006

Aí vem ela...

Com o novo ano lectivo à porta, as equipas das várias cadeiras começaram a reforçar-se. Uns reforçam-se com "craques", enquanto outros se contentam com o jogador "custo 0", que dá uns toques na bola. Este ano, a equipa de DIPrivado (anual) ficará com algumas vagas, enquanto Direito Comercial (à atenção dos alunos do 4.º ano) contará nas suas fileiras com Florbela Pires.

quarta-feira, setembro 06, 2006

O Professor de Matemática

Tendo tido matemática té ao 12ºAno, embora com muitas dificuldades e com necessidade de ter explicações a partir do 7º Ano, muitas vezes me questionei sobre o que de facto dever-se-á fazer para que alunos como eu fui consigam gostar e queiram de facto aprender a ciência dos números.
Julgo que a chave está de facto no Professor. O professor de matemática tem que ser, mesmo contra a sua vontade, um professor exigente e de certa forma "mal-amado" pelos alunos. As aulas de matemática, para que sejam proveitosas, têm qeu ser silenciosas e não deve o Professor demonstrar nenhuma tolerância com o barulho e com as distrações dos alunos. Se necessário, deve ameaçar de expulsão os alunos que estejam claramente a prejudicar a aprendizagem de quem quer aprender e de quem até gostaria de aprender, mas que "vai na onda" dos alunos mal comportados.
Deve também o Professor de matemática fazer exercícios até o aluno interiorizar toda a mecânica racional das fórmulas e dos métodos de resolução de problemas. Não basta fazer um ou dois exercícios por matéria, como muita vez acontece. Deve-se repetir até à exasutão. Muitos trabalhos de casa devem ser efectuados. Se há falta de tempo para depois corrigir os mesmos, então que se alargue o horário semanal da matemática. Não tenho dúvidas de que realmente é uma disciplina que merece mais carga horária escolar.
Deve também o Professor de matemática, aliado ao seu poder disciplinar, tentar explicar com exemplos práticos, quando for possível, para que serve cada exercício a estudar. É muito importante que os alunos não fiquem com a sensação de "para que é que serve isto?!?!?". Há que incutir entusiasmo neles e talvez seja esta uma boa forma.
Por último, deve o Professor ser exigente na correcção dos exercicíos e de certa forma incutir um espírito de competição saudável nos alunos.
Aqui fica registada esta opinião de quem viveu o problema.

Frase do mês

"Vocês são do caralho!"
Eddie Vedder, concerto Pearl Jam em Lisboa

Brutal!

Pear Jam em Lisboa, 4 de Setembro de 2006

terça-feira, setembro 05, 2006

Matemática: a Solução

Numa altura em que toda a gente se questiona sobre a taxa de (in)sucesso da Matemática em mais um ano lectivo, cabe-me expor alguns vértices de orientação para solucionar este problema:
- o ensino da Matemática não é a forma mais atractiva nem cativante; porque não analisar a forma de ensino da Matemática nos países com maior índice de sucesso da mesma disciplina e tentar seguir esse modelo?
- o ensino da Matemática, nas faculdades, aos futuros professores de Matemática. Poderá estar aí o calcanhar de Aquiles. Se os professores não têm a melhor formação, não esperem que ensinem bem aos seus alunos.
- o ensino do ensino da Matemática. Poderá ser daí que vem o problema também. A um professor não basta saber, tem que saber mostrar aquilo que sabe.
- preguiça dos alunos com algo que é complicado e não se compara às outras cadeiras. Aí trata-se de um exercício que cada um deve fazer consigo próprio, se nos outros três pontos estiver tudo bem: dedicação e motivação. É sabido que cada vez mais se procura o facilitismo. Uma coisa é a Matemática ser difícil. Outra é a Matemática ser mais difícil do que já é, porque não apetece estudar tanto como se estuda (estuda?) para as outras disciplinas.

Creio que nestes quatro pontos estará o cerne do problema.

sexta-feira, setembro 01, 2006

A minha verdade sobre... Florbela Pires

Quando escrevemos sobre alguém, devemos ter cuidado com as palavras que usamos. Porquê? Porque corremos o risco de deixar ficar no ar uma ideia que possa não corresponder àquela que pretendiamos, ou então uma ideia errada da pessoa. É com base nisto que estou a fazer este post sobre Florbela Pires. Não a tratarei neste post por Dr.ª, por Mestre, ou por qualquer outro título académico, por vários motivos: 1.º a nossa relação profissional cessou; 2.º porque não consta no seu BI o respectivo título; 3.º porque lhe desconheço qualquer outro título.
Como dizia no início do post, gosto de dar a ideia que realmente quero passar. Reconheço que é difícil, mas farei um enorme esforço para não ser nem mentiroso (exagerando pela positiva), nem incendiário (exagerando pela negativa). Vamos ver se consigo.
Florbela Pires foi minha assistente de Direito Internacional Privado. É verdade. A mais difícil cadeira da Faculdade de Direito de Lisboa e que nunca esquecerei na minha vida, tal o trabalho que me deu (pela 1.ª vez fez-me estudar. Impressionante, mas antes tarde que nunca). Refiro-me a DIP Anual e não à bazófia que é DIP Semestral. Comparar uma com a outra é o mesmo que pertencermos a um clube de solteiros e casados e decidirmos entre jogar contra o Benfica, ou contra o clube cá do bairro, composto pelos velhotes de 60 e 70 anos. Não me arrependo nada de ter optado pela solução mais difícil (se fosse hoje, a minha opção teria sido outra. Não por DIP, mas pela menção em si. Ou se calhar não. Afinal, esta pôs-me a estudar. Raios! Já estou confuso e ainda agora comecei a escrever).
Voltando ao centro do post, devo dizer que Florbela Pires também não me sairá da memória, tenha eu quantos anos tiver. Mentes perversas, afastem desde já essas ideias pecaminosas que vos ocorrem neste momento! Ao fim de 1 ano em contacto (juro que nunca fui para os copos com ela e nunca a vi sequer fora da FDL), posso dizer que tem um ar exótico, misterioso, e o seu quê de atraente. Não sei, há ali qualquer coisa de diferente. No entanto, nem tudo são rosas. Apesar de bem lá no fundo não parecer má pessoa, acaba por demonstrar mau feitio, por vezes descortesia, estranheza e, num ponto extremo, alguma falta de educação. Não tiro isto de ficar a olhar para ela e pensar "ora deixa-me cá pensar no feitio dela". Digo isto porque contactei e vivi com estas características durante um ano. Não é fácil. Mas também sei que eu não sou um tipo fácil. Aliás, acho que uma amizade entre nós, das duas uma: ou seríamos cão e gato (porque temos os feitios muito parecidos, logo chocaríamos), ou seríamos os melhores amigos do mundo (porque temos os feitios parecidos, logo entender-nos-iamos na perfeição). Não faço apostas, porque esse cenário não me parece nada possível.
Nunca lhe fiz mal algum (pelo menos intencionalmente). Mas, se falava de forma descontraída, é porque ia ali gozar. Se falava num tom sério, é porque era arrogante. Não tinha hipótese. No entanto, era público que havia ali uma "ralação" amor-ódio entre os dois. Ia ali fazer a minha vidinha, mas era inevitável haver algo que acontecesse e que ficasse na retina. Possivelmente porque o seu feitio sabe o que fere um feitio como o meu, e porque um feitio como o meu sabe o que tira um feitio como o dela do sério. Passámos um ano inteiro às turras e no final do ano nem um beijinho em forma de cachimbo da paz. Não lhe guardo mágoa alguma, pelo contrário. Mas marcou-me, também, porque dá para ver que é uma tipa com pulso. Quem conviva com ela diariamente, possivelmente deve assistir a uma tentativa de prevalecer, de marcar o seu ascendente sobre os demais, etc. Isso atrai-me, confesso. Mulheres apáticas, dependentes, que não marcam uma posição, não têm graça nenhuma. E Florbela Pires, parece-me sui generis. Só lhe censuro algumas atitudes bastante exageradas e os defeitos acima indicados. Posso até estar errado, mas havia ali qualquer coisa da parte dela para comigo que não me convenceu. Não quero entrar em pormenores mas... ou quem desdenha quer comprar, ou então levanta as garras para um feitio como o meu. Eu até sou um anjo, mas se me desafiam sigo o lema "fight fire with fire" e disparo em tudo o que mexe, mesmo antes de começar a mexer. Apenas adivinho que mexe.
Profissionalmente: sendo muito sincero, começou muito bem o ano. Ensinava bem, etc. Não entendo porque é que deixou de utilizar os bonecos que levou para a aula, quando explicava a qualificação. Por acaso era assim que estava a entender as coisas. Mas a maioria não quis. Venceu a maioria. Depois perdi-me eu e perdeu-se grande parte da turma. Não gostei do final do 1.º semestre, até ao final do ano. Era muito esforçada, mas muitos bem apregoavam que ela não ensinava. Eu, como era a voz daquela subturma, tomava as dores deles (e em alguns casos as minhas) e não reclamo por isso. Gosto de liderar causas. Engraçado foi que, todos aqueles que a apelidavam de não ensinar um chavo, quando receberam 12's, 13's e por aí fora, de repente passaram a considerá-la a melhor assistente de sempre. É assim o povo. Toma como herói aquele que lhe dá umas migalhas, ou um prato de sopa, mesmo depois de o chamar de "ladrão", ou "assassino". No entanto, comentários como "o meu colega ficou com os alunos inteligentes" não ficam bem a ninguém.
Resumindo: acho que no fundo até nem é má pessoa, deve ter cuidado com os defeitos, para não cair no exagero (como cai), e a quem a tiver para o ano, não se metam com a fera. Vários sapos. No Brasil existe um provérbio que é: não se deve cutucar a onça com uma vara. Façam o mesmo. Fiquem quietinhos e não se metam com ela. É só para profissionais. Vocês podem apenas... "cutucar a onça". Eu, como gosto do risco, quando vi a onça a afiar as garras, fiz questão de, não só cutucar, como enfrentar. Saí-me bem, de cabeça erguida. Mas, como eu disse, é só para profissionais. Já agora outro conselho: dar os bons dias às pessoas com cara de quem passou mal a noite, não é muito agradável. E olhar para alguém como quem quer disparar em cheio no meio da cabeça, não sabendo se a ama, se a odeia, mas por via das dúvidas, vamos lá matar, também não é boa postura a seguir.
Ficou carinhosamente conhecida, no final do ano, entre todos, como Floribella. Mas não se iludam, porque não a vão ver a chorar pelo príncipe encantado, nem a cuidar de criancinhas.
Meus amigos, o problema dela é ter ali muito amor para dar, mas deixa-o ficar todo retido na fonte. Precisa de alguém que saiba como lidar com o seu feitio, porque não acredito que seja má pessoa.
Diz-se que notícia não é o cão morder no homem, mas o homem morder o cão. Eu acho que a verdadeira notícia é aquela que é feita através de um simples homem que passeia o seu cão, nada mais se passa, e tem um impacto maior do que se fosse o homem que mordesse o cão.