quarta-feira, setembro 20, 2006

Autorização de utilização

A imprensa cor-de-rosa publica uma edição onde a capa da sua revista é dedicada a Elsa Raposo e ao seu casamento daqui a 3 meses. Nessa mesma edição é dito que os filhos aprovam a sua relação com o "namorado". Como o conceito de "namorado" é demasiado indeterminado, após breve investigação, o Bar Velho Online apossou-se da verdadeira declaração de aprovação dos seus filhos. Aqui a publicamos:
"Os filhos de Elsa Raposo, cada um residente na casa do seu respectivo pai, ainda que com dúvidas sobre se serão os verdadeiros, e aqui representados por um dos seus namorados, o advogado Leonel Pinho Lanhoso, vêm por este meio, conceder autorização de utilização a qualquer homem interessado na nossa mãe.
O deferimento do pedido estará dependente da verificação das seguintes condições:
1) nunca confundir utilização com alteração, daí que qualquer um que lhe pretenda dar uso não a incite a fazer tatuagens, piercings e outras coisas contra natura, que após a respectiva utilização deixe marcas de profanação;
2) restituí-la em condições aceitáveis como se os próprios a quisessem voltar a utilizar, de modo a que o próximo possa aproveitar o que ainda resta dela.
Sem mais,

Os filhos"

domingo, setembro 17, 2006

Táxis

O Governo pretende tomar medidas para a diminuição da emissão de dióxido de carbono nas cidades. Então, decidiram que os Táxis apenas funcionarão durante 6 dos 7 dias da semana. Os táxis são fundamentais para a circulação na cidade e para qualquer cidadão e, assim sendo, proponho duas coisas:
1) em vez de se diminuir o número de dias de circulação dos táxis, proponho a manutenção dos 7 dias da semana, mas com a diminuição do número de táxis que nela circulam, na razão proporcional da população da respectica cidade em causa;
2) a troca dos velhinhos "assadores de castanhas", por frotas novas, podendo ter o número actual de táxis que tem, as companhias que renovarem as frotas com carros que usem combustíveis "amigos do ambiente".

Em vez de se privar a população por 24 horas sem táxis, não seria mais inteligente uma solução como esta?

sábado, setembro 16, 2006

A vergonha chamada FDL

Foi com um arrepio e prestes a ter um ataque cardíaco, que vi as notas do último colocado para 2006/07 na Faculdade de Direito de Lisboa. Realmente, a FDL começa mesmo a bater no fundo do poço. 11,30 valores é um valor que me faz sentir envergonhado da Faculdade que frequentei. É mau e vergonhoso demais para ser verdade. No mínimo apostava-se que mantivesse a já baixíssima média de 12,80. 11,30! Este número... bem... nem consigo escrever! Estou chocado, envergonhado, enojado, congelado, e mais uns quantos "ado". E falta saber os dos contingentes especiais (sim, essa outra vergonha que é atribuir especialidade a algo que não o é).
Ainda me lembro do ano em que entrei. Entrei com 14,00 e mesmo à justinha. E na 1ª vez que tentei entrar, apesar de não ter uma específica necessária na altura (tive que a fazer à noite), não ia conseguir entrar, porque nesse ano a média andava pelos 14 e muito, quase 15. Assisti ao consequente descalabro, que até nem foi mau durante uns 2 anos, altura em que roçava os 13,8 e os 13,4. De repente, foi a queda vertiginosa. Há muita gente iludida com a Nova, porque pensa que é melhor, e não é. É mais pobre. Muito mais pobre. A diferença é que o último colocado entra com média de 14, porque só são 100 vagas. Na FDL, o 100.º colocado, entra com 15.
No entanto, nem tudo são desculpas. A Faculdade de Direito de Lisboa transformou-se numa máquina de fazer dinheiro. O seu objectivo é aumentar o capital e isso verifica-se em propinas e outros demais contratos celebrados pela Faculdade, e ainda pelo número de vagas. Só entram 550 por ano porque a Faculdade quer o dinheiro dessa imensidão de gente. Entretanto, a Academia vai permitindo que o desprestígio continue, com a entrada de alunos abaixo do razoável e do suficiente (como são os de 13). Permite que entrem os "suficientes menos" e os "medíocres". A FDL devia ter um tecto mínimo de entrada, para não correr o risco do seu desprestígio aumentar cada vez mais e para não ser como a Universidade de Coimbra, que já nem sequer preenche o número de vagas. Isto é a FDL a bater beeeeeeem fundo. Ainda é possível cair mais, e pelo caminho que segue, vai mesmo bater mais fundo. Vai tornar-se numa Faculdade vista como antiquada, com vagas por preencher, contratos milionários por suprir, aumentam o número de vagas porque necessitam de dinheiro e vai ficar na recordação de todos nós como "aquela que JÁ FOI a maior e a melhor Faculdade de Direito do País e no Top10 a nível Europeu". Ficarão recordações na mente de todos aqueles que já frequentaram a Melhor Faculdade de Direito, mas que agora já não o é, porque uma péssima gestão e uma vontade infinita de atingir o lucro, em vez da excelente formação de juristas, acabou com o prestígio e com a casa dos maiores juristas do país.
Obrigado a todos os que contribuem, ano após ano, para o fim prenunciado daquela que foi a minha casa e a de muitos juristas (muitos deles notáveis). A FDL um dia vai acabar, ou então transforma-se em Faculdade privada, para poder minimizar os estragos. A FDL vai acabar um dia. Leiam isto que vos escrevo. O seu fim já começou a sentir-se de há 2 anos para cá. Este ano a queda foi mais sentida. Os graves problemas financeiros e a péssima gestão dão os seus frutos, e vão continuar a dar ainda mais. Leiam estas palavras. É triste. Ao menos ficará na minha memória ter entrado na FDL e tê-la frequentado quando ela ainda era a MELHOR e a mais exigente Faculdade de Direito de Lisboa. Os alunos de há 2 anos para cá, já não vão poder dizer o mesmo. Infelizmente. Perdem-se bons juristas. Perdem os alunos dinheiro. Perde a Faculdade prestígio. Toda a gente perde. Até mesmo o Direito, esse que devia ser o objecto da Faculdade.

sexta-feira, setembro 15, 2006

É engraçado como a vida tem destas coisas...

Realmente é curioso. Quando Durão Barroso deixou o cargo de Primeiro-Ministro para ser Presidente da Comissão Europeia, o PS foi um dos partidos mais críticos sobre essa troca, alegando que o honroso e prestigiante cargo de Presidente da Comissão Europeia, que poderia dar mais visibilidade e prestígio ao nosso país, não deveria ser visto como prioritário, que os interesses do país estavam a ser trocados, etc.
Ora, o que acontece hoje é que António Vitorino decidiu trocar um lugar de prestígio, como é o de deputado da Assembleia da República, onde representa os interesses dos portugueses perante o Estado (lugar de honra, porque não é qualquer um que representa os interesses de dez milhões de pessoas), por um lugar ao "sol", por um tacho, em dois grupos de trabalho no seio da União Europeia. Será que é mais prestigiante um lugar em duas comissões da União Europeia, do que a Presidência da Comissão? Será que é mais prestigiante um lugar em duas comissões da União Europeia, do que ser-se deputado à Assembleia da República? Não me parece. E só posso concluir que foram dois os motivos que levaram António Vitorino a fazer uma coisa destas: o tachismo e o proveito próprio.

Carta (telegrama) para poetairreverente

Cá está!!!!! FINALMENTE...

Os intelectuais

É interessante observar que no nosso país existem umas figuras, que são sempre as mesmas, que se consideram seres iluminados, muito cultos, conhecedores de um sem número de sociedades e de experiências e que por tudo isso são muito, mas muito superiores aos comuns dos mortais (leia-se, todas as outras pessoas).
Opiniam sobre tudo, nada lhes escapa; têm sempre soluções para tudo, e sempre melhores soluções do que todas as outras que são apresentadas; criticam tudo e tudos, todos fazem menos bem do que eles fariam.
Mas se formos a observar bem o seu percurso e a sua "obra" feita, na generalidade dos casos existe um enorme vazio, muita parra para tão pouca uva. No mínimo estranho, para quem se auto-elogia tantas vezes, para quem nunca está errado e para quem faria com que todos os problemas acabassem de um momento para o outro.
No entanto é interessante verificar o tempo de antena que continuamente é concedido a esse tipo de pessoas. Há anos e anos que as mesmas caras, com o seu olhar pesado e furioso, lá vão opinando sem parar e com obra ainda por realizar.
Mas é de realçar de que isto é um fenómeno que, senão no mundo inteiro, pelo menos em Portugal, está enraizado de forma intensa, e começa-se logo nas idades mais jovens. Exemplo disso são o sem número de blogs que surgiram nos últimos tempos na blogosfera FDLiana, em que toda a gente dá sua opinião, toda gente tem soluções para tudo, mas fazer... pois, fazer é que custa mais...
P.S. Alguns dirão:"mas não é um exercício de intelectualidade aquele que o senhor faz ao postar em blogs?". De facto, é o que dá a entender. Mas o certo é que o que é escrito e afirmado nesses posts são simples opiniões, nunca com a intenção de se julgar superior a ninguém e sempre com razoabilidade, segundo me parece.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Sou obrigado a transcrever este texto

"Como se não bastasse o facto de termos de aturar e lutar contra uma caixa problemática para acedermos à Sport TV, agora ainda nos privam da Liga espanhola. De facto, há critérios que não se entendem. Num ano em que a competição tem em prova o campeão europeu (Barcelona) e o detentor da Taça UEFA (Sevilha), os espectadores portugueses ficam privados de ver alguns dos melhores jogos da Europa – em troca, e além dos entediantes jogos de segunda linha da Liga portuguesa, receberam de presente a possibilidade de seguirem a Ligue 1 francesa. Creio que nem o mais fanático seguidor das proezas de Pauleta pode ter ficado satisfeito com o “negócio”.
Não sei que razão levou o canal dedicado ao desporto, agora com duas frequências, a prescindir de um produto de qualidade “made in Spain”. O preço? O facto dos horários coincidirem com os de Portugal? Mas lamento a decisão e, como consumidor, gostava que me explicassem porquê.
E, aproveitando uma queixa, avanço para outra, relacionada com a Premier League inglesa. É um desrespeito, para quem paga a mensalidade, não transmitir em directo os grandes jogos da competição – ou seja, aqueles que se disputam domingo à tarde. Esta semana falhámos um Manchester United-Arsenal em nome das partidas que se jogam por todas as aldeias do país. Durante o ano dão-nos os aperitivos e quando chega a hora do prato principal, só requentado! Como se quem paga um produto não merecesse dispor de livre arbítrio.
Resta pegar na trouxa e ir até ao bar inglês mais próximo. Com a Sky Sports e umas canecas, não só se seguem os jogos grandes de Inglaterra, como, com um pouco de sorte, ainda se pode ver Ronaldinho, Deco, Messi, Eto’o e companhia em acção."

fonte: record

O preço mantém-se. Até nos ofereceram a Sporttv, o que impede qualquer desculpa de incompatibilidade de horário. Recebo um "emocionante" Auxerre-Marselha e um "clássico" Fulham-Reading, em vez de um jogo do Real Madrid, do Manchester United, do Barcelona, ou de outro qualquer clube de topo! Cada vez mais concluo que só tenho a Sporttv para ver os jogos do Benfica. Sim, é mesmo só com isto que nos prendem: os jogos do nosso clube.
Ainda relativamente a desportos, prescindem de jogos da NBA, para darem jogos da WNBA. Querem comparar?

A idade da inimputabilidade

Diz o art. 19º do Código Penal "Os menores de 16 anos são inimputáveis", ou seja, não podem ser condenados a penas de prisão como o resto das outras pessoas que não sejam inimputáveis por razões de anomalia psíquica (art. 20º do CP). Esta disposição legal tem como fundamento o facto de se julgar, pelo menos na altura da feitura do Código Penal, que antes dos 16 anos os menores não tinham consciência do que faziam nem das possíveis ilicitudes que praticavam, o que seria uma causa para excluir a sua condenação.
No entanto, nos tempos que correm, creio que chegou a hora de baixar esta idade da ininmputabildidade, pelo menos até aos 14 anos. Temos assistido com muita frequência desde há alguns anos para cá que hoje em dia muitos jovens, isoladamente ou em grupo, praticam diversos crimes porque sabem que por serem inimputáveis não podem ser condenados nem presos, o que os faz sentir intocáveis. Quantos de nós já não assistimos a situações em que o jovem deliquente é levado à esquadra depois de ter praticado o crime e passado uma hora ou duas já está solto, porque é inimputável. Não é esta uma situação moralmente inadmissível?
A verdade é que a justificação dada na altura em que o Código Penal foi elaborado (1982) já não se compreende, tendo em conta as circunstâncias de hoje. Com a sociedade de informação, com a escolaridade obrigatória, com todo um mundo que os jovens hoje em dia conhecem, é óbvio que os menores sabem muito bem o que é crime ou não, o que está bem ou o que está mal, o que pode levar a uma pessoa seja presa ou não. Por isso, e até para prevenir que esses jovens se sintam tentados a praticar crimes porque sabem que não podem ser presos, quanto muito vão para um casa de correcção (o que em abono da verdade nada lhes faz, bem pelo contrário), torna-se imperioso alterar esta moldura penal.
P.S: veja-se o caso Gisberta: só um dos jovens que esteve envolvido nesse caso, e creio que eram bastantes, é que está preso a aguardar julgamento, poruqe já tinha 16 anos. Todos os outros ou foram para casa de correção, máximo um ano e meio e outros soltos. A culpa morreu solteira neste crime hediondo.

terça-feira, setembro 12, 2006

Orgulho Leonino



Sporting 1 - Inter de Milão 0

O despedimento de funcionários públicos

Afirmam alguns entendidos que é inconstitucional o despedimento de funcionários públicos. Confesso que não consigo encontrar nenhuma norma na CRP que afirme isso ou que diga que o emprego na função pública é eterno, embora isso me possa ter escapado, no meio daqueles quase 300 artigos da Lei Lundamental.
No entanto, penso que se de facto isso acontece, se existe uma norma que afirma que não é permitido o despedimento de funcionários públicos, que tal é irrazoável, senão mesmo violador do princípio da igualdade. Senão vejamos:
No Código do Trabalho, os artigos 397º e ss e 402º e ss prevêem o despedimento colectivo e o despedimento por extinção do posto de trabalho. E indicam fundamentos para que tal ocorra, que no mercado laboral e empresarial dos dias de hoje se apresentam como plenamente justificáveis, razões essas que se prendem em geral com as dificuldade financeiras que uma empresa tem, recessão da economia, introdução tecnológica que faz com que o trabalho anteriormente desempenhado pelo trabalhor seja substituído por uma máquina.
Os despedimentos desta natureza, que têm uma causa justificada, são permitidos de forma tornar mais competitivas as empresas e também para salvaguardar o emprego de outros trabalhadores.
No entanto, isso não acontece na máquina estatal. E sinceramente não dá para perceber porquê. A evolução tecnológica ainda não chegou ao Estado? Não haverá ncessidade de extinguir postos de trabalho que se tornam inúteis? A despesa pública com os trabalhadores que torna insustentável o défice orçamental não é motivo mais que justificado para reduzir o número de funcionários públicos que são em grande parte os responsáveis pelo consumo das receitas públicas?
Creio que chegou a hora de finalmente haver uma equiparação do contrato de trabalho no sector privado ao contrato de trabalho ao sector público. Até por uma questão de justiça e igualdade entre os trabalhadores dos diferentes sectores de trabalho e porque torna-se imperioso que os critérios de produtividade, de rendimento e de esforço profissional do sector privado sejam aplicados ao sector público.

domingo, setembro 10, 2006

Algumas incoerências da Bíblia

Um dos motivos para me fazerem desconfiar de religiões, são as incoerências das suas crenças, filosofias ou textos sagrados. Há quem acredite cegamente naquilo que a sua denominação religiosa diz. Eu prefiro ligar todos os pontinhos das coisas e ver se fazem sentido. Bem sei que a religião e Deus, etc são do domínio da fé, e a filosofia e o pensamento são do domínio da razão, combinando-se raramente. Ainda assim, faço o meu esforço. Quem já não foi abordado por monges budistas, testemunhas de Jeová, pessoas da IURD, mormons, etc? Gosto quando me escolhem para ser mais um possível seguidor da sua religião, porque gosto de debater com eles. Eles é que acabam por se fartar e começam a fugir, recusando-se a trocar ideias.
Aproveitando esta onda, e pegando num folheto que ainda ontem uma destas denominações me deu, apresento aqui algumas questões:
- se Deus é perfeito, tudo o que faz é bom e perfeito, como é que criou um anjo como Lucifer, que acabou por se transformar em anjo mau e invejoso?
- se Deus nunca falha, como foi possível criar um anjo mau?
- se a inveja e a ira, são coisas que Satanás cria, quem é que as criou nele, quando só existia ele e Deus? Se só havia o Bem, quem criou o Mal?
- a Bíblia diz, por uma só vez, que Deus errou e não voltará a cometer nenhum erro. Se quem erra, não é perfeito e tem pecados, então Deus não terá pecado quando errou dessa vez?
- se Deus é misericordioso e bondoso, porque é que não perdoou Adão e Eva pela 1.ª falha? Ainda por cima foram enganados.
- se Deus é justo, porque é que todos os bebés que nascem, nascem debaixo do pecado do Adão e Eva? Porque é que cada um de nós tem que pagar pelo que os outros fizeram?
- se Deus sabe tudo e está em todo o lado, como é possível estar diante das fomes e das guerras e nada fazer?

sábado, setembro 09, 2006

6 Meses

Cavaco Silva: um verdadeiro português para os portugueses
Há 6 meses atrás, começou o início da mudança de Portugal. Não se pense que a culpa de existirem grandes hipóteses de crescimento económico em Portugal se deve à actuação do Governo. Devem-se, sim, à actuação de Cavaco Silva no país. Foi precisamente há 6 meses que o Presidente de todos os portugueses tomou posse e com ele, também tomou posse a esperança num rumo diferente para Portugal! O homem de Boliqueime chegou ao ponto mais alto e honroso que um português pode aspirar: Presidência da República.
Confesso que o acho demasiado compactuante com o Governo e muito calmo. Esperava um pouco mais de acção e alguns vetos a algumas leis, como a lei da licença de utilização de arma, ou a da paridade. Início um pouco discreto, mas espero que nos restantes 4 anos e meio que lhe faltam cumprir, sejam mais activos.
Uma pergunta fica no ar: a 1.ª visita de Estado esperava-se a algum sítio mais interessante e importante do que... Espanha. Para quando uma visita de Estado digna de um grande Presidente da República?

Freddie Mercury

5/9/1946-5/9/2006
Infelizmente, muita gente tende a celebrar desgraças como os 250 anos do terramoto de 1755, os 5 anos do 11 de Setembro, entre outras coisas que acho ridículo "celebrar". O que tento celebrar aqui, hoje, não é uma desgraça. Pelo contrário. Foi o dia em que a música ficou mais rica e em que tudo mudou. Existem muitos grupos musicais que ficam na memória de muita gente. Mas, creio que só existem dois deles míticos e eternamente imortalizados e destacados de qualquer outro: os Beatles e os Queen.
Sobre os Queen, é esta a homenagem que aqui quero fazer: o dia em que nasceu aquele que para mim é o melhor cantor de todos os tempos. Ele é Freddie Mercury. Não há nenhum como ele, nunca houve, nem nunca haverá. É impossível bater um mito destes. Que presença em palco! Que voz! Que espectáculo! Idolatro este tipo, que marcou e ainda hoje marca gerações. Ninguém jamais conseguirá ser mais carismático e mítico. Cantava de tudo e fazia da música uma verdadeira festa.
Infelizmente, a SIDA decidiu tirá-lo do nosso meio muito mais cedo do que devia. "Only good die young", e Freddie Mercury era "really, really good". O que seria do seu reportório musical e como maior seria o nosso privilégio em ter ainda mais músicas dele no dia de hoje? Completaria hoje 60 anos de idade...

quinta-feira, setembro 07, 2006

Aí vem ela...

Com o novo ano lectivo à porta, as equipas das várias cadeiras começaram a reforçar-se. Uns reforçam-se com "craques", enquanto outros se contentam com o jogador "custo 0", que dá uns toques na bola. Este ano, a equipa de DIPrivado (anual) ficará com algumas vagas, enquanto Direito Comercial (à atenção dos alunos do 4.º ano) contará nas suas fileiras com Florbela Pires.

quarta-feira, setembro 06, 2006

O Professor de Matemática

Tendo tido matemática té ao 12ºAno, embora com muitas dificuldades e com necessidade de ter explicações a partir do 7º Ano, muitas vezes me questionei sobre o que de facto dever-se-á fazer para que alunos como eu fui consigam gostar e queiram de facto aprender a ciência dos números.
Julgo que a chave está de facto no Professor. O professor de matemática tem que ser, mesmo contra a sua vontade, um professor exigente e de certa forma "mal-amado" pelos alunos. As aulas de matemática, para que sejam proveitosas, têm qeu ser silenciosas e não deve o Professor demonstrar nenhuma tolerância com o barulho e com as distrações dos alunos. Se necessário, deve ameaçar de expulsão os alunos que estejam claramente a prejudicar a aprendizagem de quem quer aprender e de quem até gostaria de aprender, mas que "vai na onda" dos alunos mal comportados.
Deve também o Professor de matemática fazer exercícios até o aluno interiorizar toda a mecânica racional das fórmulas e dos métodos de resolução de problemas. Não basta fazer um ou dois exercícios por matéria, como muita vez acontece. Deve-se repetir até à exasutão. Muitos trabalhos de casa devem ser efectuados. Se há falta de tempo para depois corrigir os mesmos, então que se alargue o horário semanal da matemática. Não tenho dúvidas de que realmente é uma disciplina que merece mais carga horária escolar.
Deve também o Professor de matemática, aliado ao seu poder disciplinar, tentar explicar com exemplos práticos, quando for possível, para que serve cada exercício a estudar. É muito importante que os alunos não fiquem com a sensação de "para que é que serve isto?!?!?". Há que incutir entusiasmo neles e talvez seja esta uma boa forma.
Por último, deve o Professor ser exigente na correcção dos exercicíos e de certa forma incutir um espírito de competição saudável nos alunos.
Aqui fica registada esta opinião de quem viveu o problema.

Frase do mês

"Vocês são do caralho!"
Eddie Vedder, concerto Pearl Jam em Lisboa

Brutal!

Pear Jam em Lisboa, 4 de Setembro de 2006

terça-feira, setembro 05, 2006

Matemática: a Solução

Numa altura em que toda a gente se questiona sobre a taxa de (in)sucesso da Matemática em mais um ano lectivo, cabe-me expor alguns vértices de orientação para solucionar este problema:
- o ensino da Matemática não é a forma mais atractiva nem cativante; porque não analisar a forma de ensino da Matemática nos países com maior índice de sucesso da mesma disciplina e tentar seguir esse modelo?
- o ensino da Matemática, nas faculdades, aos futuros professores de Matemática. Poderá estar aí o calcanhar de Aquiles. Se os professores não têm a melhor formação, não esperem que ensinem bem aos seus alunos.
- o ensino do ensino da Matemática. Poderá ser daí que vem o problema também. A um professor não basta saber, tem que saber mostrar aquilo que sabe.
- preguiça dos alunos com algo que é complicado e não se compara às outras cadeiras. Aí trata-se de um exercício que cada um deve fazer consigo próprio, se nos outros três pontos estiver tudo bem: dedicação e motivação. É sabido que cada vez mais se procura o facilitismo. Uma coisa é a Matemática ser difícil. Outra é a Matemática ser mais difícil do que já é, porque não apetece estudar tanto como se estuda (estuda?) para as outras disciplinas.

Creio que nestes quatro pontos estará o cerne do problema.

sexta-feira, setembro 01, 2006

A minha verdade sobre... Florbela Pires

Quando escrevemos sobre alguém, devemos ter cuidado com as palavras que usamos. Porquê? Porque corremos o risco de deixar ficar no ar uma ideia que possa não corresponder àquela que pretendiamos, ou então uma ideia errada da pessoa. É com base nisto que estou a fazer este post sobre Florbela Pires. Não a tratarei neste post por Dr.ª, por Mestre, ou por qualquer outro título académico, por vários motivos: 1.º a nossa relação profissional cessou; 2.º porque não consta no seu BI o respectivo título; 3.º porque lhe desconheço qualquer outro título.
Como dizia no início do post, gosto de dar a ideia que realmente quero passar. Reconheço que é difícil, mas farei um enorme esforço para não ser nem mentiroso (exagerando pela positiva), nem incendiário (exagerando pela negativa). Vamos ver se consigo.
Florbela Pires foi minha assistente de Direito Internacional Privado. É verdade. A mais difícil cadeira da Faculdade de Direito de Lisboa e que nunca esquecerei na minha vida, tal o trabalho que me deu (pela 1.ª vez fez-me estudar. Impressionante, mas antes tarde que nunca). Refiro-me a DIP Anual e não à bazófia que é DIP Semestral. Comparar uma com a outra é o mesmo que pertencermos a um clube de solteiros e casados e decidirmos entre jogar contra o Benfica, ou contra o clube cá do bairro, composto pelos velhotes de 60 e 70 anos. Não me arrependo nada de ter optado pela solução mais difícil (se fosse hoje, a minha opção teria sido outra. Não por DIP, mas pela menção em si. Ou se calhar não. Afinal, esta pôs-me a estudar. Raios! Já estou confuso e ainda agora comecei a escrever).
Voltando ao centro do post, devo dizer que Florbela Pires também não me sairá da memória, tenha eu quantos anos tiver. Mentes perversas, afastem desde já essas ideias pecaminosas que vos ocorrem neste momento! Ao fim de 1 ano em contacto (juro que nunca fui para os copos com ela e nunca a vi sequer fora da FDL), posso dizer que tem um ar exótico, misterioso, e o seu quê de atraente. Não sei, há ali qualquer coisa de diferente. No entanto, nem tudo são rosas. Apesar de bem lá no fundo não parecer má pessoa, acaba por demonstrar mau feitio, por vezes descortesia, estranheza e, num ponto extremo, alguma falta de educação. Não tiro isto de ficar a olhar para ela e pensar "ora deixa-me cá pensar no feitio dela". Digo isto porque contactei e vivi com estas características durante um ano. Não é fácil. Mas também sei que eu não sou um tipo fácil. Aliás, acho que uma amizade entre nós, das duas uma: ou seríamos cão e gato (porque temos os feitios muito parecidos, logo chocaríamos), ou seríamos os melhores amigos do mundo (porque temos os feitios parecidos, logo entender-nos-iamos na perfeição). Não faço apostas, porque esse cenário não me parece nada possível.
Nunca lhe fiz mal algum (pelo menos intencionalmente). Mas, se falava de forma descontraída, é porque ia ali gozar. Se falava num tom sério, é porque era arrogante. Não tinha hipótese. No entanto, era público que havia ali uma "ralação" amor-ódio entre os dois. Ia ali fazer a minha vidinha, mas era inevitável haver algo que acontecesse e que ficasse na retina. Possivelmente porque o seu feitio sabe o que fere um feitio como o meu, e porque um feitio como o meu sabe o que tira um feitio como o dela do sério. Passámos um ano inteiro às turras e no final do ano nem um beijinho em forma de cachimbo da paz. Não lhe guardo mágoa alguma, pelo contrário. Mas marcou-me, também, porque dá para ver que é uma tipa com pulso. Quem conviva com ela diariamente, possivelmente deve assistir a uma tentativa de prevalecer, de marcar o seu ascendente sobre os demais, etc. Isso atrai-me, confesso. Mulheres apáticas, dependentes, que não marcam uma posição, não têm graça nenhuma. E Florbela Pires, parece-me sui generis. Só lhe censuro algumas atitudes bastante exageradas e os defeitos acima indicados. Posso até estar errado, mas havia ali qualquer coisa da parte dela para comigo que não me convenceu. Não quero entrar em pormenores mas... ou quem desdenha quer comprar, ou então levanta as garras para um feitio como o meu. Eu até sou um anjo, mas se me desafiam sigo o lema "fight fire with fire" e disparo em tudo o que mexe, mesmo antes de começar a mexer. Apenas adivinho que mexe.
Profissionalmente: sendo muito sincero, começou muito bem o ano. Ensinava bem, etc. Não entendo porque é que deixou de utilizar os bonecos que levou para a aula, quando explicava a qualificação. Por acaso era assim que estava a entender as coisas. Mas a maioria não quis. Venceu a maioria. Depois perdi-me eu e perdeu-se grande parte da turma. Não gostei do final do 1.º semestre, até ao final do ano. Era muito esforçada, mas muitos bem apregoavam que ela não ensinava. Eu, como era a voz daquela subturma, tomava as dores deles (e em alguns casos as minhas) e não reclamo por isso. Gosto de liderar causas. Engraçado foi que, todos aqueles que a apelidavam de não ensinar um chavo, quando receberam 12's, 13's e por aí fora, de repente passaram a considerá-la a melhor assistente de sempre. É assim o povo. Toma como herói aquele que lhe dá umas migalhas, ou um prato de sopa, mesmo depois de o chamar de "ladrão", ou "assassino". No entanto, comentários como "o meu colega ficou com os alunos inteligentes" não ficam bem a ninguém.
Resumindo: acho que no fundo até nem é má pessoa, deve ter cuidado com os defeitos, para não cair no exagero (como cai), e a quem a tiver para o ano, não se metam com a fera. Vários sapos. No Brasil existe um provérbio que é: não se deve cutucar a onça com uma vara. Façam o mesmo. Fiquem quietinhos e não se metam com ela. É só para profissionais. Vocês podem apenas... "cutucar a onça". Eu, como gosto do risco, quando vi a onça a afiar as garras, fiz questão de, não só cutucar, como enfrentar. Saí-me bem, de cabeça erguida. Mas, como eu disse, é só para profissionais. Já agora outro conselho: dar os bons dias às pessoas com cara de quem passou mal a noite, não é muito agradável. E olhar para alguém como quem quer disparar em cheio no meio da cabeça, não sabendo se a ama, se a odeia, mas por via das dúvidas, vamos lá matar, também não é boa postura a seguir.
Ficou carinhosamente conhecida, no final do ano, entre todos, como Floribella. Mas não se iludam, porque não a vão ver a chorar pelo príncipe encantado, nem a cuidar de criancinhas.
Meus amigos, o problema dela é ter ali muito amor para dar, mas deixa-o ficar todo retido na fonte. Precisa de alguém que saiba como lidar com o seu feitio, porque não acredito que seja má pessoa.
Diz-se que notícia não é o cão morder no homem, mas o homem morder o cão. Eu acho que a verdadeira notícia é aquela que é feita através de um simples homem que passeia o seu cão, nada mais se passa, e tem um impacto maior do que se fosse o homem que mordesse o cão.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Despedida de Solteiro

Meus amigos, hoje é a minha despedida da vida de solteiro. A partir de amanhã acabou-se a liberdade, dado que vou entrar no clube dos casados... com o trabalho!

quarta-feira, agosto 30, 2006

A campanha de troca de seringas nas prisões

O Governo pretende avançar com a campanha de troca de seringas nas prisões. Esta iniciativa, como seria de esperar, tem um bom fundo, que é combater a transmissão do vírus da SIDA e da Hepatite entre os presos, dado que, como não têm recursos para obterem seringas virgens, servem-se das dos colegas de cárcere para matarem o seu vício. Sem dúvida que, relativamente aos vírus mencionados, a prevenção tende a ser um sucesso, porque diminuirá o número de contaminados com os respectivos vírus.
A questão que faço, é: será que se justifica uma medida destas "apenas" para prevenção de transmissão dos vírus? Creio que não. Por diversos motivos, a saber: com tantos milhões de euros que são concedidos a organismos de prevenção e luta contra a droga, agora disponibilizam-se meios aos viciados para poderem ter "de uma forma saudável" acesso à mesma? Já abordei este tema aqui no Bar Velho e creio que a questão é pertinente. Decidam se querem lutar contra a droga, ou facilitar o acesso à mesma. Depois, disponibilizar seringas aos presos, é disponibilizar uma arma que podem utilizar contra guardas prisionais, reclusos, médicos, ou outros com quem contactem. Logo, esta medida do Governo, pode colocar em perigo a vida e/ou a integridade física de terceiros. A campanha de troca de seringas nas prisões transformará, ainda, os estabelecimentos prisionais em autênticas salas de chuto.
Afinal o que são as prisões? Lugares de alimentação de vícios, em que o Estado ainda facilita o seu consumo? Devem existir, sim, sanções que punam quem se drogue nos estabelecimentos prisionais, quem transmita seringas que foram por si utilizadas, a terceiros, quem "oriente" droga, e tudo o que possa aumentar a possibilidade de consumo e acesso à droga. Logo, esta medida está longe de poder combater a toxicodependência. Pelo contrário, demonstra uma certa resignação do Governo face ao problema das drogas, como que aceitando que o vício existe e nada há a fazer. Até pode não haver nada a fazer para eliminar o problema, mas há algo a fazer no que toca à diminuição do consumo e acesso a esta praga. Caso haja essa resignação, então que o Estado poupe os milhões que desperdiça nos subsídios que concede e canalize esses fundos para outros lados.

O meu topo de gama

Agora que tenho o meu passaporte (pep) com papel de segurança com marca de água em todas as páginas do caderno representando o escudo nacional, impressão a dourado do escudo nacional e com a indicação do tipo de passaporte, impressão em tinta invisível, reactiva à luz ultra-violeta, de elementos dispersos simbolizando a República Portuguesa, a União Europeia e a qualidade de documento electrónico, com um chip (que indica que estamos perante um passaporte electrónico) e que esta tecnologia topo de gama "só" me custou 60 euros... vou adquirir a minha nova carta da condução com um processador intel pentium centrino com GPS, wireless, o meu nome escrito a tinta chinesa, tornando-a impossível de ser apagada, com o escudo em relevo, cada uma das estrelas da bandeira da União Europeia em cores diferentes, e a minha foto em holograma.
Com tanto choque tecnológico, ainda ninguém se lembrou de reformar o nosso velhinho Bilhete de Identidade que ainda é do tamanho de um cartão de eleitor e quase do tamanho de uma folha A5? Não só um Bilhete de Identidade mais moderno, mas mais adaptado às necessidades de um documento deste tipo. Até Angola tem um BI mais moderno que o nosso, no qual consta a residência do portador, o tamanho é o de um cartão de contribuinte nosso, etc. O Governo lembra-se de ter boas ideias para algumas coisas (o caso do passaporte), mas para outras mais básicas parece não ter cabeça. Para quando o tal 5 em 1 (BI, carta de condução, contribuinte, segurança social e outro que não me recordo), num tamanho decente? Pode vir com chips, auriculares, hologramas, com alguns jogos e com 2 comandos para jogar com os amigos. Interessa é que venha!

terça-feira, agosto 29, 2006

Lei-quadro das contra-ordenações ambientais

Foi publicado hoje a Lei-quadro das contra-ordenações ambientais. Quem quiser poderá consultá-la aqui. O diploma que prevê coimas e sanções acessórias traz-nos a resolução de variadíssimos problemas que antes eram colocados pelos ambientalistas. Os valores das coimas podem chegar aos 37.500 euros para pessoas singulares e 2.500.000 euros para pessoas colectivas, conforme o grau da contra-ordenação e conforme seja praticada com dolo ou negligência. Nos casos das contra-ordenações muito graves (artigo 22.º, número 4) o seu valor pode ser duplicado "quando a presença ou emissão de uma ou mais substâncias perigosas afecte gravemente a saúde, a segurança das pessoas e bens e o ambiente" (artigo 23.º). Quando o agente cometa contra-ordenações graves ou muito graves pode ver serem-lhe aplicadas, entre outras, sanções acessórias como: "Interdição do exercício de profissões ou actividades cujo exercício dependa de título público ou de autorização ou homologação de autoridade pública", "Encerramento de estabelecimento cujo funcionamento esteja sujeito a autorização ou licença de autoridade administrativa", "Cessação ou suspensão de licenças, alvarás ou autorizações relacionados com o exercício da respectiva actividade" (artigo 30.º, número 1, alíneas b), f) e g)).
O que pode mudar radicalmente o Direito do Ambiente, bem como as acções Administrativas e Civis que normalmente têm como base o Ambiente, é a criação do Fundo de Intervenção Ambiental (artigo 69.º). No entanto, espera-se que o Governo se apresse a instituir o regulamento do mesmo, dado que tem 120 dias para o fazer, através de Decreto-Lei (artigo 69.º, número 2). O objectivo do FIA é a prevenção e reparação "de danos resultantes de actividades lesivas para o ambiente, nomeadamente nos casos em que os responsáveis não
os possam ressarcir em tempo útil
" (artigo 70.º). Serão destinados ao Fundo 50% do valor das coimas (artigo 73.º, número 1, alínea a)). No entanto, enquanto não for instituído o regulamento do FIA, a receita que lhe caberia, terá como destino o Estado. Esta medida justifica-se porque cabe ao Estado a defesa e protecção do Ambiente (artigo 9.º, alínea e) da CRP).
Dizia eu que a criação do FIA mudará radicalmente o Direito do Ambiente e respectivas acções propostas tendo como base o Ambiente, porque sempre era colocada a questão de qual seria o destinatário de uma indemnização decorrente de uma acção proposta que tivesse como base a violação do meio ambiente. Questionava-se se o destinatário seria o proponente da acção, ou se todos os cidadãos, dado que todos têm direito ao Ambiente. Agora, essa questão poderá resolver-se, tendo como destinatário de uma indemnização o FIA. Naturalmente que as indemnizações resultantes de lesões que provoquem danos patrimoniais e não patrimoniais serão dirigidas ao lesado, mas as respectivas ao Ambiente, creio que deverão ter como destino o FIA. Parece-me que será o mesmo a poder assegurar, a par do Estado, a protecção e defesa do meio ambiente e a assegurarem-nos... o Direito ao Ambiente que tanto é protegido pela Constituição.
Fica uma crítica ao artigo 13.º: a eterna inimputabilidade dos menores de 16 anos. Toda a gente já sabe que serão os principais instrumentos dos criminosos e tem que se criar algo que permita ultrapassar essa inimputabilidade, nem que seja com a punibilidade e responsabilização dos pais. Não pode continuar esta vergonha. Já para não questionar a diminuição da idade dos menores inimputáveis que deveria estar nos 14 ou nos 12 anos.

Novidades no Bar Velho

Brevemente o blog terá como alguns posts, entrevistas a pessoas com relevo social e político. Estou a encetar esforços para poder disponibilizar uma entrevista feita por parte do staff do Bar Velho à Ann Coulter. Prometo tudo fazer para que tal seja possível. De entre outras pessoas que já estão a ser contactadas, tudo farei para começar a disponibilizar algumas entrevistas com alguma regularidade (nunca mais de uma por semana, ou uma por quinzena).
Nesse sentido, e para poder fazer chegar aos leitores do Bar Velho algo que seja do seu agrado, gostaria de pedir a colaboração de todos os que nos lêem para enviarem para o e-mail do Bar Velho (indicado na coluna ao lado) as sugestões de pessoas que gostassem de ver entrevistadas. Espero contar com a colaboração do maior número de pessoas.

O senhor que se segue...

Plutão foi excluído do grupo dos "Planetas do Sistema Solar". Qual será o senhor que se segue? O Luxemburgo do grupo da União Europeia? Ah, pois é. O Luxemburgo não pode ser, porque representa imenso dinheiro. Que tal... Portugal?

segunda-feira, agosto 28, 2006

A informação em Portugal

Estava eu no Metro quando, ainda que não tenha sido intencionalmente, vejo nos plasmas informativos que as estações têm, uma notícia alusiva ao sorteio da Liga dos Campeões (que tem mais 2.ºs e 3.ºs classificados do que propriamente campeões, mas disso falarei noutra altura) e no qual foi entregue o prémio de melhor médio ao brasileiro (este tipo não é português. Foi-lhe atribuída a nacionalidade, mas ele nem o hino sabe, falar também não, e nem sotaque tem) e foi feita a apresentação da notícia da seguinte forma: "O luso-português Deco (...)".
Pergunta: luso-português? Será ele tão, tão, mas tão português que até tem a dupla nacionalidade... portuguesa? Ainda chamam a isto informação. Mais vale estarem quietos e passarem os clipes de música que farão melhor figura.

Os 3 pastorinhos

Estes foram os 3 pastorinhos que, em 1917, dizem ter visto a Senhora de Fátima num ramo de Oliveira. A história é bonita, até porque Fátima vinha acompanhada de uma luz poderosa, etc e para as senhoras a história também apresenta um atractivo, dado que para alguém se poder equilibrar num ramo de Oliveira sem que o mesmo se parta, é sinal que a pessoa em causa é muito elegante. Diria mais: demasiado elegante. Logo, Fátima era um símbolo de elegância, ou como dizem os tipos da moda "com muito glamour", dada a beleza e o seu trajar.
A história destes 3 meninos que um dia andavam a pastar as suas ovelhinhas e cabrinhas e no meio dos verdes pastos decidiram cortar alguns bocados de relva, enrolá-los e fumá-los (como a malta do Big Brother), remete-nos para aqueles casos em que, quando somos pequenos, nos aproximamos dos nossos pais e lhes dizemos "Papá, eu vi o bicho papão na rua e vem atrás de mim", ou então "Mamã, anda aqui um fantasma no quarto". Ou seja, é tudo fruto de uma imaginação fértil, muito fértil. Diria mais: estes pastorinhos são psicóticos. Completamente. Três miúdos completamente psicóticos, que viram uma santa num ramo de Oliveira. Vá lá... para tornarem a histíria credível, podiam tê-la vista num Carvalho, ou em cima de uma rocha. Agora, num ramo de Oliveira, que ao mínimo toque se parte? As longas pastagens no campo fizeram-lhes mal. O que é que se seguiria a seguir? Afirmavam ter visto um indivíduo todo vermelho, com cornos, um tridente e um rabo com a ponta em forma de seta, e que se apresentou como "Sr. Diabo Lucifer, muito prazer", e que soltava fogo e outras substâncias afins?
Sinceramente, acho que liam muitos contos às pobres crianças e elas tornaram-se... psicóticas. Completamente alucinadas. Se isso fosse hoje em dia, era-lhes logo recomendado "na Avenida do Brasil, n.º53 está a vossa solução". Mas o mais grave nem é as criancinhas verem seres imaginários. O mais grave é as pessoas acreditarem nestas histórias. Se calhar não é tão grave, dado estarmos perante pessoas mais psicóticas que as criancinhas. Se de cada vez que eu dissesse aos meus pais que o meu quarto tinha fantasmas, ou que o papão estava à minha espera, eles acreditassem que isso era verdade, meus amigos, ainda estavamos os 3 aqui trancados no quarto com medo que alguma coisa acontecesse. Quem acredita nessa história de Fátima, ou de estátuas que choram lágrimas e sangue, e outros afins, acho que deve procurar urgentemente uma consulta na Avenida do Brasil, n.º53. É um conselho de amigo.
O que é Fátima hoje? Uma bela máquina de fazer milhões.

domingo, agosto 27, 2006

Ele está de volta!

Depois de um mês sem ter nada para dizer e sem nada para se manifestar do contra apenas porque sim, Francisco Louçã está de volta! Tendo em conta o seu regresso, o político-que-mais-se-atira-para-cima-das-cameras-de-televisão decidiu que tinha que falar de qualquer coisa porque já estava há bastante tempo longe da ribalta. Então, lembrou-se, sabe lá Deus porquê, de Souto Moura e do "Envelope 9", algo a que os tribunais já disseram que a revista-Caras-em-formato-de-jornal "24 Horas" tinha razão e cujo conteúdo não deveria ser revelado.
Não estando contente por espremer uma laranja que já nem casca tem, caiu em cima dos líderes dos partidos da Direita, acusando-os de estarem "mais preocupados com a escolha do novo PGR do que com os problemas reais da Justiça".
Eu creio que o PGR é uma das figuras mais importantes e centrais para a busca da verdade material e da Justiça. Sem PGR, pouca coisa se conseguirá fazer neste e noutros assuntos da Justiça. Logo, apesar de achar que o líder do PSD é um banana e o líder do CDS é um género de homem invisível, não posso deixar de elogiar a prioridade dos mesmos no que toca à escolha de um novo PGR. É que sem PGR... nada feito. Mas Louçã tinha que arranjar um motivo para voltar às luzes e aos palcos e, tendo em conta esse fim, arranjou um tema que por enquanto não faz qualquer sentido discutir.

sábado, agosto 26, 2006

Memórias FDL: as desilusões

Nem só de alegrias e momentos bons aconteceram no meu percurso académico. De facto muitas foram as desilusões, com o sistema de ensino na FDL, as orais injustas, os professores que nos perseguiam, os assistentes incompetentes que por vezes nos apreciam pela frente, etc. Mas nada foi pior do as desilusões com as pessoas, pela mágoa que fica.
Após os anos loucos da Sub2, o 4º ano fez com que o afastamento progressivo entre os colegas desta mesma subturma se acentuasse, fazendo com que muitas amizades tivessem sido arrefecidas, de tal forma que a cumplicidade desses primeiros anos tivesse deixado de existir num grupo tão grande, resistindo apenas a "malta". Mas pior que isso foi a traição, a mentira, a completa desilusão que um membro efectuou, logo ele que era respeitado e acarinhado por todos.
Não é fácil descobrirmos que após 4 anos de companheirismo e de amizade, depois de tantos momentos vividos em conjunto, uam pessoa era o o contrário do que realmente mostrava. A natureza humana é de facto estranha. Talvez tivesse sido uma preparação para o que nos espera no mundo real...
Desejo as melhoras a quem assim se comportou. E que esse "alguém" encontre o caminho certo.

Memórias FDL: a "malta"



Dizem-nos que os anos da Faculdade são os mais inesquecíveis e marcantes. Posso garintir hoje, por experiência própria que de facto asism é: os melhores da minha vida foram os que passei dentro da "Gloriosa". Vivi inúmeros momentos para mim marcantes que jamais irei esquecer. No entanto, o que levo de melhor da FDl, além do curso tirado e desses momentos únicos ali passados, são os amigos que que foram aparecendo ao longo destes 5 anos, muitos dos quais me acompanham desde o 1º dia de FDL! A "malta" foram de facto amigos qua nunca faltaram à chamada desde o 1º momento, estiveram sempre presentes nos bons e principalmente nos maus momentos e foi com a "malta" que os momentos marcantes se passaram.

Fernando, Delfim, Alex, Tatiana, Aninhas, Joana, entre outros, são amigos que nunca irei esquecer e que de tudo farei apra que a nossa amizade jamais de perca, seja nos sentimentos ou no esquecimento.

Porque amigos como estes já não se encontram por ai. Como tal, é preciso segurá-los. Assim farei.

Memórias FDL: Sub-Turma 2



Antes de entrar na Faculdade, muitas histórias me contaram acerca da vida que teria que enfrentar a partir do momento em passaria os meus dias na FDL, entre as quais de que não poderia confiar em ninguém, que muita gente fazia apontamentos com erros de propósito para lixar a vida aos outros, que nos testes diziam-se coisas erradas, etc. No entanto, confesso que tal não se verificou, pois tive a sorte de ter calhado numa sub-turma que honestamente creio não existir igual em termos de amizade, entre-ajuda, disponibilidade para se fazer as coisas em conjunto e nada dada a invejas. Composta por um misto de alunos algarvios, das Beiras, Norte e Centro, além de malta de Lsiboa, a Sub2 era um exemplo para muita gente que conhecia as pessoas daquela turma e que convivia de perto com as mesmas, fosse em jantares ou nos bares da FDL, ou simplesmente por observar a cumplicidade mais que visível entre todos.
Muitas foram as aventuras que vivemos ao longo dos 3 primeiros anos de FDL, uma viagem a Coimbra, 1 jantar de turma de 2 em 2 meses, com assistência média de 25 pessoas, inúmeras saídas por Lisboa, etc etc...
Das coisas que para sempre recordarei com muito carinho foram esses anos loucos e aluciantes em que tudo fizemos em conjunto e a amizade que se gerou entre muitas dessas pessoas. Sub2 para sempre no baú das minhas memórias de FDL.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Tanta confusão para quê?

O Leixões quer subir, o Belenenses manter-se, o Gil Vicente não quer descer. A Liga diz que o Belenenses não desce, o Tribunal Administrativo diz que é o Gil Vicente que não desce, o povo diz que é o Leixões que sobe. A FIFA diz para a Federação punir o Gil Vicente, a Liga salva o Belenenses e não pune ninguém, o Leixões recorre. Se a questão for o Gil Vicente descer por recorrer aos tribunais civis, o Leixões sobe; se a questão for tirar os pontos ao Gil Vicente nos jogos em que utilizou Mateus, fica na Liga Bwin o Belenenses; se a questão for o Gil Vicente descer por recorrer aos tribunais civis e a Liga querer que o Belenenses fique na Liga Bwin, é o Gil Vicente que fica.
No final de tudo, os regulamentos dizem que deve ser punido com a descida de divisão quem recorrer aos tribunais civis, o Gil Vicente recorreu aos tribunais civis e fica na Liga Bwin. Ou seja, cumprir regulamentos para quê? Compensa desrespeitá-los. Em Portugal é assim.
Solução: o Porto é que deve descer à 2.ª Liga!

quinta-feira, agosto 24, 2006

Perguntas do nosso tempo - PCP

- Porque é que Carlos de Sousa era o homem certo para vencer as eleições em Outubro de 2005, e em Agosto de 2006 deixa de o ser?
- Porque é que Carlos de Sousa aceitou tão facilmente a renúncia à Câmara Municipal de Setúbal?
- A renúncia fácil de Carlos de Sousa tem alguma coisa a ver com a pensão de mais de 2.500 euros que o espera a partir de 1 de Setembro?
- Porque é que agora, para a oposição, Carlos de Sousa já é um excelente Presidente de Câmara, depois de 10 meses a dizerem o contrário?
- Porque é que o PCP insiste em "cilindrar" tudo o que se desvie um pouquinho da conduta base do partido e que se considere "renovador"?
- Porque é que o PCP insiste em ter como conduta e princípios os mesmos de Lenin, Trotsky e Stalin e viver como se estivessem nessa época?
- Será que o PCP toma como Partido Nacional Renovador-PNR, todos os que são... renovadores?

Mais Listas

Aproveitando a onda de publicação de listas, o Governo - através do Ministério da Saúde - publicou no Diário da República de dia 11 de Agosto as listas de subsídios concedidos a organizações não-governamentais, instituições particulares de solidariedade social, misericórdias e entidades profissionais. O total dos subsídios ascende a 71,2 milhões de euros e teve como principais beneficiários a prevenção da toxicodependência e da SIDA.
A maior parte destas organizações entendem como prevenção da SIDA a cedência de preservativos. Até aqui tudo bem, e pergunto-me se se gastará assim tanto dinheiro em preservativos. Já quanto à prevenção da toxicodependência, devo pronunciar-me no sentido de dizer que estes subsídios concedidos são fundo perdido a nível financeiro e a nível de objectivos. A nível financeiro, porque o retorno que se obtém destas operações é 0. A nível de objectivos porque se o objectivo é prevenir a toxicodependência, não é com a cedência de seringas, tratamento de toxicodependentes e outro género de acções, que a prevenção é feita. Prevenir, é tomar acções necessárias a impedir que um certo fenómeno aconteça ou, a acontecer, os seus efeitos tenham o menor impacto lesivo possível. Será que "estoirando" milhões de euros em seringas é prevenir o que quer que seja? Não me parece. Pelo contrário. Alimentam o vício. Pagar o tratamento dos toxicodependentes também não é prevenção, é remediação (caso o tratamento seja a desintoxicação). Acções de prevenção de droga são o combate à distribuição da mesma e o seu tráfico. Impedir que a mesma chegue aos viciados, e àqueles que ainda não o são. Estas organizações não estão a cumprir os objectivos traçados e recebem milhões de euros para não resolver grande coisa. Trocam umas seringas, pagam uns tratamentos a uns tipos que, na sua maioria, mais tarde ou mais cedo voltam ao vício, e com isto se estoiram uns milhões do Estado. Algumas destas organizações dizem que gastam grande parte do montante com psicólogos e técnicos. Técnicos de quê? Que fazem eles para merecer ter um salário superior a 1000 euros? E os psicólogos com salários superiores aos 1300 euros?
Mais uma vez se vê a má gestão que é feita pelo Estado e a canalização do dinheiro dos nossos contribuintes é muito mal feita.

quarta-feira, agosto 23, 2006

É o dom...

Todos os dias percorro a imprensa diária, para ver as novidades, as notícias. Passo também pelo Correio da Manhã, para não ficar com um peso na consciência. No entanto, este jornal não pára de me surpreender. As notícias, o drama, o conteúdo, o suspense. É disto que é feito o CM. Por exemplo, acho curioso como conseguem fazer de "um pedaço de vida" aparente normal, uma notícia fora do comum. Ainda na edição de hoje reforçam uma gasolineira que foi assaltada. Caros jornalistas do Correio da Manhã, notícia não é a gasolineira ser assaltada. Notícia é as gasolineiras não serem assaltadas. Isso sim, merece uma 1.ª página.
Deparo-me ainda com outra notícia sobre o suicídio, através do enforcamento, de 4 funcionários da CM Setúbal. Mais uma vez, este tipo de ocorrências atraem os jornalistas do jornal a fazer uma peça sobre isto. Reparem como eles iniciam a notícia "Uma Câmara, uma corda, um mistério". Isto é mais que uma notícia! Isto é poesia! E a forma como é descrita toda a história, eu já tinha começado a chorar ainda mesmo antes de chegar à parte dos enforcamentos. Meus amigos, isto é lírico. Eles não são jornalistas, são dramaturgos. É por estas coisas que sinto um peso na consciência se não consultar o CM a par de todas as outras edições da imprensa. No meio de tantos jornais com notícias, terminar a leitura das mesmas com um conto narrado pelo Correio da Manhã, faz-me terminar a manhã em beleza.

terça-feira, agosto 22, 2006

Lei nova, atiradores novos

A nova lei das armas e munições (que pode ser consultada aqui) entrou hoje em vigor, e esta lei é o reflexo do nosso desenvolvimento: na verdade, cada vez mais caminhamos para um dos países mais desenvolvidos... se comparados com a América Latina. Se se justifica a utilização de aerossóis de gás pimenta, como meio de defesa pessoal, já não existem motivos para a aquisição de armas de fogo, por particulares, ser alargada a calibres que até agora só eram permitidos às forças de segurança, ou ainda a licença de porte de arma ser possível através de um curso adequado.
Porque precisam os particulares de ter acesso a armas de calibre superior a uma 6,35mm? Um curso adequado será um motivo relevante para dar uma arma a um cidadão, não importando o fim a que se destina? Não seria melhor atender aos motivos e restringir mais ainda a lei que estava em vigor e, caso sejam motivos atendíveis, atribuir a licença e exigir a frequência de um curso, para uma correcta utilizaçã da arma?
Com esta lei, caminhamos para uma sociedade em que o número de cidadãos armados vai aumentar significativamente, ou o acesso legal às armas será facilitado, e o que visaria aumentar a segurança do cidadão, aumenta a insegurança, porque não sabemos quando é que estamos perante um psicopata que frequentou um curso de porte de arma e nos vai desferir um balázio.
Qual será a próxima lei a ser aprovada? Blindagem de automóveis, como no Brasil? Alteração do artigo do Código Penal que pune o agente por uso e porte de arma ilegal, passando o artigo a reduzir-se a uso de armamento militar.
Não concordo com esta lei, e não me sinto seguro com ela.

Será possível?

O Belenenses ganhou a "2.ª mão" deste round contra o Gil Vicente sobre o "Caso Mateus". Desta vez foi definitivo. No entanto, os dirigentes dos "azuis do Restelo" pediram o adiamento do encontro contra o Benfica, no domingo, na Luz, alegando falta de tempo para obterem condições logísticas para o confronto. A saber que o Belenenses é do Restelo, e que a 2.ª circular é já ali ao virar da esquina, pergunto que condições logísticas são essas. Será possível haver falta delas? Têm equipamentos, chuteiras, caneleiras, jogadores, treinador e o clube tem um autocarro próprio, o que é que falta mais?
Caso não fosse assim decidido, o Belenenses iria deslocar-se ao campo do Leixões e 3 horas mais cedo do que a do confronto com o Benfica. O engraçado é que para ir de Belém a Leixões (3 horas e tal de caminho) já teriam condições logísticas...
Realmente fiquei curioso sobre que "condições logísticas" serão essas...

segunda-feira, agosto 21, 2006

O Governo e a falta de transparência nas contratações (II)

"O Governo afirmou hoje que as nomeações por escolha para os gabinetes e para a Função Pública vão continuar a ser publicadas em Diário da República."

Fonte: Público, 21/08/06, 13h30


E acho que fizeram muito bem em decidir assim.

O Governo e a falta de transparência nas contratações

Mais uma polémica com o Governo (o que não me espanta), por causa de um DL dos tempos da coligação Barrosista com o CDS, que nos diz que "os contratos individuais de trabalho celebrados com o Estado vão deixar de ser obrigatoriamente publicados em Diário da República". Ora, estamos a falar de um Governo que aproveitou para fazer mais de 1100 nomeações nos seus primeiros 2 meses de actividade, de entre os quais centenas de familiares de pessoas ligadas ao partido, para serem inseridos na Administração Pública, e que ainda recentemente deu bons tachos à filha do ex-Presidente Jorge Sampaio, ou à ex-Secretária de José Sócrates, ou ainda... (bem, ficavamos aqui 20 anos a falar nas ligações que os novos "funcionários públicos" têm para com o PS). Mérito? Em alguns quase nenhum. Também não vou dar exemplos, senão não saio daqui.
O PSD entende que estamos perante um vazio legal, o CDS que a interpretação de não obrigatoriedade é errada. Concordo com a 2.ª visão. Na verdade, já sabemos que vão para lá os familiares e militantes de cada Partido. Se já sabemos disso, creio que não há necessidade nenhuma de se esconder esse facto e, realmente, mostra que há falta de transparência do Governo por não publicar os referidos contratos celebrados com os particulares (partido e família: os dois novos agentes económicos impulsionadores da actividade do Estado). Para não correr o risco de falta de transparência, mesmo não existindo a obrigação de publicação, o Governo poderia publicar as referidas contratações. Já sabemos os critérios das escolhas (família, amigos e militantes), mas por uma questão de seriedade só lhe ficaria bem a referida publicidade. E subiriam uns pontos na consideração das pessoas, mesmo fazendo o que fazem. Não é obrigatório, mas "fica bem".
Mas esta questão traz-nos um problema: antigamente lutavamos para que a Administração Pública não fosse um centro de emprego para as pessoas supra referidas. Agora lutamos para que haja publicidade de... sabe-se lá quem. Esquecemos o 1.º, porque nos foi dado outro tema de entretenimento, passando agora a haver "apenas suspeitas" e não certezas. Assim nos atiram areia para os olhos...

sexta-feira, agosto 18, 2006

O estudante

Os livros nunca aparecem em cena, e os erros de ortografia abundam

Há muitos muitos anos existia uma palavra chamada estudante. Era uma palavra com prestígio e dignidade e significava e encerrava um conjunto de qualidades perdidas. Esforço, atenção, concentração, trabalho, mérito, afirmação da personalidade e da inteligência. Uma pessoa, não necessariamente um adolescente ou um jovem, estudava para melhorar o seu mundo mental e para melhorar o mundo físico à sua volta. O estudo era um método de auto-aperfeiçoamento, muito antes de auto-aperfeiçoamento significar apenas a cirurgia estética do corpo e da cabeça, ou o retoque cosmético da notoriedade. Auto-aperfeiçoamento tem hoje a ver com dietas e alimentações naturais, massagens e maquilhagem, técnicas de percepção e de privação destinadas a tornar o comum dos mortais um imortal e, mais do que isso, um imortal saudável. Neste sentido, ler um romance de Dostoievski, ouvir uma cantata de Bach, assistir a uma peça de Ibsen, admirar uma tela de Tintoretto ou apreciar a arquitectura da Bauhaus são exercícios mentais de auto-aperfeiçoamento que caíram em desgraça e duvida-se que venham a ser recuperados. São exercícios que foram substituídos pelo shiatsu, a dieta Atkins, o transplante capilar, a meditação transcendental, o ginásio, a lipossucção e, de um modo geral, a tremenda obsessão pelo físico que caracteriza as sociedades de abundância e bem-estar. Os custos de manutenção mensal destas actividades destinadas a converter os quarentões e cinquentões em cópias do David de Miguelángelo e da Vénus de Milo (com bracinhos) enriquecem os provedores dos serviços e empobrecem a carteira do aspirante à perfeição. Os «tops» de não-ficção do «New York Times» passam semanas a fio ocupados com livros que relatam o modo mais fácil e rápido de deixar o neurónio em paz. Na verdade, tudo o que hoje solicite esforço e atenção, e faça trabalhar o atrofiado músculo cerebral, é posto de lado com a rapidez do raio e considerado um ornamento de uma elite intelectual dada a manias e ares de culta. O computador e a Net, com a informação digerida e vomitada em segundos, ajudam a este estado de coisas, completados pela televisão anestesiante e o telemóvel como modo unívoco de comunicação.
Neste planeta vivemos e viveremos, e vivendo bem, se compararmos com a maioria do mundo, os oitenta e tal por cento que vivem mal e muito mal, incluindo os que sobrevivem e subvivem. E, neste planeta tecnológico, a palavra estudante, que ainda se usava por volta dos anos 70, caiu em desuso. Desapareceu, mudou-se para outras paragens. Só ouvimos falar em estudantes quando um grupo de fedelhos sem causas maiores anda por aí com cartazes e jeans de marca registada a clamar não ter dinheiro para as propinas, tentando que a gente trabalhadora os leve a sério. No meu tempo, muito in illo tempore, a porta da universidade não tinha um carro e contavam-se pelos dedos os meninos que andavam de carrinho. Hoje, o adolescente exige aos pais, assim que atinge a maioridade, o seu automóvel como antes exigira o seu telemóvel. Não sobra para as propinas. Dantes, os pais e os professores exigiam coisas aos filhos, que estudassem e se aperfeiçoassem, senão iam trabalhar e deixar de vadiar. Hoje, a proposta inverteu-se e são os filhos que exigem a mesada e a cerveja gelada, o CD e a sapatilha, cama, mesa, pensão de alimentos e roupa lavada. O estudante, incluindo o estudante de café, sumiu-se, devorado pela sociedade de consumo, e é raro ver passar na rua um rapaz ou uma rapariga carregando um pacote de livros, uma pasta recheada de papéis, um objecto que o identifique como estudioso e não como comensal da universidade, com direito a cantina e estudo acompanhado. Os estudantes identificam-se pelo apego a capas e batinas com rótulos de hotel colados no tecido e grandiosos projectos de bebedeiras e queimas das fitas. De resto, os livros nunca aparecem em cena, e os erros de ortografia abundam. Uma variação muito estimável do estudante, o estudante-trabalhador, está praticamente extinta, visto que os pais sustentam os filhos até aos 30 anos.
Estas considerações vieram-me à cabeça no Brasil, donde escrevo. Na metrópole de São Paulo, as paragens de autocarro estão cheias de homens e mulheres, adultos, carregando livros depois das horas do trabalho. Eis o estudante-trabalhador em todo o seu esplendor, ou melhor, o trabalhador-estudante, fazendo o sacrifício imenso de se sustentar e de sustentar o seu auto-aperfeiçoamento correndo para a escola depois do emprego, com a pasta pesada dos livros entendidos como a oportunidade de mudar de vida, de sair da pobreza. Negros e mulatos a maioria, muitas mulheres, perfiladas no seu posto de aprendizagem, vestidas com modéstia, aguardando o transporte para a escola, longe do trabalho. São Paulo abriga mais de dezasseis milhões de habitantes, quase o dobro da população de Portugal. Eu estimo este espectáculo da hora de ponta, acho comovente o esforço, o mérito, a obstinação de sair da mediocridade sendo estudante. Eis a escola recuperada. A escola vivida não como sinónimo de boémia e activismo frustre e sim como lugar de privilégio e custo, que é preciso respeitar e aproveitar por ser cara, difícil, distante, por ser um trampolim para o céu. Há muito tempo que eu não via estudantes, e ver estudantes, trabalhadores-estudantes, fez-me lembrar o que é estudar e trabalhar. Em Lisboa, é tão raro ver alguém a ler um livro no comboio ou no metro, é tão raro ver alguém a ler um livro no café ou no restaurante, é tão raro ver alguém a estudar. Substituímos a educação dos adolescentes e adultos pela televisão, e nos restaurantes e snacks (que deram cabo dos cafés e leitarias), são as televisões que ocupam o espaço físico e mental disponível, palrando o dia inteiro a sua indigência e propagando o princípio da abolição do esforço e da perfeição. Vença na vida, concorra a um concurso, tome-se «top model», jornalista, apresentador(a) de televisão. O recrutamento faz-se nas profissões dos «media» e do acesso imediato, consideradas mais brilhantes do que a longa paciência do génio e da investigação. Geramos seres informados e ignorantes, a não ser que a sua classe social lhes permita o acesso e os oriente pelos corredores da cultura e do conhecimento. Os pais, a família, o meio. O trabalhador-estudante foi-se. Há quem chame a isto progresso.

Autor: Clara Ferreira Alves

quinta-feira, agosto 17, 2006

Floribella Vs Morangos Com Açucar

Ninguém vê, ninguém quer saber, mas toda a gente sabe quem é quem e o enredo de cada uma das séries. É o que se passa com Floribella e Morangos Com Açucar. Uma retrata uma miúda que cuida de crianças (como a maioria das miúdas gosta), é inocente, nunca faz mal a ninguém, fala com uma árvore, beija uma série de tipos, chora episódio-sim-episódio-não, veste saias compridas e rodadas, calça All Star, tem sotaque do Norte, canta (por acaso até canta nas horas) e é apaixonada por um tipo com cabelo descolorado, olhos esbugalhados e barba muito mal feitinha, que por acaso até é filho do Freitas do Amaral. A outra retrata um bando de putos com a mania que é rebelde (por algum motivo se chama "Morangos: geração rebelde"), putos cheios de piercings, flashados (a maior parte deles. Sim, porque não acredito que aquele FF saiba sequer o que é um cigarro quanto mais um pouco de droga), que não ligam a nada, nem a ninguém, que só pensam é no verão, sexo e drogas e quase todos com o mesmo estilo (penteados do século XXI, estilo dred, etc). Numa os actores são de craveira (Floribella), na outra os actores são na sua maioria amadores, mas mesmo abusadamente amadores (MCA). Muitos não justificam sequer os 1000 euros por mês que ganham na série e são muito forçados (não saía daqui só de falar no número deles que são muito muito maus). No entanto, os Morangos já conheceram melhores dias. Até à Série 2, os actores eram muito bons, mesmo os estreantes (como por exemplo a ex-namorada do Valentino). Depois tudo descambou. Até à Série 2, os enredos também eram interessantes e os protagonistas tinham uma família. Na série 3, só se vêem os amigos, não há praticamente família, e a que há é levada ao desprezo. Na Floribella há família. Até é bem grande, bem composta, e são todos unidos. "Ambas as duas" têm uma excelente banda sonora.
Relativamente à influência de uma e de outra série no público, a Floribella tem uma história sã, que incita os jovens e os adultos a lutarem pelos seus sonhos (ainda que a forma como o faça seja demasiado cor-de-rosa), incita à união familiar, a dar-se valor ao que temos, bem como a uma série de outras coisas positivas. Tem de negativo, o motivar os miúdos a pregarem partidas e a fazerem maldades às pessoas de quem não gostam e a lutarem demasiado por coisas que por vezes são impossíveis. No entanto, ensina a acreditar até ao fim! Quanto aos Morangos Com Açucar, ensinam que ter uma série de piercings e tatuagens é que é estar na moda, vestir à dred é que é "sebem", fumar umas ganzas é estar ser "cool", os amigos e colegas é que são a verdadeira família e a que nos está ligada pelo sangue, são apenas um bando de emplastros que nos atrapalham na nossa vida em sociedade. Faltar às aulas é que é "fixe", faltar ao respeito aos profs e ter negativas até é "bacano", estudar pouco para ver se se safam é do "catano". Andar a "comer" hoje um e amanhã outro, em vez de se namorar com uma pessoa só é que é "curtir a vida". Trair-se a pessoa com quem se está é "fraqueza e normal para quem está neste mundo". Ensinam termos menos correctos para serem utilizados com certas pessoas e incitam à birra, aos gritos ou à falta de respeito para fazer valer o seu ponto de vista. Têm muitas cenas forçadas. Enfim, acho os Morangos uma péssima influência no público. Alguns actores têm estilo e até podem ser uma boa influência a nível de moda, mas a série abusa no número de actores com o mesmo estilo. Todos da mesma forma. Lá varia um piercing numa orelha, para um piercing no nariz, e um cabelo arrebitado mais para a esquerda e outro mais para trás.
Por tudo isto, faço a minha escolha: Floribella sempre!

quarta-feira, agosto 16, 2006

Yeah, right!

Perguntaram à Diana Chaves o que é que a marcou de mais positivo nos Morangos Com Açucar. Ela respondeu "Francisco Adam". Ora, se ele foi o que mais a marcou positivamente, pergunto-me porquê? Primeiro: se ele não tivesse morrido, seria esta a resposta que a "gordinha dos Morangos" dava? Será que ele a marcou positivamente? Pergunto ainda: em quê? Na morte dele? No funeral? Em quê? É que se ela me disser como pessoa, isto vai soar a forçado. Porquê logo ele ser diferente de todos os outros e só ele a marcar positivamente? Gostava que ela dissesse o porquê de ser o Dino a marcá-la desta forma positiva. Enfim, de uma loirinha do body board não podemos esperar mais do que respostas pré-feitas para paracer bonito. Sou mesmo eu que acredito que foi o Francisco Adam o que a marcou positivamente.

The Break Up

Fui ontem ver e gostei bastante! Fim nada previsível e nada cor-de-rosa, filme bastante agradável de se ver, e dois bons actores. Conclusões filosóficas? Nenhuma, além de vos recomendar um filme que nos leva a pensar até que ponto, numa relação, nos fazemos sempre de vítimas e quando despertamos para a vida, é tarde demais. Pronto. Vejam. Recomendo. De início pensei que fosse mais uma comédia romântica e dava pouco pelo filme, mas o "gajo" é mesmo bom.

terça-feira, agosto 15, 2006

O betinho

Alguém me consegue explicar porque é que a produtora dos Morangos com Açucar quer fazer deste puto FF uma estrela de rock que se veste à "dred sebem", quando ele tem estilo de menino betinho e, logo, não se enquadra nada neste estilo grunge ou rapper? Acordem! Este puto não tem nada do estilo que se veste ou quer ser! Não façam dele aquilo que ele nem sequer engana. Qualquer pessoa que olhe para ele, vê um menino betinho, com ar de qualquer coisa menos de... rapper!
O miúdo para quem o verão ainda não acabou, devia também perceber que a era dele nunca devia ter começado, quanto mais acabado! Este puto não tem estilo, não tem figura, não tem ponta por onde se lhe pegue e ainda dá nervos, porque irrita!
Por favor, mandem este puto pastar de uma vez e pô-lo a cantar para o boneco. É ele e o Crómio, que também não canta NADA! Mas ao menos esse não tenta assumir um estilo que não é o dele. Agora, este... arrgh! Está longe de ser uma estrela pop, ou de ser mais um D'ZRT a solo. Não, não tens estilo. Não, não tens pinta. Assume-te como beto e vai cantar fados ou músicas de ir ao... enfim! Era aí que devias estar. A cantar uns fados, vestido com calças de tio, pólo Quebra-Mar e sapatinhos de vela!

A Solução para o Brasil

Atento às vergonhas que se passam no Brasil, decidi escrever sobre o tema. As vergonhas não são só de hoje. Ver um bando de "animais humanos" a incendiarem autocarros, qual manada de búfalos a destruir tudo por onde passam, ou a raptarem jornalistas (como fizeram com o da Globo), exigindo condições humanas nas prisões. Meus amigos, se querem ser tratados como humanos, comportem-se como tal. Acusam os políticos e os polícias de os tratarem como animais. Mas... não é assim que eles se comportam? Senão vejamos: os animais destróiem coisas por instinto, o brasileiro médio (da classe baixa, dado que não existe classe média no Brasil) também; os animais matam para sobreviver, o brasileiro médio também; na selva prevalece a lei do mais forte, no Brasil também; os animais não conhecem limites, o brasileiro médio idém; os animais são influenciados e tudo fazem por um pouco de comida, o brasileiro médio é igual relativamente a dinheiro. Enfim, são muitas semelhanças, para minha infelicidade. Um país como o Brasil, cheio de potencial, deixa-se perder por não conhecer classe média, por ter tanto potencial e a riqueza se concentrar nos mais fortes, e por conhecer a corrupção de uma forma bastante particular, como mais nenhum país no mundo. Digo isto, porque é isto que coloca o Brasil no 3º Mundo e nos coloca no limiar do subdesenvolvimento. Andamos a roçar o 1º Mundo e o 3º, e não é por acaso que se diz que somos ricos entre os pobres e pobres entre os ricos. Andamos na fronteira, mas ainda nos enquadramos no 1º mundo, porque nós temos solução. Basta alguém com tomates para por o país na linha e deixar os habituais "mauzões", que são temidos por todos, a falar para a parede. O Brasil é irrecuperável. Todos aqueles que vivem no sonho de um dia ver o Brasil por todo o seu potencial para fora e ser um país poderoso e desenvolvido, parem de sonhar. A mentalidade (ou falta dela) das pessoas, os vícios instalados no país, os antecedentes, o excesso de sonho num "amanhã muito melhor" que coloca as pessoas com os braços cruzados à espera que esse dia venha, a descrença que alguma vez alguma coisa possa mudar, e a quantidade de gente facilmente comprável, são alguns dos condimentos que impedem o Brasil de algum dia passar do sonho à realidade. Mas é pena, porque tem potencial como nenhum país subdesenvolvido tem e tem mais que condições (humanas, emocionais e naturais, no que toca aos recursos) para ir para a frente. No entanto, não vai, nem nunca irá. Porquê? Porque os animais vão continuar a ser animais e vão continuar a educar e a formar animais. Os políticos do Brasil são culpados de muitos vícios do país, mas não são os culpados das próprias pessoas formarem bichos, como acontece. O brasileiro médio, em vez de ensinar as crianças a não serem bandidos (sim, isto ensina-se e aprende-se), a ser alguém na vida, a estudar, a formar-se, e a não ser corruptível, ensina que neste mundo tudo tem o seu preço (mesmo $$), não adianta lutar contra o sistema, porque "se correr o bicho pega, e se ficar o bicho come", ou então "estudar para quê? Vai ganhar o mesmo que um desempregado. Um bandido ou traficante ganha mais". É esta a mentalidade do brasileiro. E enquanto não deixar de ser assim, e não vai nunca, vai continuar século após século a formação de pilantragem e bandidagem (através da classe altíssima, ou da baixíssima). As pessoas pensam que é com uma subida do salário mínimo que o país progride. Pensam que é com a apreensão de armas que se instaura a paz. Pensam que é com a abertura de centros culturais no meio das favelas, onde põem os miúdos a dançar samba e a jogar futebol, ou a dedicar-se à música, que o país enriquecerá culturalmente e as crianças deixam de ser bandidas. Acreditam nisto, mas ensinam o contrário às crianças, e assim se forma o "bonus brasileirae familiae".
Meus amigos, o Brasil, só tem uma forma de ir para a frente e não é muito diferente da solução que preconizei para o Médio Oriente: rodear o território, e largar umas bombas no território, não causar danos na natureza, abater tudo o que seja atentado ao urbanismo (como são caso disso as favelas, ou mesmo a maior parte das cidades brasileiras, que não sabem o que é urbanismo), e recomeçar do zero. É como dar uma 2ª oportunidade a Adão e Eva. Só desta forma o Brasil pode renascer e explorar todo o seu potencial, afastando a corrupção, a mentalidade e os vícios, e começando com a crença e com os meios para fazer um futuro melhor. Se com esta "limpeza" ainda restar alguém com as características supra enunciadas, siga mais um bombardeamento. A limpeza tem que ser total, e só assim, alguma vez, o Brasil pode ser uma realidade enquanto potência Mundial.
Infelizmente, esta solução torna-se impossível, dado que ninguém teria legitimidade para concretizar "A Solução para o Brasil". É a única solução. Até lá, continuará o país a afundar e com a ilusão que está a crescer. Tiram de um lado para porem no outro. E saber que o Brasil não vai sair do fosso nunca... É pena, mas cansam-se em vão. Cansam-se para que o país não caia mais rápido do que vai caindo. Não há solução, Brasil. A não ser a que eu dei. Mas, quem se sacrificaria pelo seu próprio País? Pelo seu Estado? Ninguém. O animal tem pouco e pouco terá. E egoísta é.
O Brasil é como um castelo de areia que as crianças elevam quando estão na praia, mas que têm que o deitar abaixo (dado estar mal construído, ou formado) para voltar a construí-lo do nada, recolocando a areia no balde e para o voltar a elevar sobre o nada, para que dessa vez surja algo consistente. O Brasil ainda não levou um pontapé, mas está a precisar. Era bom que atinasse de vez e só com a minha solução lá chegará, infelizmente.

domingo, agosto 13, 2006

Não há nada como...

... passar dias e férias com os amigos de sempre! Não com estranhos, que desses não sabemos o que lá vem. Mas, com os amigos. Esses até nos surpreendem, mas pela positiva!

A música das férias de Verão!

Chegaste com três vinténs
e o ar de quem não tem
muito mais a perder
o vinho não era bom
a banda não tinha tom
mas tu fizeste a noite apetecer
mandaste a minha solidão embora
iluminaste o pavilhão da aurora
com o teu passo inseguro
e o paraíso no teu olhar

Eu fiquei louco por ti
logo rejuvenesci
não podia falhar
dispondo a meu favor
da eloquência do amor
ali mesmo à mão de semear
mostrei-te a origem do bem e o reverso
mostrei-te que o que conta no universo
é esse passo inseguro
e o paraíso no teu olhar

Dá-me lume, dá-me lume
deixa o teu fogo envolver-me
até a música acabar
dá-me lume, não deixes o frio entrar
faz os teus braços fechar-me as asas
há tanto tempo a acenar

Eu tinha o espírito aberto
às vezes andei perto
da essência do amor
porém no meio dos colchões
no meio dos trambolhões
a situação era cada vez pior
tu despertaste em mim um ser mais leve
e eu sei que essencialmente isso se deve
a esse passo inseguro
e ao paraíso no teu olhar

Dá-me lume, dá-me lume
deixa o teu fogo envolver-me
até a musica acabar
dá-me lume, não deixes o frio entrar
faz os teus braços fechar-me as asas
há tanto tempo a acenar

Se eu fosse compositor
compunha em teu louvor
um hino triunfal
se eu fosse crítico de arte
havia de declarar-te
obra-prima à escala mundial
mas eu não passo dum homem vulgar
que tem a sorte de saborear
é esse passo inseguro
e o paraíso no teu olhar

Dá-me lume, dá-me lume
deixa o teu fogo envolver-me
até a musica acabar
dá-me lume, não deixes o frio entrar
faz os teus braços fechar-me as asas
há tanto tempo a acenar


Jorge Palma - Dá-me Lume

terça-feira, agosto 08, 2006

Perguntas do nosso tempo

Recentemente abordaram-me sobre a minha escrita. E disseram-me que gostavam de saber escrever como eu. Na senda desse comentário, perguntaram-me: "como é que você consegue escrever assim? Diz as verdades, e de uma forma bastante directa e objectiva. Também gostava de ser assim". A minha resposta foi prática: "Para dizer as verdades e escrever assim, não é muito difícil. Basta estar minimamente atento às coisas e depois é só ter o cérebro ligado à boca e aos dedos e não ter medo de se ser desbocado. É falar duas vezes antes de pensar e não pensar duas vezes antes de falar. E, no fim, é ter orgulho em se ser assim".
Pronto, é isto que penso!

O Benfica tem este dom

Antigamente, quem via o Benfica a jogar (como eu ainda me lembro), sabia que o Benfica só perdia de 1 de duas formas: ou perdia 1-0 com uma equipa que jogava com 11 jogadores à baliza durante 89 minutos e meio, e de repente saía do covil por escassos segundos, e era o suficiente para fazerem um golo e não se mexerem mais, ou então perdia contra os grandes do futebol nacional e europeu, e mesmo assim raramente a diferença ia além de 1 ou 2 golos. Este Benfica, era o Benfica da mística. O Benfica que vencia títulos.
De há uns anos para cá, o Benfica caiu no fundo do poço. E o dom que este Benfica tem é: sempre que pensamos que está a fazer a pior pré-época de todos os tempos (como há 2 anos, como no ano passado e como este ano), o Benfica no ano a seguir consegue fazer pior ainda, superando todas as expectativas. Sempre que pensamos "não, eles aprenderam, é impossível bater mais fundo", eles superam a faixa e conseguem bater mais fundo! Nos jogos a mesma coisa. Sempre que levam uma tareia e perdem 1 ou 2 jogos seguidos, nós pensamos "pior é impossível", e na jornada a seguir eles fazem o impossível. Já ninguém joga na Luz para o 0-0. Hoje joga-se para ganhar, e despeita-se o clube. E a ambição nunca matou ninguém, mas a passividade sim. Passividade que é o que se passa na cabeça dos jogadores do Benfica: deixam jogar, em vez de pressionarem.
Depois, há outra coisa que o Benfica também tem como dom: quando perde e nós pensamos na jornada a seguir "pronto, lá vem mais uma tareia", eles ganham! Quando pensamos numa época "ok... mais uma época perdida", eles ganham qualquer coisa. O meu Benfica tem este dom. É triste, mas tem.

domingo, agosto 06, 2006

Carla Amado Gomes barrica-se no Campo Pequeno

Carla Amado Gomes barricou-se hoje no Campo Pequeno, manifestando-se, assim, contra as touradas. Encontra-se com um cartaz que diz "Salvem os animais. Salvem o Ambiente", e rodeada por dinamites e bombas não poluentes, bem como uma espingarda com balas de borracha, para não ferir ninguém, como fazem com os animais.
Num repentino ataque de fúria, tornou refém um dos negociadores da sua rendição, e ameaçou que "ou param as touradas no Campo Pequeno e em Barrancos", ou vai "fazer com o indivíduo o mesmo que os homens fazem com os touros", espetando-lhe várias espadas e ameaçando pô-lo a dar marradas contra uma das paredes de madeira da arena do Campo Pequeno. Deixou em aberto a questão do indivíduo, que é casado, ter cornos ou não, não se alongando muito sobre essa questão.
Afirmou que, depois desta luta, vai dedicar-se à causa dos pombos. Assim, fará tudo ao seu alcance, e promete ser ainda mais drástica do que nesta causa dos touros, para fazer com que acabe o tiro aos pombos. Como motivos deu "Se a lei não respeita os pobres animaizinhos, eu sobrepor-me-ei à lei e farei com que todos o façam... a bem ou a mal".
Aguardamos novidades sobre esta notícia a qualquer momento.

EPPF

sábado, agosto 05, 2006

Gelados Santini

Existirão gelados melhores que os da Santini? Não me parece...

Florbela Pires adere à moda da Floribella

Segundo fontes próximas do Bar Velho Online, Florbela Pires adere à moda da Floribella. Até mesmo ela se deixa contagiar pelo sucesso da série. Foi vista num conhecido cabeleireiro a pedir "quero o cabelo à Floribella". Já deu umas voltinhas na feira de Carcavelos à procura de umas saias compridas e rodadas, com folhos, com malmequeres bordados. 5ª feira à noite foi barrada no Buddha porque queria entrar lá desta forma e de All Star às borboletas. O seu toque de telemóvel é o mais recente êxito "Pobres dos Ricos" em forma polifónica, tendo também apenas a versão instrumental. Para as mensagens êxibe o toque "Floribella". A capa que cobre o seu telemóvel tem a cara da Floribella e malmequeres com pirilampos e amigos próximos desconfiam que põe o telemóvel a tocar de propósito para mostrar os adereços que tem. Entra ao trabalho a partir das 11h30 porque quer ver a série da manhã, e nunca chega a casa depois das 21h00 para não perder a da noite. Foi vista na sessão de autógrafos da FNAC Colombo a acotovelar duas crianças que lhe queriam passar à frente para obter uma assinatura da cantora/actriz. Colegas, amigos, conhecidos, e a D. Tina da mercearia próxima à sua casa, onde ela faz compras, fazem questão de frisar que "ela até já é simpática, doce e acessível. A Floribella fez-lhe bem". A febre é tanta, que os mesmos amigos próximos indicaram que até já faz questão de ter sotaque do Norte, como a Luciana Abreu, atendendo sempre o telemóvel com um "Estoue" ou reagindo a acções dos amigos com um "Quié que tue queires, carago?", e que passou a assinar com dois L, o nome Florbela, para ficar parecido ao da série (Florbella). Para finalizar, a mesma gosta de ser chamada de Flor, como acontece com a Floribella.

EPPF

sexta-feira, agosto 04, 2006

Nova onda

A partir de hoje, lançarei no Bar Velho Online uma nova onda: posts com notícias ou mensagens satíricas a diversas pessoas do mundo académico da FDL. Peço aos mesmos que tenham compreensão e inteligência, para perceberem que o intuito não será ofender ninguém, ou denegrir a imagem de ninguém mas, apenas e tão só, o objectivo será brincar um pouco com diversas situações. Cada um desses posts, virá identificado no fim com as iniciais EPPF (Este Post é Pura Ficção). A todos apelo à compreensão e inteligência.

Ainda dizem que ele é mau...

No mais recente Comunicado do Conselho Directivo, surgiu o impensável. Pelo menos achava eu que isto seria impossível, algum dia, na Faculdade de Direito de Lisboa: permitir que os caloteiros, que já vão em quase 1 ano de calote, mantenham congeladas as notas de avaliação contínua e dos exames, para a época de Setembro, para fazerem as orais que não fizeram porque deviam dinheiro à Faculdade. Ou seja: alguns têm cerca de 3 meses para estudar para as orais. Só chumba mesmo quem não fizer o mínimo dos mínimos.
Sinceramente, acham mesmo que merecem fazer as provas orais, depois de terem quase um ano para pagar propinas e não o terem feito? Acham mesmo que esta medida é merecida por parte dos devedores? Sejam sensatos e imparciais e concluam que não.
Depois digam que o Teixeira de Sousa é mau. Eu, pessoalmente, se fosse Presidente do CD, jamais iria para esta medida. Não pagou depois de tantos alargamentos de prazos, perde a nota que tem e começa do 0 em Setembro. Continuem a falar mal dele... esta foi para vocês verem como são injustos com o homem.

terça-feira, agosto 01, 2006

MTV: 25 anos

Cumpre-se hoje o 25º Aniversário de um dos maiores fenómenos da televisão e da música: a MTV. Foi a 1 de Agosto de 1981 (ehehehe sou mais velho que a MTV) que se iniciaram as emissões deste canal, que logo começou a ser um fenómeno de popularidade e que 25 anos depois, arrasta milhões de telespectadores a assistir os seus programas e videoclips.
Antes da MTV, já se exibiam certos videoclips em alguns programas de televisão, mas nada como um canal dedicado só à música! Foi com esses programas que surgiu uma das mais famosas músicas de sempre, dos Buggles, mas foi com a MTV que o "Vídeo matou a estrela da rádio". E foi com o Video killed the radio star que a MTV iniciou as suas emissões. Seguiram-se Pat Benatar, Rod Stewart, The Who, PhD, Cliff Richard, The Pretenders, Tod Rundgren, REO e Styx. Foram estes os primeiros 10 cantores a passar na MTV.
Desde então, a MTV tem sido um ponto de passagem obrigatória para os melhores cantores de cada uma das épocas (80's, 90's e 2000's). Vou aqui destacar alguns dos videoclips que passaram inicialmente neste canal de TV e que, para mim, são alguns dos melhores videoclips de sempre: Michael Jackson - Thriller (este para mim, sempre foi o melhor de sempre), Madonna - Material Girl, Pat Benatar - Love is a Battlefield, Kate Bush - Babooshka, Bananarama - Venus, Bangles - Walk Like An Egyptian, Queen - A Kind Of Magic, Eurythmics - Sweet Dreams, Nirvana - Smells Like Teen Spirit, Gwen Stefani - Rich Girls, Fatboy Slim - Right Here, Right Now, Madonna - Die Another Day, entre muitos outros. Há sempre um videoclip muito bom para apreciarmos.
É assim a nossa MTV, que hoje já não se dedica apenas a videoclips, mas a programas com convidados musicais, e outro tipo de programas, desde os apanhados que testam a paciência das pessoas e se passarem no teste recebem 100 dólares, até aos Room Raiders, e ao Pimp my Ride. Está a tornar-se diversificada e mesmo visando o público juvenil, não deixa de ser um fenómeno de popularidade entre miúdos, jovens, adultos e idosos. Isto, claro em países mais desenvolvidos. No nosso, ainda é apenas um fenómeno de miúdos, jovens e jovens adultos.
Go MTV e continuem a matar mais estrelas da rádio!