segunda-feira, abril 03, 2006

O Futuro da FDL

Desde o primeiro dia em que entrei na FDL, tentei sempre viver ao máximo todos os grandes momentos da vida académica e tentei criar um bom grupo de amigos, que não fossem aquele estereotipo que nos dizem existir quendo ainda estamos no Ensino Secundário, do aluno que não ajuda ninguém, que não fornece apontamentos ou quando o faz, eles vêm com erros para prejudicar propositadamente, que a malta é pouca dada a companheirimos, em suma, a imagem que nos é dada é de que no Ensino Superior a "lei da selva" impera e é o salve-se quem puder!

Sempre tentei reverter essa situação e também por isso entrei para a Tuna, onde vivi grandes momentos e onde fiz bons amigos, mas tive a sorte de mesmo a nível de turma, de ter encontrado no meu percurso grandes amigos, que tenho a certeza que o serão por toda a vida. Principalmente nos dois primeiros anos faziamos cenas espectaculares jutnso, montes de jatares de turmas, inúmeras saídas, ajudavamo-nos mutuamente nos problemas escolares e até fizemos uma viagem e Coimbra, supostamente para irmos ver um Congresso acerca da comemoração dos 35 anos do Código Civil, mas no fundo o que nos movia era o facto de estarmos sempre juntos e de aproveitar ao máximo todos os momentos para fortalecermos a nossa amizade e para ficarmos com recordações da nossa passagem pela FDL.

O segredo dessa grande amizade era o de que, apesar de todos termos ambições pessoais e objectivos, nenhum de nós pisava em cima do outro, ninguém prejudicava ninguém, nem recusava ao outro ajuda quando lhe era pedida, além de não existirem esquemas para se lixar a malta. E assim se xonseguia o sucesso e alegria de toso, com muito bons resultados!
Perguntar-me-ão algumas pessoas que estão a ler este post: para quê esta conversa fiada? Muito simples: a minah opinião acerca do futuro da FDL.
Já me fala muito pouco tempo para sair da Academia, se tudo correr bem. E a minha opinião, de quem já viveu e viu muita coisa na Faculdade (apesar de todos os dias aprendermos coisas novas e ficarmos a saber muito mais acerca de algumas pessoas... até das mais próximas...), é a de que só todos juntos, em união, como aconteceu o ano passado por altura do encerramento da FDL , é que a posição dos alunos poderá ser respeitada e ouvida, como o foi há um ano atrás. Por isso mesmo escrevi aqui neste blog que tinah ficado bastante triste por não se ter recordado o acontecimento marcante que todos vivemos, pois é sempre importante relembrarmos o passado para quem o fez, além de mostrarmos aos mais novos, neste caso so alunos do 1º Ano, o que se passou e a força que os alunos criaram, de forma a que nunca se sintam desmotivados para mostrarem a sua opinião acerca do andamento da sua vida académica.
Meus amigos, isto é tudo muito claro: não fazem falta à FDL nem à AAFDL, o elo que liga todos os alunos numa só voz, pessoas que olham primeiro para si, depois novamente para si, depois para as juventudes partidárias e só depois, no final, se tiverem tempo e isso não os prejudicar a nível pessoal, para os interesses dos alunos. Aos que ficam, tentem sempre banir da vida associativa esse tipo de alunos que não so defendem, que fazem jogos e esquemas para prejudicar o próximo, apenas para interesse próprio. Não interessa à AAFDL meninos que olham para um cargo de dirigente associativo apenas e só para engradecer o seu currículo político, não olhando a meios para obter esse fim. Não interessa à AAFDL quem quer fazer da Associação um feudo de amigos, mesmo que não tenham qualidades suficientes para lá estarem. Não faz falta quem não tem aptidões, quem não tem interesse, motivação e tempo apra assumir esse desafio. Quem se quiser enfiar nessa vida terá de abdicar de alguma estabilidade e conforto pessoal para servir todos os alunos, pensando apenas e exclusivamente neles, sem segundas intenções. Por isso mesmo sou frontalmente contra alunos que estando inseridos em juventudes partidárias, não conseguem dissociar-se das mesmas, em alturas em que é necessário dizer "Não" em benefício do interesse dos alunos. Por isso sou também contra quem usa de todoas os meios e de todos os esquemas e truques para chegar ao topo, mesmo que esses meios sejam imorais, traiçoeiros e altamente censuráveis! Está na hora de novamente serem banidos esse tipo de personagens qeu só vive para si e não para todos!

Infelizmente, nos últimos tempos, tenho assistido a uma vaga desses parasitas, que eu julgava já afastados de vez, pelo menos da Lista à qual pertenci- a Lista R- pois foi exactamente com esse intuito que ela foi criada, para afastar da AAFDL aqueles que se serviam da Associação e não a serviam para o bem dos alunos. Espero que esta nova geração perceba que tem que ser combatido esse tipo de gente, que nãos e deixe seduzir por promessas e pelo "conto do vigário" e que o Interesse Colectivo esteja sempre no topo das prioridades dos alunos da minha FDL, a Faculdade de que eu me orgulho pertencer e que irei sempre recordar com todo a alegria!

Tenham sempre um espírito crítico, que se respeitem todas as instituições da Academia, desde a Tertulia Libertas, o Conselho Directivo, as Listas da oposição da AAFDL, alunos anónimos, todos! Mas que no final, o consenso acerca dos valores essenciais que devem pautar todos os alunos prevaleça! Tal como dizia o colega Pedro Gomes há um ano, por altura do encerramento da FDL, "A Tertúlia tem a sua opinião acerca do assunto, mas neste momento é a hora de deitar para trás das costas todos os resentimentos e desavenças, em prol de toda a Academia." Revejam-se sempre neste pensamento, e risonho será o futuro da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa!

Um Abraço a todos os que ficam e nunca se esqueçam: A FORÇA DA FDL SOMOS NÓS!

P.S. Por mim, irei fazer sempre frente aos parasitas até ao último dia. Que fiquem avisados de que nem que o mundo inteiro esteja convosco, da minha parte terão sempre chatices.

domingo, abril 02, 2006

Recordando outros aniversários




Faz hoje um ano que o Papa João Paulo II "regressou à casa do Pai". É com saudade e com alegria que recordei hoje, através das diversas reportagens e documentários acerca da vida e da mensagem do Papa, mensagem essa cheia de esperança, amor à vida e de fé.
Que o exemplo deste grande Papa ilumine a vida de inúmeras pessoas por todo o mundo! Eu tento seguir esse exemplo, em que o interesse colectivo deverá pravalecer sempre sobre o interesse pessoal e em que nada justifica passar por cima de valores sagrados para ter sucesso.
Um Bem Haja a todos!

Está quaseeeeeeeee...

De 5 a 16 de Abril... Brasilllllllllllllll

30 anos

Faz hoje 30 anos a Lic.ª Isabel Moreira. Cantemos-lhe os Parabéns! Cada vez está melhor. Que daqui a alguns anos ainda se oiça falar muito dela.

P.S.: Quem também faz 30 anos hoje, é a Constituição. Mas esta, ao contrário da outra aniversariante do dia, deixa muito a desejar...

sábado, abril 01, 2006

Que grande tristeza... :(

Nasci em Lisboa, mas resido na Caparica desde os 2 anos. Sendo assim, há 23 anos que resido na área, e cresci aqui, habituando-me à vida de praia tanto no verão, como no inverno. É com enorme tristeza que vejo situações como esta, numa zona que deveria estar mais que protegida da mão humana, e também da actuação da natureza. Vi isto ainda mais belo do que é hoje, e sempre terei na retina as eternas praias da zona onde moro. Mostram o quanto a natureza é bela. Será bastante triste, frustrante e desconfortante assistir ao desaparecimento das praias de S. João e da Costa.

"O risco de inundação levou sete concessionários da zona a pedirem a intervenção urgente dos deputados da Assembleia da República junto do Instituto da Água, no sentido de ser encontrada uma solução capaz de impedir o avanço do mar. O apelo levou ontem os parlamentares socialistas Vítor Ramalho, Ana Catarina Mendes e Alberto Antunes a visitar o local, onde confirmaram a gravidade da situação. “É necessária uma tripla intervenção na zona. Em primeiro lugar, um trabalho que está praticamente concluído consiste no reforço dos esporões. Em segundo lugar, é necessária uma reposição de areias na ordem das 300 milhões de toneladas”, precisou Alberto Antunes. “Numa terceira fase é necessária a elaboração de um plano que permita a defesa do cordão dunar, de forma a que seja evitada a construção de um paredão. Neste último trabalho, para além da intervenção do Instituto da Água, cabe também à Câmara Municipal de Almada elaborar o plano de pormenor para o local”, esclareceu ainda o socialista.
A concretização destas soluções pode, no entanto, ficar seriamente comprometida caso o mar avance nos próximos dias na zona do Búzio Bar, onde a língua de duna não tem hoje mais de três metros de largura. O Instituto da Água (Inag) é responsável pela reconstrução dos esporões. Perante a dinâmica do mar, efectua uma observação diária da situação a fim de actuar de imediato para que o mar não rompa a duna, garantiu ontem ao CM fonte do Ministério do Ambiente. O deputado Vítor Ramalho informou que a solução para impedir a erosão da costa na zona de S. João da Caparica passa pela concretização de um estudo elaborado pela Faculdade de Engenharia do Porto que actue como uma barragem que segure o areal. O areal das praias de S. João da Caparica está cortado em dois níveis: um primeiro ao nível do mar e um outro seis metros mais alto, que a cada maré é comido em cerca de dois metros de extensão, segundo afirmam os concessionários dos bares da praia. “Desde de 1999, altura da elaboração do ordenamento da área costeira, que sublinho que há um risco muito elevado de erosão na zona da Costa de Caparica, desde a Cova de Vapor até à praia do Rei. Para além da construção dos esporões, é ainda necessário alimentar de areia as praias” diz José Carlos Ferreira, Geógrafo."

fonte: Correio da Manhã

O Judas

O Judas é aquele que nos trai por 30 moedas de prata. É aquele que se aproveita de tudo, para tomar a frente das coisas. Não importa quem magoa ou fere. Importa se ele se sente bem com isso. Prejudicando pessoas ou não. É, ainda, cobarde! Não assume o que faz. Pelo contrário. É preciso que se cheguem os mais próximos do visado a informar "Mestre, Mestre, foste atingido". O Judas desta vida, é aquele que nos trai sem que saibamos quem nos traiu, e pela frente é capaz de nos dar um beijinho na cara. Todos sabem de tudo, menos a vítima. Interessante ainda é quando os Judas da nossa vida não têm interesse qualquer retribuição por trair o visado. Apenas o fazem por divertimento, recreação, ou pura maldade. Sabem o que fazem, e sabem a consequência das coisas. Mas cobardemente não se assumem, nem assumem o que fazem. É assim o Judas...
E o que mais há por aí, são muitos Judas! Era bom conseguirmos detectar quem são eles. Mas, preferem manter o segredo. Os Judas são, até, todos aqueles que nos vêem com a possibilidade de nos lixarmos, e em vez de nos ajudarem, ainda contribuem mais para a nossa queda no precipício. Além de traidores, são maliciosos e calculistas. São assim... e, sinceramente, começo a detectar Judas a mais, para uma proporção de terreno tão pequena, como é a FDL.

sexta-feira, março 31, 2006

As 4 finais...

Pois é, caros amigos! Eu e alguns colegas estamos a 4 finais de terminar o curso. No meu caso Trabalho, DIP, Penal II e Ambiente. A vida na FDL começa a tornar-se cansativa... e falta qualquer coisa. Quem sabe um dia mais tarde lá volte. Estou confiante que todos vamos superar as finais respectivas (alguns têm 5, ou 6 finais... conforme os casos), e que um dia todos nos vamos cruzar, seja de que forma for. Mais não seja... cruzarmos-nos na rua! Torçam por nós! Só depende de nós neste momento.
Felicidades a todos... e... só faltam 5 dias para o Brasil!

quinta-feira, março 30, 2006

As relações entre as pessoas na FDL...

Nem sempre é possível criar uma empatia entre todos num determinado meio. Não se pode agradar a gregos e troianos, e já dizia a passagem "Não podemos servir a dois senhores ao mesmo tempo". Logo, com a nossa forma de ser, acabamos por desagradar a alguém e, por consequência, por vezes as pessoas também acabam por nos desagradar.
Por vezes caímos no goto de certas pessoas, e as pessoas no nosso. Isto pode ser derivado de um conjunto de coisas: ora de um dia mau, quer de um lado, quer do outro; ora de um mal entendido qualquer, sem nexo, mas que uma das partes entende mal, e depois acaba por fazer algo que desagrada à outra pessoa; enfim. Pode ser também por vontade própria. Mas isso seria acreditar na má fé das pessoas. E não acredito que existam assim tantas pessoas que, gratuitamente, construam ódios sobre outros. Acredito que podem acontecer mal entendidos. Depende, posteriormente, da forma como as pessoas lidem com isso. Se não se conversar, as coisas podem piorar e deteriorar-se. Às vezes a outra parte que não se expressou bem, depois não se sabe expressar nos melhores termos e acaba por dar tudo numa enorme confusão.
Creio que só assim se podem explicar relações que resultam num misto de brutalidade, falta de educação, frieza, e outro tipo de coisas menos boas. E só assim também se pode explicar, por exemplo, a relação nada saudável que tenho com a Florbela, ou por exemplo a do Delfim com a Sónia Viana. Creio que tanto uma, como a outra, surgiram por mal entendidos. Qual a parte culposa, não interessa agora ao caso averiguar. Não porque não dê jeito, porque se calhar até daria passar a batata quente ao outro lado, mas porque não é descobrindo culpados, que se resolvem as coisas. É, sim, tentando dialogar, e tentando esquecer as coisas que se passaram, que tudo se ultrapassa. Posso ter errado 20 vezes, e ela 19, ou 1. Se calhar aquela 1 que ela errou foi fatal para que eu dali fizesse as minhas, ou se calhar errei primeiro, não dei conta, e depois errou ela. A mesma coisa relativamente à outra situação. À do Delfim. Por causa de algo que a Sónia Viana não ouviu, pegou logo nele, mas aos poucos têm sabido dar a volta por cima.
O problema é quando os feitios se chocam. Não facilita. Sei que o meu é um pouco chatinho, mas se há coisa que não sou é mal educado, ou arrogante. Ainda que possa parecer (ser arrogante, claro). Torno-me mal educado e violento, quando me fazem algo que me faça sentir ofendido. Não estou com isto a tentar justificar-me. Mas, já pensaram que se calhar, por causa de algo que nem dei conta, acabei por ofender alguém, e essa pessoa em vez de conversar, retaliou? E a partir daí se gera o ciclo vicioso!
É chato e triste tudo isto, sobretudo quando sabemos que, quer do nosso lado, quer do outro, ninguém embica com ninguém por apetecer. E ficamos a pensar "porquê", e ficamos sem resposta. Era bom que este tipo de coisas passasse. Seria, sem dúvida, bastante positivo. Não só a nível profissional como pessoal, acho que toda a gente se sentirá um pouco melhor. Detesto estar mal com as pessoas e sentir que alguém está mal comigo. Neste tipo de coisas, não há vítimas. Há alguém culpado, que sem dar conta pratica algo, e posteriormente surge o "ofendido" que passa a retaliar. Custa-me ir às aulas de DIP, porque nunca sei quando vou levar com alguém a fazer-me uma cara altamente séria e que por vezes responde de uma forma, como que se tivesse vontade de dizer "lá vem este gajo", e saber que esse tipo de coisas tiveram a sua origem num mal entendido. A matéria também não facilita. E se calhar acabei por formar um conceito sobre a pessoa um pouco errado. Como por vezes a mesma responde de forma brusca e pouco simpática, também não ajuda muito. São os tais feitios! Mas isto poderia ser melhor. Bastava ver, um dia que fosse, em vez de uma cara com vontade de me fazer a folha, um rosto minimamente simpático, e se não for pedir muito... um esboço de um sorriso! A simpatia ainda funciona, e é o melhor remédio para curar todos os males.
Volto a dizer... é triste! É chato... mas quanto a pazes e quanto a tudo o resto, já dizia a minha avózinha "quando um não quer, dois não fazem". Sobre este tipo de situação, só posso contar a minha versão, porque nem tenho coragem de falar com a parte contrária. Tentei uma vez e deu mau resultado. Não tento uma 2ª. Mas... bastava uma alteração de atitude. Estou a acabar o curso. Espero bem em Junho por-me a andar da FDL, e esta não é a maneira mais saudável, nem positiva, de acabar o curso. Fico na esperança de, até ao fim do ano, ficar com uma ideia mais positiva da Florbela enquanto pessoa. Como professora, há matérias que explica bem e passa a mensagem, e há outras que não a passa lá muito bem. São falhas. E que associadas à experiência "pessoal" agravam um pouco mais tudo isto. O reparo que lhe fiz, apelidando-a de ser "fraquinha, muito fraquinha", foi mais num momento de desespero por não perceber patavina do que ela dizia para lá, e por ter tido, mais um mau dia com ela. Tem coisas boas como assistente, mas também tem coisas muito más. Como pessoa, actualmente, a informação não é a melhor, mas... para terminar... quiçá ainda saio da FDL com um sorriso dali. Não custava nada... e podia melhorar tudo!

Faltam 6 dias...



Brasilllllllllll

A Rainha do Direito do Ambiente

É a Rainha do Direito do Ambiente, porque:
1º domina Ambiente como o Ronaldinho domina a bola;
2º veste a camisola;
3º porque tem anos de experiência de Ambiente;
4º porque ir às aulas dela é um privilégio, um luxo, e mais um bocadinho devia dar curriculum para nós, alunos;
5º porque ouvi-la falar de Ambiente e até de outras coisas, é um prazer;
6º porque espalha uma simpatia e é de uma acessibilidade enormes.
De pessoas assim, só se pode falar bem! E ai de quem se atreva a contrariar isto que aqui falei.

quarta-feira, março 29, 2006

Está quase.... 7 dias para o BRASIL!

Faltam

não sei quantos dias (penso que 7) para o Brasil.
Espero, sinceramente, que se divirtam muitissimo.
Com muita pena minha não vou poder acompanhar-vos nessa sagrada demanda mas sugiro aqueles que estão a trabalhar a sério que aproveitem para descansansar, para aqueles que vivem despeitados e frustrados que arranjem uma menina que lhes cure a dita maleita e para os demais sugiro bebedeiras e felicidades!

terça-feira, março 28, 2006

Recordando as aulas do 1º Ano de Ciência Política e Direito Constitucional I

" Os fins justificam os meios."

Nicolau Maquiavel em "o Príncipe"

sábado, março 25, 2006

Venusmonti - Tuna Académica da FDL

A minha (versão da) história

Mesmo antes de entrar na FDL ou na vida académica, já assistia com entusiasmo às actuações das tunas académicas e era um sonho pessoal um dia, quando viesse a entrar no ensino superior, ser membro de uma tuna. Assim que entrei na FDL, por volta de Fevereiro, enchi-me de coragem e fui à sala da tuna da FDL- a Venusmonti- e lá iniciei a minha aventura na vida das tunas, que se prolongou até ao ínicio do 4º ano.

Creio que só quem passou pela tuna, sabe o que significa o espírito académico, já que é muito difícil em Lisboa ter uma convivência académica como se tem em Coimbra, em que o companheirismo, a amizade, a loucura, as noites longas de paródia total são um marco na vida de um estudante.

Serão inesquecíveis os momentos fantásticos que passei nas actuações de Coimbra, em 2002, na Queiam das Fitas. No Festival da Católica, em 2003, onde dominámos o festival todo com a nossa loucura, e onde houve a maior caça ao "recuerdo" de sempre. O Festival Saloio de Tunas, em 2004, onde mais uma vez fomos os reis do Festival, com a célebre actuação com a Tuna da 3ª Idade de Loures e com o episódio "Fernanda do Diamante", além do Presidente da Câmara de Loures ter sido obrigado a ouvir-nos 30 minutos por termos perdido o festival. Lembro-me ainda da actuação em Cuba do Alentejo, onde conhece-mos o Sr. Chico Baião (Mocidade, Mocidadeeeee...), entre muitos outros grandes momentos que eu nunca irei esquecer.

Mas como é obvio, também no seio da Venusmonti houve lutas de poder, que no final acabaram com a própria tuna. Desde que entrei, até 2003, quem mandava na tuna eram os mais veteranos, que estavam em minoria de elementos. Em 2004, com a passagem ao poder dos elementos mais novos, devido a uma luta interna que surgiu antes do Festival Saloio de Tunas.

Para mal da FDL e dos elementos que adoravam a tuna, em Novembro de 2004, o Cosnelho de Veteranos da Venusmonti resolveu expulsar 80% dos membros, todos eles elementos não ligados à facção que tinha perdido as rédeas do poder em Fevereiro de 2004. E assim acabou a Tuna, nunca mais houve actuações, não existem novos elementos. o Fim.

Deixo aqui um enorme abraço de amizade aos meus amigos e companheiros de viagem de 3 anos de Venusmonti: Rikita, Sampaio, Garcia, Cyprien, Violento, Tropa, Sandes, Eurico, Michel, Falha, Sanita, Repórter, Cubano, Abdul. Se me esqueci de algum , peço desculpa.

Nunca me irei esquecer:

VENUSMONTI, CONA CHATUNS, CARALHUS GROSSUS ET PINTELHUDUS!!!

P.S. Quem quiser saber mais sobre a tuna visite aqui.

Venusmonti - O Hino

Sei que enquanto viver
Nunca esta sede há de morrer
Sede de tempo para ser
E a cada instante poder ter
A capa negra ao luar
Rasgada de tanto amar
A ilusão no olhar
De para sempre cantar

Esta paixão que nos faz trovar
Em cada instante do meu palpitar
Esquecendo o tempo que nos faz sofrer
De capa traçada canto até morrer.

A academia é vivida a cantar
E o nosso curso sem nunca acabar
Mas pela tuna vivemos assim
A Venusmonti canta até ao fim

Saudade...

O DIP e o Brasil!

A todos os que tiverem problemas de consciência com as namoradas, eu estou aqui para resolver o vosso problema!
Ora bem, o aluno A, tem a namorada B, e vai para o Brasil sem ela. Lá, conhece C, que logo o convida para uma noite escaldante! A fica com problemas de consciência se for para a cama com C, dado que namora com B.
Dados relevantes para a hipótese:
1. O Brasil não reconhece namoros de estrangeiros e só considera traição, quando o mesmo sujeito tem mais que 3 mulheres.
2. Portugal considera traição, a típica situação descrita supra.
3. No Brasil faz-se a dupla devolução e a devolução simples, dependendo do caso.
4. Para este tipo de situações, a lei brasileira considera-se competente.
5. O gajo que está a fazer este caso prático não percebe nada de DIP e precisa de explicações urgentemente, mas está a escrever isto só para não deixar as pessoas com problemas de consciência.

Pergunta: qual o Direito aplicável numa situação destas?
Resposta: A Norma de Conflitos em questão, será o artigo 46º do Código Civil, dado que o que está aqui em causa é uma questão de posse, propriedade e demais direitos reais (que inclui direitos reais de gozo), sobre a coisa. Como não se regula a situação relativamente a mulheres, a estamos perante uma lacuna do nosso regime jurídico, e sendo assim, a norma que mais se assemelha ao regime de direitos de gozo sobre as mulheres, é a do 46º/1, logo esta situação é resolvida pela lei do Estado em cujo território as coisas se encontrem situadas. O chamado lex re sitae. Logo, se a brasileira se encontra situada no Brasil, será esta a lei competente para determinar se no caso de A praticar relações sexuais com C, estaremos perante uma traição ou não. A lei brasileira considera-se competente. O Brasil diz que neste caso, nem sequer considera as relações de namoro de estrangeiras como existentes, quanto mais nesta situação, em que ele não excedia o número de 3 mulheres.
Conclusão: podem ficar descansados e ir para o Brasil fazer sexo à vontade, porque os vossos namoros não são reconhecidos nesse Estado.

Countdown to Brasil: 10 dias!