
No passado dia 23 de Agosto desloquei-me à Loja Vodafone do Almada Fórum, para adquirir um telemóvel Nokia 5300, por 129 euros, através da entrega de um telemóvel antigo, que já não se usasse. Tinha aqui um velhinho 3310 cujo visor já não mostrava os caracteres, antes só acendia as luzes e aproveitei para o incluir no pacote. Vi na mesma publicidade que por mais 9,90 euros teria direito a um cartão de memória de 1GB.
Ao ser atendido, atende-me uma jovem ainda em formação, cujo nome é Lara Severino, e pergunto-lhe como funciona a promoção do cartão de memória de 1GB, pois podia ter data limite. A mesma, por estar em formação, dirige-se à colega Andreia Duarte e volta com a informação que o cartão já vem incluído no preço do equipamento e que não há nada a pagar. E eu pergunto porque é que está ainda o preço de 9,90 euros e a mesma diz-me para não fazer caso.
Ali ao lado, a Phone House fazia a mesma promoção, mas com a agravante de ter que pagar o cartão. Preferi optar pela da Vodafone e dirigi-me ao final do dia para celebrar o negócio. Fui atendido pela funcionária Sandra Teixeira e, apesar de ter tido um tratamento exemplar e correcto, a coisa começa a correr mal quando me dizem que só têm telemóveis cor-de-rosa e um vermelho, quando eu preferia o cinzento. No entanto, uma faixa vermelha não me desagradava de todo e acabei por aceitar. Quando chegamos à parte do cartão de 1GB, foi-me dito que os mesmos estavam esgotados. Reclamei pelo facto de outros clientes terem direito a cartões e eu não. Foi-me dito que poderiam fazer a reserva de um cartão e depois me contactavam, mas estaria dependente de ainda haver em stock. Aceitei a condição e aguardei.
Hoje, recebi um telefonema em como poderia deslocar-me à loja e proceder ao levantamento do cartão. Tudo bem, vamos lá levantar o cartão. Ao chegar lá, fui novamente atendido por Sandra Teixeira e a Vodafone decide cobrar-me 9,90 euros pelo cartão. Insurjo-me e recordo a informação que me foi dada em como nada teria a pagar e recordo que a propriedade do cartão se transferiu para a minha esfera, por mero efeito do contrato, mais concretamente com a verificação da condição de existirem cartões disponíveis.
Como é natural, a Vodafone não quis entregar um cartão que já era meu, antes quis que pagasse sem que tivessem legitimidade para tal. Após a minha revolta, Sandra Teixeira contacta o Gerente de Loja, que lhe diz algo tão simples como: "pede desculpas ao cliente pelo engano, mas ele tem que pagar se quiser". Ao ouvir uma coisa destas, perco o juízo. Pergunto à funcionária se quer que eu lhe mostre na lei o artigo que obriga a loja a dar-me o cartão pelo preço (ou falta dele) acordado. A funcionária começa a ficar baralhada e confusa até que decido ser prático: o cartão já é meu, e a loja decidiu apossar-se do mesmo ilegitimamente, recusando-se a entregar-mo, e ainda exigindo que eu entregue uma quantia por ele. Ora, se não existe rapto do cartão, pelo facto do rapto só se aplicar a pessoas, e existe furto, dado ter sido praticado sem violência, ou abuso de confiança, então o melhor é chamar a polícia e participar um crime!
A funcionária entra em pânico e contacta novamente o gerente, que facilmente se descartou da responsabilidade e deixou as funcionárias à mercê da situação. Podia brincar com esta situação e lançar a polémica sobre se aqui há crime de exposição ou de abandono por parte do gerente face às funcionárias, mas entendo que não o devo fazer.
As custas, tendo eu testemunhas de tudo isto que aconteceu, certamente correrão por conta da Vodafone, além da entrega do cartão que ainda é meu. Vi-me forçado a chamar a polícia e a participar um crime, que mais tarde será julgado pelo juiz. Do livro de reclamações também não se livrou esta loja.
Ainda que isto não dê em nada, do susto esta loja não se livra, e garanto que da Vodafone de Almada nunca mais sairá um cliente com uma informação mal dada, ou vítima da ciganice de um gerente que certamente está habituado a tapar os buracos das suas funcionárias (salvo seja) com um "pede desculpas e ele que pague". As pessoas, e as entidades que prestam serviços, devem ser responsáveis pelos "enganos", ou "erros", que cometam. Acresce a tudo o que já foi aqui dito, que a lei é para cumprir e não é justo que um cliente seja responsabilizado pelo erro de um funcionário!
A justiça conhece duas formas de aplicação: a forma convencional e a forma legal.