quinta-feira, agosto 16, 2007

Vamos celebrar o Elvis!

Segundo parece, hoje celebra-se o 30.º aniversário da morte de Elvis Presley. Não consigo perceber como é que a morte de um ídolo pode ser vista como algo a festejar pelos seus admiradores. Aliás, não consigo perceber como é que as desgraças continuam a ser celebradas. Supostamente devia ser um dia triste, a não recordar, e a celebração implica um festejo, ou uma homenagem. Para homenagear alguém, e festejar com pompa e circunstância, já têm a data do nascimento do respectivo ídolo. Isso sim, merece celebração e festejo, pois foi o dia em que alguém que admiramos, nasceu e começou um trajecto que lhe permitiu fazer algum(ns) feito(s), acabando por influenciar a nossa forma de viver! Agora a morte...

Silly season, silly subjects

Estas aberrações que vêem na imagem, chamam-se "Crocs". Eu ainda identifico o problema, como se ninguém soubesse o que são. Digo problema, porque começa mesmo a tornar-se um grave problema na nossa sociedade, já fazendo enorme concorrência ao sapato de vela e se as coisas continuam assim, promete mesmo destroná-lo da liderança.
A primeira vez que tinha visto e ouvido falar nestas coisas, foi há quase um ano, num programa da Oprah. Já na altura isto era moda nos EUA e eu só pensei "que nunca tragam isto para Portugal, por favor". Os meses foram passando, e o meu desejo ia ganhando forma. Até que, subitamente, esta trampa (para não dizer outra coisa) invade a moda (?) portuguesa! Vejo toda a gente com estas coisas! É impressionante! Será que as pessoas não têm um mínimo de sentido estético? A justificação para o sucesso destes chinelos/socas/tamancos prende-se com o facto de serem confortáveis. Perante isto, eu pergunto, se é confortável, também não será confortável andarem nus na rua, ou então, em pleno inverno, de pijama, robe, meias de lã pelo joelho, com chinelos? Parece que as pessoas trocam a elegância pelo relaxamento. Mas isto parece ser apenas um princípio a ser seguido por países que já primam, por natureza, pelo relaxamento no estilo de vida, no qual se inclui o vestuário e o calçado. Portugal, Alemanha, Holanda e Estados Unidos, são países onde podem ver esta moda (?), já porque são países onde as pessoas não se preocupam muito com o vestuário e calçado. Qualquer coisa lhes serve, e quem não gostar que ponha de lado. Mas pergunto: custa alguma coisa, já que não se quer primar pela elegância, não enveredar pela deselegância, pelo mau gosto e pela falta de senso? Tudo isto ganha proporções ainda maiores e mais preocupantes, quando vemos que homens também usam isto!!! Fiquei chocado da primeira vez que vi e mais chocado ainda quando vi que se começa a tornar regra!
Tudo bem que estamos na "silly season", mas os portugueses podiam não optar por "silly fashion". Podem-me dizer, e com razão, que os gostos não se discutem. É verdade. Os gostos não se discutem, mas lamentam-se. Um pouco de classe não fica mal a ninguém e é sabido que para se ter classe não é preciso vestir roupa e calçado de marcas dispendiosas. Ponham os olhos nos italianos e vejam o que é classe, presença e elegância. E os italianos usam vestuário e calçado simples e barato. Não é qualquer italiano/a que entra em extravagâncias no que diz respeito à forma de vestir e calçar. Os espanhóis também são um bom exemplo. Especialmente os das grandes cidades, como Madrid e Barcelona, são bem menos clássicos que os italianos, mas preocupam-se com a sua imagem e fazem de tudo para estarem sempre arranjados, recusando o relaxamento. Também não é por acaso que nestes países a moda das Crocs não pegou. Qualquer pessoa que goste minimamente de si própria, gosta de se ver bem arranjada, e de se sentir minimamente elegante. Qual é a pessoa que tem amor próprio e que não lhe importa a sua imagem? Ninguém. Uma mulher de saltos altos, mesmo em pleno verão, é do mais feminino que se pode ver. Ou com umas sandálias de verão elegantes (e há muitas baratas). Uma mulher que se cuida, é do mais belo que se pode ver. Não é um peito grande, ou umas pernas bem delineadas, que a tornam mulher e a tornam apetecível aos homens. Pelo menos falo por mim. Uma mulher feminina e que goste de se sentir feminina, é das coisas mais atraentes que eu, enquanto homem, posso ver. E aqui também não vence a desculpa "devias ser tu a andar com saltos altos, de mini-saia, etc". Se as italianas conseguem e gostam, porque é que as portuguesas não conseguem? E no que toca a calçado peço que vejam as brasileiras e as africanas. Adoram um bom salto, pois expõem mais o seu lado feminino.
Tudo isto para se dizer que até em coisas simples, como o calçado, é possível ver a diferença entre o Portugal dos relaxados e a Europa de classe.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Marilyn Manson em Portugal

Para quem ainda não sabe, se é que tal seja possível, no dia 19 de Novembro, Marilyn Manson actuará no Pavilhão Atlântico! Os bilhetes custam entre os 25 e os 30 euros e eu, quase de certeza, vou lá estar!
Não percam um verdadeiro artista, um verdadeiro espectáculo, como é Marilyn Manson.

Prioridades

Antes de se preocuparem em salvar o Planeta...

... preocupem-se em salvar Portugal!


Com o estado em que as coisas estão, e com o rumo que estão a tomar, o fim parece mesmo estar próximo...

terça-feira, agosto 14, 2007

Rica mãe!

Madeleine McCann tem uma mãe que muitos devem desejar não ter. Depois de a ter deixado ao abandono, permitindo que tudo isto tivesse acontecido, agora diz que prefere saber que a filha está morta, a viver na incerteza.
Mãe que é mãe, não deseja a morte de um filho, seja em que circunstância for, nem que para isso tenha que ser a própria mãe a sofrer com a incerteza. Mãe que é mãe, lida com a incerteza e com o sofrimento, se isso implicar o bem-estar da filha. Mãe que é mãe, em vez de prestar declarações infelizes como esta, diria algo como "esteja onde estiver, só espero que esteja bem".

segunda-feira, agosto 13, 2007

Uma empresa portuguesa, com certeza

Decido contactar a TMN para saber porque motivo carrego o telemóvel com 7,50 euros e me aparecem apenas 4,07 euros. Devo dizer que ainda tinha saldo suficiente para realizar chamadas. Ligo para o 1696 e logo aparece a máquina com as suas mil opções. Ao pressionar uma, logo surgem mais mil sub-opções. Acabo por desistir, por saber que não era uma máquina que me poderia ajudar nesta questão e desligo. Volto a ligar e espero que a máquina diga as opções iniciais, para que eu pressione a mais conveniente: aquela que me ligará directamente a um operador.
Aguardo dez minutos para que me atendam e quando o fazem, insistem em saber o meu nome, mesmo antes de saberem o que se passa. Digo que me chamo Alexandre e tratam-me por José. Pedem-me o número de telefone e a referência multibanco, mesmo sem saber se eu só estou ali para perguntar como se vê o saldo, ou onde fica a loja TMN mais próxima.
Quando me dão finalmente a possibilidade de expor o problema, desligam-me a chamada, mas fixei o nome da operadora: Cláudia Silva. Volto a contactar o serviço 1696 e volto a aguardar mais dez minutos. Outra vez a mesma história, mas desta vez já me chamam Alexandre. Pergunto como é possível só me desligarem o telefone quando vêem que o problema pode ser complicado e a operadora, Raquel Mendes, diz-me que a chamada deve ter caído. Exponho o problema todo outra vez e quando acabo de o fazer, voltam a desligar-me a chamada.
Volto a ligar 1696, porque sou teimoso e não deixo que me vençam pelo cansaço. Desta vez aguardo pouco mais de sete minutos e sinto que já ganhei alguma coisa com esta chamada. Atende-me um Nuno Vaz. Passo pelo mesmo que passei com as outras duas operadoras, mas desta vez peço para expor a triste situação a um supervisor. Nuno Vaz diz-me que as chamadas devem ter caído. Alerto-o para o facto de ser uma constante as chamadas irem abaixo. Se é coincidência, não sei, mas as únicas chamadas que me caem são as que realizo para a TMN, e mais coincidente ainda será o facto de só caírem quando exponho as situações e as mesmas se revelam aparentemente complicadas.
Pedem-me para aguardar e eu acedo ao pedido. Ao regressar, o operador diz-me que o supervisor vai ficar com o meu contacto e me contactará assim que lhe for possível para resolver todos os problemas que eu tivesse por resolver. Poucos minutos passavam do meio-dia quando isto se sucedeu. São 18h21 neste preciso momento e ainda aguardo que o supervisor tenha 5 minutos livres para que me seja feita a chamada.
Eram 15h02 quando entrei na Loja TMN de Entrecampos, a principal a nível nacional. Tirei a senha e faltavam 14 números para chegar a minha vez. Estavam mais de vinte pessoas à espera. Não, não fiz mal as contas, pois haviam casais, crianças, enfim, um pouco de tudo. Procuro um lugar para me sentar e vejo que a loja principal da maior operadora de telefones móveis, em plena capital, não tem um único banco para os clientes se sentarem enquanto esperam. Vejo idosos sentados em cima dos expositores de produtos e crianças sentadas no chão. Não, não estamos no Sudão, no Congo, ou no Iraque. Estamos em Lisboa e na loja principal da maior operadora de telemóveis em Portugal. Vejo também um deficiente sentado num expositor. Para quem duvida das minhas declarações, basta que se desloque ao referido local e confirme com os seus próprios olhos.
Sou chamado às 15h41, e eu e certamente já a loja tinha mais de trinta pessoas em pé. Ao ser chamado, exponho a situação toda, mais uma vez, e aquilo que oiço é "tem que aguardar um contacto nosso, porque vemos que realmente se passa aqui algo de errado". Pergunto até quando é que tenho que aguardar, dado que sempre que durante estes sete anos enquanto cliente TMN expus um problema, nunca obtive resposta, quer fosse ela favorável, quer desfavorável. É-me dito que não há previsões e não me dão datas limite para dar a resposta. Pergunto se de hoje a um ano tenho que voltar à loja para perguntar "olhe, lembra-se que há um ano carreguei o telemóvel com 7,50 euros? Já têm resposta? Não? Ok, volto cá para o ano e desculpem a maçada". A funcionária Carla Pinheiro diz-me que jamais tal coisa ocorrerá. Peço que a mesma fale com um superior e resolva a situação, porque "não sou a Santa Casa da Misericórdia para distribuir dinheiro por quem quer que seja".
Depois de muitas insistências e de vinte minutos a bater o pé, lá consigo que alguém assuma responsabilidades e me dê o prazo de quinze dias para aguardar a solução do problema. Não me despeço sem pedir o livro de reclamações e expor a vergonha a que tive que assistir naquele local, ao continuar a ver crianças sentadas no chão, e mais idosos sentados nos expositor e outros em pé.
É uma empresa portuguesa, com certeza!

Estado Laico?

A Lei da Liberdade Religiosa é inexistente em Portugal, ou encontra-se revogada tacitamente por falta de aplicação. Só assim se explica que, além dos feriados religiosos que se celebram em Portugal, mesmo pelos crentes de outras denominações, ateus, ou agnósticos, tenhamos elementos do Governo a benzerem-se em cerimónias públicas, elementos da Igreja Católica com presença obrigatória nas mesmas, e... elementos do clero a auferirem entre 3.800 e 4.000 euros para apreciarem os pedidos de prestação de assistência religiosa de confissões não católicas e a estabelecer as condições para o seu exercício ao serviço das Forças Armadas e de Segurança.
Ignora-se por completo uma Lei que consagra o direito à assistência religiosa em termos de igualdade para todas as confissões, pagando aos ministros católicos para terem acesso directo aos serviços do Estado atrás referidos. Mais absurda a coisa se torna quando estes mesmos senhores vão decidir se as pessoas de outros credos e denominações podem ter a assistência religiosa que pretendem.
Como se não bastasse, Portugal ainda tem 41 capelães no quadro permanente das Forças Armadas. Além, do Bispo das Forças Armadas e de Segurança, equiparado ao posto de major-general, existem cinco capelães coronéis, oito tenentes-generais, 16 majores, cinco capitães e seis tenentes. Escusado será dizer o valor que auferem.
Aqui está um caso descarado de uma lei só estar presente no papel para calar alguns contestatários. Realmente, só foi pedida a criação da Lei, não foi pedida a sua aplicação...

domingo, agosto 12, 2007

Cultura?

Que a 24 de Maio de 2081 o Governo da altura não queira celebrar o centenário do meu nascimento, ou sequer fazer-se representar em qualquer possível mini-festa privada organizada pelos meus familiares, eu compreendo. Afinal, sou um simples português, que escreve num blogue.
O que não compreendo é como é possível que o Governo ignore por completo o centenário do aniversário de Miguel Torga, uma das maiores referências da língua portuguesa! Para o Ministério da Cultura, a diferença entre Miguel Torga e um qualquer blogger é que no tempo daquele não havia internet e pouco apanhou da era informática, vendo-se forçado a escrever com papel e caneta. Caso contrário, seria "mais um", dado o conteúdo banal e vulgar proveniente de Torga.
Fica a sensação que Isabel Pires de Lima, e os seus, só conhecem um nome português ligado à cultura: Joe Berardo. Ainda por cima é um nome que não é totalmente português e nem sequer é conhecido por ser artista. Para tal, também ajuda o facto de termos uma Ministra da Cultura que não aconselha como locais a visitar, com ligação à cultura, um português que seja.

Afinal...

Ficámos ontem a saber que, afinal, ele não lava os dentes...

sábado, agosto 11, 2007

Mais de Roma: especial Coliseu

Reparem bem nesta maravilha! Sim, faz jus a ser uma das sete maravilhas do Mundo. O nome mais correcto é Anfiteatro Flávio. A sua construção teve início no ano de 70 d.C., tendo como seu criador o Imperador Vespasiano, mas só foi inaugurado por volta do ano 80, no período de Tito. As cerimónias e espectáculos de inauguração duraram cem dias e durante este escasso tempo foram mortas mais de 5.000 feras.
O Coliseu tem a altura equivalente a um grande estádio de futebol, possivelmente a mesma que o Estádio da Luz, e tinha capacidade para 70.000 espectadores, dos quais 55.000 sentados. Foi com o Coliseu como modelo que se construíram os estádios de futebol dos dias de hoje. O Coliseu possui oitenta arcos, todos equivalem a entradas, todos numerados com a numeração romana, e a estes números correspondiam os que constavam nos bilhetes dos espectadores, ainda que a entrada fosse gratuita. A organização do Coliseu era tal que, dado o seu número de entradas e fáceis acessibilidades, era possível permitir a entrada organizar devidamente os 70.000 espectadores que lotavam o recinto.
Na época havia um toldo de tela enorme que cobria a parte superior do Coliseu, protegendo os espectadores do sol. Dada a proximidade do público com a arena, havia uma rede metálica em volta da mesma, aos quais eram colocados mais alguns materiais especiais para proteger o público e evitar que as feras saltassem para o lado de fora da arena. Não obstante tudo isto, ainda existiam arqueiros em redor da arena, prontos a disparar qualquer animal que conseguissem saltar para a parte destinada ao público.
A parte que hoje vemos que falta no Coliseu, não se deve a nenhum incêndio, ou acidente provocado pela natureza. Aquelas pedras todas foram retiradas, de propósito, para serem aplicadas na construção de palácios e outro tipo de construções da Roma Antiga.

Aqui está a entrada dos dias de hoje. Haviam várias divisões no Coliseu: desde o camarote do Imperador e a entrada própria para o mesmo, até ao camarote do Cônsul, ao vomitório, os assentos para o povo, a entrada dos gladiadores, as jaulas para as feras e para os gladiadores. Os espectadores eram divididos conforme as classes sociais.

Aqui está uma das jaulas onde se colocavam tanto feras, como gladiadores. Ainda hoje é possível ver alguns dos nomes que aqui passaram na época, gravados nas paredes, bem como marcas feitas pelos mesmos. As feras eram deixadas à fome durante vários dias, para que entrassem furiosas na arena e com vontade de devorar quem lhe aparecesse à frente. Como se não bastasse, no caminho que faziam para a arena, eram atiçadas através de espadas que lhes eram espetadas ou através do contacto com tochas. Valia tudo para aumentar a ira das feras. Os gladiadores tinham que travar lutas com leões, tigres, elefantes, ursos, entre outros.
Era aqui que muitos cristãos morriam, mas ao contrário do que se diz, nunca se fizeram crucificações no Coliseu. Apenas se lançavam os cristãos para a arena, para tentarem sobreviver às feras. Os espectáculos eram sempre muito procurados pelos romanos e geralmente começavam com actividades circenses envolvendo animais. Seguidamente seguiam-se as demonstrações entre soldados romanos, e os combates com os gladiadores que combatiam até à morte. O facto de se ganhar aquele combate, não era sinónimo de futura liberdade. Ainda tinham que passar pelo julgamento do povo. O Imperador pedia ao povo que se manifestasse se tal gladiador merecia a vitória. Se o povo gritasse "deixa-o viver", o Imperador fazia a vontade, mas se o povo se manifestasse com a mão fechada e o polegar para baixo, então enfrentaria as feras.
Normalmente, faziam parte do núcleo dos "gladiadores", todos aqueles que se recusavam fazer parte do exército romano, escravos, criminosos e cristãos. Se algum dos que se recusou fazer parte do exército romano, ou algum cristão, recuasse na sua opção, poderia ter a hipótese de lhe ser concedida uma oportunidade para viver. Era ainda possível comprar a sua liberdade. Na altura, os títulos adquiriam-se. Bastava ter dinheiro...

Aqui podemos ver o nível subterrâneo pelo qual passavam as feras e os gladiadores, até chegarem à arena.

Outrora, este foi o local que servia de arena. Tinha um piso feito em madeira, totalmente coberto por areia. Hoje podemos ver os níveis subterrâneos.
A última vez que houve um espectáculo no Coliseu, foi no ano de 523, mas já só tinha como base a caça de animais selvagens, dado os combates entre gladiadores terem sido abolidos em 438.

O Coliseu visto à noite, com toda a sua iluminação. É lindíssimo. Desculpem a qualidade da fotografia, mas quando falta tripé é difícil tirar uma foto decente à noite.

Porque não celebrar o casamento no Coliseu?

Ou dar um passeio numa charrete?

Fermata: Piazza del Colosseo. Uscita: lato sinistro o destro.

As imagens exibidas têm direitos de autor e qualquer intenção de reprodução das mesmas deverá ser antecedida de pedido junto do seu autor.

Um género de SPAM

Os "Luizes" do PSD, Marques Mendes (MM) e Filipe Menezes (FM), começaram mal a sua campanha para as eleições de Setembro. Parece que agora pegou moda o envio massivo de SMS para os telemóveis dos militantes. Só FM enviou no dia de ontem três sms, todas elas com o mesmo conteúdo. Quanto a MM, para quem chora na própria SMS que não tem verbas e que vai apostar numa campanha à base da contenção de custos, se tivesse poupado este discurso totalmente desnecessário teria gasto metade do valor que gastou com a SMS, dado o número de caracteres total da mensagem terem equivalido a duas mensagens.
Esta é só mais uma guerra em que quem perde são os inocentes. Neste caso, os líderes usam tudo à sua volta, e os militantes são constantemente importunados por mensagens escritas. Começa a transformar-se num género de SPAM. Depois dos e-mails, chegou a vez de sermos invadidos através do telemóvel. E se hoje já é possível bloquear remetentes de e-mails cujo conteúdo não nos agrade, nos telemóveis tal ainda não é possível fazer.
Uma coisa é certa: os autores destes SMS deviam perceber que não é com vinagre que se apanham as moscas. É muito gira a ideia de se aproveitarem as tecnologias, mas quando o recurso às mesmas começa a ser usado de forma abusiva e massificada, acabou-se a piada.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Época de férias... altura de publicar as fotografias das minhas...

Em todas as ruas podemos contar com 2 ou 3 "mini-mercados" ambulantes que funcionam 24 horas por dia e onde podemos adquirir de tudo. No entanto, ao contrário de muitas outras coisas, sai caro adquirir o que quer que seja nestas roulotes. Não é só na parte da frente que tem produtos, mas a toda a volta.

O Forum Romano. Isto é só um pedacinho dele. Como tirei pouco mais de 1000 fotografias, brevemente publicarei mais desta maravilha romana. É um espaço enorme onde constam, por exemplo, o Tabularium, Templo da Concórdia, Templo de Saturno, Templo dos Cástores, Fórum de Cèsar, Fórum de Vénus Genitora. É simplesmente fantástico e todo ele envolto de mística que nos leva até à época em que começou a ser construído, o século VI a.C.

Outrora, este era o terreno onde se situava o famoso Circo Massimo, que é bem possível que tenha sido o maior local de espectáculos, e sobretudo de desporto, de todos os tempos, tendo cerca de 600 metros de comprimento, 200 de largura e com capacidade para 300.000 espectadores.

A Praça do Capitólio, que contou com a participação de Miguel Ângelo a projectar o pavimento geométrico e as fachadas dos edifícios. Ao centro podemos ver uma cópia da estátua do imperador Marco Aurélio, estando a original no interior do Palazzo Nuovo.

As imagens exibidas têm direitos de autor e qualquer intenção de reprodução das mesmas deverá ser antecedida de pedido junto do seu autor.

Setembro promete...

Dias 17 e 27 de Setembro os vícios voltam! Na falta de um verão como deve ser em Portugal, nada como o regresso das minhas séries favoritas para aquecerem a temporada.
Quanto a outros, a parte final da temporada desiludiu-me bastante e já não sinto a mesma emoção e vício que com os outros dois.

quinta-feira, agosto 09, 2007

As lições que a natureza dá



Este video é simplesmente fantástico. Uma cria de búfalo é apanhada por um grupo de leões. Depois de ser disputado entre os leões e um crocodilo que o apanha na margem, o pequeno búfalo mantém-se vivo. O que os leões não esperavam era que surgisse repentinamente um enorme grupo de búfalos que vierem em socorro do pequeno. Começaram por encurralar os leões, e acabaram por expulsá-los, chegando um a ser levantado no ar pelos chifres do ruminante antílope.
Este video devia servir de exemplo para muitos que cobardemente deixam os amigos e os mais fracos em apuros, preocupando-se apenas com o seu "couro".
É um video fantástico, e não é por acaso que o número de "views" já é superior a 9,5 milhões.

Excelente campanha de Marketing

Não sou do Sporting, pelo contrário. Mas a campanha que o clube está a fazer para vender as gamebox, está simplesmente genial. Vão ao site da Gamebox e insiram os vossos dados. Depois vejam o melhor da criatividade a funcionar. Até agora só dá com telefones Optimus e Vodafone. Mas tentem com números TMN e quem sabe às tantas começa a dar.
É como digo, não sou do Sporting, mas tenho que tirar o chapéu a esta campanha simples e genial.

Problemas na gestão camarária

Não consigo perceber como é que um português que tem trabalho, só pode comprar uma casa a um preço minimamente interessante na periferia de Lisboa, e se constroem bairros sociais no centro da cidade, com rendas dignas de um país africano.
Hoje temos a questão da Zona J, em Chelas, onde estão a expulsar (e bem!) residentes em edifícios pré-fabricados, dado estarem ilegais nos mesmos. Vejo indignação entre esses moradores, alegando alguns que "o marido ganha 400€ e que não dá para arrendar uma casa", ou exigindo "uma das casas que a Câmara construiu" no centro da cidade. De facto, com 400 euros é impossível arrendar uma casa no centro da cidade. Mas nas periferias já é possível.
As perguntas a fazer são: se muitas destas famílias são numerosas, porque é que não trabalham todos os que estão aptos para isso? Porquê a ambição de uma casa no centro da cidade, sem meios para isso? Porque é que a Câmara Municipal de Lisboa tem que "dar" casas no centro da cidade e não os pode encaminhar para os subúrbios ou realizar acordos com outras câmaras? Porque é que tem que ser a Câmara a tratar destas situações e não os próprios que não mexem uma palha para as resolver?
Os municípios portugueses, em particular os grandes, como é o caso de Lisboa e Porto, têm um grave problema de gestão a propósito do qual dei um lamiré no primeiro parágrafo: ora, porque não encaminhar as famílias que trabalham, e têm condições, para o centro da cidade, e encaminhar os bairros sociais para as periferias? É inacreditável que um casal tenha que adquirir cubículos a partir de 150.000 euros, e tenham que fugir da cidade, onde muitas vezes a rede de transportes é deficiente, mas os mais pobres, os menos produtivos da sociedade tenham direito a rendas de 15 euros e ao fim de alguns anos possam adquirir as casas por 5.000 euros, e ainda beneficiem de uma rede de transportes completa como é o metro, o autocarro, o comboio, e tenha tudo a nível comercial e desportivo ao seu dispor.
É neste tipo de coisas que vemos que uma sociedade não funciona: ela é simplesmente injusta e não compensa para quem realmente produz e se dedica. Já para não falar na armadilha da pobreza. Coitados, moram no centro da cidade, ganham rendimentos e subsídios e ainda se queixam...

terça-feira, agosto 07, 2007

Cheaters

Para mim está a tornar-se um verdadeiro vício. O Cheaters é um simples "reality show" que passa no Zone Reality channel. Ao contrário dos outros, este programa deixa-me colado à televisão, tal é o nível de realismo que o mesmo tem e a área com que mexe. Faz-me lembrar o primeiro Big Brother no que toca à inocência dos participantes: aqui não há lugar a estratégias, planos, ou conspirações. Participam uma vez, são surpreendidos, são apanhados uma vez e acabou a participação.
Este programa já dura há alguns anos nos EUA, mas só recentemente chegou até nós. Aqui está um óptimo conceito de "reality show" a realizar em Portugal. Ainda por cima em Portugal que é verdadeiramente pequeno. Para quem não conhece, este programa é composto por uma equipa de detectives que vai investigar se alguém trai o/a seu/sua companheiro/a, após solicitação do desconfiado. Tendo provas da traição, o companheiro desconfiado é levado ao local onde os pode apanhar em flagrante, assistindo antes às imagens todas que puderam ser captadas, podendo confrontar o parceiro com a situação.
Vê-se um pouco de tudo: desde uns que se escondem por vergonha, a outros com um descaramento tal que os leva a praticar actos de afecto com o/a amante em frente ao/à companheiro/a, dando-se ao luxo de dizer coisas como "o que é que estavas à espera?", "tu é que pediste". Há também situações em que ambas/os desconheciam a presença de uma terceira pessoa, julgando-se serem exclusivas na relação.
Mais do que as situações a que é possível assistir em cada programa, fico a pensar no que vai na cabeça das pessoas para traírem alguém. Demonstra uma falta de carácter grande e falta de mais qualquer coisa, a começar pela maturidade. Honrar compromissos é uma das melhores formas de se saber como é uma pessoa. A honestidade começa aqui. Há gente capaz de enganar alguém sem se sentir minimamente culpado por isso, querendo ainda colocar as culpas em quem foi enganado. O que custa falar, conversar, abordar e discutir os problemas? Se algo vai mal, para quê continuar a empurrar com a barriga, correndo o risco de se ferir a outra pessoa? São capazes de me dizer que muitas dessas situações se podem justificar com questões financeiras. Mas... como consegue alguém viver numa situação de mentira, de engano, só porque pode ter uma situação financeira estável, ou porque quer evitar enfrentar partilhas, etc? Não existe felicidade verdadeira sem estarmos bem connosco e se alguém consegue estar bem consigo, enganando alguém, então tal é revelador de graves problemas de carácter e personalidade.
Honrem compromissos e assumam os problemas. Se não gostam de alguém ou querem estar com terceiros, assumam-no perante o vosso parceiro e, se necessário, acabem tudo. Mas façam alguma coisa! Sejam honestos! Por mais que lhe venha a custar, não há pior forma de desfazer e debochar de alguém do que apunhalando-a pelas costas, traindo-a e ainda querer justificar tal situação. Não há nada que me envergonhe mais numa pessoa do que saber que desrespeita a pessoa com quem está. A honestidade e a sinceridade são as bases de qualquer relação, até mesmo em sociedade.
Vejam o programa, porque vale bem a pena.

Sobre o "super-vereador"

Já apelidam Marcos Perestrello de "super-vereador" dado o número de pelouros que tem a seu cargo. Este Deputado à Assembleia da República, foi eleito pelo círculo de Beja, o que me leva a pensar se chegou à vice-presidência da Câmara de Lisboa da mesma forma que os restantes populares deste país fora que foram festejar a vitória de António Costa: num autocarro da Barraqueiro, com a bandeira do PS e com um sandocha e um compal para a viagem.

Serviço de informações na Faculdade de Direito de Lisboa

Ao ver os cursos de Mestrado disponíveis, em Setembro de 2006, decido pedir mais informações no serviço de Mestrados e Pós-graduações da FDL. Encontro por lá uma senhora, a Dr.ª Maria José Abreu, cujas únicas informações que me dá são "vá ao site da internet que está lá tudo escrito" ou "se procurar vai ver que encontra". Ao perguntar como funcionam em questão de horários, entre outras coisas "vá lá procurar, porque como eu disse, na internet está tudo o que precisa". Peço um formulário de preenchimento "imprima a partir da internet que não tenho aqui nenhum". Quando pergunto o que é que falta preencher "Sr. Dr. leia isso com atenção, e confirme, porque isso não é difícil". Ao ver que tinha dúvidas no preenchimento de um campo, perguntei-lhe o que pôr lá e a mesma funcionária diz-me "então você não leu essa parte?".
Foi uma luta tremenda aquela que travei com este serviço. Depois de três viagens a este gabinete, este ano voltei lá, há cerca de 15 dias, para ver quais seriam os novos Mestrados. Acabei por ter o mesmo tipo de atendimento, mas desta vez com uma especificidade: a senhora atende das 9h às 12h e das 14h às 18h (fora o tempo em que se passeia pela Faculdade), e às 12h03m já não me podia receber, mesmo estando presente no gabinete à conversa com uma amiga. A sua indisponibilidade foi tal que, ao perguntar-lhe a que horas aquilo fechava, dado não ser habitual um serviço encerrar às 12h, a mesma nem se dá ao luxo de responder e teve que ser a sua amiga a dizer a hora. Pergunto a que horas reabre, e após três insistências, voltou a ser a amiga a responder "14h", porque a tal senhora se revelava indisponível para responder a perguntas. Ao ver que a amiga me responde, vira-se para mim e diz "está aí escrito na porta se quiser ver". Devo dizer que no meio de tanta papelada no placard ao lado da porta, torna-se difícil ver o que quer que seja.
Não obstante ser zelosa no cumprimento do horário de saída, abstraindo-se da sua realidade profissional às 12h em ponto, às 14h estava lá eu, pretendendo seguir o mesmo zelo. Teve a infelicidade de só abrir a porta às 14h15m/20m e de eu lá estar. Passou-se o mesmo filme de 2006. As mesmas perguntas sobre os Mestrados e as mesmas recomendações para ir à internet. Pergunto-lhe para que serve aquele gabinete, se tudo o que sabem dizer é para ir à internet. E pergunto se só servirá para o pagamento dos cursos, dado no ano passado ter-me atrasado um dia no pagamento e terem chovido logo 3 telefonemas na mesma manhã por parte da mesma senhora, a insistir que devia pagar. A mesma responde-me que naquele gabinete nem sequer pagamentos se fazem. Ao que a volto a questionar, para que serve aquele gabinete e me é respondido "para prestar apoio e informações". Insisto "então dê-me informações e o apoio que preciso a propósito dos cursos de Mestrado". Resposta: "vá à internet".
Como devem calcular, tudo isto terminou no livro de reclamações, onde tive que expor a falta de educação e arrogância demonstradas pela senhora, e o restante conteúdo que aqui exponho neste momento. No entanto, sabendo como funciona a Faculdade, acho incrível como é que sou eu que vou estrear o livro de reclamações da mesma. Todos aqueles que choram pelo atendimento e serviço da Faculdade, devem engolir as suas próprias lágrimas. Afinal, têm os meios para reagirem contra as deficiências dos serviços e nada fazem. E, segundo soube, existem mais insatisfeitos com o serviço e atendimento prestados por esta senhora (já para não falar nos restantes serviços).
A propósito dos cursos de Mestrado e Pós-Graduações, é com alguma ironia que vejo no site da Faculdade, em particular nessa secção, o texto "informações: Dr.ª Maria José Abreu". Desafio qualquer um a informar-se...

segunda-feira, agosto 06, 2007

Ditaduras: um mal necessário?

Sky may not be the limit...

Existem países civilizados, desenvolvidos, cujos cidadãos não precisam ser comandados a pulso. Os próprios sabem o que significa viver em sociedade, sabem que são sujeitos de direitos e deveres e comportam-se em conformidade com isso. Chamo a esses países, países desenvolvidos. Mais do que qualquer riqueza económica, existe um nível de desenvolvimento moral dentro da respectiva sociedade, que os permitirá funcionar como tal. Em grande parte dos casos, esse desenvolvimento moral vai corresponder a um desenvolvimento económico.
Os países da América Latina, estão longe de se enquadrar neste conceito de desenvolvimento. Sem excepção. Nestes países as coisas só funcionam com disciplina forte e árdua, com pulso de um comandante, enfim, com uma ditadura. Só assim as coisas podem avançar. Já censurei Chávez e Castro, mas vendo bem as coisas, é a única forma de certas pessoas corresponderem às expectativas mínimas de uma vivência em sociedade. Não podemos ver as ditaduras sul e centro americanas, com população europeia. É uma visão errada. Temos que conhecer os latino-americanos e saber até onde se deverá ir.
Do meu ponto de vista, o limite são os direitos fundamentais mínimos para a sobrevivência de um ser humano. Algo estará mal nestas ditaduras quando os governantes vivem como reis, e existem súbditos que nem um pão têm para comer. É o caso do Zimbábue. Mas disso já falarei.
Voltando aos latino-americanos, quem já tenha convivido com esta comunidade, ou assista à vida dos mesmos no seu dia-a-dia, sabe que se lhes derem a hipótese de "fazer" ou "não fazer", será quase unânime a escolha do "não fazer", ou do "fazer o que me apetece, quando me apetece". Raras excepções sabem comportar-se condignamente. Sendo assim, faz falta alguém que aperte com o povo, alguém que discipline, alguém que os pressione, pois estas pessoas só agem quando pressionadas ou encostadas à parede. Em suma, quando são obrigadas a fazer. Tais povos, funcionam como as crianças: resmungam, alegam que lhes estão a tirar todo o tipo de direitos, todas as ordens e instruções que lhes dão são vistas como abusos e como injustiças, e recusam-se a cumprir deveres. Para eles, muitos deveres já eles cumprem. Não querem dar ouvidos a quem está no comando, a quem segura as rédeas. Comparei esta gente às crianças, porque as crianças comportam-se de igual modo com os pais, alegando que estes são injustos e nunca têm razão. Quando são grandes, têm o resultado da disciplina exercida por quem realmente sabia o que fazia.
Ninguém gosta de ser comandado. Quem não adora uma bela anarquia, quando ela funciona a nosso favor? Já Álvaro de Campos falava no quão bom era não ter deveres para cumprir e com razão. Admito que seja assim. Eu próprio não gosto de os ter, mas tem que ser! Eles existem, e se existir alguém que me diga o que tenho que corrigir para melhorar a minha vivência em sociedade, que assim seja. Naturalmente que tudo isto cai por terra, quando a chuva só cai para alguns e não para todos.
Por tudo isto, sou favorável às ditaduras nos países latino-americanos, fazendo falta mais algumas em alguns outros países, cujos líderes são demasiado passivos. Desculpem a frontalidade, mas sem a disciplina rígida de um ditador, este povo não vai lá. Chávez pode ser um ditador, mas só assim a Venezuela pode tomar o rumo certo. O mesmo se poderá dizer da Bolívia de Evo Morales que caminhará para o mesmo regime de Chávez. Só com mão de ferro se chega lá e Chávez aponta-nos o caminho, o caminho sobre como fazer e fazer bem! Chávez tem ainda outra virtude: não faz favores a ninguém. O que tem que ser, tem que ser, e assume as suas opções e convicções perante quem quer que seja. É isto que faz um líder. As restantes virtudes vêem-se pelos seus actos. Se tiver que tirar liberdades fundamentais porque muitos abusam das mesmas, fazendo com que sejam "libertinagens fundamentais", assim seja! Importante é o povo não morrer de fome e não existir uma diferença abissal entre classe alta e classe baixa, deixando a curta classe média bastante isolada entre os extremos, como existe em alguns países.
Falem o que falarem de Hugo Chávez, apoio as suas medidas. São necessárias e os venezuelanos deviam abrir os olhos e ver que só têm a ganhar com elas.
Sobre as ditaduras em estados africanos, tal não funciona: os seus populares não têm consciência do que é uma ditadura ou uma democracia. O comportamento é sempre o mesmo. E as ditaduras só não funcionam porque se forem locais a chegarem ao poder, vão enriquecer e deixar milhões na miséria. Com a democracia o esquema mantém-se semelhante, com a atenuante de haver uma ligeira diminuição da violação de direitos, liberdades e garantias. África vive dos interesses. Todos tentam usar e abusar do seu Estado em seu próprio benefício, não se importando com quem está à sua volta. Os interesses são sobretudo económicos. Os estados do continente africano funcionam como galinhas dos ovos de ouro, onde quem chega ao poder tem acesso à mesma e poderá enriquecer, ter milhões de populares à sua mercê e explorar as vantagens que cada Estado lhe pode dar.
A solução para os estados africanos passa pela administração dos mesmos por parte de países europeus, começando tudo das bases, iniciando a partir daí uma nova era, não sendo necessário com este povo a mesma disciplina que tem que ser usada com os latino-americanos, dado que aos cidadãos africanos basta verem uma luz de esperança no seu futuro e no do seu Estado, para cumprirem os deveres a que ficam vinculados e aos benefícios que possam adquirir com os mesmos. Basta uma luz ao fundo do túnel e os africanos empenham-se. São o povo ideal para se trabalhar.
Sobre os estados asiáticos, vou dar o exemplo do Iraque. O principal pecado de Saddam Hussein foi conferir vantagens ilimitadas aos sunitas, e de massacres a xiitas. Saddam não fez do Iraque um Estado para os iraquianos, mas sim um Estado para os sunitas. E a partir do momento em que existem actos que atentam contra a vida, ou integridade física, de alguém, qualquer regime, seja ele qual for, perde a sua legitimidade e deve ser eliminado. Tirando os direitos humanos que eram constantemente violados, o Iraque funcionava em pleno e havia segurança. Veja-se como está hoje e compare-se.
A ditadura pode ser um "mal" necessário, se é que lhe queiram chamar mal, quando está em causa um povo que busca a anarquia, fazendo da libertinagem, e do desprezo pelos que o rodeiam, uma camisola que vestem com muito orgulho, acabando por prejudicar o desenvolvimento social e económico do grupo.