terça-feira, setembro 08, 2009
Debate José Sócrates/Francisco Louçã: deu pena ver o líder do BE a ser humilhado
O BE desiludiu e já se percebeu que Sócrates pretende pegar nos pontos fortes dos adversários para os encurralar: com Portas ganhou na segurança e com Louçã na economia e fiscalidade. A estratégia está a funcionar.
O desempenho de José Sócrates no interessante debate de hoje (que pena ter durado apenas uma hora) só não se pode classificar como "perfeito" porque no melhor pano cai a nódoa e decidiu manchar a sua prestação fazendo um ataque foleiro à visita de Manuela Ferreira Leite à Madeira. Sr. Engenheiro, então e o que tem a dizer da visita de Jaime Gama à Madeira e dos louvores a Alberto João Jardim?
segunda-feira, setembro 07, 2009
Desafio aos líderes dos partidos políticos
Receberá o meu voto o primeiro líder de partido que for à Madeira e conseguir voltar em segurança, imaculado e sem ter causado polémica! Nestas contas inclui-se, como é óbvio, o PSD, perito em abrir a caixa de pandora.
Jornal Público inicia polémica gratuita com Manuela Ferreira Leite
O episódio, que não o é, já está a assumir proporções de maior dimensão do que aquelas que realmente merece ter, como se a líder de um partido político ser transportada para um órgão de soberania fosse um caso tão grave quanto o Freeport, o BPN, o alegado curso de engenharia concluído ao domingo, ou projectos de autoria travestida.
O caso chega a tais proporções que Alberto João Jardim disse "fuck them" a todos os que se interessam com episódios mesquinhos como estes e o Público deu-se ao trabalho de traduzir para português as palavras do Presidente do Governo Regional da Madeira como se os leitores não soubessem o significado da expressão.
O objectivo é só um: criar um episódio de última hora que choque, lance a polémica e aumente ainda mais o ódio contra Alberto João Jardim, Manuela Ferreira Leite e contra a Madeira. Estão a conseguir. Parabéns, Público, pela falta de profissionalismo, isenção e consciência do que é a proporcionalidade. É uma pena que, quando João Galamba, candidato a deputado pelo PS, chamou "filho da puta" a um adversário político, o Público se tenha mantido em silêncio.
Debate Paulo Portas/Jerónimo de Sousa: vitória clara de Portas
Paulo Portas faz o enquadramento da actual situação em cada um dos vários sectores, identifica os problemas, caracteriza exaustivamente onde é preciso actuar e aponta soluções para corrigir as lacunas e impulsionar cada uma das áreas.
Paulo Portas convence-me e promete levar uma parte do eleitorado de Manuela Ferreira Leite. No debate que vai opor o líder do CDS-PP à social-democrata, muitos se vão surpreender com a forma como Portas se vai demarcar das políticas centristas, vincará a imagem do seu partido e reivindicará, de forma aguerrida, o lugar que lhe é devido!
Sondagem dá vantagem ao PS de 5,6% sobre o PSD
Eu não gostaria de concluir que os portugueses continuam ignorantes, e iguais a si próprios, acreditando em teorias da conspiração e cabalas contra o PS ou dando uma de eleitores atentos que acompanham e dominam tudo o que se passa no país, concluindo que os socialistas têm feito um trabalho fora-de-série ao ponto de merecerem uma "renovação de contrato" para nos próximos quatro anos poderem arrasar de vez o país.
Assim sendo, vou manter o benefício da dúvida e lançar suspeitas sobre as cada vez mais enganadoras sondagens que ainda em Junho davam uma vitória segura de Vital Moreira e um resultado desastroso para Nuno Melo e o resultado acabou por ser uma vitória esclarecedora de Paulo Rangel e uma agradável surpresa para o cabeça de lista do CDS.
"O bom jornalismo afasta o mau jornalismo"
Afinal de contas, o fim do jornal nacional, muito embora tenha sido decido em desrespeito pela lei e em prejuízo das audiências da TVI, traduz-se numa clara melhoria do jornalismo nacional e do serviço noticioso da própria estação de Queluz.
domingo, setembro 06, 2009
Debate José Sócrates/Jerónimo de Sousa: uma hora de nada
O outro, que está no poder, insiste no papel de cordeiro low cost, sem condições mínimas de confiança e credibilidade, que não compreende as críticas da oposição e mostra-se totalmente disponível para dialogar e ouvir os professores. É caso para perguntar: porque é que só ao fim de quatro anos e meio, em véspera de eleições, é que José Sócrates se lembra de conversar com os docentes e vai demonstrando cada vez mais a sua vontade à medida que o dia 27 de Setembro se aproxima?
sábado, setembro 05, 2009
CDS-PP: porque não deve formar Governo com o PSD.
Das Legislativas de 2002 para as de 2005, o CDS perdeu mais de 60.000 votos, fruto de três anos de coligação com o PSD. É certo que a conjuntura do momento, provocada pela decisão precipitada de Jorge Sampaio de dissolver o Parlamento, contribuiu em boa medida para este desfecho, mas não deixa de ser uma grande perda para um partido de pequena/média dimensão como o CDS-PP.Embora Portugal me surpreenda, Manuela Ferreira Leite só não vencerá as eleições se até ao dia 27 de Setembro cometer uma série de erros grosseiros que comprometam a imagem do partido junto do eleitorado. É certo que Manuela Ferreira Leite vai fazer asneira, da grossa, e não espero grande coisa de um Governo PSD. Contudo, os seus erros não serão tão graves quanto a série de atentados que José Sócrates e um segundo Executivo socialista estarão dispostos a cometer se o PS por qualquer motivo vencer as eleições.
O CDS-PP vai obter bons resultados dentro de três semanas e deve resistir à tentação de formar um Governo de coligação com o PSD por dois motivos: será minoria no Executivo e a maior parte das pastas que terá serão minoritárias; face aos futuros erros governativos a cometer pelo PSD, um Governo de coligação colocará a esquerda em posição mais que favorável para 2013 e um bom resultado para o CDS estará obviamente comprometido por um Executivo que queima desde logo os dois principais partidos de direita.
Num país que não tem tradições à direita e face ao crescimento do Bloco de Esquerda (vai continuar a surpreender até começarem as grandes lutas pelo poder a nível interno), o CDS deve apoiar o futuro Governo PSD, mantendo a sua faceta de partido de oposição que apresente alternativas e soluções. Este cenário permitirá ao Partido Popular manter a sua identidade e os seus valores, deixando de depender de um bom desempenho dos social-democratas para manter acesas as suas ambições em 2013 caso o Governo PSD desaproveite a oportunidade oferecida pelo PS em 2009.
O CDS-PP apenas deverá equacionar a hipótese de embarcar com o PSD num Governo de coligação para 2013 se os social-democratas, por qualquer motivo que o valha, conseguirem obter uma taxa de aprovação do eleitorado que permita vislumbrar boas hipóteses de governabilidade em conjunto sem que a sua imagem fique associada a erros alheios. Até lá, o CDS-PP deverá preservar a sua identidade e independência.
sexta-feira, setembro 04, 2009
Portugal e os prisioneiros de Guantánamo: um segredo que a Globalização fez questão de desvendar
Esquecemo-nos de negociar os termos do contrato de acolhimento de ambos com a Globalização...
Reportagem Freeport da TVI: mais uma fraude televisiva...
A verdade é que, se doravante, não forem divulgados factos novos que envolvam titulares do poder político, o nível de interesse destas reportagens e investigações têm valor diminuto ou nulo para o telespectador, embora para a investigação criminal tenha um valor considerável.
Em suma, se não for para divulgar factos que envolvam o poder político, então não percam tempo a fazer de meras trivialidades o acontecimento do século sob pena de quando tiverem uma bomba nas mãos ninguém estar presente para assistir aos estragos.
Ainda sobre José Sócrates e Paulo Portas
As diferenças entre os dois Executivos com participação CDS-PP e o actual, liderado pelo Eng. José Sócrates, são abissais, senão vejamos:
- Paulo Portas esteve menos de três anos em dois governos diferentes. José Sócrates já vai em quatro anos e meio;
- O CDS era minoritário num governo de coligação dominado e liderado pelo PSD. O PS não só governa sem coligação como ainda beneficia de maioria absoluta;
- Nunca a relação com os militares foi tão saudável como no tempo dos Executivos de Portas. O Código do Trabalho foi outra das grandes obras do CDS. Que obras conhecemos ao PS além da guerra desencadeada com praticamente todos os sectores da sociedade civil?
O PM ainda pretende comparar mandatos?
Onde anda Jorge Sampaio?
quinta-feira, setembro 03, 2009
A ficção preenche-nos
Manuela Moura Guedes conseguiu hoje o que não havia conseguido – pelo menos comigo – até hoje: manteve-me agarrado a um ecrã. No entanto, esta vitória apresenta-se de forma parcial dado que não fiquei preso à televisão para visionar qualquer serviço noticioso.
Não. Hoje vi uma longa-metragem de conspiração e espionagem protagonizada por Manuela Moura Guedes.
A trama principal fala de um tal de José Sócrates, primeiro-ministro de um pequeno país europeu, que foi alvo de um perseguição jornalística por parte de Manuela Moura Guedes, uma jornalista casada com o Director-Geral da estação de televisão TVI mas obcecada com o Primeiro-Ministro. Após vários meses de perseguição e muito incómodo causado a Sócrates, este mostrava-se bem mais tranquilo porque o Jornal de Moura Guedes havia entrada em declínio.
Os protagonistas que levaram Moura Guedes ao descrédito emergem nesta fita em três cenas fulcrais que importa dissecar:
Numa altura em que a narrativa revelava uma Moura Guedes confiante e poderosa, esta comete o erro de convidar o Bastonário da Ordem dos Advogados para uma entrevista emitida em directo. Numa cena filmada e editada como um jogo de ténis, com planos fechados mas rápidos e dinâmicos, vemos o Bastonário, magistralmente interpretado por um ferveroso actor chamado Marinho Pinto, descredibilizar o teor e a qualidade do jornalismo de Moura Guedes, lançando ondas de choque pelo país, que se levantou para bater palmas a essa intervenção crua e incisiva que constitui o primeiro revés da nossa actriz principal (primeiro momento de antologia em que os valores morais da liberdade, da dignidade e do direito à honra são instilados no espectador. Um belo momento de cinema);
Numa segunda cena muito rápida, vemos o Sindicato dos Jornalistas e a Entidade Reguladora da Comunicação Social denunciarem também a violação dos valores éticos da profissão e a pouca dignidade jornalísticas das peças emitidas por Moura Guedes, e favorecendo, concomitantemente, a causa do primeiro-ministro – Nesta cena, os espectadores começam a perceber que têm de filtrar as campanhas de Moura Guedes e nota-se um certo esvaziamento da influência de Moura Guedes sobre o destino do Primeiro-Ministro.
Numa lógica de crescente tensão, vemos que o grande escudo de Moura Guedes, o seu marido, começa a manifestar interesse em abraçar outro projecto profissional, jogando ele também com toda a situação política que lhe dá uma excepcional margem para negociar a sua saída (qualquer saída brusca poderia ser manipulada para parecer que havia sido afastado e Moniz, um veterano, soube jogar com isso. Há uma cena intensíssima em que Moura Guedes ameaça Moniz para não apresentar uma pré-candidatura a um clube de futebol, sabendo ela que o seu jornal ficaria enfraquecido e sem possibilidades de se aguentar numa grelha liderada por qualquer outro director.
No entanto, Moniz sai mesmo, abraçando um projecto concorrente da TVI e isolando Moura Guedes.
Neste momento da fita, pensamos já ter desvendado o final: Sócrates desvaloriza de tal forma o jornalismo de Moura Guedes, passando por cima desta na campanha eleitoral com indiferença.
No entanto, em meros 3 dias, uma estratégia insidiosa e inesperada é montada e posta em prática:
Moura Guedes começa por dar uma entrevista em que afirma que a sua entidade empregadora seria estúpida se a mandasse embora. Moura Guedes mostra que, para subordinada, tem mais discernimento e poder que os senhores de fatinho lá do Conselho de Administração (em que pontificam uns amigos de uns amigos do partido do Primeiro-Ministro) e os espectadores sentem-se, de certo modo, identificados e vingados por nunca poderem ter dito semelhante coisa a um qualquer empregador; posteriormente, Moura Guedes vai começando a avisar que tem uma peça sobre um caso judicial que vem tentando colar ao Primeiro-Ministro, tarefa na qual Moura Guedes já teve mais sucesso do que tem actualmente; Porém, sem ninguém na sala esperar, o Conselho de Administração vem suspender o Jornal de Moura Guedes e esta demite-se em nome do valor constitucional da “liberdade de informação”, naquilo que foi comentado por todos os sectores da política como uma ingerência do Partido do Primeiro-Ministro na liberdade de informação.
O pano acaba com o Primeiro-Ministro a ser crucificado por todos, até por antigos criminosos (entre eles destaco um tal de Aguiar-Branco e um Paulo Portas que de ar compungido atiram pedras sem que ninguém os lembre dos seus crimes provados e julgados) e sem que a fita adiante qual o fim político do Primeiro-Ministro…o desfecho fica à imaginação dos espectadores.
Pontuação 1* em 5*(a evitar)
Valeu pela tensão política e pela primeira metade do filme mas o fim é risível e pouco credível.
Principais incoerências:
1. Se os amigos do Primeiro-Ministro já mandavam no jornal da Moura Guedes há tantos anos, porque é que não o suspenderam quando este lhe fazia tanta mossa e estava incontrolado?
2. O filme passa a tese que Moniz foi afastado pelo poder político. Fica por explicar se foi o Primeiro-Ministro que o convenceu a anunciar a pré-candidatura a um clube de futebol.
3. A tese de conspiração política fica muito enfraquecida dado que a oportunidade e o momento da suspensão do Jornal de Moura Guedes traz consequências negativas incomensuráveis para o Primeiro-Ministro e beneficia directamente a oposição ao Primeiro-Ministro. Uma falha lógica num argumento que deveria ser revisto.
4. O realizador poderia ter introduzido uma maior moralidade no filme ao condenar os antigos políticos que comprovadamente limitaram a liberdade de imprensa. Porém, talvez o realizador queira interrogar o espectador sobre a leviandade e imoralidade da campanha lançada.
Filme de qualidade duvidosa mas que se prevê um sucesso de bilheteira. Bem, quem é que não gosta de uma boa fita de ficção?
Puro entretenimento este modo de fazer política.
Suspensão do Jornal Nacional da TVI: as teorias da conspiração de gente doente
Como é possível que o conceituado Diário Económico dê tempo de antena a blogues de simpatizantes de partidos que escrevem artigos aberrantes como os que o SIMplex escreve (para não falar no Jamais), onde candidatos a deputado chamam "filho da puta" a terceiros e onde se multiplicam os comportamentos psicóticos e desviantes com posts verdadeiramente destrutivos de tudo o que rodeia os redactores desses espaços? Custará assim tanto utilizar as tecnologias (blogues, twitter, facebook, etc) para promover uma onda de positivismo em torno do partido que defendem e, porque não, para lançar ideias que levem Portugal para a frente?
Suspenso Jornal Nacional da TVI: positivo ou negativo?
Acresce ainda que a suspensão do Jornal Nacional é uma lufada de ar fresco. Sócrates tem razão: a pouca vergonha que se vinha a repetir todas as sextas-feiras não passava de "jornalismo travestido" muito longe do profissionalismo mínimo exigido a um órgão de comunicação.
No entanto, por mais travestido que seja este tipo de jornalismo, não lhe devem ser negados direitos constitucionalmente protegidos! E a partir do momento em que temos um Governo que "aperta" com um canal de televisão pelo seu "desempenho incómodo", não há nada que me deixe mais desiludido e desconfiado do que ver que a democracia defendida pelo actual Executivo socialista é, essa sim, uma democracia travestida, envergonhando todos aqueles que acreditam que um dia o 25 de Abril será uma realidade...
Isto está-se a tornar perigoso
quarta-feira, setembro 02, 2009
Debate José Sócrates/Paulo Portas: vitória ligeira do líder do CDS
Paulo Portas desiludiu. Para ser sincero esperava mais dele em matéria de segurança, uma das suas grandes bandeiras, logo após as PMEs. Sócrates focou-se num voto favorável de Portas no Parlamento a um diploma que agora critica para encostar o líder do CDS às cordas, sem que este tenha tido destreza suficiente para reagir à situação adversa, sendo golpeado vezes sem conta sempre com o mesmo argumento: os números e os chavões. Aqui o PM esteve francamente bem.
No entanto, ao longo de todo o debate, foi Portas quem encostou Sócrates à parede sucessivas vezes, o que fez com que o PM marcasse este debate com a repetição por diversas vezes da sua frase de fuga cobarde às investidas do adversário que o deixavam sem resposta: "não quero alterar as regras do debate".
Posto isto, seria pouco sério da minha parte se não considerasse que estamos aqui perante uma situação de vantagem, embora ligeira, para Paulo Portas.
