quinta-feira, setembro 03, 2009
Suspensão do Jornal Nacional da TVI: as teorias da conspiração de gente doente
Como é possível que o conceituado Diário Económico dê tempo de antena a blogues de simpatizantes de partidos que escrevem artigos aberrantes como os que o SIMplex escreve (para não falar no Jamais), onde candidatos a deputado chamam "filho da puta" a terceiros e onde se multiplicam os comportamentos psicóticos e desviantes com posts verdadeiramente destrutivos de tudo o que rodeia os redactores desses espaços? Custará assim tanto utilizar as tecnologias (blogues, twitter, facebook, etc) para promover uma onda de positivismo em torno do partido que defendem e, porque não, para lançar ideias que levem Portugal para a frente?
Suspenso Jornal Nacional da TVI: positivo ou negativo?
Acresce ainda que a suspensão do Jornal Nacional é uma lufada de ar fresco. Sócrates tem razão: a pouca vergonha que se vinha a repetir todas as sextas-feiras não passava de "jornalismo travestido" muito longe do profissionalismo mínimo exigido a um órgão de comunicação.
No entanto, por mais travestido que seja este tipo de jornalismo, não lhe devem ser negados direitos constitucionalmente protegidos! E a partir do momento em que temos um Governo que "aperta" com um canal de televisão pelo seu "desempenho incómodo", não há nada que me deixe mais desiludido e desconfiado do que ver que a democracia defendida pelo actual Executivo socialista é, essa sim, uma democracia travestida, envergonhando todos aqueles que acreditam que um dia o 25 de Abril será uma realidade...
Isto está-se a tornar perigoso
quarta-feira, setembro 02, 2009
Debate José Sócrates/Paulo Portas: vitória ligeira do líder do CDS
Paulo Portas desiludiu. Para ser sincero esperava mais dele em matéria de segurança, uma das suas grandes bandeiras, logo após as PMEs. Sócrates focou-se num voto favorável de Portas no Parlamento a um diploma que agora critica para encostar o líder do CDS às cordas, sem que este tenha tido destreza suficiente para reagir à situação adversa, sendo golpeado vezes sem conta sempre com o mesmo argumento: os números e os chavões. Aqui o PM esteve francamente bem.
No entanto, ao longo de todo o debate, foi Portas quem encostou Sócrates à parede sucessivas vezes, o que fez com que o PM marcasse este debate com a repetição por diversas vezes da sua frase de fuga cobarde às investidas do adversário que o deixavam sem resposta: "não quero alterar as regras do debate".
Posto isto, seria pouco sério da minha parte se não considerasse que estamos aqui perante uma situação de vantagem, embora ligeira, para Paulo Portas.
Será que a culpa também é do Sócrates?
in
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398782
Compromisso de verdade: uma boa medida - I
A hipocrisia de José Sócrates
José Sócrates e o pseudo-profissionalismo de Judite de Sousa
terça-feira, setembro 01, 2009
Uma questão de confiança
Sobre o actual Primeiro-Ministro recaem muitas dúvidas sobre a sua conduta política e pessoal.
É certo que nada foi (ainda) provado contra este. Mas para uma pessoa só, ocorreram já imensos episódios que nos fazem duvidar de quem realmente será José Sócrates.
Tem este homem sobre si suspeitas sobre o modo como obteve a licenciatura (célebre é a famosa frase "Caro Professor, aqui lhe mando os dois decretos [o de 1995 fundamentalmente] responsáveis pelo meu actual desconsolo") ou o facto de ter terminado o curso num Domingo;
Tem este homem sobre si suspeitas de ter assinado projectos de edifícios na Guarda na década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele;
Tem este homem sobre si suspeitas no modo como foi aprovado o licenciamento do empreendimento Freeport;
Tem este sobre si suspeitas de, através de interposta pessoa, ter pressionado Magistrados do Ministério Público.
São muitos casos, muito barulhinho ensurdecedor que afecta a imagem pública deste homem que se candidata ao importante cargo de Primeiro-Ministro.
As pessoas olham para José Sócrates e não confiam nele. E não é apenas por ter prometido mundos e fundos aos portugueses em 2005, e depois não ter cumprido as mais importantes promessas.
As pessoas não confiam em José Sócrates porque têm dúvidas acerca do seu carácter, e quando assim é, não se lhe pode confiar a governação de Portugal.
Sempre o mesmo incompetente
segunda-feira, agosto 31, 2009
A pouca vergonha continua
Em causa está um folheto de 12 páginas da Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE) que o PSD disse ter sido "publicado no sábado com o Jornal de Notícias e no domingo com o Correio da Manhã" e que exige que o Governo diga quanto custou.
Em conferência de imprensa, na sede nacional social-democrata, em Lisboa, o secretário-geral do PSD, Luís Marques Guedes, defendeu que a publicação do folheto constituiu uma "clara violação do dever de isenção e neutralidade das entidades públicas durante o período eleitoral".»
O programa do PSD
Opinião de Fernando Sobral
Publicada em 31 de Agosto de 2009
in Jornal de Negócios
Subscrevo (a parte referente à união de facto)
Para mim, o casamento civil - pelo qual tanta gente lutou, de forma a que o casamento religioso não fosse a única forma legal de ter família - é um contrato entre duas pessoas. A lei da união de facto vem estabelecer, basicamente, o seguinte: quem não quer assinar o contrato tem os mesmos direitos e deveres daqueles que o assinaram. Isto é o que parece: uma aberração.
Dir-me-ão que todos os países têm leis assim. E eu responderei que todos os países enveredaram por uma aberração que é filha da década de 60, quando se pretendeu destruir todas as instituições. E a principal instituição - e também aquela que mais limita um indivíduo - é, sem dúvida, a família, o casamento. Porém, há uma possibilidade para quem não quer submeter-se a essa limitação: não se casar. E a pergunta que se segue é: se não quer casar, porque raio o Estado o vai, através de uma lei, considerar casado?
Adivinho, porque já o ouvi, o coro de gente que me chamará básico e retrógrado. E admito que o problema deverá ser meu. Mas não entendo isto.
Não desconheço o problema dos direitos, das sucessões, dos arrendamentos, das heranças e, sobretudo, dos filhos. Mas tenho uma resposta: casem-se! É barato, fácil (basta assinar um papel) e podem sempre divorciar-se na hora caso se arrependam. Argumentar-me-ão: e os que não se podem casar, os homossexuais? Eis, finalmente, uma objecção séria. A lei proíbe que os homossexuais se casem... Mas esse é outro problema. Se estamos a discutir a forma de dar direitos aos homossexuais, que o digamos claramente. De outro modo, estamos a enganar as pessoas.
Por mim, acho que o Estado pode ter uma boa lei de contrato de coabitação que confira direitos iguais a quem vive na mesma casa, independentemente do regime, da razão por que o faz e da orientação sexual de cada um. No limite, pode equiparar o casamento a essa lei, porque a ideia de o Estado controlar o estado civil e a sexualidade de cada indivíduo é obsoleta.
Acho intolerável que se limitem direitos a homossexuais, ou a outros grupos quaisquer, ainda que muito minoritários. Mas acho inaceitável que haja leis disfarçadas e apenas destinadas a servir caprichos ou pequenas comunidades. Chamemos as coisas pelos nomes - é um bom princípio de transparência - e deixemo-nos de floreados."
Crónica de Henrique Monteiro no Expresso
domingo, agosto 30, 2009
Carolina Patrocínio, a grainha que o PS não está a saber tirar
Aquela que deveria ser um trunfo para aproximar José Sócrates do eleitorado mais jovem, tornou-se um verdadeiro empecilho. É certo que a moça, tal como o namorado, jogador de râguebi, parece ter mais peso que Q.I., mas o que ninguém esperava era que uma inocente entrevista a um canal público, rodeado de fotos da jovem semi-nua, pudesse levantar tanta polémica.Ela, que até foi sincera, confessou que prefere fazer batota a ter que perder e, não se dando por contente, debitou tudo aquilo que todos nós já sabemos sobre a fruta descascada, e as grainhas das uvas. O que me preocupa, ao contrário de muitos que por aí andam, é mesmo o facto de alguém que representa o PS junto da juventude assumir que gosta de fazer batota, o que politicamente é considerado um verdadeiro tiro nos pés.
Mais do que Sócrates, já muito experiente na forma de lidar com os jornalistas, Carolina Patrocínio precisa de alguém que a oriente sobre o que deve ou não dizer, sobretudo quando representa um partido político. Subitamente, uma pergunta inocente, como foi a do apresentador da RTP, pode dar início ao terror que a jovem inexperiente deve estar a passar.
Que lhe arranjem a fruta, não me preocupa. Segundo consta, a senhora em causa é paga e até faz isso com muito prazer. Quantos não são aqueles que apontam o dedo a Carolina Patrocínio e quando chegam às suas casas sentam-se no sofá e exigem que as mulheres ou as mães lhes arranjem uma sande com manteiga e fiambre ou lhes façam o jantar? E quanto é que lhes pagam por isso?
O que me preocupa é que os problemas dos jovens portugueses não se resumam todos a descascar a fruta ou a tirar grainhas às uvas. Mas o que é ainda mais preocupante é a inaptidão que o PS revela, mesmo com toda a máquina partidária à sua volta, para explicar aos portugueses que a jovem, por mais ingénua que possa ter sido, é uma pessoa que cumpre os seus deveres e paga a alguém para lhe fazer isso. De onde vem o dinheiro? Bom, se os programas que ela faz não fossem líderes de audiências e a empresa do pai não rendesse tanto dinheiro, provavelmente ela teria que aprender, tal como muitos portugueses, a descascar a fruta se a quisesse realmente continuar a comer.
CDS-PP apresenta o seu programa eleitoral
Entretanto, Teresa Caeiro aderiu ao Twitter.
Bloco de Esquerda volta a atacar e tem um alvo bem definido: o PS
Depois de se assegurar que o PCP tem os dias contados e que o fim dos "10%" dos comunistas são uma mera questão de tempo, o BE, apesar de avesso a assuntos bélicos, tem agora as armas apontadas ao PS e o objectivo já está definido: pescar no aquário do vizinho que está no poder e assumir-se como principal força política à esquerda.
O programa proselitista do BE já começou a manifestar-se e, como forma de chegar às massas socialistas insatisfeitas com a ideologia "centrista", os bloquistas criam agora iniciativas intituladas "Socialismo 2009". A doutrina bloquista está lá toda, mas agora disfarçada pelo novo rótulo que integra a estratégia do partido para chegar definitivamente às massas. Fiquem atentos e tenham cuidado: cair no erro de apoiar as ilusões de Francisco Louçã e companhia é condenar definitivamente o país ao isolamento e ao subdesenvolvimento.
Pina Moura: o cavalo de Tróia do PS
Sabendo-se que um elogio de um indivíduo deste calibre leva muita gente a pensar se votar no PSD será a melhor opção, não tenho dúvidas em afirmar que o PS acaba de enviar um verdadeiro cavalo de Tróia aos social-democratas. Resta saber se os eleitores vão cair na esparrela...