quarta-feira, setembro 02, 2009

Debate José Sócrates/Paulo Portas: vitória ligeira do líder do CDS

José Sócrates e Paulo Portas são os dois políticos mais profissionais da actualidade, em Portugal. As choradeiras, os discursos a apelar à paz e à união e o saber dar a volta a cenários desfavoráveis são algumas das características comuns a ambos.
Paulo Portas desiludiu. Para ser sincero esperava mais dele em matéria de segurança, uma das suas grandes bandeiras, logo após as PMEs. Sócrates focou-se num voto favorável de Portas no Parlamento a um diploma que agora critica para encostar o líder do CDS às cordas, sem que este tenha tido destreza suficiente para reagir à situação adversa, sendo golpeado vezes sem conta sempre com o mesmo argumento: os números e os chavões. Aqui o PM esteve francamente bem.
No entanto, ao longo de todo o debate, foi Portas quem encostou Sócrates à parede sucessivas vezes, o que fez com que o PM marcasse este debate com a repetição por diversas vezes da sua frase de fuga cobarde às investidas do adversário que o deixavam sem resposta: "não quero alterar as regras do debate".
Posto isto, seria pouco sério da minha parte se não considerasse que estamos aqui perante uma situação de vantagem, embora ligeira, para Paulo Portas.

Será que a culpa também é do Sócrates?

"Desemprego aumentou em Espanha em Agosto"

in
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398782

Compromisso de verdade: uma boa medida - I

Uma das medidas do programa de Governo do PSD, é a "Criar uma conta corrente entre o Estado e as empresas".
No meu entender, esta é uma das medidas mais importantes que o Estado pode tomar para proteger as empresas e moralizar a sua relação com os contribuintes empresariais.
É de conhecimento público que o Estado paga mal e a más horas. No entanto, os contribuintes têm que pagar no prazo exacto os seus imposto, sob pena de pagarem juros de mora e de serem alvos de execuções fiscais pela falta de pagamento fiscal.
Ora, muitas das vezes as empresas não conseguem cumprir com as suas obrigações fiscais porque o Estado, sendo seu cliente, não paga atempadamente o valor dos serviços que as empresas lhe fornecem. Esta falta de pagamento origina escassa liquidez das empresas, que para além de terem de cumprir os seus comprimissos fiscais, ainda têm que pagar a fornecedores, trabalhadores, segurança social, etc.
Esta ideia de se criar uma "conta corrente" entre o Estado e as empresas é de elementar bom senso e que poderá ser bastante importante para a resolução dos problemas supra referidos.
No fundo, é a consagração do instituto da Compensação, previsto nomeadamente nos artigos 847º e seguintes do Código Civil.
Sem dúvida uma boa medida para a economia, mas acima de tudo, uma medida justa.

A hipocrisia de José Sócrates

José Sócrates, na versão "português suave", vem ontem brindar-nos com lições de moral e pluralismo, ao afirmar que Manuela Ferreira Leite não tem razão em falar em asfixia democrática porque "afastou Pedro Passos Coelho da lista de deputados por delito de opinião".
Pois bem, pela boca morre o peixe. O querido Líder do PS, na sua magnitude democrática, afastou os deputados da "ala alegrista" na lista que o PS vai apresentar às legislativas 2009.
Antes de se armar em puritano e moralista, se calhar convinha a José Sócrates olhar para si próprio e para os seus telhados de vidro.

José Sócrates e o pseudo-profissionalismo de Judite de Sousa

Judite de Sousa perguntou a José Sócrates o que é que ele "acha de ser considerado o homem mais sexy do país".
Esta foi só a cereja no topo do bolo daquela que é considerada a jornalista do canal público com o "perfil mais adequado" para fazer entrevistas ao Primeiro-Ministro sem se preparar minimamente para um programa deste género, cometendo várias gaffes e insistindo em fazer observaoes ou abordar temas que só tinham em vista o sensacionalismo barato.
Durante grande parte do debate confesso que tive sérias dúvidas sobre se estaria a ver o Primeiro-Ministro num programa sério e profissional ou se estaria a assistir a uma entrevista de José Sócrates com a dupla Malato/Fernando Mendes, com a Júlia Pinheiro ou na Tertúlia cor-de-rosa da SIC.
Triste e pouco profissional. Assim se caracteriza a conduta de Judite de Sousa.
P.S.: A tirada "não acha que devia ir ao Ministério Público dar a sua opinião e esclarecer o assunto do Freeport?" foi de morte!

Liedson, o grande português...

"«Liedson é um de nós» – Pepe"

... um de nós, brasileiros!

terça-feira, setembro 01, 2009

Uma questão de confiança

Para se poder votar em alguém para Presidente da República, Primeiro-Ministro ou Presidente de Câmara Municipal, tem que se confiar na pessoa em quem se vai votar.
As tamanhas responsabilidades que confiamos a estas entidades necessitam, antes de tudo mais, que o sentimento que temos nas pessoas que vão ter tamanha responsabilidade política seja de puta admiração pela sua conduta ética, pela sua rectidão e por haver sobre si qualquer forma de suspeição, nomeadamente ao nível do cáracter.
Não basta prometermos mundos e fundos para obtermos vitórias eleitorais. Um candidato a cargos políticos de alta responsabilidade tem que se apresentar a priori como um exemplo para a sociedade.
Ora, do meu ponto de vista, esse é o principal problema de José Sócrates.


Sobre o actual Primeiro-Ministro recaem muitas dúvidas sobre a sua conduta política e pessoal.

É certo que nada foi (ainda) provado contra este. Mas para uma pessoa só, ocorreram já imensos episódios que nos fazem duvidar de quem realmente será José Sócrates.

Tem este homem sobre si suspeitas sobre o modo como obteve a licenciatura (célebre é a famosa frase "Caro Professor, aqui lhe mando os dois decretos [o de 1995 fundamentalmente] responsáveis pelo meu actual desconsolo") ou o facto de ter terminado o curso num Domingo;

Tem este homem sobre si suspeitas de ter assinado projectos de edifícios na Guarda na década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele;

Tem este homem sobre si suspeitas no modo como foi aprovado o licenciamento do empreendimento Freeport;

Tem este sobre si suspeitas de, através de interposta pessoa, ter pressionado Magistrados do Ministério Público.

São muitos casos, muito barulhinho ensurdecedor que afecta a imagem pública deste homem que se candidata ao importante cargo de Primeiro-Ministro.

As pessoas olham para José Sócrates e não confiam nele. E não é apenas por ter prometido mundos e fundos aos portugueses em 2005, e depois não ter cumprido as mais importantes promessas.

As pessoas não confiam em José Sócrates porque têm dúvidas acerca do seu carácter, e quando assim é, não se lhe pode confiar a governação de Portugal.

Sempre o mesmo incompetente

Apesar de todo o esforço financeiro feito para dotar as autoridades de protecção civil de bons equipamentos, apesar de todo o show off do Ministro Rui Pereira em cerimónias de entrega de carros a bombeiros e no anúncio de mais aviões no combate a fogos, o (mau) resultado no combate aos incêndios está à vista.
E como a culpa não pode morrer solteira, a cara destas terríveis estatísticas só pode ser uma: Rui Pereira, que desde que foi nomeado Ministro da Administração Interna não trouxe nada de útil ao país nem se regista qualquer melhoria nas áreas por si tuteladas.
Esperemos que só lá esteja mais 2 meses. Qualquer que seja ao Governo futuro.

segunda-feira, agosto 31, 2009

SL Benfica 8-1 Vitória de Setúbal: algures no balneário do Benfica

Eu estraçalho
Tu estraçalhas
Ele estraçalha
Nós estraçalhamos
Eles... foram estraçalhados

P.S.: E não se esqueçam que o golo do Setúbal foi por pena...

A pouca vergonha continua

«O PSD acusou hoje o Governo de ter utilizado dinheiro público da empresa RAVE para fazer propaganda eleitoral socialista a favor do TGV e anunciou que apresentou queixa desta situação à Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Em causa está um folheto de 12 páginas da Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE) que o PSD disse ter sido "publicado no sábado com o Jornal de Notícias e no domingo com o Correio da Manhã" e que exige que o Governo diga quanto custou.

Em conferência de imprensa, na sede nacional social-democrata, em Lisboa, o secretário-geral do PSD, Luís Marques Guedes, defendeu que a publicação do folheto constituiu uma "clara violação do dever de isenção e neutralidade das entidades públicas durante o período eleitoral".
»
Esta notícia pode ser lida aqui, e prova mais uma vez que para o PS socrático o Estado e o Partido Socialista não se confudem, sendo apenas um só.
Quem paga toda esta pouca vergonha continua a ser o mesmo: o povo.
Deviam estes dirigentes políticos ter vergonha cara por esta falta de ética republicana, mas isso é coisa que eles não conhecem há muito tempo.
Que os portugueses saibam dar a merecida resposta a quem só governa para si e não para todos.

O programa do PSD

O programa do PSD revelou-se. Mas, como diria Winston Churchill falando sobre a Rússia, "é uma charada embrulhada num mistério dentro de um enigma". Os princípios genéricos que pululam pelo documento deixam espaço para muitas leituras e abrem caminho a muitas entrelinhas. Não há aqui nada verdadeiramente novo. Há, com ar sereno, a tentativa de acarinhar os excluídos da gestão Sócrates. Tem ideias positivas e sensatas, mas nunca ali se encontra uma ideia de ruptura total ou uma imaginação que faça sonhar os portugueses. O seu liberalismo é envergonhado, porque o PSD também nunca deixou de ser um partido que se alimenta do Estado, mesmo que diga elegantemente o contrário. O próprio corte radical com os investimentos estatais previstos pelo Governo Sócrates é aqui minorado, abrindo-se portas para o aeroporto e para o TGV. É sobretudo um programa onde a gestão corrente está sempre muitos degraus acima de uma visão estratégica para o País, para a sua economia e para a sua sociedade. Há muitas medidas pontuais interessantes, mas falta-lhe o enquadramento e o sonho que seria necessário propalar. A posição de Manuela Ferreira Leite é mais fácil do que a de José Sócrates: está na oposição, enquanto este está na sua trincheira de defesa das políticas (boas e más) que marcaram os últimos quatro anos. Este documento do PSD mostra, ao querer ser um mínimo denominador comum, que a escolha do eleitorado não se vai fazer a partir de dois programas alternativos. Ou se escolhe Sócrates. Ou se escolhe Manuela."

Opinião de Fernando Sobral

Publicada em 31 de Agosto de 2009

in Jornal de Negócios

Subscrevo (a parte referente à união de facto)

"O problema é seguramente meu, sobretudo quando tantos amigos se entusiasmam com o tema. Mas continuo sem ver qualquer utilidade na lei da união de facto. E, a bem dizer, não a vejo na que Cavaco vetou, e já pouco via na já existente.

Para mim, o casamento civil - pelo qual tanta gente lutou, de forma a que o casamento religioso não fosse a única forma legal de ter família - é um contrato entre duas pessoas. A lei da união de facto vem estabelecer, basicamente, o seguinte: quem não quer assinar o contrato tem os mesmos direitos e deveres daqueles que o assinaram. Isto é o que parece: uma aberração.

Dir-me-ão que todos os países têm leis assim. E eu responderei que todos os países enveredaram por uma aberração que é filha da década de 60, quando se pretendeu destruir todas as instituições. E a principal instituição - e também aquela que mais limita um indivíduo - é, sem dúvida, a família, o casamento. Porém, há uma possibilidade para quem não quer submeter-se a essa limitação: não se casar. E a pergunta que se segue é: se não quer casar, porque raio o Estado o vai, através de uma lei, considerar casado?

Adivinho, porque já o ouvi, o coro de gente que me chamará básico e retrógrado. E admito que o problema deverá ser meu. Mas não entendo isto.

Não desconheço o problema dos direitos, das sucessões, dos arrendamentos, das heranças e, sobretudo, dos filhos. Mas tenho uma resposta: casem-se! É barato, fácil (basta assinar um papel) e podem sempre divorciar-se na hora caso se arrependam. Argumentar-me-ão: e os que não se podem casar, os homossexuais? Eis, finalmente, uma objecção séria. A lei proíbe que os homossexuais se casem... Mas esse é outro problema. Se estamos a discutir a forma de dar direitos aos homossexuais, que o digamos claramente. De outro modo, estamos a enganar as pessoas.

Por mim, acho que o Estado pode ter uma boa lei de contrato de coabitação que confira direitos iguais a quem vive na mesma casa, independentemente do regime, da razão por que o faz e da orientação sexual de cada um. No limite, pode equiparar o casamento a essa lei, porque a ideia de o Estado controlar o estado civil e a sexualidade de cada indivíduo é obsoleta.

Acho intolerável que se limitem direitos a homossexuais, ou a outros grupos quaisquer, ainda que muito minoritários. Mas acho inaceitável que haja leis disfarçadas e apenas destinadas a servir caprichos ou pequenas comunidades. Chamemos as coisas pelos nomes - é um bom princípio de transparência - e deixemo-nos de floreados
."

Crónica de Henrique Monteiro no Expresso

domingo, agosto 30, 2009

Carolina Patrocínio, a grainha que o PS não está a saber tirar

Aquela que deveria ser um trunfo para aproximar José Sócrates do eleitorado mais jovem, tornou-se um verdadeiro empecilho. É certo que a moça, tal como o namorado, jogador de râguebi, parece ter mais peso que Q.I., mas o que ninguém esperava era que uma inocente entrevista a um canal público, rodeado de fotos da jovem semi-nua, pudesse levantar tanta polémica.
Ela, que até foi sincera, confessou que prefere fazer batota a ter que perder e, não se dando por contente, debitou tudo aquilo que todos nós já sabemos sobre a fruta descascada, e as grainhas das uvas. O que me preocupa, ao contrário de muitos que por aí andam, é mesmo o facto de alguém que representa o PS junto da juventude assumir que gosta de fazer batota, o que politicamente é considerado um verdadeiro tiro nos pés.
Mais do que Sócrates, já muito experiente na forma de lidar com os jornalistas, Carolina Patrocínio precisa de alguém que a oriente sobre o que deve ou não dizer, sobretudo quando representa um partido político. Subitamente, uma pergunta inocente, como foi a do apresentador da RTP, pode dar início ao terror que a jovem inexperiente deve estar a passar.
Que lhe arranjem a fruta, não me preocupa. Segundo consta, a senhora em causa é paga e até faz isso com muito prazer. Quantos não são aqueles que apontam o dedo a Carolina Patrocínio e quando chegam às suas casas sentam-se no sofá e exigem que as mulheres ou as mães lhes arranjem uma sande com manteiga e fiambre ou lhes façam o jantar? E quanto é que lhes pagam por isso?
O que me preocupa é que os problemas dos jovens portugueses não se resumam todos a descascar a fruta ou a tirar grainhas às uvas. Mas o que é ainda mais preocupante é a inaptidão que o PS revela, mesmo com toda a máquina partidária à sua volta, para explicar aos portugueses que a jovem, por mais ingénua que possa ter sido, é uma pessoa que cumpre os seus deveres e paga a alguém para lhe fazer isso. De onde vem o dinheiro? Bom, se os programas que ela faz não fossem líderes de audiências e a empresa do pai não rendesse tanto dinheiro, provavelmente ela teria que aprender, tal como muitos portugueses, a descascar a fruta se a quisesse realmente continuar a comer.

CDS-PP apresenta o seu programa eleitoral

O CDS-PP apresentou o seu programa eleitoral, o qual se encontra disponível para consulta aqui. São 261 páginas de exposições, críticas e soluções para mudar o actual rumo do país, inspirado, segundo Assunção Cristas, no mote "liberdade, subsidiariedade e solidariedade".
Entretanto, Teresa Caeiro aderiu ao Twitter.

Bloco de Esquerda volta a atacar e tem um alvo bem definido: o PS

O constante namoro a Alegre e a tentativa de polémica com Joana Amaral Dias foram os primeiros dois avisos. Antes já tinham feito questão de fazer com que os professores e as novas gerações de eleitores venham a optar pelo modelo liberal e ilusório proposto pelo BE, onde todos podem consumir drogas, serem e fazerem o que quiserem e até colocar em prática os conhecimentos adquiridos nos cursos de subversão civil apoiados pelos bloquista.
Depois de se assegurar que o PCP tem os dias contados e que o fim dos "10%" dos comunistas são uma mera questão de tempo, o BE, apesar de avesso a assuntos bélicos, tem agora as armas apontadas ao PS e o objectivo já está definido: pescar no aquário do vizinho que está no poder e assumir-se como principal força política à esquerda.
O programa proselitista do BE já começou a manifestar-se e, como forma de chegar às massas socialistas insatisfeitas com a ideologia "centrista", os bloquistas criam agora iniciativas intituladas "Socialismo 2009". A doutrina bloquista está lá toda, mas agora disfarçada pelo novo rótulo que integra a estratégia do partido para chegar definitivamente às massas. Fiquem atentos e tenham cuidado: cair no erro de apoiar as ilusões de Francisco Louçã e companhia é condenar definitivamente o país ao isolamento e ao subdesenvolvimento.

Pina Moura: o cavalo de Tróia do PS

Joaquim Pina Moura anda numa de elogiar o programa eleitoral do PSD. Quem não o conheça, que o compre! Um dos maiores desastres da política portuguesa dos últimos 25 anos, recordado constantemente pela inaptidão para o desempenho de funções executivas e pelo tachismo, decide elogiar o grande rival do Partido Socialista.
Sabendo-se que um elogio de um indivíduo deste calibre leva muita gente a pensar se votar no PSD será a melhor opção, não tenho dúvidas em afirmar que o PS acaba de enviar um verdadeiro cavalo de Tróia aos social-democratas. Resta saber se os eleitores vão cair na esparrela...

Inglourious Basterds: filme franco-alemão prende o espectador durante 2h30

Estreou nas nossas salas de cinema Inglourious Basterds, de Quentin Tarantino. Este é mais um filme à imagem do realizador norte-americano dividido por capítulos, dotado de excelentes actores, bom argumento e alguma carnificina. De repente, um filme quase todo ele falado em francês e alemão torna-se interessante o que mais uma vez revela que não é o critério da língua aquele que mais releva na escolha de um filme, daí levantar-se a questão sobre o que é, verdadeiramente, o "cinema francês" ou o "cinema alemão".
Num filme onde, uma vez mais, nem todos os que lutam pelo bem podem ganhar e alguns vilões conseguem a sua vitória, a grande diferença deste para os outros filmes de Tarantino prende-se com o facto de estar a lidar com personagens reais que fazem parte da nossa história e cujo destino é conhecido de todos, tendo sido bastante diferente daquele que o filme apresentou, o que se torna, na minha opinião, o único pecado deste filme.
Além de tudo o que já se disse sobre Inglourious Basterds, um filme cuja qualidade anda perto da perfeição, resta acrescentar algumas palavras para o personagem interpretado por Christoph Waltz (Coronel Hans Landa), o qual está simplesmente espectacular e enche as delícias de todos aqueles que têm o privilégio de ver esta obra de arte de Quentin Tarantino.

P.S.: Um conselho: um dos segredos para apreciar obras cinematográficas passa por não ler as críticas antes de ver os próprios filmes. As críticas tendem a moldar a nossa opinião, criando preconceitos e reduzindo o nosso sentido crítico para aquilo que vamos ver.
Além do mais, vamos concluir que os críticos só dão boas notas a realizadores ou actores consagrados, ou então gostam de assumir a sua pseudo-intelectualidade e fazer críticas bastante generosas a filmes franceses, polacos, etc e quase tudo o que é produzido por Hollywood é comercial e de baixa qualidade.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Governo de bloco central? Solução desastrosa para Portugal!

Numa altura em que alguns vêem o Governo de bloco central como cenário cada vez mais provável, pergunto-me como seria um Executivo composto pelos dois grandes partidos portugueses:
1- Devemos começar por perguntar se um Governo PS-PSD será tão exequível quanto um PSD-PS. O cenário de vitória eleitoral do PSD ganha cada vez mais contornos e ainda ninguém fez as contas sobre o que poderá ser necessário ocorrer para que o PS aceite integrar um Governo no qual será, forçosamente, segunda linha. O mesmo deve ser colocado no sentido inverso, embora duvide que PSD se revelasse mais intransigente do que o PS para formar um governo de bloco central.
2- Se para eleger um Provedor de Justiça, PS e PSD deram início a um verdadeiro clima de pré-crise política, como será um eventual Governo de coligação em Portugal? Um verdadeiro saco de gatos onde dois partidos procuram protagonismo e inviabilizam a governação do país e a aprovação de importantes medidas em sectores que carecem de profundas reformas como a economia, a segurança, o ensino e a justiça.
Um Governo de coligação entre PS e PSD será em tudo semelhante aos actuais Governos de coligação de alguns Estados africanos.
3- O crescimento do Bloco de Esquerda será inevitável, que se assumirá como verdadeira alternativa aos dois grandes partidos, cujos modelos se esgotarão em si próprios e cujos membros já estarão a pensar na melhor forma de protegerem os seus interesses nas eleições seguintes, podendo mesmo desvincular-se de PS e PSD e integrar partidos já existentes ou até mesmo criar novos movimentos como forma de garantirem que se mantêm em cena na política portuguesa.
Posto isto, será que alguém pode considerar o cenário de Governo de bloco central viável para Portugal?

quinta-feira, agosto 27, 2009

Facto

Ninguém quer saber o que o PS diz neste momento. As pessoas deixaram de acreditar no que Sócrates diz, porque sabem que há uma forte probabilidade de ser mentira.
As pessoas neste momento de aflição, estão sim a virar-se para o PSD. É a única réstia de esperança.
Daí a atenção e expectativa com que esperaram pelo Compromisso de Verdade.
Eu tenho Esperança.

Programa eleitoral do PSD: Política de Inteligência

O PS apresentou o seu programa eleitoral e não foi notícia. O PCP apresentou as linhas mestras do seu programa e ninguém deu conta. O BE lançou a sua carta de intenções para as Legislativas'09 e ninguém quis saber. O CDS promove ideias vagas para as eleições e apenas as perguntas dos seus outdoors suscitaram alguma reflexão da população.
O PSD decidiu lançar o seu programa eleitoral um mês antes das eleições e, subitamente, foi o centro das atenções, até mesmo de quem está no poder que deveria aproveitar isso e o facto de já ter lançado o seu programa para ganhar vantagem. Não. O PS não foi inteligente a gerir a falta de informação do PSD e o primeiro estrago já foi feito hoje: a comunicação social em peso centrou as suas atenções na apresentação de um programa incógnito.
Ninguém quer discutir os programas de PS, PCP, BE e CDS. Todos querem discutir o programa do PSD que suscitou a curiosidade de Portugal inteiro. Poderão questionar a "Política de Verdade" de Manuela Ferreira Leite, mas nunca ousem questionar a "Política de Inteligência" da líder social-democrata.