segunda-feira, agosto 31, 2009
O programa do PSD
Opinião de Fernando Sobral
Publicada em 31 de Agosto de 2009
in Jornal de Negócios
Subscrevo (a parte referente à união de facto)
Para mim, o casamento civil - pelo qual tanta gente lutou, de forma a que o casamento religioso não fosse a única forma legal de ter família - é um contrato entre duas pessoas. A lei da união de facto vem estabelecer, basicamente, o seguinte: quem não quer assinar o contrato tem os mesmos direitos e deveres daqueles que o assinaram. Isto é o que parece: uma aberração.
Dir-me-ão que todos os países têm leis assim. E eu responderei que todos os países enveredaram por uma aberração que é filha da década de 60, quando se pretendeu destruir todas as instituições. E a principal instituição - e também aquela que mais limita um indivíduo - é, sem dúvida, a família, o casamento. Porém, há uma possibilidade para quem não quer submeter-se a essa limitação: não se casar. E a pergunta que se segue é: se não quer casar, porque raio o Estado o vai, através de uma lei, considerar casado?
Adivinho, porque já o ouvi, o coro de gente que me chamará básico e retrógrado. E admito que o problema deverá ser meu. Mas não entendo isto.
Não desconheço o problema dos direitos, das sucessões, dos arrendamentos, das heranças e, sobretudo, dos filhos. Mas tenho uma resposta: casem-se! É barato, fácil (basta assinar um papel) e podem sempre divorciar-se na hora caso se arrependam. Argumentar-me-ão: e os que não se podem casar, os homossexuais? Eis, finalmente, uma objecção séria. A lei proíbe que os homossexuais se casem... Mas esse é outro problema. Se estamos a discutir a forma de dar direitos aos homossexuais, que o digamos claramente. De outro modo, estamos a enganar as pessoas.
Por mim, acho que o Estado pode ter uma boa lei de contrato de coabitação que confira direitos iguais a quem vive na mesma casa, independentemente do regime, da razão por que o faz e da orientação sexual de cada um. No limite, pode equiparar o casamento a essa lei, porque a ideia de o Estado controlar o estado civil e a sexualidade de cada indivíduo é obsoleta.
Acho intolerável que se limitem direitos a homossexuais, ou a outros grupos quaisquer, ainda que muito minoritários. Mas acho inaceitável que haja leis disfarçadas e apenas destinadas a servir caprichos ou pequenas comunidades. Chamemos as coisas pelos nomes - é um bom princípio de transparência - e deixemo-nos de floreados."
Crónica de Henrique Monteiro no Expresso
domingo, agosto 30, 2009
Carolina Patrocínio, a grainha que o PS não está a saber tirar
Aquela que deveria ser um trunfo para aproximar José Sócrates do eleitorado mais jovem, tornou-se um verdadeiro empecilho. É certo que a moça, tal como o namorado, jogador de râguebi, parece ter mais peso que Q.I., mas o que ninguém esperava era que uma inocente entrevista a um canal público, rodeado de fotos da jovem semi-nua, pudesse levantar tanta polémica.Ela, que até foi sincera, confessou que prefere fazer batota a ter que perder e, não se dando por contente, debitou tudo aquilo que todos nós já sabemos sobre a fruta descascada, e as grainhas das uvas. O que me preocupa, ao contrário de muitos que por aí andam, é mesmo o facto de alguém que representa o PS junto da juventude assumir que gosta de fazer batota, o que politicamente é considerado um verdadeiro tiro nos pés.
Mais do que Sócrates, já muito experiente na forma de lidar com os jornalistas, Carolina Patrocínio precisa de alguém que a oriente sobre o que deve ou não dizer, sobretudo quando representa um partido político. Subitamente, uma pergunta inocente, como foi a do apresentador da RTP, pode dar início ao terror que a jovem inexperiente deve estar a passar.
Que lhe arranjem a fruta, não me preocupa. Segundo consta, a senhora em causa é paga e até faz isso com muito prazer. Quantos não são aqueles que apontam o dedo a Carolina Patrocínio e quando chegam às suas casas sentam-se no sofá e exigem que as mulheres ou as mães lhes arranjem uma sande com manteiga e fiambre ou lhes façam o jantar? E quanto é que lhes pagam por isso?
O que me preocupa é que os problemas dos jovens portugueses não se resumam todos a descascar a fruta ou a tirar grainhas às uvas. Mas o que é ainda mais preocupante é a inaptidão que o PS revela, mesmo com toda a máquina partidária à sua volta, para explicar aos portugueses que a jovem, por mais ingénua que possa ter sido, é uma pessoa que cumpre os seus deveres e paga a alguém para lhe fazer isso. De onde vem o dinheiro? Bom, se os programas que ela faz não fossem líderes de audiências e a empresa do pai não rendesse tanto dinheiro, provavelmente ela teria que aprender, tal como muitos portugueses, a descascar a fruta se a quisesse realmente continuar a comer.
CDS-PP apresenta o seu programa eleitoral
Entretanto, Teresa Caeiro aderiu ao Twitter.
Bloco de Esquerda volta a atacar e tem um alvo bem definido: o PS
Depois de se assegurar que o PCP tem os dias contados e que o fim dos "10%" dos comunistas são uma mera questão de tempo, o BE, apesar de avesso a assuntos bélicos, tem agora as armas apontadas ao PS e o objectivo já está definido: pescar no aquário do vizinho que está no poder e assumir-se como principal força política à esquerda.
O programa proselitista do BE já começou a manifestar-se e, como forma de chegar às massas socialistas insatisfeitas com a ideologia "centrista", os bloquistas criam agora iniciativas intituladas "Socialismo 2009". A doutrina bloquista está lá toda, mas agora disfarçada pelo novo rótulo que integra a estratégia do partido para chegar definitivamente às massas. Fiquem atentos e tenham cuidado: cair no erro de apoiar as ilusões de Francisco Louçã e companhia é condenar definitivamente o país ao isolamento e ao subdesenvolvimento.
Pina Moura: o cavalo de Tróia do PS
Sabendo-se que um elogio de um indivíduo deste calibre leva muita gente a pensar se votar no PSD será a melhor opção, não tenho dúvidas em afirmar que o PS acaba de enviar um verdadeiro cavalo de Tróia aos social-democratas. Resta saber se os eleitores vão cair na esparrela...
Inglourious Basterds: filme franco-alemão prende o espectador durante 2h30
Estreou nas nossas salas de cinema Inglourious Basterds, de Quentin Tarantino. Este é mais um filme à imagem do realizador norte-americano dividido por capítulos, dotado de excelentes actores, bom argumento e alguma carnificina. De repente, um filme quase todo ele falado em francês e alemão torna-se interessante o que mais uma vez revela que não é o critério da língua aquele que mais releva na escolha de um filme, daí levantar-se a questão sobre o que é, verdadeiramente, o "cinema francês" ou o "cinema alemão".Num filme onde, uma vez mais, nem todos os que lutam pelo bem podem ganhar e alguns vilões conseguem a sua vitória, a grande diferença deste para os outros filmes de Tarantino prende-se com o facto de estar a lidar com personagens reais que fazem parte da nossa história e cujo destino é conhecido de todos, tendo sido bastante diferente daquele que o filme apresentou, o que se torna, na minha opinião, o único pecado deste filme.
Além de tudo o que já se disse sobre Inglourious Basterds, um filme cuja qualidade anda perto da perfeição, resta acrescentar algumas palavras para o personagem interpretado por Christoph Waltz (Coronel Hans Landa), o qual está simplesmente espectacular e enche as delícias de todos aqueles que têm o privilégio de ver esta obra de arte de Quentin Tarantino.
P.S.: Um conselho: um dos segredos para apreciar obras cinematográficas passa por não ler as críticas antes de ver os próprios filmes. As críticas tendem a moldar a nossa opinião, criando preconceitos e reduzindo o nosso sentido crítico para aquilo que vamos ver.
Além do mais, vamos concluir que os críticos só dão boas notas a realizadores ou actores consagrados, ou então gostam de assumir a sua pseudo-intelectualidade e fazer críticas bastante generosas a filmes franceses, polacos, etc e quase tudo o que é produzido por Hollywood é comercial e de baixa qualidade.
sexta-feira, agosto 28, 2009
Governo de bloco central? Solução desastrosa para Portugal!
1- Devemos começar por perguntar se um Governo PS-PSD será tão exequível quanto um PSD-PS. O cenário de vitória eleitoral do PSD ganha cada vez mais contornos e ainda ninguém fez as contas sobre o que poderá ser necessário ocorrer para que o PS aceite integrar um Governo no qual será, forçosamente, segunda linha. O mesmo deve ser colocado no sentido inverso, embora duvide que PSD se revelasse mais intransigente do que o PS para formar um governo de bloco central.
2- Se para eleger um Provedor de Justiça, PS e PSD deram início a um verdadeiro clima de pré-crise política, como será um eventual Governo de coligação em Portugal? Um verdadeiro saco de gatos onde dois partidos procuram protagonismo e inviabilizam a governação do país e a aprovação de importantes medidas em sectores que carecem de profundas reformas como a economia, a segurança, o ensino e a justiça.
Um Governo de coligação entre PS e PSD será em tudo semelhante aos actuais Governos de coligação de alguns Estados africanos.
3- O crescimento do Bloco de Esquerda será inevitável, que se assumirá como verdadeira alternativa aos dois grandes partidos, cujos modelos se esgotarão em si próprios e cujos membros já estarão a pensar na melhor forma de protegerem os seus interesses nas eleições seguintes, podendo mesmo desvincular-se de PS e PSD e integrar partidos já existentes ou até mesmo criar novos movimentos como forma de garantirem que se mantêm em cena na política portuguesa.
Posto isto, será que alguém pode considerar o cenário de Governo de bloco central viável para Portugal?
quinta-feira, agosto 27, 2009
Facto
Programa eleitoral do PSD: Política de Inteligência
quarta-feira, agosto 26, 2009
O que pode o país esperar da esquerda? As cartas não mentem!
Carta XIX - O Sol: José Sócrates. O Luís XIV cá do sítio: "está para nascer um Primeiro-Ministro que faça melhor no défice do que eu". Vê em si próprio o esplendor, o brilho, a glória e o êxito.
Carta XIII - A Morte: Partido Comunista Português. A Morte indica um período de grandes transformações, sendo necessário tomar medidas radicais para se inverter uma determinada tendência. Assim será o período que se avizinha para os comunistas: precisam reinventar-se urgentemente caso não pretendam condenar o futuro político do partido no médio prazo em detrimento de um Bloco de Esquerda que continuará a ganhar adeptos junto das classes mais jovens às quais o PC tem cada vez mais dificuldades em chegar.
Carta VI - Os Namorados: Manuel Alegre. A carta dos namorados significa a escolha que deve ser feita entre dois caminhos. Manuel Alegre tende a seguir pela promiscuidade política, manifestando uma tremenda incapacidade para escolher entre PS e BE: ao mesmo tempo que faz juras de amor eterno a um pisca o olho ao outro.
Carta XV - O Diabo: Bloco de Esquerda. O Diabo representa a energia criativa, sem a qual não existiria a vida material. O Bloco de Esquerda representa a esquerda no seu estado mais extremado e é graças à sua actuação que a direita tem oportunidade de projectar a sua imagem e os seus interesses, separando-os claramente das concepções de esquerda numa altura em que o eleitorado tem dificuldades em identificar as linhas-mestras de cada partido político.Quem convive com esta carta (o Diabo) tem que aprender a lidar com ela de forma construtiva, caso contrário ela tende a sobressair e a destacar-se sobre as demais, recorrendo a tácticas extremistas como a demagogia e o populismo, o que poderá produzir o efeito contrário ao esperado. É preciso saber lidar com o Bloco de Esquerda e atenuar a onda de euforia de todos aqueles que se submetem facilmente à lavagem cerebral feita por Francisco Louçã e seus pares.
Carta VIII - A Justiça: António José Seguro. A Justiça personifica a equidade, a imparcialidade, a ordem, a severidade e o equilíbrio. Quando todos os deputados optam pela solução mais fácil, a da "sovietização" das bancadas parlamentares a cada intervenção dos respectivos líderes, António José Seguro assumiu uma posição diferente dos vários rebanhos e manifestou a sua imparcialidade e integridade criticando uma decisão do PS.Provavelmente será dos poucos que continuará a remar contra a maré, embora deva ter cuidado com as críticas que o podem condenar ao isolamento no partido e consequente desaparecimento da política.
Se tiver sabedoria suficiente poderá tornar-se numa das principais figuras do Partido Socialista e dar início a uma nova era num partido cada vez mais caracterizado como sendo liderado com base em regimes autoritários.
Carta X - A Roda da Fortuna: Investimento Público. Não há dinheiro para aumentar salários e pensões, mas há dinheiro para investimentos megalómanos como o TGV, uma nova ponte sobre o Tejo, um novo aeroporto e muitos outros projectos que vão condenar o país à bancarrota e abrir caminho a uma neocolonização feita pela União Europeia e outros Estados com apetência para aproveitar as oportunidades criadas por quem não teve mãos a medir na hora de gastar.
Carta 0 - O Louco: Francisco Louçã. Esta carta caracteriza a desorientação, a confusão e a falta de noção da realidade. A saída de Portugal da NATO, a expulsão dos EUA da Base das Lajes e a defesa da extinção de todos os blocos militares mostra a falta de consciência do Bloco de Esquerda para questões de política externa e para os perigos que podem advir de tais decisões.Em questões de segurança opta por um reforço dos direitos garantísticos dos arguidos/condenados do que pelo aumento dos instrumentos ao dispor das Forças de Segurança bem como a definição de prazos fixos para processos judiciais complexos.
Cada vez mais conhecido como o "partido dos professores", Louçã não pretende deixar na mão os direitos dos seus fiéis seguidores e propõe um "aligeiramento" dos horários escolares de professores e alunos.
Carta XVII - A Estrela: Rita Rato. A candidata a deputada da CDU por Lisboa deverá será eleita. A confirmar-se, a ex-dirigente da JCP poderá dar cartas no Parlamento e simbolizar o início de um novo rumo dos comunistas na actual conjuntura política nacional. Resta saber como lidará com as teses comunistas tradicionalistas e com a "velha guarda".
Carta XVIII - A Lua: Duplas candidaturas e Lei da Paridade. A Lua aspira tudo para si e representa os relacionamentos duvidosos e indefinidos. Políticos como Luís Fazenda, Ana Gomes, Elisa Ferreira e Ilda Figueiredo não se contentam com um lugar, têm a necessidade de se estender a várias frentes. Quem consegue confiar em políticos que se desdobram por múltiplas candidaturas?A Lei da Paridade é uma boa oportunidade de projectar o feminismo e atribuir lugares de responsabilidade a pessoas cuja competência pode ser bastante questionável mas que têm acesso aos referidos lugares porque uma lei a isso obriga.
terça-feira, agosto 25, 2009
O vazio do Hmmm...
Ferreira Fernandes analisa a actual liderança do PSD, indo ao seu âmago de forma brilhante.
Infra, as palavras que este singelo blogger gostaria de ter escrito:
"A campanha não vai ser feita com indicador acusando. Mas, sim, com a boca torcida, insinuando: "Hmmm..."
Tenho a declarar que eu sei tudo. Conheço o mais bem escondido mistério de Verão: o programa eleitoral do PSD. Antes que me processem por escutas ilegais, adianto que o soube assistindo a uma entrevista televisiva de Manuel Ferreira Leite (Grande Entrevista, RTP1, na quinta-feira passada).
A frase-chave de MLF, indiciando o espírito da coisa, foi: "Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há." Dito de outra maneira: não venham cá com a mania dos factos que o importante é que se ache alguma coisa sobre o assunto.
Raramente vi um político português dizer o sentimento de pertença ao seu povo de forma tão inequívoca. Com uma frasezinha apenas, MLF mostrou ser tão portuguesa quanto aquele empresário que ripostou às primeiras calculadoras electrónicas japoneses pondo no mercado um aparelho que não dava números mas debitava belíssimas impressões. "Eu não quero saber se há escutas ou não, [o importante] é que as pessoas acham que há..."
E o interessante é que a gloriosa frase, além de atestar a marca genética lusa da autora, define uma linha, aponta um rumo, escreve, enfim, um programa eleitoral. Cujo é, sem mais delongas: o PSD vai para a suspeita, depressa e em força. Suspeita é a condensação da frase-chave - é o seu sumo. Daí que eu tivesse deslindado o tal mistério do Verão (ajudado, também, por naquele destapar durante a entrevista, dizendo o programa tão curto que talvez coubesse numa folha A-4). Cabe, cabe. O programa do PSD é isto, numa folha branca, escrito com marcador grosso: "Hmmm..."
"Hmmm...", como diz a mulher morena que vê um cabelo louro no ombro do casaco do marido careca. "Hmmm...", como atitude constante e militante para os próximos dois meses. Por uma vez não teremos uma campanha eleitoral com os indicadores duros, acusando. Vai ser mais com boca torcida, insinuando: "Hmmm..."
Aguiar-Branco, na festa do Pontal do PSD, já tinha dado o mote: "Suspeita-se", disse-o cinco vezes num parágrafo. Pacheco Pereira sintetizou: "Só faltava que fosse proibido falar das suspeitas sobre o Governo." E MLF filosofou com a frase que já referi. Tudo numa semana e como antevisão do programa eleitoral que vai ser: "Hmmm.." E, na Grande Entrevista, MLF avisou que vai ser um programa para cumprir. Suspeito, até, que será cumprido todinho durante a campanha: suspeitas, suspeitas, suspeitas.
MLF devia até suspeitar de Fernando Seara. Também esta semana, durante um fogo em Belas, uma repórter televisiva perguntou: "Pode dizer-se que há suspeitas de fogo posto?" Ao que o presidente PSD da Câmara de Sintra respondeu: "Prefiro dizer que é intrigante." Suspeito que é mais um autarca que não aceita a linha do partido.
Paulo Bento e o Titanic
Veto de Cavaco Silva à lei da união de facto: melhor é impossível!
O diploma que foi vetado pelo Chefe de Estado é o reflexo dos devaneios intelectuais do Prof. Carlos Pamplona Corte-Real, catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa, cujo filho, Paulo Pamplona Corte-Real lidera o movimento ILGA. Se este diploma fosse aprovado, o mesmo abriria caminho ao casamento entre homossexuais pois se a união de facto destes é aceite, com as semelhanças deste regime com o casamento seria hipócrita e absurdo não reconhecer o casamento.
Como Cavaco Silva vetou, e bem, um diploma que colidiria com o instituto do casamento, criado exclusivamente para heterossexuais. O PR alertou para a necessidade de ter que haver uma maior discussão sobre o fim dado às uniões de facto e saber se se quer manter o sistema como está actualmente, havendo uma separação entre casamento e união de facto, ou se se quer terminar definitivamente com o casamento ou com a união de facto, pois não faz sentido manter dois regimes praticamente iguais.
domingo, agosto 23, 2009
Paulo Bento no Porto
- Paulo Bento vai sair do Sporting;
- O Benfica vai ser campeão e como consequência Jesualdo Ferreira vai ser demitido;
- Em 2010/11, Paulo Bento vai treinar o Porto.
Portugal dos (mesmo muito) pequeninos
Turistas tolos que tiram fotografias a um local que se não tivesse tirado a vida a cinco pessoasainda hoje passaria despercebido (foto da autoria de Virgílio Rodrigues/Público)
2) A demolição do que resta da falésia vai ter direito a cerimónia de Estado. Membros do poder político nacional e local, entre outras personalidades, vão marcar presença no derrube da falésia, logo, às 20h. Só faltam a presença do Governador Civil para garantir que as formalidades estão cumpridas e o croquete e o cocktail para os convidados.
3) Os portugueses nem sempre aprendem quando o mal acontece, por vezes é preciso que o mal aconteça aos próprios para só assim tirarem lições úteis e mesmo assim ninguém garante nada. Então não é que após o trágico acontecimento da passada sexta-feira os banhistas voltaram a cercar a falésia? Sabiam todos do que tinha acontecido, mas atribuíram as culpas... ao sinal de perigo que do ponto de vista deles é de dimensões reduzidas e devia estar mais visível. Sabem o que pode acontecer por estarem ali e têm conhecimento do sinal. O que é que é preciso para os tirar dali? A estupidez realmente não tem limites e, se nova tragédia acontecer, a culpa deve ser certamente da Câmara Municipal de Albufeira, do Governo e da crise financeira internacional, como de costume.
sábado, agosto 22, 2009
Entrevista de Paulo Portas ao Expresso
Focando temas-chave e abordando temas que são da preocupação geral e ninguém se atreve a discutir, o líder do CDS-PP continua a olear uma máquina que parece cada vez mais afinada para dar ao partido um resultado bastante positivo a 27 de Setembro.
É certo que na política nada é para sempre, mas no dia em que Paulo Portas abandonar a liderança de vez, o CDS poderá não resistir ao segundo divórcio... e a política portuguesa precisa de políticos profissionais como Portas.
TIME elege Jimi Hendrix o melhor guitarrista de todos os tempos
Jimi Hendrix, melhor guitarrista de sempre? De acordo com a TIME, sim. Hendrix era um guitarrista de outro planeta, mas mesmo assim não terá tido uma carreira demasiado curta para se poder dar ao luxo de ser condecorado com o título de "melhor de sempre"? Existem outros "fenómenos paranormais" no manejo da guitarra como Carlos Santana e Slash, entre tantos outros. Ainda assim, gostaria de ver todos estes senhores a tocarem uma guitarra portuguesa ou a tentarem tocar um fado com uma das suas "meninas". Aí, sim, poderei dissipar grande parte das minhas dúvidas.O Bar Velho apresenta a mandatária do PS para a juventude
O que preferimos salientar é o carácter daquela que foi escolhida por José Sócrates para ser a sua mandatária para a juventude. Carolina Patrocínio concedeu uma entrevista à RTP na qual diz que prefere "fazer batota do que perder", algo que me parece ser um excelente exemplo para os jovens. Aliás, diga-se que a política e a sociedade portuguesa estão cheias de gente que "prefere fazer batota do que perder" e de outros que fazem batota por puro egoísmo e alguns até estão referenciados em processos crime por corrupção, tráfico de influências, fraude, entre outros.
Carolina Patrocínio gosta "de dar nas vistas" e é "orgulhosa", duas características que dotam muitos políticos da nossa praça e que os impede de dar o braço a torcer e reconhecer um erro que seja que tenham cometido (normalmente não são poucos).
Para finalizar a curta entrevista, e tendo José Sócrates afirmado que os problemas e anseios da juventude portuguesa deve ter uma presença na campanha do PS, eis que Carolina Patrocínio enuncia os seus: os caroços das frutas. Não come cerejas se a empregada não tirar os caroços, não toca em fruta que não esteja descascada e "uvas sem grainhas... é uma trabalheira". O PS fez uma boa escolha para mandatária até porque, eu e os jovens deste país identificamo-nos com Carolina Patrocínio: todos ganhamos bem, passamos dias inteiros na praia, no ginásio e no solário e os nossos únicos problemas não são ter um emprego, um salário, uma habitação e dinheiro para viver com um mínimo de dignidade. Não. Aos jovens portugueses o que realmente apoquenta são as sacanas das grainhas das uvas! Contra mim falo. Se há coisa que me faça perder a cabeça é começar o dia com um cacho de uvas com grainhas, uma banana e uma maçã com casca e uma cereja ou um pêssego com caroço!
Em suma, a mandatária do PS para a Juventude, Carolina Patrocínio, foi uma escolha tremendamente infeliz que tinha bastantes opções ao seu dispor, nomeadamente no desporto em que é possível dar o exemplo aos mais jovens que é preciso continuar a acreditar, insistir nos seus projectos, nunca desistir até que a vitória chegue, que a vida tem altos e baixos e que é preciso acreditar nas suas capacidades. Vejam que a jovem personifica a burrice e futilidade dos jovens de hoje em dia - notem no final do vídeo o seu bloqueio para responder a uma simples pergunta do jornalista depois de ter recorrido a mais uma frase nova que tinha aprendido naquele dia - mas nem por isso os representa bem, pois representar alguém não é espelhar o que de pior há, mas constituir um exemplo que possa salvaguardar os seus interesses abrindo-lhes os olhos para a realidade, em vez de lhes mostrar um mundo de fantasia onde os principais problemas são os caroços das frutas!
sexta-feira, agosto 21, 2009
Sobre a desgraça na praia Maria Luísa
Aquilo que me parece verdadeiramente insensato é a presença de gente num local que, de longe, só por ser uma falésia já prefigura algum grau de perigo, por mais ínfimo que seja. Embora possam haver responsabilidades pelo facto da localização dispor de sinalização que poderá deixar muito a desejar, a culpa não morre solteira. Infelizmente, cinco pessoas responderam à escassa sensatez de apanhar banhos de sol perto de/passear numa falésia com a própria vida.
Ainda que não existisse perigo de derrocada, ninguém me convence que uma falésia e a respectiva área envolvente são 100% seguras e ideais para tomar banhos de sol e passear. Segundo parece, a informação na região era mais que suficiente para se saber que a zona não oferecia condições mínimas de segurança e muitos eram aqueles que sabiam que havia perigo mas decidiram arriscar porque, veja-se o típico português, "até agora nunca tinha acontecido nada".
Eu não preciso que a falésia, por mais segura que seja, surpreendetemente decida desabar um dia para tomar finalmente consciência da dimensão do perigo que corro se a frequentar da mesma forma que não preciso que apresentem um outdoor com neon em plena auto-estrada a indicar-me que corro o risco de ser atropelado se decidir atravessar. Existe um perigo iminente e não sou assim tão estúpido ao ponto de precisar que esteja uma autoridade na zona 24h por dia a tentar convencer-me que posso correr perigo por me encontrar na zona.
É certo que se poderão apurar algumas responsabilidades a nível institucional, mas a culpa não morre solteira certamente.
P.S.: Poderá não ter muito a ver, mas de certa forma até tem alguma coisa. Esta semana, a França anunciou que qualquer turista gaulês que decida, por sua conta e risco, viajar para zonas não recomendadas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e se coloque numa situação de risco que obrigue à intervenção do Estado francês, será responsabilizado perante um tribunal.
Pensem nisto que até faz algum sentido.
