domingo, agosto 30, 2009

Bloco de Esquerda volta a atacar e tem um alvo bem definido: o PS

O constante namoro a Alegre e a tentativa de polémica com Joana Amaral Dias foram os primeiros dois avisos. Antes já tinham feito questão de fazer com que os professores e as novas gerações de eleitores venham a optar pelo modelo liberal e ilusório proposto pelo BE, onde todos podem consumir drogas, serem e fazerem o que quiserem e até colocar em prática os conhecimentos adquiridos nos cursos de subversão civil apoiados pelos bloquista.
Depois de se assegurar que o PCP tem os dias contados e que o fim dos "10%" dos comunistas são uma mera questão de tempo, o BE, apesar de avesso a assuntos bélicos, tem agora as armas apontadas ao PS e o objectivo já está definido: pescar no aquário do vizinho que está no poder e assumir-se como principal força política à esquerda.
O programa proselitista do BE já começou a manifestar-se e, como forma de chegar às massas socialistas insatisfeitas com a ideologia "centrista", os bloquistas criam agora iniciativas intituladas "Socialismo 2009". A doutrina bloquista está lá toda, mas agora disfarçada pelo novo rótulo que integra a estratégia do partido para chegar definitivamente às massas. Fiquem atentos e tenham cuidado: cair no erro de apoiar as ilusões de Francisco Louçã e companhia é condenar definitivamente o país ao isolamento e ao subdesenvolvimento.

Pina Moura: o cavalo de Tróia do PS

Joaquim Pina Moura anda numa de elogiar o programa eleitoral do PSD. Quem não o conheça, que o compre! Um dos maiores desastres da política portuguesa dos últimos 25 anos, recordado constantemente pela inaptidão para o desempenho de funções executivas e pelo tachismo, decide elogiar o grande rival do Partido Socialista.
Sabendo-se que um elogio de um indivíduo deste calibre leva muita gente a pensar se votar no PSD será a melhor opção, não tenho dúvidas em afirmar que o PS acaba de enviar um verdadeiro cavalo de Tróia aos social-democratas. Resta saber se os eleitores vão cair na esparrela...

Inglourious Basterds: filme franco-alemão prende o espectador durante 2h30

Estreou nas nossas salas de cinema Inglourious Basterds, de Quentin Tarantino. Este é mais um filme à imagem do realizador norte-americano dividido por capítulos, dotado de excelentes actores, bom argumento e alguma carnificina. De repente, um filme quase todo ele falado em francês e alemão torna-se interessante o que mais uma vez revela que não é o critério da língua aquele que mais releva na escolha de um filme, daí levantar-se a questão sobre o que é, verdadeiramente, o "cinema francês" ou o "cinema alemão".
Num filme onde, uma vez mais, nem todos os que lutam pelo bem podem ganhar e alguns vilões conseguem a sua vitória, a grande diferença deste para os outros filmes de Tarantino prende-se com o facto de estar a lidar com personagens reais que fazem parte da nossa história e cujo destino é conhecido de todos, tendo sido bastante diferente daquele que o filme apresentou, o que se torna, na minha opinião, o único pecado deste filme.
Além de tudo o que já se disse sobre Inglourious Basterds, um filme cuja qualidade anda perto da perfeição, resta acrescentar algumas palavras para o personagem interpretado por Christoph Waltz (Coronel Hans Landa), o qual está simplesmente espectacular e enche as delícias de todos aqueles que têm o privilégio de ver esta obra de arte de Quentin Tarantino.

P.S.: Um conselho: um dos segredos para apreciar obras cinematográficas passa por não ler as críticas antes de ver os próprios filmes. As críticas tendem a moldar a nossa opinião, criando preconceitos e reduzindo o nosso sentido crítico para aquilo que vamos ver.
Além do mais, vamos concluir que os críticos só dão boas notas a realizadores ou actores consagrados, ou então gostam de assumir a sua pseudo-intelectualidade e fazer críticas bastante generosas a filmes franceses, polacos, etc e quase tudo o que é produzido por Hollywood é comercial e de baixa qualidade.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Governo de bloco central? Solução desastrosa para Portugal!

Numa altura em que alguns vêem o Governo de bloco central como cenário cada vez mais provável, pergunto-me como seria um Executivo composto pelos dois grandes partidos portugueses:
1- Devemos começar por perguntar se um Governo PS-PSD será tão exequível quanto um PSD-PS. O cenário de vitória eleitoral do PSD ganha cada vez mais contornos e ainda ninguém fez as contas sobre o que poderá ser necessário ocorrer para que o PS aceite integrar um Governo no qual será, forçosamente, segunda linha. O mesmo deve ser colocado no sentido inverso, embora duvide que PSD se revelasse mais intransigente do que o PS para formar um governo de bloco central.
2- Se para eleger um Provedor de Justiça, PS e PSD deram início a um verdadeiro clima de pré-crise política, como será um eventual Governo de coligação em Portugal? Um verdadeiro saco de gatos onde dois partidos procuram protagonismo e inviabilizam a governação do país e a aprovação de importantes medidas em sectores que carecem de profundas reformas como a economia, a segurança, o ensino e a justiça.
Um Governo de coligação entre PS e PSD será em tudo semelhante aos actuais Governos de coligação de alguns Estados africanos.
3- O crescimento do Bloco de Esquerda será inevitável, que se assumirá como verdadeira alternativa aos dois grandes partidos, cujos modelos se esgotarão em si próprios e cujos membros já estarão a pensar na melhor forma de protegerem os seus interesses nas eleições seguintes, podendo mesmo desvincular-se de PS e PSD e integrar partidos já existentes ou até mesmo criar novos movimentos como forma de garantirem que se mantêm em cena na política portuguesa.
Posto isto, será que alguém pode considerar o cenário de Governo de bloco central viável para Portugal?

quinta-feira, agosto 27, 2009

Facto

Ninguém quer saber o que o PS diz neste momento. As pessoas deixaram de acreditar no que Sócrates diz, porque sabem que há uma forte probabilidade de ser mentira.
As pessoas neste momento de aflição, estão sim a virar-se para o PSD. É a única réstia de esperança.
Daí a atenção e expectativa com que esperaram pelo Compromisso de Verdade.
Eu tenho Esperança.

Programa eleitoral do PSD: Política de Inteligência

O PS apresentou o seu programa eleitoral e não foi notícia. O PCP apresentou as linhas mestras do seu programa e ninguém deu conta. O BE lançou a sua carta de intenções para as Legislativas'09 e ninguém quis saber. O CDS promove ideias vagas para as eleições e apenas as perguntas dos seus outdoors suscitaram alguma reflexão da população.
O PSD decidiu lançar o seu programa eleitoral um mês antes das eleições e, subitamente, foi o centro das atenções, até mesmo de quem está no poder que deveria aproveitar isso e o facto de já ter lançado o seu programa para ganhar vantagem. Não. O PS não foi inteligente a gerir a falta de informação do PSD e o primeiro estrago já foi feito hoje: a comunicação social em peso centrou as suas atenções na apresentação de um programa incógnito.
Ninguém quer discutir os programas de PS, PCP, BE e CDS. Todos querem discutir o programa do PSD que suscitou a curiosidade de Portugal inteiro. Poderão questionar a "Política de Verdade" de Manuela Ferreira Leite, mas nunca ousem questionar a "Política de Inteligência" da líder social-democrata.

terça-feira, agosto 25, 2009

O vazio do Hmmm...

Ferreira Fernandes analisa a actual liderança do PSD, indo ao seu âmago de forma brilhante.

Infra, as palavras que este singelo blogger gostaria de ter escrito:

"A campanha não vai ser feita com indicador acusando. Mas, sim, com a boca torcida, insinuando: "Hmmm..."

Tenho a declarar que eu sei tudo. Conheço o mais bem escondido mistério de Verão: o programa eleitoral do PSD. Antes que me processem por escutas ilegais, adianto que o soube assistindo a uma entrevista televisiva de Manuel Ferreira Leite (Grande Entrevista, RTP1, na quinta-feira passada).

A frase-chave de MLF, indiciando o espírito da coisa, foi: "Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há." Dito de outra maneira: não venham cá com a mania dos factos que o importante é que se ache alguma coisa sobre o assunto.

Raramente vi um político português dizer o sentimento de pertença ao seu povo de forma tão inequívoca. Com uma frasezinha apenas, MLF mostrou ser tão portuguesa quanto aquele empresário que ripostou às primeiras calculadoras electrónicas japoneses pondo no mercado um aparelho que não dava números mas debitava belíssimas impressões. "Eu não quero saber se há escutas ou não, [o importante] é que as pessoas acham que há..."

E o interessante é que a gloriosa frase, além de atestar a marca genética lusa da autora, define uma linha, aponta um rumo, escreve, enfim, um programa eleitoral. Cujo é, sem mais delongas: o PSD vai para a suspeita, depressa e em força. Suspeita é a condensação da frase-chave - é o seu sumo. Daí que eu tivesse deslindado o tal mistério do Verão (ajudado, também, por naquele destapar durante a entrevista, dizendo o programa tão curto que talvez coubesse numa folha A-4). Cabe, cabe. O programa do PSD é isto, numa folha branca, escrito com marcador grosso: "Hmmm..."

"Hmmm...", como diz a mulher morena que vê um cabelo louro no ombro do casaco do marido careca. "Hmmm...", como atitude constante e militante para os próximos dois meses. Por uma vez não teremos uma campanha eleitoral com os indicadores duros, acusando. Vai ser mais com boca torcida, insinuando: "Hmmm..."

Aguiar-Branco, na festa do Pontal do PSD, já tinha dado o mote: "Suspeita-se", disse-o cinco vezes num parágrafo. Pacheco Pereira sintetizou: "Só faltava que fosse proibido falar das suspeitas sobre o Governo." E MLF filosofou com a frase que já referi. Tudo numa semana e como antevisão do programa eleitoral que vai ser: "Hmmm.." E, na Grande Entrevista, MLF avisou que vai ser um programa para cumprir. Suspeito, até, que será cumprido todinho durante a campanha: suspeitas, suspeitas, suspeitas.

MLF devia até suspeitar de Fernando Seara. Também esta semana, durante um fogo em Belas, uma repórter televisiva perguntou: "Pode dizer-se que há suspeitas de fogo posto?" Ao que o presidente PSD da Câmara de Sintra respondeu: "Prefiro dizer que é intrigante." Suspeito que é mais um autarca que não aceita a linha do partido.

In dn.pt

Paulo Bento e o Titanic

Não consigo perceber um treinador que compara a sua equipa a um navio que foi ao fundo e que os tenta inspirar com base nos poucos botes que conseguiram minimizar os estragos. Basicamente a lição que se tira é que está tudo perdido e resta tentar salvar o pouco que se conseguir. Inspirador, de facto...

Veto de Cavaco Silva à lei da união de facto: melhor é impossível!

O PR vetou o diploma que alterava o regime da União de Facto. Com o novo diploma, as diferenças entre união de facto e casamento resumir-se-iam a alguns direitos sucessórios e seria mais vantajoso fazer-se a opção pelo casamento em regime de separação de bens, caso contrário, o regime de dívidas poderia ser mais oneroso na união de facto do que no próprio casamento, o que é inconcebível.
O diploma que foi vetado pelo Chefe de Estado é o reflexo dos devaneios intelectuais do Prof. Carlos Pamplona Corte-Real, catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa, cujo filho, Paulo Pamplona Corte-Real lidera o movimento ILGA. Se este diploma fosse aprovado, o mesmo abriria caminho ao casamento entre homossexuais pois se a união de facto destes é aceite, com as semelhanças deste regime com o casamento seria hipócrita e absurdo não reconhecer o casamento.
Como Cavaco Silva vetou, e bem, um diploma que colidiria com o instituto do casamento, criado exclusivamente para heterossexuais. O PR alertou para a necessidade de ter que haver uma maior discussão sobre o fim dado às uniões de facto e saber se se quer manter o sistema como está actualmente, havendo uma separação entre casamento e união de facto, ou se se quer terminar definitivamente com o casamento ou com a união de facto, pois não faz sentido manter dois regimes praticamente iguais.

domingo, agosto 23, 2009

Paulo Bento no Porto

Os prognósticos para o campeonato deste ano são os seguintes:
- Paulo Bento vai sair do Sporting;
- O Benfica vai ser campeão e como consequência Jesualdo Ferreira vai ser demitido;
- Em 2010/11, Paulo Bento vai treinar o Porto.

Portugal dos (mesmo muito) pequeninos

Turistas tolos que tiram fotografias a um local que se não tivesse tirado a vida a cinco pessoas
ainda hoje passaria despercebido (foto da autoria de Virgílio Rodrigues/Público)


1) Que país é este em que um local só se torna de culto e de interesse fotográfico depois de ter aparecido na televisão por tirar a vida a cinco pessoas? Por incrível que pareça, muitos são os que vão colocar a fotografia na falésia da praia Maria Luísa "pós-21 de Agosto" no seu perfil de Facebook, imediatamente a seguir às fotografias no Coliseu de Roma, na Torre Eiffel, ou nas pirâmides de Gizé.
2) A demolição do que resta da falésia vai ter direito a cerimónia de Estado. Membros do poder político nacional e local, entre outras personalidades, vão marcar presença no derrube da falésia, logo, às 20h. Só faltam a presença do Governador Civil para garantir que as formalidades estão cumpridas e o croquete e o cocktail para os convidados.
3) Os portugueses nem sempre aprendem quando o mal acontece, por vezes é preciso que o mal aconteça aos próprios para só assim tirarem lições úteis e mesmo assim ninguém garante nada. Então não é que após o trágico acontecimento da passada sexta-feira os banhistas voltaram a cercar a falésia? Sabiam todos do que tinha acontecido, mas atribuíram as culpas... ao sinal de perigo que do ponto de vista deles é de dimensões reduzidas e devia estar mais visível. Sabem o que pode acontecer por estarem ali e têm conhecimento do sinal. O que é que é preciso para os tirar dali? A estupidez realmente não tem limites e, se nova tragédia acontecer, a culpa deve ser certamente da Câmara Municipal de Albufeira, do Governo e da crise financeira internacional, como de costume.

sábado, agosto 22, 2009

Entrevista de Paulo Portas ao Expresso

Foto: Luiz Carvalho/Expresso

Paulo Portas concedeu uma entrevista ao Expresso a qual foi publicada na edição desta semana. Portas está de regresso ao mais alto nível e esta entrevista acompanha a excelente campanha do CDS, já iniciada através da exibição de outdoors bastante assertivos.
Focando temas-chave e abordando temas que são da preocupação geral e ninguém se atreve a discutir, o líder do CDS-PP continua a olear uma máquina que parece cada vez mais afinada para dar ao partido um resultado bastante positivo a 27 de Setembro.
É certo que na política nada é para sempre, mas no dia em que Paulo Portas abandonar a liderança de vez, o CDS poderá não resistir ao segundo divórcio... e a política portuguesa precisa de políticos profissionais como Portas.

TIME elege Jimi Hendrix o melhor guitarrista de todos os tempos

Jimi Hendrix, melhor guitarrista de sempre? De acordo com a TIME, sim. Hendrix era um guitarrista de outro planeta, mas mesmo assim não terá tido uma carreira demasiado curta para se poder dar ao luxo de ser condecorado com o título de "melhor de sempre"? Existem outros "fenómenos paranormais" no manejo da guitarra como Carlos Santana e Slash, entre tantos outros. Ainda assim, gostaria de ver todos estes senhores a tocarem uma guitarra portuguesa ou a tentarem tocar um fado com uma das suas "meninas". Aí, sim, poderei dissipar grande parte das minhas dúvidas.

O Bar Velho apresenta a mandatária do PS para a juventude

Carolina Patrocínio, jovem apresentadora de diversos programas da televisão portuguesa. Que não se caia no populismo fácil e brejeiro de acusar a jovem de "não fazer nada", de ter demasiado protagonismo, de ter um bom físico ou de ser tão feia que chega a meter medo. Não queremos ir por aí.
O que preferimos salientar é o carácter daquela que foi escolhida por José Sócrates para ser a sua mandatária para a juventude. Carolina Patrocínio concedeu uma entrevista à RTP na qual diz que prefere "fazer batota do que perder", algo que me parece ser um excelente exemplo para os jovens. Aliás, diga-se que a política e a sociedade portuguesa estão cheias de gente que "prefere fazer batota do que perder" e de outros que fazem batota por puro egoísmo e alguns até estão referenciados em processos crime por corrupção, tráfico de influências, fraude, entre outros.
Carolina Patrocínio gosta "de dar nas vistas" e é "orgulhosa", duas características que dotam muitos políticos da nossa praça e que os impede de dar o braço a torcer e reconhecer um erro que seja que tenham cometido (normalmente não são poucos).
Para finalizar a curta entrevista, e tendo José Sócrates afirmado que os problemas e anseios da juventude portuguesa deve ter uma presença na campanha do PS, eis que Carolina Patrocínio enuncia os seus: os caroços das frutas. Não come cerejas se a empregada não tirar os caroços, não toca em fruta que não esteja descascada e "uvas sem grainhas... é uma trabalheira". O PS fez uma boa escolha para mandatária até porque, eu e os jovens deste país identificamo-nos com Carolina Patrocínio: todos ganhamos bem, passamos dias inteiros na praia, no ginásio e no solário e os nossos únicos problemas não são ter um emprego, um salário, uma habitação e dinheiro para viver com um mínimo de dignidade. Não. Aos jovens portugueses o que realmente apoquenta são as sacanas das grainhas das uvas! Contra mim falo. Se há coisa que me faça perder a cabeça é começar o dia com um cacho de uvas com grainhas, uma banana e uma maçã com casca e uma cereja ou um pêssego com caroço!
Em suma, a mandatária do PS para a Juventude, Carolina Patrocínio, foi uma escolha tremendamente infeliz que tinha bastantes opções ao seu dispor, nomeadamente no desporto em que é possível dar o exemplo aos mais jovens que é preciso continuar a acreditar, insistir nos seus projectos, nunca desistir até que a vitória chegue, que a vida tem altos e baixos e que é preciso acreditar nas suas capacidades. Vejam que a jovem personifica a burrice e futilidade dos jovens de hoje em dia - notem no final do vídeo o seu bloqueio para responder a uma simples pergunta do jornalista depois de ter recorrido a mais uma frase nova que tinha aprendido naquele dia - mas nem por isso os representa bem, pois representar alguém não é espelhar o que de pior há, mas constituir um exemplo que possa salvaguardar os seus interesses abrindo-lhes os olhos para a realidade, em vez de lhes mostrar um mundo de fantasia onde os principais problemas são os caroços das frutas!

sexta-feira, agosto 21, 2009

Sobre a desgraça na praia Maria Luísa

Não vou com este post levar ninguém a apedrejamento público, porque não sou perito em derrocadas de falésias e porque nunca estive, nem estou, no local para poder fazer investigações para as quais também não me encontro qualificado. Se a culpa é do Ministério do Ambiente, do Presidente da Câmara, da Protecção Civil, da PSP ou de outros, não faço a mínima ideia, mas desde já sinto-me tentado a afastar a responsabilidade do Ministério, pois, à primeira vista, parece-me pouco sério exigir ao Ministério que garanta a segurança de uma falésia.
Aquilo que me parece verdadeiramente insensato é a presença de gente num local que, de longe, só por ser uma falésia já prefigura algum grau de perigo, por mais ínfimo que seja. Embora possam haver responsabilidades pelo facto da localização dispor de sinalização que poderá deixar muito a desejar, a culpa não morre solteira. Infelizmente, cinco pessoas responderam à escassa sensatez de apanhar banhos de sol perto de/passear numa falésia com a própria vida.
Ainda que não existisse perigo de derrocada, ninguém me convence que uma falésia e a respectiva área envolvente são 100% seguras e ideais para tomar banhos de sol e passear. Segundo parece, a informação na região era mais que suficiente para se saber que a zona não oferecia condições mínimas de segurança e muitos eram aqueles que sabiam que havia perigo mas decidiram arriscar porque, veja-se o típico português, "até agora nunca tinha acontecido nada".
Eu não preciso que a falésia, por mais segura que seja, surpreendetemente decida desabar um dia para tomar finalmente consciência da dimensão do perigo que corro se a frequentar da mesma forma que não preciso que apresentem um outdoor com neon em plena auto-estrada a indicar-me que corro o risco de ser atropelado se decidir atravessar. Existe um perigo iminente e não sou assim tão estúpido ao ponto de precisar que esteja uma autoridade na zona 24h por dia a tentar convencer-me que posso correr perigo por me encontrar na zona.
É certo que se poderão apurar algumas responsabilidades a nível institucional, mas a culpa não morre solteira certamente.

P.S.: Poderá não ter muito a ver, mas de certa forma até tem alguma coisa. Esta semana, a França anunciou que qualquer turista gaulês que decida, por sua conta e risco, viajar para zonas não recomendadas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e se coloque numa situação de risco que obrigue à intervenção do Estado francês, será responsabilizado perante um tribunal.
Pensem nisto que até faz algum sentido.

Pior que a "silly season" só mesmo um "silly country"

Ficamos a saber que Agosto é o mês em que quem quiser pode atear fogo às matas e florestas porque poucos são os municípios que as mandam limpar e vigiar e pode-se ainda violar cidadãos à vontade que nada vai acontecer pois o Instituto de Medicina Legal... está de férias e manda as vítimas não tomarem banho até que um profissional apareça!
Que podemos esperar de um Estado que nem as necessidades mais básicas consegue assegurar?

quinta-feira, agosto 20, 2009

Manuela Ferreira Leite na RTP: Política de Coerência

Acabei de ver na RTP uma entrevista da Judite de Sousa a uma senhora que vestia um fato cor-de-rosa suave (contrariando os cinzentos sérios e formais que normalmente a caracterizam e lhe dão um ar mais pesado do que já tem), que se apresentou com um ar bastante maternal, fresco, leve, simpático, calmo (mesmo sendo dura), sério e, simultaneamente, sorridente(!!).
A estratégia definida por Manuela Ferreira Leite para a entrevista na RTP faz parte dos manuais de Marketing Político I e pode muito bem produzir efeitos junto de alguns eleitores.
Não sei se Manuela Ferreira Leite se regerá pela "Política de Verdade" durante a campanha eleitoral e até mesmo caso venha a ser Governo, mas até ao momento vai prevalecendo a "Política de Coerência": quem a ouviu com atenção viu que os critérios utilizados para o afastamento de Pedro Passos Coelho, para a inclusão de Maria José Nogueira Pinto nas listas para as Legislativas e para o apoio a Pedro Santana Lopes e Francisco Moita Flores fazem todo o sentido e não são de todo contraditórios. Quem a acusava de actos "estalinistas", certamente teve aqui uma prova do seu sentido de democracia.
Aceite-se ou não, estes são os critérios de Manuela Ferreira Leite e aplica-os por igual a todos. Outra grande prova da sua coerência está relacionada com o critério utilizado para o apoio a António Preto: concorde-se ou não, mais uma vez Manuela Ferreira Leite decidiu apoiar quem ainda não foi condenado por um tribunal, acrescentando que apoiaria Isaltino Morais e Valentim Loureiro se fosse líder do PSD nas anteriores Autárquicas.
Estou curioso por ver esta senhora, que se apresentou hoje de forma surpreendente na RTP, em debate com José Sócrates e com os restantes, particularmente com os "bota-abaixo" do costume: Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa. Aguardemos com alguma ansiedade pelos debates eleitorais.

Para todos aqueles com problemas de identidade política...

Vai votar pela primeira vez e ainda não sabe em quem? Está farto de votar e não sabe quem mais se aproxima das suas ideias?
Entre no Bússola Eleitoral, responda a algumas questões e descubra qual é o partido político que mais se enquadra nos seus ideais.

E-Quem?

E-Government. Uma das importantes apostas do Governo de Sócrates na luta contra a burocracia e os custos dos serviços públicos, apontando como objectivo tangível a melhoria da qualidade de vida da população portuguesa.

Para os governos info-excluídos e sem visão de futuro, eu explico. E-Government traduz-se no uso de tecnologias de informação com vista a aproximar as populações e as empresas dos serviços públicos e governamentais, eliminando a burocracia e permitindo usufruir dos referidos serviços à distância.

Quem esteve vezes sem conta em filas intermináveis para entregar o IRS, obter informações sobre a pensão de velhice que irá receber ou obter formulários de licenciamento percebe com facilidade a importância deste conceito.

O tecido empresarial, nomeadamente as PME’s, também percebe a importância económica da disponibilização destes serviços direccionados para as necessidades empresariais, incrementando a eficiência e diminuindo custos internos e custos indirectos.

O Governo actual percebeu todas estas valências e viu os seus esforços reconhecidos num relatório publicado recentemente pela Comissão Europeia (iniciativa i2010 2008) que aponta Portugal como um dos Estados membros com melhores serviços de eGovernment para empresas.

Assim, Portugal revela-se acima da média europeia em todos os quatro indicadores utilizados nesta área, num dos quais ocupando a primeira posição: percentagem de serviços públicos básicos para empresas disponíveis completamente on-line, onde o relatório revela que Portugal tem 100 por cento destes serviços disponíveis, quando a média comunitária é de 78 por cento.

Veja-se também que a percentagem de empresas que utilizam serviços públicos (68 por cento em Portugal) é bastante superior à média europeia (50 por cento).

Atente-se na evolução de Portugal no ranking Europeu:

- Em 2003, no auge da Governação do PSD-CDS/PP , o nível de disponibilidade de serviços de E-Government dirigidos a cidadãos era de 18% e de 63%dirigidos a empresas.

- Em 2008, após lançado um plano tecnológico pelo actual Governo, o nível de disponibilidade de serviços de E-Government dirigidos a cidadãos era de 75%(acima da média europeia) e de 100% (o melhor da Europa) dirigidos a empresas.

Todos estes índices melhoram o ambiente de negócios em Portugal, facilitam a criação de novas empresas portuguesas (Programa Empresa na Hora) e a instalação de empresas estrangeiras, reduzindo progressivamente os custos do Estado com procedimentos através da desmaterialização enquanto a eficiência e rapidez dos serviços prestados aumenta vertiginosamente.

As diferenças são óbvias.

Podemos optar entre um Portugal que se quer afirmar e acredita no futuro ou podemos escolher um Portugal miserabilista, sem visão e sem fé em si próprio.

O destino do país em forma de cruz.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Os outdoors do PS

Não seria melhor se todas as crianças estivessem a aprender português como deve ser, em vez daquela mistura de portunhol de iletrado com novela da Globo e crioulo anglo-saxónico?
Quais genéricos? Aqueles que, graças ao Governo PS, as farmácias não podem dar aos utentes se o médico não der expressamente autorização e que em várias ocasiões não acontece por causa dos acordos que mantêm com as farmacêuticas?
900.00 ilusões nas estatísticas das organizações internacionais: uma "história de vida" não equivale ao 9.º ano de escolaridade e muito menos ao 12.º! Fazer contas de mercearia durante uma vida não é a mesma coisa que fazer exercícios de probabilidades, trigonometria ou geometria, gerar uma criança não é a mesma coisa que dissecar um rato nas aulas de Biologia e misturar ingredientes para o jantar lá de casa não é a mesma coisa que misturar cloreto de cálcio com sulfato de sódio nas aulas de Química...
Querem ver que o salário mínimo não subia desde o tempo da "outra senhora" e o PS conseguiu a louvável façanha de o aumentar no decorrer da actual legislatura?