terça-feira, julho 21, 2009

Benfica adquire passe de jogador desconhecido por 7 milhões de euros

O Benfica adquiriu o passe de Javi Garcia por 7 milhões de euros! Um jogador desconhecido de 22 anos, que vem para o Benfica por valores astronómicos. O Benfica não vende jogadores e não tem dinheiro, mas dá-se ao luxo de comprar jogadores de classe duvidosa por valores absurdos. Não vou questionar o valor do espanhol mas um jogador que custa 7 milhões de euros a um clube português terá que se revelar um verdadeiro fora-de-série!
Pasmo-me por saber que 6,5 milhões de euros por uma certeza do futebol como é Reyes é "demasiado", mas 7 milhões por um jogador que pouco jogou em toda a sua vida e com menos três anos de idade que o seu conterrâneo já seja um valor justo e um bom investimento.
Ora, a "administração Vieira" continua a fazer das suas sobretudo se nos questionarmos relativamente aos 25% do passe de Reyes no qual o Benfica derreteu 2,5 milhões de euros. Pergunto: para que serviu este investimento se agora se dão ao luxo de o deitar fora? Afinal, basta ao Atlético de Madrid vender os seus 50% para que o jogador se transfira para outro clube e o Benfica continue com 2,5 milhões deitados fora.

P.S.: Graças a esta política de contratações benfiquistas, que já nos custou um Balboa (4 milhões), um Quique (pelo menos 2 milhões) e um Javi Garcia (7 milhões), o Real Madrid lá vai pagando o Cristiano Ronaldo.

Oliveira e Costa e a prisão domiciliária

Continuo a achar impressionante que a TVI já tivesse acesso à decisão do magistrado no sentido de pôr fim à prisão preventiva semanas antes desta ser tornada pública e o arguido devidamente notificado. Notável e ninguém sequer questiona o sucedido. Está tudo bem... viola-se o segredo de justiça, viola-se a Constituição... Quem quer saber? Ninguém.

domingo, julho 19, 2009

Conselho de amigo...

Uma grande amiga minha, Ana de Ornelas, inaugurou hoje o seu blogue dedicado inteiramente a poesia da sua autoria. Quem gostar, visite o espaço "Amores, Desamores e outros ais!" e, se quiser, adicione o seu contacto no Twitter.

FC Porto: verdadeira máquina de fazer dinheiro ou os seus negócios escondem algo por trás?

Lisandro: 24 milhões de euros + bónus
Lucho González: 18 milhões + bónus
Cissokho: 15 milhões + bónus
Ibson: 5 milhões
Paulo Machado: 3,5 milhões
Vieirinha: 300 mil euros

Total: 65,800 milhões de euros

Não há aqui nada de estranho na venda destes jogadores por estes valores? E mais estranho ainda o tal "negócio dos dentes de Cissokho"? Sou só eu que, enquanto benfiquista, invejo a capacidade vendedora do Porto que despacha jogadores por quantias impossíveis ou há aqui qualquer coisa que as pessoas não querem saber?

sexta-feira, julho 17, 2009

TGV: Jardim defende ligação entre Lisboa e Espanha mas não entre a capital e o Porto

O presidente do Governo Regional da Madeira defendeu hoje a ligação por TGV entre Lisboa e Espanha, afirmando que, à semelhança do que acontece com grande parte da população portuguesa, não lhe interessa o que o PSD pensa sobre o assunto.

"Não me interessa o que o meu partido pensa. Eu penso pela minha cabeça. Eu sou pelo TGV(!)" (Pena que nem todos os militantes do PSD o façam...).

terça-feira, julho 14, 2009

Candidata à Câmara de Valongo: promessas eleitorais são meras obrigações naturais

Maria José Azevedo, candidata independente à Câmara de Valongo, registou o seu programa eleitoral no Cartório Notarial de Valongo e, se não cumprir as promessas eleitorais, sujeita-se à vontade popular de a levar a tribunal.
A medida de Maria José Azevedo é absurda e não faz qualquer sentido na medida em que as promessas eleitorais, tal como já defendido neste espaço, são meras obrigações naturais correspondendo, de acordo com o artigo 402.º do Código Civil, a "um dever de ordem moral ou social" não sendo "judicialmente exigíveis". A candidata independente à Câmara de Valongo pode registar o que quiser no Notário, pode ir de joelhos a Fátima e pode até assinar um acordo com o seu próprio sangue que os munícipes estão impedidos pela lei de exigir em tribunal uma promessa eleitoral.
Porém, exceptuam-se alguns casos como por exemplo o não incumprimento de medidas que constem do manifesto eleitoral da candidata e que se consiga demonstrar que o seu incumprimento provocou danos ao Município, embora neste caso a propositura da acção deverá respeitar à responsabilidade extra-contratual, aplicando-se o Direito Administrativo.
Esta medida apresentada pela candidata já produziu os efeitos desejados que consistiam em dar visibilidade gratuita à sua candidatura, não servindo para rigorosamente mais nada.

O fundamentalismo feminista de Edite Estrela


Ainda recentemente foi comentado neste espaço questões como a lei da paridade e a página de Twitter de Edite Estrela que parece cada vez ter menos preocupações em assumir o seu fundamentalismo feminista na internet.
Hoje, passando novamente pelo Twitter da Eurodeputada socialista, deparo-me com o seu brilhante comentário a propósito da eleição do Presidente do Parlamento Europeu. Para Edite Estrela, segunda colocada na lista encabeçada por Vital Moreira, não existem critérios como mérito, capacidade ou competência. Já que nem sequer passa pela cabeça da Eurodeputada exercer o seu voto num dos candidatos que mais se aproxime da identidade portuguesa, até poderia aceitar a diferença entre "candidato de esquerda" e "candidato de direita". Porém, o critério escolhido por Edite Estrela, como se pode ver na imagem de cima é "acabei de exercer o meu direito de voto (...) há dois candidatos: mulher e home".
E pronto! Para a ex-Presidente da Câmara de Sintra tudo se resume a homens e mulheres, ou seja, à guerra dos sexos. Muito me surpreende que tenha aceitado concorrer às eleições europeias atrás de um homem e não tenha exigido que uma mulher encabeçasse a lista do PS. O que mais me perturba, no meio de tudo isto, é saber que os portugueses votam em partidos e nem se esforçam por conhecer os candidatos que integram as respectivas listas em que votam. Não passa pela cabeça de ninguém votar numa candidata que em vez de ter como motivação representar os interesses do seu país na União Europeia, pense apenas em fazer um lobby doentio em favor das mulheres.
Pergunta a quem votou PS nas eleições de 7 de Junho: é assim que se representa o país no Parlamento Europeu?

Programa Polis Costa da Caparica poderá dar caso de polícia

O Programa Polis Costa da Caparica deu uma nova vida a esta cidade do concelho de Almada. Foram investidos cerca de 200 milhões de euros na revitalização de uma área que se encontrava ao abandono e que atrai muitos turistas anualmente. O arranjo das praias, o calçadão, os bares, os armazéns, os estacionamentos e as novas estradas, todos eles melhoraram radicalmente a imagem da Costa da Caparica (até o Restaurante o Barbas já tem um espaço de luxo).
No entanto, não é preciso ser-se um génio para ver que apesar do forte investimento na zona ribeirinha o troço da nova estrada que liga a Av. General Humberto Delgado à rotunda da Av. 1.º de Maio tem postes de electricidade instalados em plena estrada em vez de se encontrarem no passeio, a menos que isto seja uma forma de "arte moderna" para a Costa da Caparica. Qualquer carro que siga em direcção à Av. 1.º de Maio tem vários obstáculos que uma equipa de arquitectos, engenheiros, advogados e economistas não deram conta.

Os postes de electricidade em plena estrada

segunda-feira, julho 13, 2009

António Costa, qual São Vicente, acompanhado por dois corvos: Sá Fernandes e Helena Roseta

O actual Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, parece disposto a tudo para renovar o seu mandato na capital. Depois de, a menos de três meses das eleições, ter pago com dinheiro camarário a divulgação de verdadeira propaganda eleitoralista na edição do passado domingo do Público, e após convencer um Sá Fernandes já cansado de dar uma de "difícil" por ver o tempo apertar e ninguém se mostrar disposto a renovar-lhe o poleiro, aliás, pelouro, na capital, eis que agora parece apontar os canhões a Helena Roseta.
Aquela que há dois anos foi negligenciada pelo PS e por Costa após personificar um género de Manuel Alegre no feminino, agora parece ser vista por António Costa como cheia de virtudes (leia-se apoiantes/votos) e de anos de serviço público capazes de fazer a diferença na sua candidatura.
Santana Lopes parece mesmo destinado a ganhar as próximas eleições se Costa não agir rapidamente, mas começo a duvidar de uma estratégia eleitoral de um verdadeiro São Vicente disposto a dar o ombro a independentes marginalizados pelos partidos que outrora os apoiaram (BE e PS). Iria mais longe e diria que se o candidato pelo PS à capital continuar com o discurso de inclusão de independentes no projecto socialista e afastar o verdadeiro conceito de coligação, não será preciso muito tempo até que Sá Fernandes e Helena Roseta se tornem nos dois corvos dispostos a fazer o funeral ao São Vicente socialista.

Mais um dia típico na Portugalândia...

"Um grupo de agentes da PSP foi esta manhã alvo de pedras e garrafas arremessadas por perto de 50 moradores da Quinta da Fonte, em Loures, quando perseguia um indivíduo que tinha acabado de fazer um assalto e que se refugiou no bairro."

Fonte: Público

Está tudo bem, dizem. Não há nada a mudar nas leis penais, excepto continuar a adaptá-las à realidade nacional que está cada vez melhor...

domingo, julho 12, 2009

Elisa Ferreira: o despotismo só a prejudica

"Eu quero, posso, faço e mando!", parece ser o mote de Elisa Ferreira na sua candidatura à Câmara do Porto. Mesmo tendo sido eleita eurodeputada pelo PS não quer saber do impacto que uma dupla candidatura possa ter no eleitorado portuense e decidiu avançar; fez a sua própria lista sem ouvir o PS-Porto; quando chamada à atenção para o facto de estar a concorrer como candidata do PS e ter a obrigação de delinear a estratégia e formar a lista em conjunto, não quis saber e insistiu nas suas; faz birra e amua porque não tem apoios quando, segundo consta, age de forma déspota como se fosse um género de Messias no feminino que realizará o milagre da multiplicação de votos no norte.
Do pouco que já falou enquanto candidata, meia-dúzia de chavões feministas, uma filosofia que parece estar a ganhar cada vez mais adeptos na política feminina portuguesa (sim, começa a ser obrigatório separar política de política no feminino porque as mulheres mais proeminentes insistem numa estratégia paradoxal e incoerente de cada vez que exigem igualdade entre os sexos mas reforçam a separação de géneros). Acrescem, por fim, mais uma mão cheia de chavões popularuchos como "Porto aos portuenses" e "Porto para todos" faltando-lhe capacidade para espremer este género de expressões para a mostrar que há conteúdo e trabalho de casa feito na sua candidatura.
Face a este cenário, a maior humilhação de sempre dos socialistas no Porto parece ser o cenário mais que provável desta candidatura que parece ser tudo menos séria, organizada e coerente. Só não vê quem não quer...

sábado, julho 11, 2009

"I want to be rich and I want lots of money...

... and I'll take my clothes off and it will be shameless", assim canta Lily Allen em "The Fear" e a ver pelo seu ensaio fotográfico para a revista i-D as palavras parecem ser sinceras. A última edição da i-D, que não tem nada a ver com investigação e desenvolvimento, exibe uma Lily Allen livre de preconceitos (a foto de cima é só para aguçar o apetite) numa péssima sessão fotográfica que se assemelha mais a uma série de fotografias amadoras tiradas por um ex-namorado do que propriamente por uma revista profissional habituada a fazer ensaios com celebridades.
A cantora deve ter recebido balúrdios por fotografias amadoras que denigrem a sua imagem, mas aquilo que para ela poderá ter sido um bom negócio para a revista pode ter sido um péssimo investimento se atendermos ao facto de que Lily Allen já mostrou o peito gratuitamente em público.

sexta-feira, julho 10, 2009

Sete grandes mentiras que os portugueses contam a si próprios para fugir à realidade

Ao longo dos últimos anos, os portugueses desenvolveram uma habilidade quase patológica de mentirem a si próprios. Nos dias que correm, onde quer que se vá, lá estará um português a atribuir responsabilidades a todos, e especialmente "ao sistema", menos a si próprio. É possível que tudo se trate de um mecanismo criado inconscientemente pela psique humana para conseguir lidar melhor com o fracasso e com a frustração em que algumas das escolhas pessoais resultaram. Não deixa, ainda assim, de ser menos aceitável e estranho por causa disso.
Estas são alguma das grandes mentiras que os portugueses contam a si próprios para melhor lidar com a situação no país:

1- O Governo tem que nos ajudar nos nossos problemas pessoais. Quantas não são as pessoas que regularmente não manifestam vontade de trabalhar, mas exigem ajudas do Governo? Quantas não são as pessoas que têm um ordenado baixo mas insistem em adquirir imóveis e carros de luxo, incomportáveis para o seu orçamento familiar e depois dizem que "o Estado devia intervir" ou "a culpa é do Governo que não aumenta os salários, nem faz nada para resolver esta situação"?
A verdade é: o Governo não é a Santa Casa da Misericórdia para ajudar financeiramente a população e mesmo que fosse não serviria para colmatar os erros bárbaros de gestão que são cometidos em vários lares portugueses. A função do Governo é criar políticas favoráveis ao país e gerir, o mais convenientemente possível e de acordo com as regras de bom senso, as receitas provenientes dos impostos.

2- A segunda grande mentira é que Portugal é um país rico, cuja riqueza está a ser saqueada pelo poder político. Lá porque temos os combustíveis mais caros da UE, pagamos dois impostos na aquisição de automóveis, pagamos um dos IVAs mais elevados da Europa, e temos bens altamente inflacionados até mesmo para mercados de países como França, EUA e Reino Unido, a verdade é que não temos um tostão furado e aos poucos vamos vendo o país a enforcar-se em dívidas. Levamos vida de ricos, mas não temos dinheiro para mandar cantar um cego.

3- A terceira mentira é que os portugueses são um povo de trabalho, decente e honesto, mas os líderes políticos são maus. Esta é das minhas preferidas. Para começar somos latinos, o que significa que somos manhosos, com tendência para a trapaça e pelo ainda juntamos um pouco da emotividade que nos caracteriza. Isso só por si faz-nos estar ali num limiar entre África, América Latina e a Europa. Por vezes tenho dúvidas se assim como a Madeira está mais para a Europa do que para África apenas porque alguém decidiu que a diferença entre Madeira e Cabo Verde estava na cor de pele dos seus nativos, se não estaremos mais próximos da Europa do que de África também pelo tom de pele.
Tirando isso, os portugueses têm os líderes que merecem, pois são o reflexo do país. Lembrem-se que eles não chegam ao poder sozinhos e alguns ainda conseguem repetir a proeza.

4- A quarta mentira é que personalidades estrangeiras ligadas à política, como Lula da Silva, José Eduardo dos Santos, José Luis Zapatero, entre outros, adoram Portugal e os portugueses. Vamos ser francos neste aspecto: estes indivíduos mantém relações próximas com Portugal para protegerem os seus interesses nacionais, daí nos chamarem "irmãos" ou "aliados". À primeira adversidade ou contratempo somos imediatamente vistos como "colonizadores" e "adversários" e imediatamente acusados de não querer contribuir para a estabilidade internacional.
Espanha, Brasil, Angola, EUA, e até mesmo os EM da UE, nenhum destes gosta tanto de Portugal como nós ao ponto de nos querer beneficiar. Se queremos que o nosso país avance sem depender dos caprichos de terceiros temos que ser nós a fazê-lo! Eles não gostam de nós pelo nosso belo sol e pela nossa simpatia, mas sim pelo que lhes podemos dar. Contrariá-los é como sentenciar as relações bilaterais existentes, ou porque é que acham que o Irão e o Zimbabué são vistos com desconfiança?

5- A quinta mentira diz respeito à crença popular que diz que devemos ter educação gratuita e serviço de saúde gratuito para garantir a sustentabilidade do país. Vamos ser honestos: não há almoços grátis e o dinheiro não cai do céu! Quando um país pobre quer dar uma de rico, qual adolescente que vê os outros meninos da escola usarem roupas de marca e ele decide acompanhá-los, é impossível garantir serviços públicos básicos gratuitos. Enquanto continuarmos com projectos mirabolantes e com o despesismo público a um ritmo elevado, bem podem sonhar com saúde e ensino gratuitos! E enquanto não mudarmos de rumo o melhor que podemos garantir, para ser benevolente, será a tendencial gratuitidade aos mais desfavorecidos.

6- Outra grande mentira é aquela que muitos portugueses contam a si e aos outros ao dizerem que é a pobreza que leva ao crime e à realização de actos impulsivos. Querem mesmo acreditar que é a pobreza e a miséria que está por trás dos assaltos às gasolineiras, às caixas multibanco, ourivesarias e outros estabelecimentos? Pobre não rouba por ganância, rouba algo que lhe garanta a sua subsistência.
Se a pobreza fosse a origem de todos os males, como é que se explica que, por exemplo, Cristiano Ronaldo seja uma pessoa boa que dá tudo aos que lhe são próximos e tenha passado 12 anos da sua vida a viver no meio da miséria?

7- Mentira número sete: Barack Obama vai tirar-nos da crise e vai salvar o mundo. Portugueses, ponham os olhos em países como a China e constatem que o que fez com que este país passasse de terra dependente do investimento externo para superpotência foi o sacrifício de toda uma geração trabalhadora e empreendedora que fez da China aquilo que é hoje. Se os portugueses deixarem de ser individualistas e começarem a pensar em dar o seu melhor para construir um país melhor então podemos sair da crise. Sem trabalho e unidade nacional bem podem ter fé em Barack Obama, José Sócrates e Manuela Ferreira Leite. A situação vai continuar igual e os culpados são sempre os suspeitos do costume.

quinta-feira, julho 09, 2009

Ministério da Saúde anuncia o seu plano de contingência para as escolas

Segundo consta, andam por aí Delegados de Saúde em reunião com directores de escolas para preparar os estabelecimentos de ensino e os professores para a Gripe A.
De acordo com os mesmos e segundo conseguimos apurar, os Delegados de Saúde "sugerem" que de hora a hora sejam limpas as maçanetas das portas e os teclados dos computadores têm de ser cobertos com filme da cozinha e mudados com a mesma periodicidade.
Acresce que recai ainda sobre a escola a elaboração de exercícios de carácter lúdico para entreter os alunos que venham a estar de quarentena. Interrogo-me sobre o papel das famílias, cada vez mais negligenciado e desresponsabilizado.
Não deixa de ser um plano de contingência que dá que pensar, este.

Isaltino Morais e o MP: sai uma pena suspensa para a mesa de Oeiras

"O procurador do Ministério Público pediu hoje a condenação de Isaltino Morais numa pena efectiva de prisão superior a cinco anos e a inibição de exercício de cargos públicos durante o mesmo período de tempo"

Fonte: I

Ponho 500 euros na mesa em como vai sair mais uma pena suspensa, um recurso e mais um discurso de vitimização do autarca, mais uma recandidatura e mais uma vitória eleitoral.

Lei da paridade: um género de "cunha" para as mulheres e um pouco de feminismo exacerbado

Andava há pouco pelo Twitter e deparei-me com uma das actualizações de Edite Estrela que diz "está provado que uma equilibrada representação feminina nas administrações é vantajosa para as empresas". Ora, o "está provado" da Eurodeputada leva-me a questionar se foi destacada alguma equipa de cientistas que tenha identificado uma variante hormono-intelectual de L-Casei Immunitass e Omega-3 nas mulheres capaz de fazer a diferença no mercado só pelo simples facto de serem mulheres, estando, assim, "provado cientificamente" o fenómeno.
Tirando a hipótese acima referida, acho de todo impossível que as mulheres só por serem a variante feminina do Ser Humano possam ser vantajosas para as empresas, excepto pela combinação que têm com a testosterona masculina. Eu dou um exemplo: hoje fui à Mercedes com o intuito de levar um carro para reparação. Como eu, assim estavam outros clientes. Eis que subitamente aparece uma vendedora da casa vestida e calçada como se estivesse a preparar-se para dançar no varão de um qualquer strip club. Todos, literalmente todos, acompanharam cada passo que ela deu no palco, aliás, no salão, e ficaram atónitos com o que estavam a ver. Por instantes cheguei mesmo a pensar se não estaria na hora de trocar de carro. Felizmente a razão venceu o... coração. Pelo ar dos outros, se não estariam a pensar mudar de carro pelo menos pareciam na disposição de saberem os preços e eventuais condições de financiamento.
Se o relatório científico que sustenta o "está provado" de Edite Estrela se fundamentar neste género de critérios, então, sim, a representação feminina nas administrações é vantajosa para as empresas porque têm argumentos fora do alcance dos homens. No entanto, creio que aquilo que todos desejamos é o fim da guerra dos sexos que nos leva a olhar para o placard de resultados e vemos "homens 60-40 mulheres" o que leva as mulheres a pensar "temos que empatar para depois golearmos os gajos".
Acresce ainda que estas mensagens em Twitters ficam mal a uma Eurodeputada que deveria pugnar pela igualdade entre os sexos e não se regozijar com um "está provado que as mulheres trazem vantagens a...". Se eu fosse mulher e lesse uma coisa destas da boca de um homem sentir-me-ia humilhada, mas se ouvisse isto de uma mulher então cortaria imediatamente os pulsos! Continuo a achar que as mulheres trazem tantas vantagens quanto os homens se tiverem a mesma competência e capacidade. Este tipo de feminismo exacerbado e mal disfarçado só me leva a concluir que algumas mulheres apoiam-se na lei da paridade, nas quotas e nos "relatórios científicos de Edite Estrela" para conseguirem uma cunha para chegar a cargos que de outra forma não chegariam.
Em vez de se preocuparem com leis e números, o que contribui para o aumento da separação entre homens e mulheres e para uma inferiorização do género que com uma lei destas lhe vê ser passado um atestado de inferioridade e incapacidade, preocupem-se em mostrar o mérito que têm e em conquistar o vosso espaço pelos mesmos meios que os homens: através do trabalho!

Sanções para difusão de vírus informáticos são desproporcionais ao bem que se quer proteger

Hoje será discutido no Parlamento o projecto de lei de cibercrime, que propõe um máximo de dez anos de prisão para quem produzir e difundir vírus informáticos.
Não deixa de ser curioso que as tecnologias de informação tenham uma protecção superior àquela que tem a saúde pública, pelo menos considerando que a propagação de doença contagiosa que crie perigo para a vida de outrem, seja punido com pena de prisão entre 1 a 8 anos, de acordo com o artigo 283.º do Código Penal. Nestes casos incluem-se, entre outros, os típicos casos de propagação de SIDA.
Há ou não há aqui uma desproporcionalidade grave nas penas?

quarta-feira, julho 08, 2009

Duelo entre Manuel Alegre e Ana Gomes: 1-0 para a Eurodeputada

Manuel Alegre, no alto do seu pedestal, decidiu entrar na onda da censura às candidaturas duplas para conquistar mais a simpatia dos portugueses que continuam a ver nele um iluminado e uma excepção entre muitos. Para o efeito, Alegre desceu à Terra e exortou Ana Gomes e Elisa Ferreira a optarem pelos cargos autárquicos ou pelo Parlamento Europeu.
Ana Gomes, ao contrário de outros socialistas, mostrou que não é vassala do ansião da aldeia cor-de-rosa e respondeu-lhe (bem, refira-se) recordando que nas Presidenciais de 2006 Alegre era Deputado à Assembleia da República e candidatou-se à Presidência da República, verificando-se, também aqui, uma dupla candidatura. 1-0 para Gomes.
O poeta deu uma resposta no mínimo anedótica, alegando que "a candidatura presidencial é um acto pessoal que pode ou não ser apoiada por um partido".
Excelentíssima Ana Gomes, embora não esteja mandatado para o efeito, permita-me fazer o 2-0 a seu favor: sou contra as duplas candidaturas e subscrevo na íntegra o artigo publicado neste espaço sobre o tema. No entanto, a candidatura aos municípios, tal como a presidencial, constitui um acto pessoal que pode ou não ser apoiada por um partido (veja-se o caso das listas independentes nas autárquicas). Manuel Alegre só não foi apoiado pelo PS porque à última da hora lhe passaram a perna. O mesmo sucedeu com as candidaturas de Isaltino Morais, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras, entre outros, com os respectivos partidos.
A questionar-se a falta de moral de Ana Gomes na sua dupla candidatura, também se deverá questionar a mesma em Manuel Alegre. As situações são exactamente as mesmas, apenas mudam os cargos que estão em causa. Manuel Alegre acaba de sair derrotado de uma pequena guerrilha interna que o próprio iniciar.

Ministra da Saúde vai-se assumindo como Relações Públicas da Gripe A em Portugal

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, tem sido elogiada por diversas personalidades por saber acompanhar o impacto da Gripe A em Portugal. No entanto, um cidadão mais atento facilmente vê que Ana Jorge não faz outra coisa senão aparecer na televisão a dizer quantos são os portadores da doença em território nacional. É um género de Relações Públicas da Gripe A em Portugal que comunica ao público o número de "filiais" que a doença está a inaugurar no nosso país.
Mais acresce que muito se discutem os números da doença, mas plano de contingência nem vê-lo! Em vez de se preocupar com as vacinas, as quais chegarão na melhor das hipóteses no final do ano a Portugal, o Ministério da Saúde tem como proposta para combater a crise "pedir ao doente que não saia de casa de modo a não contagiar terceiros e cumprir o que os médicos dizem". Brilhante, sem dúvida!