terça-feira, abril 28, 2009
segunda-feira, abril 27, 2009
O que é que nasceu primeiro:o ovo ou a galinha?
"«Comparar-me a Madoff vai ter consequências graves» - João Rendeiro não gostou da comparação do presidente da CMVM, que comparou os problemas do BPP ao caso Madoff"
Fonte: Diário IOL
Então e se chamarmos "Rendeiro" a Bob Madoff? Já pode ser?
Fonte: Diário IOL
Então e se chamarmos "Rendeiro" a Bob Madoff? Já pode ser?
Curtas sobre música
O projecto "Amália Hoje" lançou hoje o seu disco. O pop, o electropop, a fusão e a bossa geram algum interesse em algumas faixas, mas o disco desiludiu-me. Esperava mais. Os músicos portugueses têm o dom de saber combinar instrumentos e de criarem músicas que primam pela elevada qualidade, mas, sinceramente, acho que deste projecto apenas se aproveitam três faixas, já para não falar que o preço parece-me excessivo: 17,95€ por apenas nove músicas e um pequeno livro. Depois admiram-se que existem downloads ilegais...
Eu sabia que isto acabaria por acontecer comigo um dia. Sempre repudiei aqueles atrasados mentais que, como a Whitney Houston, dão um concerto em Portugal e dizem "Hola, Madrid", ou "Hello, Spain". O que aconteceu com o concerto de Stacey Kent no Museu Oriente não foi muito diferente. Entre vários "I love you", "I love Portugal" e "I like sardines and coffee", a cantora de repente sai-se com um "I love Portugal, because it's the country of Bossa", para mais tarde se despedir com um "eu adoro vocês" em brasileiro. E o concerto até estava a ser bom... É como ir para a cama com uma tipa que até sabe o que está a fazer, mas que às tantas nos chama o nome de outro gajo. Tira a tesão toda...domingo, abril 26, 2009
Canonização de Nuno Álvares Pereira - II
Não deixa de ser irónico que a Igreja Católica pratique com frequência actos que o seu livro sagrado, a Bíblia, condena, como o culto a mortos e a adoração de estátuas. Não existe tal coisa como santos, canonização e milagres feitos por terceiros que estão no além, no céu, no inferno, ou no purgatório. Existe o poder da mente de cada um. Isso é que faz os verdadeiros milagres, não são beijinhos e abraços a bocados de pau e de gesso! O santo pode ser Condestável, mas o seu milagre é contestável.
Canonização de Nuno Álvares Pereira
Nuno Álvares Pereira vai hoje a "canonizar". Não tenho nada contra as canonizações e outras actividades da Igreja Católica, mais não seja porque não me identifico com ela. Mas o que me incomoda é saber que contribuo com impostos para uma estação pública de televisão que decide transmitir a cerimónia de um culto católico num país que se diz laico. A TVI e a SIC transmitirem, não me aquece nem arrefece. Mas se a RTP quer fazer essa transmissão, então também tem a obrigação de transmitir directos de eventos especiais das Testemunhas de Jeová, dos Mormons, da IURD e dos islâmicos e ainda as palestras do Dalai Lama no Pavilhão Atlântico de cada vez que cá vem. O que não aceito é que as escolhas de alguns portugueses sejam satisfeitas e as dos restantes não.
Alerto o Sr. Presidente da República, o poder político e a administração da RTP a consultarem o artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa: "Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de (...) religião...". os Católicos ainda continuam a ser (muito) beneficiados relativamente aos que professam outros credos, aos agnósticos e aos ateus. Laicismo, sabemos o que é?!
Alerto o Sr. Presidente da República, o poder político e a administração da RTP a consultarem o artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa: "Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de (...) religião...". os Católicos ainda continuam a ser (muito) beneficiados relativamente aos que professam outros credos, aos agnósticos e aos ateus. Laicismo, sabemos o que é?!
quarta-feira, abril 22, 2009
Quanto mais qualificados, mais ignorantes
"O primeiro-ministro anunciou a extensão da escolaridade obrigatória para 12 anos e fê-la acompanhar de bolsas de estudo para todos os alunos com aproveitamento que estejam nos dois primeiros escalões do abono de família."
Fonte: Público
A medida só não é de louvar por completo porque um actual 12.º ano fica aquém de um 9.º ano de há 15 anos atrás. Infelizmente, um dos grandes entraves ao desenvolvimento nacional continua a ser a educação deficitária que se ministra nas escolas portuguesas na medida em que se adaptam, ano após ano, os programas educativos aos alunos, em vez de ocorrer o fenómeno inverso. Os alunos ainda são vistos como coitadinhos para quem o ensino é demasiado severo e os resultados vêem-se nas novas gerações de licenciados e afins: até podem ter um diploma, mas estão ignorantes como nunca!
Fonte: Público
A medida só não é de louvar por completo porque um actual 12.º ano fica aquém de um 9.º ano de há 15 anos atrás. Infelizmente, um dos grandes entraves ao desenvolvimento nacional continua a ser a educação deficitária que se ministra nas escolas portuguesas na medida em que se adaptam, ano após ano, os programas educativos aos alunos, em vez de ocorrer o fenómeno inverso. Os alunos ainda são vistos como coitadinhos para quem o ensino é demasiado severo e os resultados vêem-se nas novas gerações de licenciados e afins: até podem ter um diploma, mas estão ignorantes como nunca!
Chantagem, coacção, enfim, o que quiserem...
"EUA ameaçam Irão com sanções severas, se diálogo falhar"
Fonte: Público
"Ou é como eu digo ou então vão-se arrepender". Isto é chantagem, ou estarei eu enganado? Os EUA continuam a revelar a cada dia que passa a sua vontade em dialogar e chegar a um acordo com terceiros que vêem Washington de forma hostil. Era este o Obama que todos queriam?
Fonte: Público
"Ou é como eu digo ou então vão-se arrepender". Isto é chantagem, ou estarei eu enganado? Os EUA continuam a revelar a cada dia que passa a sua vontade em dialogar e chegar a um acordo com terceiros que vêem Washington de forma hostil. Era este o Obama que todos queriam?
terça-feira, abril 21, 2009
Afinal há só usura
"A Autoridade da Concorrência diz que não encontrou sinais de cartelização na formação dos preços dos combustíveis"
Fonte: Público
Já podemos todos dormir mais descansados pois afinal não existe cartelização no sector dos combustíveis, só usura.
Fonte: Público
Já podemos todos dormir mais descansados pois afinal não existe cartelização no sector dos combustíveis, só usura.
Autoridade da Concorrência e as gasolineiras: a lógica da batata
"A Autoridade da Concorrência referiu que os preços antes de imposto no retalho ajustam-se mais depressa aos valores de referência dos mercados internacionais quando estes sobem do que quando descem."
Fonte: Público
E então? O que é que se vai fazer quanto a isso? Nada, não é mesmo? Anos e anos depois, a Autoridade da Concorrência precisou de um estudo para concluir aquilo que o português comum já descobriu há muito tempo. Afinal, é para estes estudos da lógica da batata que existe a Autoridade da Concorrência?
Fonte: Público
E então? O que é que se vai fazer quanto a isso? Nada, não é mesmo? Anos e anos depois, a Autoridade da Concorrência precisou de um estudo para concluir aquilo que o português comum já descobriu há muito tempo. Afinal, é para estes estudos da lógica da batata que existe a Autoridade da Concorrência?
domingo, abril 19, 2009
Si, él puede!
Hugo Chávez ofereceu a Barack Obama a obra "As Veias Abertas da América Latina". Ao contrário daquilo que muitos queriam, e esperavam, Hugo Chávez dirigiu-se a Obama de forma pacífica e mostrou-se disponível para se aproximar do Presidente norte-americano, ao contrário do desconfiado e mudo Obama; a oferta de um livro supera e muito a qualidade de muitos brindes tolos (muitos deles caros e desnecessários) que caracterizam as trocas de presentes entre Chefes de Estado; oferecer um livro é dos actos mais simples, nobres e de respeito que alguém pode ter para com outrém; a oferta do da obra do uruguaio Eduardo Galeano já fez disparar a venda das suas edições em livrarias online.
Enquanto todos esperam que Obama mude o mundo, Chávez já começou a fazer a sua parte: ofereceu um livro e de repente muita coisa mudou!
Enquanto todos esperam que Obama mude o mundo, Chávez já começou a fazer a sua parte: ofereceu um livro e de repente muita coisa mudou!
Estudos sobre "Democracia Portuguesa no século XXI"
Entre 24 e 28 de Abril, o Bar Velho Online vai publicar um estudo intitulado "Democracia Portuguesa: séculos XX e XXI", como forma de celebrar o 25 de Abril de 1974.
Papa, Policarpo e a SIDA: ignorância, incoerência e ineficácia...
"O Cardeal Patriarca de Lisboa afirmou que o preservativo é falível, opinião que lhe foi transmitida por "responsáveis portugueses", comungando da opinião de Bento XVI de que não deve ser a "única maneira de combate à sida"."
Fonte: Público
Quando à ignorância se junta a incoerência, o resultado final só pode ser a ineficácia da mensagem que se quer passar. É certo que o preservativo é falível e não garante, totalmente, a protecção contra a doença, ainda que o faça em 99%, tal como a nível contraceptivo. Porém, pela ordem de ideias da Igreja Católica, a única forma de ter a certeza que não se contrai SIDA é através da abstinência sexual. Ora, a ser assim, então o objectivo de praticar relações sexuais com o objectivo de procriar perde todo o seu sentido, dado que a única forma de garantir que a SIDA não é uma ameaça é através da abstinência. Procriar... abstinência... multiplicar... sanidade física?
Fonte: Público
Quando à ignorância se junta a incoerência, o resultado final só pode ser a ineficácia da mensagem que se quer passar. É certo que o preservativo é falível e não garante, totalmente, a protecção contra a doença, ainda que o faça em 99%, tal como a nível contraceptivo. Porém, pela ordem de ideias da Igreja Católica, a única forma de ter a certeza que não se contrai SIDA é através da abstinência sexual. Ora, a ser assim, então o objectivo de praticar relações sexuais com o objectivo de procriar perde todo o seu sentido, dado que a única forma de garantir que a SIDA não é uma ameaça é através da abstinência. Procriar... abstinência... multiplicar... sanidade física?
sábado, abril 18, 2009
sexta-feira, abril 17, 2009
Lei dinamarquesa não vinga em Portugal
A Dinamarca vai adoptar sestas de 20 minutos e um dia de tolerância para quem perder um animal de estimação, como forma de motivar os trabalhadores a produzir mais. Estas medidas são de salutar, porém as mesmas poderiam revelar-se completamente desastrosas em Portugal. Para começar, iniciavam-se as discussões em torno do período de descanso, porque para a maioria dos portugueses 20 minutos é francamente pouco e porque depois de acordarem de uma sesta precisam de pelo menos mais meia-hora para entrarem no ritmo de produção. Na questão dos animais, mesquinho como é o português médio, não seria de admirar se alguns trabalhadores adoptassem animais abandonados para posteriormente os assassinar a uma quinta-feira ou em vésperas de feriado como forma de ganharem mais um dia de descanso.
Curtas sobre a dita lei "anti-corrupção"
- A deputada dos Verdes Heloísa Apolónia, por entre um discurso trapalhão onde pouco se percebeu a opinião da mesma sobre o diploma, alega que a nova lei protege o enriquecimento sem causa. É suposto os deputados saberem do que falam, sobretudo quando fazem declarações públicas. A possível beleza que um discurso poderia ter quando alguém recorre a expressões eloquentes, perde todo o seu encanto quando as expressões estão completamente descontextualizadas. O enriquecimento ilícito não é enriquecimento sem causa, pelo contrário, a ilicitude do acto que deu origem ao enriquecimento é a própria causa em si.
- "Terrorismos" e inconstitucionalidades à parte, é certo que não faz sentido taxar um rendimento obtido de forma ilícita, sob pena do crime compensar, mas desta vez protegido por lei. Afinal, por maior que seja o valor, 40% estão sempre garantidos para o seu autor. Então e a criminalização do acto? Há corrupção, há enriquecimento ilícito, mas o agente é punido com um agravamento de 60%. Não faz sentido e estas incongruências levam-me a desconfiar da verdadeira eficácia do diploma, pelo que não posso acreditar que se pretenda verdadeiramente combater a corrupção, antes tributá-la.
- "Terrorismos" e inconstitucionalidades à parte, é certo que não faz sentido taxar um rendimento obtido de forma ilícita, sob pena do crime compensar, mas desta vez protegido por lei. Afinal, por maior que seja o valor, 40% estão sempre garantidos para o seu autor. Então e a criminalização do acto? Há corrupção, há enriquecimento ilícito, mas o agente é punido com um agravamento de 60%. Não faz sentido e estas incongruências levam-me a desconfiar da verdadeira eficácia do diploma, pelo que não posso acreditar que se pretenda verdadeiramente combater a corrupção, antes tributá-la.
quinta-feira, abril 16, 2009
Dura lex sed lex?
"O diploma do BE que prevê o fim do sigilo bancário foi hoje aprovado com os votos daquele partido, do PS, PCP e PEV, a abstenção do PSD e do CDS-PP e o voto contra do deputado socialista Vítor Baptista."
Fonte: Público
Só uma dúvida: esta lei é geral e abstracta ou, tal como todas as outras, quando chega a elementos do Executivo e do Parlamento é um "assunto sensível de Estado que terá que ser tratado com muito cuidado" e no fim acaba por não dar em nada?
Fonte: Público
Só uma dúvida: esta lei é geral e abstracta ou, tal como todas as outras, quando chega a elementos do Executivo e do Parlamento é um "assunto sensível de Estado que terá que ser tratado com muito cuidado" e no fim acaba por não dar em nada?
quarta-feira, abril 15, 2009
Candidatura de Vital Moreira: o "outdoor" de abertura não é para todos...
O Professor Vital Moreira, candidato do PS às europeias e que merece todo o meu respeito e apreço, lançou o seu outdoor de início de campanha. Confesso que o mesmo provocou-me uma sensação agridoce: para começar, foi uma das primeiras visões que tive assim que saí de casa de manhã cedo; depois pelo seu conteúdo. A frase "Nós, europeus" não me parece que seja a mais feliz para uma primeira impressão de um candidato que, quer se queira quer não, mal se conhece a nível político.
Falar de União Europeia e de eleições ainda é um tema sensível para a maioria dos portugueses: muitos apresentam graves lacunas no que respeita a conhecimento dos assuntos comunitários, outros são patriotas, nacionalistas, conservadores, motivo pelo qual repudiam ou desconfiam de tudo o que venha "de fora". Por estes motivos, é preciso tratar-se destes temas com alguma precaução, sob pena de se arriscar a ferir as sensibilidades do eleitorado.
Para todos estes que supra referi, julgo que a frase "Nós, europeus" cai mal e dá um ar federalista ao candidato, como que a querer promover a ideia de nacionalidade, e não cidadania, europeia, o fim das soberanias nacionais e os franceses, ingleses e espanhóis a "controlar isto tudo como se fosse deles". Não é que não seja, até porque a continuar com este género de "integração europeia" vamos acabar por chegar oficialmente ao ponto em que já nos encontramos oficiosamente, mas os portugueses gostam de sentir que têm algo que lhes pertence e sobre o qual têm uma palavra a dizer. Esse algo é Portugal!
No meu entender, os outdoors de propaganda eleitoral que contribuem para o sucesso de uma campanha são o primeiro, por poder provocar a empatia imediata de alguns eleitores ou o efeito contrário, e o último, por ser aquele que se pretende que transmita uma mensagem decisiva para os eleitores indecisos. Pelo carácter decisivo que ambos assumem, os mesmos pretendem-se que abarquem eleitores dos mais variados quadrantes. E, no meu entender, o outdoor de Vital Moreira não se enquadra naquilo que se espera que seja uma apresentação ao eleitorado, por apenas estar dirigido a todos aqueles que têm uma visão mais liberal e menos conservadora da União Europeia.
Nas eleições ao Parlamento Europeu, os portugueses esperam que se protejam os interesses nacionais, beneficiando-os e, reflexamente, os comunitários, em detrimento de interesses partidários ou de países terceiros que continuam a afirmar todo o seu poderio e a limitar o de países com pouca expressão como o nosso. Se não pensam assim, deviam pensar, porque projectar a ideologia das legislativas, na qual prevalece a lei do partido mais votado sobre quase todas as coisas (ainda tem a possível limitação do Presidente da República), para a União Europeia beneficia todos menos aqueles que se quer que beneficiem: os Estados votantes. Assim sendo, com quem é que "nós, portugueses", poderemos contar: com o eurodeputado Vital Moreira que vai defender os interesses socialistas (recorde-se a polémica em torno de Durão Barroso), o eurodeputado Vital Moreira que vai defender os interesses comunitários (como tal, dos "cabeças-de-série" Alemanha, França, Reino Unido, Espanha e Itália, com a Polónia à espreita) ou o eurodeputado Vital Moreira que vai defender os interesses portugueses?
Falar de União Europeia e de eleições ainda é um tema sensível para a maioria dos portugueses: muitos apresentam graves lacunas no que respeita a conhecimento dos assuntos comunitários, outros são patriotas, nacionalistas, conservadores, motivo pelo qual repudiam ou desconfiam de tudo o que venha "de fora". Por estes motivos, é preciso tratar-se destes temas com alguma precaução, sob pena de se arriscar a ferir as sensibilidades do eleitorado.
Para todos estes que supra referi, julgo que a frase "Nós, europeus" cai mal e dá um ar federalista ao candidato, como que a querer promover a ideia de nacionalidade, e não cidadania, europeia, o fim das soberanias nacionais e os franceses, ingleses e espanhóis a "controlar isto tudo como se fosse deles". Não é que não seja, até porque a continuar com este género de "integração europeia" vamos acabar por chegar oficialmente ao ponto em que já nos encontramos oficiosamente, mas os portugueses gostam de sentir que têm algo que lhes pertence e sobre o qual têm uma palavra a dizer. Esse algo é Portugal!
No meu entender, os outdoors de propaganda eleitoral que contribuem para o sucesso de uma campanha são o primeiro, por poder provocar a empatia imediata de alguns eleitores ou o efeito contrário, e o último, por ser aquele que se pretende que transmita uma mensagem decisiva para os eleitores indecisos. Pelo carácter decisivo que ambos assumem, os mesmos pretendem-se que abarquem eleitores dos mais variados quadrantes. E, no meu entender, o outdoor de Vital Moreira não se enquadra naquilo que se espera que seja uma apresentação ao eleitorado, por apenas estar dirigido a todos aqueles que têm uma visão mais liberal e menos conservadora da União Europeia.
Nas eleições ao Parlamento Europeu, os portugueses esperam que se protejam os interesses nacionais, beneficiando-os e, reflexamente, os comunitários, em detrimento de interesses partidários ou de países terceiros que continuam a afirmar todo o seu poderio e a limitar o de países com pouca expressão como o nosso. Se não pensam assim, deviam pensar, porque projectar a ideologia das legislativas, na qual prevalece a lei do partido mais votado sobre quase todas as coisas (ainda tem a possível limitação do Presidente da República), para a União Europeia beneficia todos menos aqueles que se quer que beneficiem: os Estados votantes. Assim sendo, com quem é que "nós, portugueses", poderemos contar: com o eurodeputado Vital Moreira que vai defender os interesses socialistas (recorde-se a polémica em torno de Durão Barroso), o eurodeputado Vital Moreira que vai defender os interesses comunitários (como tal, dos "cabeças-de-série" Alemanha, França, Reino Unido, Espanha e Itália, com a Polónia à espreita) ou o eurodeputado Vital Moreira que vai defender os interesses portugueses?
"Porto, já foste!"
Depois de uma semana em estado de graça durante a qual o excesso de confiança portista atingiu níveis nunca antes vistos, chegando ao ponto de se acreditar no seio dos tricampeões nacionais que o título europeu era uma questão de tempo e o Manchester United era um mero detalhe, o Porto foi eliminado em casa. A arrogância portista ficou bem representada na atitude de um adepto que, instantes após a chegada do United ao Porto, se dirigiu a Cristiano Ronaldo e lhe disse "Cristiano, já foste!". O jogador comeu, calou e sorriu. Esta noite Ronaldo decidiu responder ao adepto portista com um golo do outro mundo que ditou a eliminação do Porto. Seguiu-se uma exibição ao melhor nível impulsionada pelos ruidosos assobios com que os espectadores do Dragão o brindavam. Há gente que ainda não percebeu que não se pode provocar Cristiano Ronaldo... "Porto, já foste!".
terça-feira, abril 14, 2009
Paulo Rangel cabeça de lista às europeias: o PSD morreu...
Paulo Rangel é o cabeça de lista do PSD às eleições europeias. A todos os militantes social-democratas os meus pêsames pois, o PSD, depois de vários tiros nos pés acabou de dar um tiro em cheio no hipotálamo! Paulo Rangel não tem carisma! Aliás, Paulo Rangel não tem nada além da "qualidade" de ser o braço direito de Manuela Ferreira Leite! Rangel não é o candidato forte que o partido precisa! Na verdade, Rangel ainda não mostrou ter perfil para ser candidato ao que quer que seja! Quer queiram quer não, o PSD morreu de vez e vai perder as legislativas e as europeias e torcer para que o cacique municipal seja o melhor dos últimos sete anos.
segunda-feira, abril 13, 2009
Manuela Ferreira Leite cabeça de lista do PSD às europeias?
E se Manuela Ferreira Leite (MFL) fosse a cabeça de lista do PSD às europeias? O PSD ganharia uma candidata forte (possivelmente a única disponível) para o Parlamento Europeu e aumentaria as possibilidades de ter resultados mais positivos do que os que terá com desconhecidos. A solução "Paulo Rangel" será o derradeiro tiro num partido já de si moribundo que não só perderá as legislativas como as europeias, restando ao partido garantir as Câmaras que actualmente tem em seu poder. Assim, a única hipótese aparente do PSD ter possibilidades de sair vencedor de qualquer uma das eleições que aí vêm passará por lançar a sua líder para as europeias.Esta solução apresenta várias vantagens para o partido: MFL poderá liderar o PSD nas europeias e, posteriormente, nas legislativas, sem comprometer a sua posição, garantindo, deste modo, que o partido luta de igual para igual com o PS pelo menos nas eleições ao Parlamento Europeu; se MFL vencer as legislativas, cenário pouco provável, poderá abdicar do seu cargo de eurodeputada em favor do primeiro elemento não eleito, podendo apresentar a mesma lista que apresentaria caso não tivesse avançado e com a possibilidade de recolher mais votos; um bom resultado do PSD nas europeias poderá reduzir a possibilidade de ocorrer um novo desastre nas legislativas; a líder do PSD garante um cargo que não passe pelos bastidores ou pela Assembleia da República, algo visto nesta altura da sua carreira política como um retrocesso.
Não é usual o líder de um partido ser o cabeça de lista às europeias, mas a solução do PSD poderá ter mesmo que passar por aí caso não consiga um nome sonante, sob pena de se afundar ainda mais junto do eleitorado.
sexta-feira, abril 10, 2009
Mulheres nas listas: Pau para toda a obra
Anda por aí um fenómeno estranho de "pau para toda a obra". É preciso integrar mulheres nas listas para as eleições que aí vêm, e que ainda são algumas, mas parece que querem inserir sempre as mesmas em todas as listas possíveis. Podemos, assim, ver uma candidata a eurodeputada ser candidata à presidência de um município, ao Parlamento e, por pouco, a uma Junta de Freguesia! Deste modo, não só se preenchem as quotas obrigatórias (que continuo a entender ser uma falta de respeito para as mulheres por estarem a ser consideradas "as coitadinhas que precisam de uma lei, e não de capacidade, para serem integradas em listas"), como se dá a ideia de integração de imensas mulheres na política (ainda que seja sempre a mesma meia dúzia) e ainda se não forem despachadas para um cargo, só não acabam noutro se forem mesmo muito mazinhas.
A Bíblia relata que Jesus Cristo multiplicou cinco pães e dois peixes e distribuiu-os pelo povo. Neste caso multiplicam-se cinco ou seis mulheres as quais acabam distribuídas por todos os cargos possíveis e imaginários. Será que as mulheres portuguesas competentes e capazes são assim tão poucas para se recorrer à tentativa de milagre da multiplicação? Será que a eurodeputada quer ser ao mesmo tempo Presidente da Câmara, deputada à Assembleia da República e Presidente da Assembleia de Freguesia? Como é que alguém consegue fazer campanha para o Parlamento Europeu, para o Parlamento nacional e para um Município? Terão estas mulheres verdadeiros génios escondidos dentro delas? Como se sentirão os eleitores quando perceberem que afinal a Presidente da Câmara em que votaram foi substituída pelo número dois, o qual até nem gostavam, porque a cabeça de lista "fugiu" para o estrangeiro para ganhar mais dinheiro? Como se sentirão os eleitores quando perceberem que afinal a eurodeputada que tinha tanta motivação para representar Portugal na União Europeia foi substituída por outro qualquer quando viu que se poderia açambarcar da pasta do urbanismo da Câmara para a qual foi eleita?
Cada cidadão deveria ser candidato a apenas um cargo. Isto, sim, são boas práticas! Por maior que seja o grau de esquizofrenia de um candidato, o único a quem reconheci capacidade para se desdobrar em mais do que um foi Fernando Pessoa. Esse, sim, estaria à altura de um Parlamento europeu, de um parlamento nacional, de um Município no Porto e até da Presidência de uma Junta alentejana!
A Bíblia relata que Jesus Cristo multiplicou cinco pães e dois peixes e distribuiu-os pelo povo. Neste caso multiplicam-se cinco ou seis mulheres as quais acabam distribuídas por todos os cargos possíveis e imaginários. Será que as mulheres portuguesas competentes e capazes são assim tão poucas para se recorrer à tentativa de milagre da multiplicação? Será que a eurodeputada quer ser ao mesmo tempo Presidente da Câmara, deputada à Assembleia da República e Presidente da Assembleia de Freguesia? Como é que alguém consegue fazer campanha para o Parlamento Europeu, para o Parlamento nacional e para um Município? Terão estas mulheres verdadeiros génios escondidos dentro delas? Como se sentirão os eleitores quando perceberem que afinal a Presidente da Câmara em que votaram foi substituída pelo número dois, o qual até nem gostavam, porque a cabeça de lista "fugiu" para o estrangeiro para ganhar mais dinheiro? Como se sentirão os eleitores quando perceberem que afinal a eurodeputada que tinha tanta motivação para representar Portugal na União Europeia foi substituída por outro qualquer quando viu que se poderia açambarcar da pasta do urbanismo da Câmara para a qual foi eleita?
Cada cidadão deveria ser candidato a apenas um cargo. Isto, sim, são boas práticas! Por maior que seja o grau de esquizofrenia de um candidato, o único a quem reconheci capacidade para se desdobrar em mais do que um foi Fernando Pessoa. Esse, sim, estaria à altura de um Parlamento europeu, de um parlamento nacional, de um Município no Porto e até da Presidência de uma Junta alentejana!
Ainda sobre os outdoors no Marquês de Pombal
Segundo fiquei a saber, o Movimento Esperança Portugal também foi notificado para remover o seu outdoor da rotunda do Marquês de Pombal. Insisto na questão do BE ter o seu no mesmo local e ainda não haver notícia de uma notificação ao partido para o retirar.
Se o objectivo é proteger a zona turística de conteúdo propagandista, porque não proteger a zona a sério e impedir todo o tipo de outdoors na rotunda do Marquês? Ou será que é preferível minar uma área turística com outdoors dos Gato Fedorento onde estes fazem sátiras infelizes?
Loja do Cidadão e os bons costumes: porquê só em Faro?
As funcionárias da Loja do Cidadão de Faro foram proibidas de usar saias curtas, decotes, saltos altos, roupa interior escura, gangas e perfumes agressivos. Muitos insurgem-se contra estas boas práticas, mas cabe-me felicitar os responsáveis por estas regras. As funcionárias que ministrem atendimento ao público não são stripers e muito menos estão nos locais de trabalho para exibir os seus atributos físicos, algumas das quais mostram o que deveriam esconder. Não são poucas as vezes em que recorremos a serviços públicos e lá está uma funcionária a exibir o seu portentoso peito, as suas tatuagens, ou as pernas. Não é que seja sempre algo desagradável de se ver, mas não reconheço no Estado as funções de satisfação das fantasias do cidadão que se excita e por vezes se contorce para ver um pouco mais do corpo das funcionárias que gostam de mostrar tudo o que têm.
Qualquer um que preste serviços desta natureza tem a obrigação de se dar ao respeito e ter consciência que está a representar, de forma directa ou indirecta, o Estado português. Tem que haver disciplina e regras e os funcionários têm que se dar ao respeito! O que me choca verdadeiramente é saber que estas boas práticas não se aplicam a toda a Administração que presta atendimento ao público.
Qualquer um que preste serviços desta natureza tem a obrigação de se dar ao respeito e ter consciência que está a representar, de forma directa ou indirecta, o Estado português. Tem que haver disciplina e regras e os funcionários têm que se dar ao respeito! O que me choca verdadeiramente é saber que estas boas práticas não se aplicam a toda a Administração que presta atendimento ao público.
José Sá Fernandes notifica PSD para retirar propaganda política do Marquês
Parece que José Sá Fernandes pressionou o PSD para retirar o cartaz com o rosto de Manuela Ferreira Leite. No meio desta história toda dos outdoors de propaganda política em Lisboa, em particular no Marquês de Pombal, é curioso que o "Zé que alegadamente faz falta" só se lembre de mandar retirar o outdoor do PSD, quando alguns metros mais à frente se encontram outros das mesmas dimensões pertencentes ao PCP e... ao BE, e todos eles de cariz político. Acresce que o próprio Sá Fernandes já afixou um outdoor seu precisamente no mesmo local onde os social-democratas o fizeram.
Afinal quais são os critérios para se retirar um outdoor em Lisboa? É a imagem de Manuela Ferreira Leite que ofusca os leões do Marquês? Lamentamos, sr. Vereador, mas nem todos têm uma Joana Amaral Dias debaixo da manga. No meio disto tudo, o Zé vai dando protagonismo gratuito ao PSD o que só ajuda o partido de Manuela Ferreira Leite por toda a gente saber que o partido laranja tem razão por se opor à retirada do outdoor.
Afinal quais são os critérios para se retirar um outdoor em Lisboa? É a imagem de Manuela Ferreira Leite que ofusca os leões do Marquês? Lamentamos, sr. Vereador, mas nem todos têm uma Joana Amaral Dias debaixo da manga. No meio disto tudo, o Zé vai dando protagonismo gratuito ao PSD o que só ajuda o partido de Manuela Ferreira Leite por toda a gente saber que o partido laranja tem razão por se opor à retirada do outdoor.
terça-feira, abril 07, 2009
E a segurança?
"PS vai fazer “pequenas correcções” à lei do divórcio na sequência dos reparos de juízes e advogados"
Fonte: Público
Então e as "pequenas correcções" ao Código Penal e ao Código de Processo Penal na sequência dos reparos de 10 milhões de portugueses cada vez mais inseguros e estupefactos com a nova legislação que atenta contra a sua segurança?
Fonte: Público
Então e as "pequenas correcções" ao Código Penal e ao Código de Processo Penal na sequência dos reparos de 10 milhões de portugueses cada vez mais inseguros e estupefactos com a nova legislação que atenta contra a sua segurança?
domingo, abril 05, 2009
Barack Obama na Europa: alhos e bugalhos...
Eu sei que, de um modo geral, tenho gostos diferentes dos da maioria. No que respeita a mulheres, o raciocínio aplica-se. No entanto, quer-me parecer que alguns princípios de beleza são universais. Tal é o estado de hipnose que domina a Europa com a chegada do casal Obama, que alguns perderam completamente o juízo e a noção da realidade ao ponto de exaltar a beleza de Michelle Obama. Muitos foram os jornais e as televisões que ousaram comparar Carla Bruni a Michelle Obama. Posso não ser partilhar dos gostos comuns, mas vou deixar-vos tirar as vossas próprias conclusões sobre a "lindíssima Michelle Obama":
Barack Obama na Europa: quem é o primeiro a entregar as armas?
Obama declarou hoje, em Praga, que defende um mundo sem armas nucleares. O discurso do Presidente norte-americano vai de encontro ao que todos queriam ouvir: quem não deseja um mundo sem doenças, fome e armas? Aproveitando que Barack Obama defendeu um mundo sem armas nucleares, aproveito e lanço duas questões que creio serem pertinentes: quem é que entrega primeiro as armas que tem? Porque é que os EUA não dão o exemplo e abdicam do seu programa nuclear? Sr. Presidente, mais do que falar, é preciso fazer!
Barack Obama na Europa: saudades da "era Bush"...
O Presidente dos EUA encontra-se na Europa. Fico impressionado com a forma como tudo gira à volta de Barack e Michelle Obama. São o Brad Pitt e a Angelina Jolie da política. O casal chegou à Europa para espalhar charme e obter tudo aquilo que pretende, pois repentinamente toda a gente ficou ofuscada com a presença de ambos e perdeu por completo a capacidade de raciocínio. O que me preocupa é ver que aqueles que deviam ser os mais responsáveis e racionais conseguem ser piores que aquele povo que vai atrás de jogadores de futebol e actores de cinemas, pois preocupam-se mais em tirar fotografias e aparecer na televisão ao lado de "Barack Obama, o primeiro Presidente negro dos EUA" do que em discutir medidas conjuntas e trocar ideias com o "Presidente dos EUA". Barack Obama desceu à Terra e tudo o que disser é lei. O poder de persuasão que Obama tem é impressionante, pois ninguém à sua volta se atreve a questioná-lo.Creio ser extremamente perigoso este tipo de pessoa entre nós, pois corremos o risco de Chefes de Estado e Ministros quererem fazer de tudo para agradar ao "Presidente negro dos EUA", a nova coqueluche da política internacional, disponibilizando-se para assinar cheques em branco. Tenho saudades dos tempos de George W. Bush, aqueles tempos em que sabíamos o que não queríamos e pelo menos tentavamos pensar pela nossa própria cabeça...
sábado, abril 04, 2009
FDL: avaliação à auto-avaliação
Andei a visitar o website da Faculdade de Direito de Lisboa (FDL), agora com novo design. Deparei-me com uma auto-avaliação relativa ao ano de 2008, a qual pode ser consultada aqui. Análises à parte ao referido documento, julgo ser pertinente fazer, eu, a minha própria avaliação à casa onde me licenciei em Direito.
Quando entrei na Faculdade, a Clássica ainda era um exemplo e líder no ensino do Direito em Portugal. Alguns métodos eram questionáveis, mas a FDL ainda era dotada de meios humanos que a destacam das demais escolas.
Tive a felicidade de obter o grau de licenciatura quando este ainda era em cinco anos e ainda existia a divisão por menções a partir do 4.º ano. A transição para Bolonha, segundo consta, não foi fácil, aliás, de acordo com os relatos de muitos, ainda hoje traz bastantes problemas. No entanto, aquilo que mais destaco pelo negativo são os programas dos planos de estudos, sejam licenciaturas, Pós-Graduações, ou até mesmo Mestrados.
Há dois anos inscrevi-me num curso de Mestrado na FDL que me parecia ser o mais adequado: inscrevi-me em Ciências Jurídicas, mas duas das três cadeiras estavam ligadas à Propriedade Intelectual. O programa parecia ser, de facto, bastante interessante. A desilusão surgiu logo de início com a (falta de) organização que existe no Departamento da Faculdade que trata de inscrições, atribuições de bolsas, etc. É impressionante que o Presidente do Conselho Directivo demore três meses a assinar um papel que se encontra num gabinete onde o mesmo entra diariamente. Acabei por desistir do mesmo, porque não poderia estar muito mais tempo numa situação de incerteza que poderia comprometer o meu futuro profissional.
Alegadas incompetências ou falhas de entendimento à parte, cabe-me criticar os métodos utilizados no Mestrado. Excluíndo o Professor Oliveira Ascensão, o qual aproveito para lhe dar uma palavra pela sua capacidade para o ensino e pelas ilimitadas faculdades que o mesmo ainda tem apesar da sua já avançada idade, a maioria dos restantes deixa sérias dúvidas quanto à qualidade do ensino. Não me parece que seja um bom método criar cadeiras com nomes pomposos, mas depois o programa ser vazio. Eu dou um simples exemplo: analisemos o Mestrado em Direito Internacional e Relações Internacionais.
O nome deste curso atrai quem se depara com ele, porém o seu programa deixa muito a desejar. Ora, um curso de Direito Internacional e Relações Internacionais, ainda que Mestrado, quer-se de utilidade prática, mantendo a sua ligação à teoria. Por mais práticos que sejam os mestrados, isso não diminui a capacidade de raciocínio nem tão-pouco o estímulo intelectual aos seus frequentadores. Antes pelo contrário, aumenta a sua utilidade e facilita o emprego das teorias à realidade prática, abrindo a possibilidade de atribuir outro destino às teses de Mestrado do que as prateleiras das bibliotecas ou, raras excepções, serem aplicadas a um caso concreto em cada mil.
Analisando a Grelha de Disciplinas, nas quais algumas são opcionais, deparo-me com uma cadeira de Direito das Nações Unidas. Esta cadeira mais não é do que um debitar de artigos da Carta das Nações Unidas e uma ou outra legislação extravagante, esperando-se que os alunos façam comentários aos mesmos. Pronto. Está dado o Direito das Nações Unidas e já se discutiu o sexo dos anjos.
A cadeira de História das Relações Internacionais é uma cadeira cuja utilidade é nula para a vida profissional, excepto para os filósofos das Relações Internacionais que gostam de discutir teorias ultrapassadas como meio de ocultar as suas lacunas intelectuais do mundo actual.
Direito Internacional da Pessoa Humana é uma cadeira que até poderá ser interessante se forem discutidas e abordadas formas de adaptar os Direitos da Pessoa Humana aos modelos actuais e não a discutir Tratados que toda a gente assina, mas raros são os que a aplicam. Um semestre a discutir o sexo dos anjos, as teorias da dignidade da pessoa, a denúncia de casos por todo o mundo onde os mesmos acontecem, manifestações de revolta face a alguns países, etc, parece-me excessivo e pouco ou nada útil0.
Gostaria de me pronunciar sobre o Direito Diplomático e Consular, mas a ausência de Programa da Disciplina impede-me de comentar o conteúdo e a pertinência da cadeira. O mesmo se aplica à Responsabilidade Internacional.
A cadeira Organizações Internacionais é toda ela uma cadeira teórica, senão queiram consultar o programa. Perde-se um semestre a discutir conceitos básicos e requisitos, dando alguns exemplos no final do programa. Não deveria ser ao contrário, dedicar uma ou duas aulas a conceitos e reservar o resto para os exemplos e para novos caminhos das Organizações Internacionais?
A cadeira de Direito Internacional do Ambiente, ministrada pela ilustre Carla Amado Gomes, por quem nutro um carinho especial, parece ser uma cadeira com algum interesse, porém deslocada do resto do Mestrado, devendo, possivelmente, ficar melhor enquadrada num Mestrado de Ciências Jurídico-Políticas. Já agora, então e o Protocolo de Quioto?! Nem sequer faz parte do programa?
Direito Internacional do Mar é mais uma cadeira toda ela composta por muita conversa, muito sexo dos anjos, e pouca pertinência. No programa inteiro da cadeira só é feita referência ao regime jurídico aplicável... ao espaço aéreo. Porquê tanto tempo a abordar conceitos? Todo o programa é feito de conceitos! O que é feito dos conflitos marítimos? Dos ataques em alto-mar? Da exploração ilegal e da utilização dos espaços marítimos para a prática de actos ilícitos? O que é feito de... tanta coisa que pode estar abrangida pelo Direito Internacional Marítimo? Insisto, porquê um semestre de conceitos?!
Por fim, eis que nos sobra Justiça Internacional. Uma cadeira com algum interesse aparente, mas que, sabendo-se como funciona a FDL, corre o sério risco de cair, toda ela, na teoria e na discussão de temas que acabam por retirar a utilidade prática à cadeira. Porquê debater tanta teoria e não se investir em temas como, por exemplo, o Tribunal Penal Internacional?
Deixo aqui mais sugestões: em vez deste planeamento de Mestrado completamente ultrapassado e inútil, porque não investir em temas da actualidade como o Direito Internacional na disputa de questões fronteiriças e em situações de catástrofes humanitárias? O tráfico de seres humanos? Será que alguém parou e pensou na substância deste Mestrado? Porque será que fica sempre a sensação que o actual ensino do Direito é feito em cima do joelho, insistindo-se em métodos e conteúdos que já não fazem parte do quotidiano, mas que os seus docentes se recusam a inovar e adaptar, contribuindo para o desinteresse dos cursos? É por estas e por outras que os cursos de Mestrado da Faculdade de Direito de Lisboa são, cada vez mais, praticamente compostos por brasileiros. Os portugueses abriram os olhos e viram que o futuro passa por outros lados. 5.000 euros na Católica ou na Nova rendem mais que os excessivos 3.000 da FDL.
Quando entrei na Faculdade, a Clássica ainda era um exemplo e líder no ensino do Direito em Portugal. Alguns métodos eram questionáveis, mas a FDL ainda era dotada de meios humanos que a destacam das demais escolas.
Tive a felicidade de obter o grau de licenciatura quando este ainda era em cinco anos e ainda existia a divisão por menções a partir do 4.º ano. A transição para Bolonha, segundo consta, não foi fácil, aliás, de acordo com os relatos de muitos, ainda hoje traz bastantes problemas. No entanto, aquilo que mais destaco pelo negativo são os programas dos planos de estudos, sejam licenciaturas, Pós-Graduações, ou até mesmo Mestrados.
Há dois anos inscrevi-me num curso de Mestrado na FDL que me parecia ser o mais adequado: inscrevi-me em Ciências Jurídicas, mas duas das três cadeiras estavam ligadas à Propriedade Intelectual. O programa parecia ser, de facto, bastante interessante. A desilusão surgiu logo de início com a (falta de) organização que existe no Departamento da Faculdade que trata de inscrições, atribuições de bolsas, etc. É impressionante que o Presidente do Conselho Directivo demore três meses a assinar um papel que se encontra num gabinete onde o mesmo entra diariamente. Acabei por desistir do mesmo, porque não poderia estar muito mais tempo numa situação de incerteza que poderia comprometer o meu futuro profissional.
Alegadas incompetências ou falhas de entendimento à parte, cabe-me criticar os métodos utilizados no Mestrado. Excluíndo o Professor Oliveira Ascensão, o qual aproveito para lhe dar uma palavra pela sua capacidade para o ensino e pelas ilimitadas faculdades que o mesmo ainda tem apesar da sua já avançada idade, a maioria dos restantes deixa sérias dúvidas quanto à qualidade do ensino. Não me parece que seja um bom método criar cadeiras com nomes pomposos, mas depois o programa ser vazio. Eu dou um simples exemplo: analisemos o Mestrado em Direito Internacional e Relações Internacionais.
O nome deste curso atrai quem se depara com ele, porém o seu programa deixa muito a desejar. Ora, um curso de Direito Internacional e Relações Internacionais, ainda que Mestrado, quer-se de utilidade prática, mantendo a sua ligação à teoria. Por mais práticos que sejam os mestrados, isso não diminui a capacidade de raciocínio nem tão-pouco o estímulo intelectual aos seus frequentadores. Antes pelo contrário, aumenta a sua utilidade e facilita o emprego das teorias à realidade prática, abrindo a possibilidade de atribuir outro destino às teses de Mestrado do que as prateleiras das bibliotecas ou, raras excepções, serem aplicadas a um caso concreto em cada mil.
Analisando a Grelha de Disciplinas, nas quais algumas são opcionais, deparo-me com uma cadeira de Direito das Nações Unidas. Esta cadeira mais não é do que um debitar de artigos da Carta das Nações Unidas e uma ou outra legislação extravagante, esperando-se que os alunos façam comentários aos mesmos. Pronto. Está dado o Direito das Nações Unidas e já se discutiu o sexo dos anjos.
A cadeira de História das Relações Internacionais é uma cadeira cuja utilidade é nula para a vida profissional, excepto para os filósofos das Relações Internacionais que gostam de discutir teorias ultrapassadas como meio de ocultar as suas lacunas intelectuais do mundo actual.
Direito Internacional da Pessoa Humana é uma cadeira que até poderá ser interessante se forem discutidas e abordadas formas de adaptar os Direitos da Pessoa Humana aos modelos actuais e não a discutir Tratados que toda a gente assina, mas raros são os que a aplicam. Um semestre a discutir o sexo dos anjos, as teorias da dignidade da pessoa, a denúncia de casos por todo o mundo onde os mesmos acontecem, manifestações de revolta face a alguns países, etc, parece-me excessivo e pouco ou nada útil0.
Gostaria de me pronunciar sobre o Direito Diplomático e Consular, mas a ausência de Programa da Disciplina impede-me de comentar o conteúdo e a pertinência da cadeira. O mesmo se aplica à Responsabilidade Internacional.
A cadeira Organizações Internacionais é toda ela uma cadeira teórica, senão queiram consultar o programa. Perde-se um semestre a discutir conceitos básicos e requisitos, dando alguns exemplos no final do programa. Não deveria ser ao contrário, dedicar uma ou duas aulas a conceitos e reservar o resto para os exemplos e para novos caminhos das Organizações Internacionais?
A cadeira de Direito Internacional do Ambiente, ministrada pela ilustre Carla Amado Gomes, por quem nutro um carinho especial, parece ser uma cadeira com algum interesse, porém deslocada do resto do Mestrado, devendo, possivelmente, ficar melhor enquadrada num Mestrado de Ciências Jurídico-Políticas. Já agora, então e o Protocolo de Quioto?! Nem sequer faz parte do programa?
Direito Internacional do Mar é mais uma cadeira toda ela composta por muita conversa, muito sexo dos anjos, e pouca pertinência. No programa inteiro da cadeira só é feita referência ao regime jurídico aplicável... ao espaço aéreo. Porquê tanto tempo a abordar conceitos? Todo o programa é feito de conceitos! O que é feito dos conflitos marítimos? Dos ataques em alto-mar? Da exploração ilegal e da utilização dos espaços marítimos para a prática de actos ilícitos? O que é feito de... tanta coisa que pode estar abrangida pelo Direito Internacional Marítimo? Insisto, porquê um semestre de conceitos?!
Por fim, eis que nos sobra Justiça Internacional. Uma cadeira com algum interesse aparente, mas que, sabendo-se como funciona a FDL, corre o sério risco de cair, toda ela, na teoria e na discussão de temas que acabam por retirar a utilidade prática à cadeira. Porquê debater tanta teoria e não se investir em temas como, por exemplo, o Tribunal Penal Internacional?
Deixo aqui mais sugestões: em vez deste planeamento de Mestrado completamente ultrapassado e inútil, porque não investir em temas da actualidade como o Direito Internacional na disputa de questões fronteiriças e em situações de catástrofes humanitárias? O tráfico de seres humanos? Será que alguém parou e pensou na substância deste Mestrado? Porque será que fica sempre a sensação que o actual ensino do Direito é feito em cima do joelho, insistindo-se em métodos e conteúdos que já não fazem parte do quotidiano, mas que os seus docentes se recusam a inovar e adaptar, contribuindo para o desinteresse dos cursos? É por estas e por outras que os cursos de Mestrado da Faculdade de Direito de Lisboa são, cada vez mais, praticamente compostos por brasileiros. Os portugueses abriram os olhos e viram que o futuro passa por outros lados. 5.000 euros na Católica ou na Nova rendem mais que os excessivos 3.000 da FDL.
quinta-feira, abril 02, 2009
Nomeação de Domingos Névoa: deixar o lobo a tomar conta do galinheiro
Acho incrível como é que estas coisas acontecem. Nomear Domingos Névoa, condenado em Fevereiro de 2009 a uma pena de multa pela prática de um crime de corrupção, para Presidente do Conselho de Administração da empresa intermunicipal Braval é do mais bárbaro e absurdo que já vi no respeitante a política, inteligência e descaramento! Uma nomeação destas deveria dar, no mínimo, direito a demissão dos executivos camarários que o nomearam! Estou estupefacto...
quarta-feira, abril 01, 2009
Encontro do G20: porquê?
O encontro do G20, actualmente a realizar-se em Londres, é merecedor de algumas considerações. Esta coisa dos Gs (e não me refiro ao ponto G, antes ao G7, ao G8 e ao G20) leva-me a fazer algumas questões às quais ninguém sabe responder, nomeadamente: Como é possível que os "20 países mais poderosos" se reúnam e decidam sobre os seus destinos e sobre os das restantes 170 nações, sem que ninguém lhes ponha um travão? Quem é que medeia os interesses do G20 e o dos restantes? Como é possível que os que não façam parte do grupo tenham que acatar as consequências decorrentes destas reuniões? Qual é o tratado que regula o G20 e estabelece as suas competências e limitações? Quem é que controla as decisões emanadas das reuniões deste grupo? Quem é que fiscaliza a forma de funcionamento do G20? Como é que o G7 e o G20, organizados à margem da legalidade, conseguem ter mais autoridade, controlo e legitimidade que a ONU? Porque é que o G20 não discute todas as temáticas em sede da ONU?
E por falar em Playboy...
... aqui ficam sugestões de mulheres portuguesas dignas de uma capa da revista e que justificam que se abram os cordões à bolsa:








Mulheres bastante bonitas, charmosas, com presença e cuja aparição na Playboy em nada atentaria contra a imagem e prestígio de que gozam actualmente, partindo do princípio que se pretende realçar verdadeiramente o nu artístico e o erótico. Se for para as inserirem no meio de conteúdo vulgar e deixá-las perdidas no meio de umas quantas "fáceis", mais vale nem sequer pensarem nelas...Maya concorda com o Bar Velho Online... mas não em tudo
""A capa [da Playboy] é pobrezinha. A Mónica tem um corpo maravilhoso, mas está em início de carreira. Como não optaram por uma capa ousada, podiam ter apostado numa pessoa mais velha, uma diva. Foi uma má opção", considera. Aos 49 anos, Maya não duvida que seria uma boa alternativa. "Acho que eu daria uma melhor capa. Mas nunca me iria despir, principalmente pelo meu filho."
Fonte: Correio da Manhã
Bem te podes gabar, cesta, mas à vindima não vais de certeza! Realmente, a auto-confiança é saudável, mas chegar ao ponto de se considerar uma "diva" e digna de uma capa da Playboy, nem nos tempos mais áureos a taróloga lá chegava. Vamos lá a ter calma, que até à parte das "divas" ainda concordo, e temo-las por cá, mas Maya não é uma delas! Além de feia, os poucos atributos que tem ainda são de plástico. Maya? Não, obrigado.
Fonte: Correio da Manhã
Bem te podes gabar, cesta, mas à vindima não vais de certeza! Realmente, a auto-confiança é saudável, mas chegar ao ponto de se considerar uma "diva" e digna de uma capa da Playboy, nem nos tempos mais áureos a taróloga lá chegava. Vamos lá a ter calma, que até à parte das "divas" ainda concordo, e temo-las por cá, mas Maya não é uma delas! Além de feia, os poucos atributos que tem ainda são de plástico. Maya? Não, obrigado.
segunda-feira, março 30, 2009
Frederico Gil caiu de pé diante do número 1: a verdadeira vitória moral...
Frederico Gil perdeu hoje com Rafael Nadal no torneio de Miami. É certo que o que ficará na história será a vitória do número 1 do mundo por 2-0, mas a grande exibição de Frederico Gil deverá ser motivo de reflexão para os praticantes e treinadores de ténis em Portugal. Esta é a verdadeira vitória moral: Gil até pode ter perdido, mas lutou de igual para igual, deu excelente réplica e saiu do encontro com a sensação que é possível um dia chegar lá.
Com as recentes prestações de Frederico Gil, a modalidade acaba de ser relançada num país que tem agora um ídolo nacional que tem confiança no seu jogo, se sente favorito e se acha capaz de vencer qualquer adversário que se cruze no seu caminho. De mero desconhecido, Gil passou a wannabe, e de derrotado à partida passou a favorito. Que este encontro sirva de inspiração para todos aqueles que praticam a modalidade e têm como meta um dia serem os melhores do mundo, porque se tiverem ambição, sim, é possível um dia serem os melhores do mundo e ganharem muita coisa!
sábado, março 28, 2009
Televisão Pública = Serviço Público?
A RTP apresenta como uma das principais notícias "como é que a Selecção Nacional passou a manhã?". Por instantes ainda pensei que ia ouvir algo como "Cristiano Ronaldo acartou baldes de massa, Deco tijolos, e Pepe partiu paredes". Mas não, foi só uma manhã como as outras...
sexta-feira, março 27, 2009
Marinho e Pinto: a queda de um anjo...
Quando venceu as eleições, em 1 de Dezembro de 2007, Marinho e Pinto era símbolo de esperança para todos aqueles que exigiam uma mudança e uma verdadeira solução para o marasmo e para o clubismo em que se havia tornado a Ordem dos Advogados.
Um ano e quase quatro meses depois, o Bastonário da Ordem dos Advogados deixou de ser "o melhor candidato" para ser "o menos mau" de todos os que haviam concorrido às eleições de 2007. É certo que o seu mandato tem medidas boas e algumas impopulares como a redução dos orçamentos dos Conselhos Distritais que se aproveitavam das quotas dos advogados para sustentarem vícios incomportáveis para qualquer órgão defensor da legalidade, da justiça e da equidade.
Aqueles que votaram em Marinho e Pinto ou o apoiaram, nos quais eu me incluo, cedo começaram a torcer o nariz ao Bastonário, pois uma das suas primeiras medidas foi retirar a competência aos advogados-estagiários em matéria de nomeações oficiosas, alegando que os arguidos eram mal defendidos. Esquecia-se que muita da "velha guarda" fazia e ainda faz das oficiosas um negócio e, esses sim, não perdem tempo com nomeações oficiosas e escalas e despacham os arguidos em três tempos sempre com o mesmo copy-paste. Os advogados-estagiários, que estavam a iniciar a sua carreira, ainda viam nas nomeações oficiosas e nas escalas uma forma de fugirem à burocracia e à exploração dos escritórios que integram, pois não só podiam trabalhar em áreas diferentes como ainda podiam ser pagos por isso (o quando é outro problema, mas mais tarde ou mais cedo acabava por pingar qualquer coisa). Assim, é inegável que os advogados-estagiários tivessem mais motivação do que os advogados já batidos e com anos de prática em despachar aqueles que precisavam de ajuda.
Mais de um ano após a sua vitória nas eleições ainda se esperam as tão prometidas mudanças na Ordem dos Advogados. Os estagiários continuam a ser explorados e mal acompanhados, o acesso à OA continua a ser feito de acordo com a regra "pay-per-work" e não de forma limitada e os advogados continuam a ser vistos como os maiores vigaristas que por aí circulam e a defesa da honra e da nobreza inerente à advocacia, que Marinho tanto prometia.
Confesso que hoje li o Estatuto da Ordem dos Advogados e analisei a fundo as competências do Bastonário (art. 39.º). Em lugar algum vi que era da competência do Bastonário da Ordem dos Advogados a pronúncia pública sobre processos a correrem termos nos tribunais, sobretudo quando o Bastonário não é defensor de nenhuma das partes envolvidas. Assim sendo, questiono-me como é possível que Marinho e Pinto, no decorrer do seu mandato, cometa precisamente os mesmos erros graves dos seus antecessores e se pronuncie sobre o processo Freeport, sobre Vale e Azevedo, sobre corrupção, entre tantos outros. Se Marinho e Pinto sabe de alguma coisa que mais ninguém sabe, deverá fazer a denúncia respectiva às autoridades competentes e não assumir as funções dessas mesmas autoridades. O Bastonário da Ordem dos Advogados não é Provedor de Justiça, não é Director Nacional da Polícia Judiciária, não é Procurador-Geral da República, não é Ministro da Administração Interna e também não é Ministro da Justiça.
A sensação que dá, findos um ano e quatro meses após a vitória nas eleições, é que Marinho e Pinto se preocupa pouco em arrumar a casa que dirige e debruça-se sobre questões que não são da sua competência. Estas actuações, quando associadas às demonstrações públicas de simpatia pelas causas promovidas pelo Partido Socialista, parecem dar a entender que o Bastonário da Ordem dos Advogados pisca o olho a futuros cargos públicos quando deixar de liderar os advogados. Bastonário que o queira ser tem que saber o seu lugar e o mesmo não é "one man show", que faz um pouco de tudo: de doutrina jurídica a investigação criminal, passando por comentários a jogos de futebol e pela crise financeira.
O que deixa mais descansados todos aqueles que votaram e apoiaram Marinho e Pinto é saberem que se tivesse ido para o seu lugar Magalhães e Silva ou Menezes Leitão, provavelmente nem sequer a limitação de orçamentos para os Conselhos Distritais tinha sido feita e acabariam por se aproveitar das funções de Bastonário para arrogarem para as suas sociedades alguns dos processos mais mediáticos como sucedeu, por exemplo, com Rogério Alves. Ainda assim, a esperança actualmente depositada em Marinho e Pinto é cada vez menor. Muitos dos que o defenderam e apoiaram até hoje parecem crêr que o actual Bastonário está a recorrer ao cargo que exerce como trampolim para outros poleiros, continuando a sua casa por arrumar. E bem que os advogados precisam de uma grande reforma se realmente se quiser recuperar a dignidade e confiança inerentes à profissão.
Um ano e quase quatro meses depois, o Bastonário da Ordem dos Advogados deixou de ser "o melhor candidato" para ser "o menos mau" de todos os que haviam concorrido às eleições de 2007. É certo que o seu mandato tem medidas boas e algumas impopulares como a redução dos orçamentos dos Conselhos Distritais que se aproveitavam das quotas dos advogados para sustentarem vícios incomportáveis para qualquer órgão defensor da legalidade, da justiça e da equidade.
Aqueles que votaram em Marinho e Pinto ou o apoiaram, nos quais eu me incluo, cedo começaram a torcer o nariz ao Bastonário, pois uma das suas primeiras medidas foi retirar a competência aos advogados-estagiários em matéria de nomeações oficiosas, alegando que os arguidos eram mal defendidos. Esquecia-se que muita da "velha guarda" fazia e ainda faz das oficiosas um negócio e, esses sim, não perdem tempo com nomeações oficiosas e escalas e despacham os arguidos em três tempos sempre com o mesmo copy-paste. Os advogados-estagiários, que estavam a iniciar a sua carreira, ainda viam nas nomeações oficiosas e nas escalas uma forma de fugirem à burocracia e à exploração dos escritórios que integram, pois não só podiam trabalhar em áreas diferentes como ainda podiam ser pagos por isso (o quando é outro problema, mas mais tarde ou mais cedo acabava por pingar qualquer coisa). Assim, é inegável que os advogados-estagiários tivessem mais motivação do que os advogados já batidos e com anos de prática em despachar aqueles que precisavam de ajuda.
Mais de um ano após a sua vitória nas eleições ainda se esperam as tão prometidas mudanças na Ordem dos Advogados. Os estagiários continuam a ser explorados e mal acompanhados, o acesso à OA continua a ser feito de acordo com a regra "pay-per-work" e não de forma limitada e os advogados continuam a ser vistos como os maiores vigaristas que por aí circulam e a defesa da honra e da nobreza inerente à advocacia, que Marinho tanto prometia.
Confesso que hoje li o Estatuto da Ordem dos Advogados e analisei a fundo as competências do Bastonário (art. 39.º). Em lugar algum vi que era da competência do Bastonário da Ordem dos Advogados a pronúncia pública sobre processos a correrem termos nos tribunais, sobretudo quando o Bastonário não é defensor de nenhuma das partes envolvidas. Assim sendo, questiono-me como é possível que Marinho e Pinto, no decorrer do seu mandato, cometa precisamente os mesmos erros graves dos seus antecessores e se pronuncie sobre o processo Freeport, sobre Vale e Azevedo, sobre corrupção, entre tantos outros. Se Marinho e Pinto sabe de alguma coisa que mais ninguém sabe, deverá fazer a denúncia respectiva às autoridades competentes e não assumir as funções dessas mesmas autoridades. O Bastonário da Ordem dos Advogados não é Provedor de Justiça, não é Director Nacional da Polícia Judiciária, não é Procurador-Geral da República, não é Ministro da Administração Interna e também não é Ministro da Justiça.
A sensação que dá, findos um ano e quatro meses após a vitória nas eleições, é que Marinho e Pinto se preocupa pouco em arrumar a casa que dirige e debruça-se sobre questões que não são da sua competência. Estas actuações, quando associadas às demonstrações públicas de simpatia pelas causas promovidas pelo Partido Socialista, parecem dar a entender que o Bastonário da Ordem dos Advogados pisca o olho a futuros cargos públicos quando deixar de liderar os advogados. Bastonário que o queira ser tem que saber o seu lugar e o mesmo não é "one man show", que faz um pouco de tudo: de doutrina jurídica a investigação criminal, passando por comentários a jogos de futebol e pela crise financeira.
O que deixa mais descansados todos aqueles que votaram e apoiaram Marinho e Pinto é saberem que se tivesse ido para o seu lugar Magalhães e Silva ou Menezes Leitão, provavelmente nem sequer a limitação de orçamentos para os Conselhos Distritais tinha sido feita e acabariam por se aproveitar das funções de Bastonário para arrogarem para as suas sociedades alguns dos processos mais mediáticos como sucedeu, por exemplo, com Rogério Alves. Ainda assim, a esperança actualmente depositada em Marinho e Pinto é cada vez menor. Muitos dos que o defenderam e apoiaram até hoje parecem crêr que o actual Bastonário está a recorrer ao cargo que exerce como trampolim para outros poleiros, continuando a sua casa por arrumar. E bem que os advogados precisam de uma grande reforma se realmente se quiser recuperar a dignidade e confiança inerentes à profissão.
Esqueceu-se dos brancos de olhos verdes e dos que têm olhos castanhos
"A crise financeira internacional foi criada por “gente branca e de olhos azuis”, acusou ontem o Presidente brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva."
Fonte: Público
Faz-me alguma confusão ouvir declarações dos Executivos liderados por Lula da Silva. Primeiro era a célebre Ministra que, em pleno século XXI, defendia que racismo de negros contra caucasianos era uma solução tolerável dado que durante anos estes oprimiram e escravizaram aqueles. Agora surge o próprio Presidente do Brasil a acusar os "brancos de olhos azuis" de provocarem a crise. Até quando continuarão estas manifestações de racismo contra os brancos? Se este tipo de acusações visassem os negros meio-mundo se insurgiria contra os seus autores acusando-os de racismo e xenofobia e exigindo ainda a sua demissão.
O Presidente brasileiro esquece-se que a crise financeira internacional foi criada também pela América Latina e pelo continente africano que escancararam as portas a muitos dos "pais da crise". Uns são autores directos, mas os autores morais e os instigadores também são culpados, Lula da Silva que não se esqueça disso e que pense duas vezes da próxima vez que quiser pedir ajuda aos "irmãos brancos e de olhos azuis".
Fonte: Público
Faz-me alguma confusão ouvir declarações dos Executivos liderados por Lula da Silva. Primeiro era a célebre Ministra que, em pleno século XXI, defendia que racismo de negros contra caucasianos era uma solução tolerável dado que durante anos estes oprimiram e escravizaram aqueles. Agora surge o próprio Presidente do Brasil a acusar os "brancos de olhos azuis" de provocarem a crise. Até quando continuarão estas manifestações de racismo contra os brancos? Se este tipo de acusações visassem os negros meio-mundo se insurgiria contra os seus autores acusando-os de racismo e xenofobia e exigindo ainda a sua demissão.
O Presidente brasileiro esquece-se que a crise financeira internacional foi criada também pela América Latina e pelo continente africano que escancararam as portas a muitos dos "pais da crise". Uns são autores directos, mas os autores morais e os instigadores também são culpados, Lula da Silva que não se esqueça disso e que pense duas vezes da próxima vez que quiser pedir ajuda aos "irmãos brancos e de olhos azuis".
Portugal dá um verdadeiro case study de teorias da conspiração
Marinho Pinto descobriu tudo sobre o caso Freeport e esclareceu só os advogados. Pelos vistos, Portugal é um país onde todos são inocentes, excepto os membros da polícia de investigação criminal e as forças de segurança, esses biltres que insistem em perseguir gente que não faz mal a ninguém. Aqueles que nos deveriam garantir paz e tranquilidade são os principais agentes que atentam à estabilidade e à segurança nacional e a Ordem dos Advogados é que desempenha as verdadeiras funções de investigação criminal. Está tudo trocado, mas é possível concluir que o nosso país é um dos principais centros de conspiração a nível mundial: os visados estão sempre inocentes e são, todos eles, vítimas de cabalas e planos muito bem orquestrados por terceiros. Claro que depois chega sempre o super-herói que descobre tudo, sai por cima e obriga o Estado a pagar indemnizações aos perseguidos.
É fantástica a mesquinhez e sacanice que existe no nosso país, mas mais fantástica ainda é a incompetência da PJ. Não deixa de ser insólito que um órgão de investigação criminal considerado dos melhores do Mundo esteja sempre enganado nas acusações que faz, porque pelos vistos só "ataca" inocentes, e nem uma conspiraçãozinha de segunda categoria consiga fazer como deve ser. Com o aumento da desconfiança nas forças e serviços de segurança, já alguém pensou em dissolver todos esses órgãos e recriá-los a partir da base? Se não são de confiança, para quê mantê-los?
Por fim, não deixa de ser curioso que todos aqueles que sempre criticaram Marinho Pinto e o acusaram de populismo e sede de protagonismo, agora o vejam como um homem sério, correcto e íntegro. Subitamente, tudo muda.
É fantástica a mesquinhez e sacanice que existe no nosso país, mas mais fantástica ainda é a incompetência da PJ. Não deixa de ser insólito que um órgão de investigação criminal considerado dos melhores do Mundo esteja sempre enganado nas acusações que faz, porque pelos vistos só "ataca" inocentes, e nem uma conspiraçãozinha de segunda categoria consiga fazer como deve ser. Com o aumento da desconfiança nas forças e serviços de segurança, já alguém pensou em dissolver todos esses órgãos e recriá-los a partir da base? Se não são de confiança, para quê mantê-los?
Por fim, não deixa de ser curioso que todos aqueles que sempre criticaram Marinho Pinto e o acusaram de populismo e sede de protagonismo, agora o vejam como um homem sério, correcto e íntegro. Subitamente, tudo muda.
quinta-feira, março 26, 2009
Frederico Gil continua a bater recordes
Frederico Gil, o melhor tenista português de todos os tempos, venceu hoje a primeira eliminatória do torneio de Miami, permitindo-lhe, até agora, amealhar pontos suficientes para entrar no top-70 do ranking mundial. Se ultrapassar o próximo opositor, 25.º do ranking, Frederico Gil enfrentará o actual número 1, Rafael Nadal.A todos os que seguem o desporto português: noticiem isto! Isto são boas notícias para o desporto nacional: não são registam que existem mais modalidades além do futebol, como ainda motivam todos aqueles que permanecem no anonimato, nas mais diversas modalidades, a melhorarem e a chegarem mais longe! Sim, é possível!
Faltar à verdade: mais um tipo de crime a ser positivado no futuro?
Paulo Rangel acusou Alberto Martins de não falar a verdade. Um pouco por todo o lado são recorrentes as acusações relacionadas com a "falta à verdade" por parte de titulares do poder político. Com tanta reincidência, já alguém criou a hipótese de inscrever no Código Penal o crime de "falta à verdade"? Sou a favor da aplicação de pena de multa inicial, passando no futuro pela pena de prisão. Pelo meio, o arguido poderá estar obrigado a apresentações periódicas na esquadra de polícia mais próxima e, quiçá, ver ser-lhe aplicada um género de pulseira electrónica misturada com aqueles cartões de consumo onde se podem preencher os quadradinhos à medida que o arguido for reincidindo no crime. Se, por qualquer motivo, for preenchida uma linha na horizontal antes do julgamento do agente, o Ministério Público poderá gritar "bingo!" a qualquer altura, motivo pelo qual o arguido irá directo para a prisão, sem passar pela casa de partida e sem receber dois contos!
Apocalipse verde
Dias da Cunha, ex-Presidente do Sporting, prevê o fim do clube em dez anos. A visão de Dias da Cunha é digna de um capítulo bíblico e tem tudo para vingar junto daqueles que acreditam nas teorias de Nostradamus e afins, senão vejamos: estamos em 2009 e Dias da Cunha prevê o fim do Sporting para daqui a dez anos, ou seja, 2019. De acordo com os Maias, o Mundo vai acabar em 2012. Ora, se o Mundo acaba primeiro do que o Sporting, o que é que acontece ao clube de Alvalade nos sete anos que lhe sobram? É aqui que entram as teorias divinas, que defendem que o sete é o número da perfeição de Deus, associadas às palavras de todos aqueles adeptos sportinguistas que dizem frases como "se jogasses no céu morria só para te ver". Com o fim do Mundo, o único sítio que resta ao Sporting para jogar entre as temporadas de 2012 a 2019 será mesmo o céu! Esta profecia de Dias da Cunha é, realmente, uma coisa do Além!
quarta-feira, março 25, 2009
Há vida além do futebol...
Enquanto o país decide há quase uma semana se condena Lucílio Baptista à guilhotina ou ao fuzilamento, Portugal vai dando cartas no ténis. Desta vez é Frederico Gil, que consolida cada vez mais a sua posição de melhor português de todos os tempos, actualmente em 74.º do ranking mundial, tendo garantido ontem a entrada no quadro principal do torneio de Miami, a quinta maior prova do torneio ATP, logo atrás dos quatro Grand Slam.Em vez de dedicarem horas de televisão, páginas e capas de jornais e concentrarem as atenções num lance de uma modalidade cujo contributo para o desporto nacional é pouco ou quase nulo, porque não perderem tempo com notícias realmente construtivas e alheias a polémicas como a carreira deste tenista português? Já agora, é impressão minha ou a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto praticamente só se manifesta quando estão em causa participações nos Jogos Olímpicos e futebol?
Novas oportunidades, novas tecnologias. E novos legisladores?
A Sala de Sessões da Assembleia da República está agora preparada para disponibilizar aos deputados o melhor da tecnologia de ponta. Os portugueses aguardam agora com alguma expectativa a realização de um curso de português e outro de legística aos mesmos 230 frequentadores do curso intensivo de informática da Assembleia da República.
Diminuição das faltas ou do número de aulas dadas?
"A ministra da Educação anunciou hoje uma diminuição do número de faltas dos estudantes do terceiro ciclo e ensino secundário, atribuindo a redução ao novo estatuto do aluno, aprovado pela maioria socialista em Novembro de 2007."
Fonte: Público
O que é que diminuiu, o número de faltas dos alunos ou o número de aulas dadas pelos professores? Com o aumento do número de greves dos professores são dadas cada vez menos aulas. Ora, sem aulas não é possível ter faltas...
Fonte: Público
O que é que diminuiu, o número de faltas dos alunos ou o número de aulas dadas pelos professores? Com o aumento do número de greves dos professores são dadas cada vez menos aulas. Ora, sem aulas não é possível ter faltas...
Gestão com base na chico-espertice e na cobardia
A Refer encerrou as linhas do Corgo e do Tâmega sem aviso prévio aos utentes. O curioso nesta história é a Refer fundamentar que os encerramentos se devem à futura reabilitação das linhas, sem que a reparação das mesmas integre os projectos da empresa. Acresce ainda que a falta de aviso prévio dá a entender que os responsáveis da Refer não se queriam submeter às possíveis manifestações dos utentes que, naturalmente, se insurgiriam contra esta medida.
Estes dois factos permitem concluir que a gestão da direcção da Refer é baseada em valores como a chico-espertice, a falta de respeito e a falta de transparência, vulgo cobardia, o que poderá trazer danos para a empresa. Não tenhamos dúvidas que um conjunto de espertalhões se sentou à mesa e decidiu o seguinte:
- Fazemos assim, tentamos adiar o anúncio do encerramento o mais que pudermos para que o povinho não tenha tempo de reagir. Depois é só dizer que isto fecha para reparações, o que até cai bem, com o passar do tempo cai no esquecimento e já ninguém se lembrará que alguma vez passou aqui um comboio.
Eu não consigo confiar numa empresa que age assim com os seus clientes. Será que alguém consegue?
Estes dois factos permitem concluir que a gestão da direcção da Refer é baseada em valores como a chico-espertice, a falta de respeito e a falta de transparência, vulgo cobardia, o que poderá trazer danos para a empresa. Não tenhamos dúvidas que um conjunto de espertalhões se sentou à mesa e decidiu o seguinte:
- Fazemos assim, tentamos adiar o anúncio do encerramento o mais que pudermos para que o povinho não tenha tempo de reagir. Depois é só dizer que isto fecha para reparações, o que até cai bem, com o passar do tempo cai no esquecimento e já ninguém se lembrará que alguma vez passou aqui um comboio.
Eu não consigo confiar numa empresa que age assim com os seus clientes. Será que alguém consegue?
Todos querem a Qimonda... mas ninguém se atreve a comprá-la
"O fabricante de semicondutores Taiwan Memory, ainda em formação, manifestou interesse na aquisição da Qimonda, noticiou hoje o jornal Dresdner Neueste Nachrichten (DNN), citando um porta-voz do gestor da falência, Michael Jaffé."
Fonte: Público
- É uma mulher muito bonita, inteligente, charmosa e cheia de potencial.
- Queres casar-te com ela?
- Não, obrigado.
Fonte: Público
- É uma mulher muito bonita, inteligente, charmosa e cheia de potencial.
- Queres casar-te com ela?
- Não, obrigado.
terça-feira, março 24, 2009
Definições: "Silly Season"
A "Silly Season" é o período que vai de Junho a Setembro, não pelo verão ou pelas férias em si, mas porque face à falta de futebol e política o povo fica sem nada para se entreter.
segunda-feira, março 23, 2009
Mourinho "honoris causa": em Portugal, qualquer um é Doutor - IV
Se José Mourinho é honoris causa por ter conquistado 13 troféus na sua carreira, o que dizer de Manuel José, que só em África já conquistou 17?
Mourinho "honoris causa": em Portugal, qualquer um é Doutor - III
Em Agosto de 2006 foi escrito um artigo neste blog onde, com alguma ironia, se abordava a problemática relacionada com o excesso de patrocínios em eventos, iniciativas e órgãos públicos como forma de combater o deficit orçamental. Na altura sugeria-se que os ministérios passassem a apresentar-se conjuntamente com o nome do respectivo patrocinador, como por exemplo, Ministério da Educação/Porto Editora ou Ministério da Justiça/Almedina - Livraria Jurídica.Hoje surpreendo-me, ou talvez não, quando vejo que a Faculdade de Motricidade Humana atribuíu a José Mourinho o doutoramento honoris causa/Santander-Totta. Ainda vai chegar o dia em que teremos cursos como "Licenciatura em Direito/Livraria Coimbra", "Curso de Estudos Africanos/Jeune Afrique" ou "Licenciatura em Psicologia/Pfizer".
Mourinho "honoris causa": em Portugal, qualquer um é Doutor - II
Se José Mourinho recebeu o doutoramento honoris causa por ter ganho a Liga dos Campeões e ter sido campeão em Portugal e Inglaterra, torçam para que o Manchester United não ganhe nada este ano, senão já sabemos quem vai ser o próximo "Doutor"...
Mourinho "honoris causa": em Portugal, qualquer um é Doutor
Mourinho já é doutor honoris causa. José Mourinho é licenciado em Educação Física e ninguém lhe retira esse mérito. Mas receber doutoramento honoris causa por ter sido campeão nacional e ter ganho a Liga dos Campeões Europeus, parece-me muito pouco para tão elevado reconhecimento a nível académico. Para todos os efeitos, este doutoramento é demasiado precoce. Estes reconhecimentos só fazem sentido para quem dedica toda uma vida a uma causa. Mourinho tem 46 anos e uma carreira de treinador ainda bastante curta. No final de contas, a atribuição do honoris causa a José Mourinho parece representar o actual estado da educação no nosso país: em Portugal, qualquer um pode ser Doutor sem precisar de fazer muito por isso.domingo, março 22, 2009
Conceitos baralhados...
"Há sete anos que o único acesso a água canalizada no bairro clandestino das Terras da Costa, na Caparica, que tem 300 moradores, fica a quase dois quilómetros. "Não estamos a exigir água canalizada em casa, estamos apenas a pedir algum respeito. Não me parece que seja assim tão difícil", afirma Durval Carvalho, 34 anos, porta-voz dos moradores."
Fonte: Público
Em Portugal chamamos "moradores" de "bairro clandestino" a "ocupas" de terrenos alheios, muitos dos quais protegidos, onde são construídas "barracas".
Ainda assim, concordo com o porta-voz dos "moradores" quando este exige "algum respeito", mas não sem recordar que antes de exigirmos respeito por nós próprios devemos respeitar os outros, nomeadamente o seu direito à propriedade, bem como o respeito pelo que é público e pelos limites impostos pelo abuso de direito no que toca a "edificação indiscriminada". Primeiro exigem água, aquilo a que eles chamam "respeito", depois exigem casas novas à beira-mar, algo a que chamarão "dignidade da pessoa humana".
Fonte: Público
Em Portugal chamamos "moradores" de "bairro clandestino" a "ocupas" de terrenos alheios, muitos dos quais protegidos, onde são construídas "barracas".
Ainda assim, concordo com o porta-voz dos "moradores" quando este exige "algum respeito", mas não sem recordar que antes de exigirmos respeito por nós próprios devemos respeitar os outros, nomeadamente o seu direito à propriedade, bem como o respeito pelo que é público e pelos limites impostos pelo abuso de direito no que toca a "edificação indiscriminada". Primeiro exigem água, aquilo a que eles chamam "respeito", depois exigem casas novas à beira-mar, algo a que chamarão "dignidade da pessoa humana".
Insólitos Carlsberg
Muito se fala da Final da Taça da Liga. A exemplo do que acontece em várias competições, até a Taça da Liga, competição que não conta para rigorosamente nada a não ser para dar alguns tostões ao vencedor, consegue estar envolta em polémica. O motivo é o do costume: a participação do Sporting. Onde quer que participem, seja um jogo a feijões ou sejam competições oficiais, há sempre polémica relacionada com a arbitragem. Acho espantoso que Lucílio Baptista, esse grande sportinguista que durante anos a fio se fartou de prejudicar o Benfica, seja o bode expiatório do momento. É certo que não foi penalti, mas também é certo que ao longo de 90 minutos Rochemback, Derlei, Polga e João Moutinho se fartaram de distribuir porrada (com recurso a pitons, cotoveladas e obstruções) pelos jogadores do Benfica, permanecendo, por incrível que pareça, no terreno de jogo até ao fim. Mas, não, a culpa é do Lucílio porque apitou um penalti!Outro insólito deste jogo não deixa de ser a nomeação de Quim para "melhor homem em campo". Então o guarda-redes do Benfica ia fazendo das suas, oferecendo um golo ao Liedson e revelando insergurança durante todo o jogo, e porque defende três penaltis na fase de desempate esquecem-se os seus 90 minutos?! Há coisas no futebol português e nos seus pseudo-intelectuais que não consigo mesmo entender...
sábado, março 21, 2009
Sondagem
Face à mudança de visual do Bar Velho Online, afigura-se pertinente ouvir o que os leitores têm para dizer sobre o novo look.
Assim, podem desde já dar a vossa opinião ali ao lado sobre se gostam ou não da mudança de visual. Sugestões? Reclamações? barvelho@gmail.com
Assim, podem desde já dar a vossa opinião ali ao lado sobre se gostam ou não da mudança de visual. Sugestões? Reclamações? barvelho@gmail.com
sexta-feira, março 20, 2009
O "efeito Papa"
As palavras do Papa fazem lembrar os discursos do 25 de Abril e do 5 de Outubro: sempre a mesma cassete e já ninguém presta atenção às balelas do costume.Ainda assim, o efeito pacificador do Sumo Pontífice é sensacional: onde quer que vá, a onda de euforia à sua volta é tal que durante alguns dias a população esquece que existe pobreza, doença e guerra. Por instantes a vida de milhões dá mesmo uma volta de 180 graus e é neste aspecto que a Igreja deve apostar, pois é esta a função das religiões.
E o que vamos pedir ao Pai Natal este ano?
"Papa pede fim da corrupção em África “de uma vez por todas”"
Fonte: Público
De acordo com fonte segura, o Papa terá ainda pedido Paz no Mundo, a cura para todas as doenças, o fim da carreira televisiva do Malato e o Benfica campeão.
Fonte: Público
De acordo com fonte segura, o Papa terá ainda pedido Paz no Mundo, a cura para todas as doenças, o fim da carreira televisiva do Malato e o Benfica campeão.
O direito à liberdade de expressão também está constitucionalmente protegido...
"Administração da RTP manda retirar anúncio da Antena 1 que critica manifestações"
Fonte: Público
Nunca tinha prestado atenção ao anúncio da Antena, mas agora que está envolto em polémica decidi vê-lo. Não percebo tanto alarido. Em cerca de 30 segundos a Antena 1 consegue fazer publicidade à estação e resumir aquilo que são, realmente, as manifestações em Portugal: tanto barulho e revolta e o seu único efeito prático acaba por ser atrapalhar a vida de quem não tem nada a ver com o motivo pelo qual se reúnem os manifestantes.
Este spot devia servir de reflexão para todos aqueles que se manifestam em Portugal e acabam por fazer com que este direito constitucionalmente protegido acabe por estar desacreditado e visto como um mero cortejo carnavalesco.
Fonte: Público
Nunca tinha prestado atenção ao anúncio da Antena, mas agora que está envolto em polémica decidi vê-lo. Não percebo tanto alarido. Em cerca de 30 segundos a Antena 1 consegue fazer publicidade à estação e resumir aquilo que são, realmente, as manifestações em Portugal: tanto barulho e revolta e o seu único efeito prático acaba por ser atrapalhar a vida de quem não tem nada a ver com o motivo pelo qual se reúnem os manifestantes.
Este spot devia servir de reflexão para todos aqueles que se manifestam em Portugal e acabam por fazer com que este direito constitucionalmente protegido acabe por estar desacreditado e visto como um mero cortejo carnavalesco.
A Fórmula 1 vai regressar...
"O campeão do Mundo é contra as novas regras impostas pela FIA, onde quem vencer mais Grande Prémios ganha o título e os pontos passam a ser um aspecto secundário."
Fonte: A Bola
Confesso que a F1 não me entusiasma. Ver uma série de carros às voltas a uma pista durante horas é, na verdade, um grande motivo para me fazer adormecer.
As novas regras parecem-me injustas. De acordo com as mesmas, um piloto pode ganhar três corridas, nunca mais pontuar, e acabar campeão do mundo. Compreendo a FIA que possivelmente quis premiar a regularidade, dado que o anterior modelo também me parecia ligeiramente injusto, pois um piloto que nunca vencesse um Grande Prémio poderia ser campeão se ficasse sempre em segundo. Ainda assim, creio que a FIA deveria manter as regras anteriores, porém acentuando ainda mais a diferença de pontos entre o primeiro e o segundo classificado em cada corrida de modo a tornar o sistema ligeiramente mais justo.
Fonte: A Bola
Confesso que a F1 não me entusiasma. Ver uma série de carros às voltas a uma pista durante horas é, na verdade, um grande motivo para me fazer adormecer.
As novas regras parecem-me injustas. De acordo com as mesmas, um piloto pode ganhar três corridas, nunca mais pontuar, e acabar campeão do mundo. Compreendo a FIA que possivelmente quis premiar a regularidade, dado que o anterior modelo também me parecia ligeiramente injusto, pois um piloto que nunca vencesse um Grande Prémio poderia ser campeão se ficasse sempre em segundo. Ainda assim, creio que a FIA deveria manter as regras anteriores, porém acentuando ainda mais a diferença de pontos entre o primeiro e o segundo classificado em cada corrida de modo a tornar o sistema ligeiramente mais justo.
Sutiãs e recibos verdes: analogias
"Os trabalhadores precários estão convidados a participar amanhã numa "queima de recibos verdes" no Porto, numa iniciativa da parada 'MayDay', anunciou hoje a organização."
Fonte: Público
Depois de na década de 1960 as feministas terem tentado queimar sutiãs, quarenta anos depois os precários querem fazer o mesmo com as cadernetas de recibos verdes. Lembrem-se é que por mais que as queimem, com o aproximar do final do mês ou compram cadernetas novas ou ficam sem salários, o que não convém nada, sobretudo com a chegada da Páscoa.
Nota de redacção: é verdade, diz-se que as activistas femininas da década de 1960 queimaram sutiãs, mas tal nunca aconteceu porque foram alertadas pela polícia para os efeitos decorrentes desse acto. O mito em torno dessa história deve-se ao Director do NY Post que empolou a história da jornalista que cobriu o acontecimento na época.
Fonte: Público
Depois de na década de 1960 as feministas terem tentado queimar sutiãs, quarenta anos depois os precários querem fazer o mesmo com as cadernetas de recibos verdes. Lembrem-se é que por mais que as queimem, com o aproximar do final do mês ou compram cadernetas novas ou ficam sem salários, o que não convém nada, sobretudo com a chegada da Páscoa.
Nota de redacção: é verdade, diz-se que as activistas femininas da década de 1960 queimaram sutiãs, mas tal nunca aconteceu porque foram alertadas pela polícia para os efeitos decorrentes desse acto. O mito em torno dessa história deve-se ao Director do NY Post que empolou a história da jornalista que cobriu o acontecimento na época.
quarta-feira, março 18, 2009
Países que funcionam
"O comité judicial dos Estados Unidos, controlado pelos democratas, aprovou uma lei destinada a recuperar os 165 milhões de dólares (cerca de 127 milhões de euros) pagos pela seguradora AIG aos seus executivos."
Fonte: Público
Os EUA são, de facto, um exemplo de democracia e de país que funciona enquanto tal. Esta medida proposta por Barack Obama devia servir de modelo inspirador para o caso BPN que, segundo parece, vai caindo aos poucos no esquecimento, até desaparecer definitivamente do mapa de prioridades em Portugal. Entretanto, e inspirado no caso da AIG, lanço uma questão: como é que vai ser tratada a questão em torno do PPR de Miguel Cadilhe no valor de 10 milhões de euros? A nova lei norte-americana não inspira nenhum dos 230 com assento no Parlamento?
Sexo, mentiras e Papado...
"O Papa Bento XVI declarou hoje que a distribuição de preservativos não é a resposta adequada para se ajudar a África a combater a sida."
Fonte: Público
O Papa pronunciou-se sobre SIDA e preservativos, e, como das outras vezes, sempre que a Igreja se envolve em questões sexuais, sejam elas práticas ou teóricas, o resultado é sempre o mesmo: uma carga de trabalhos, muita polémica e a garantia das capas dos jornais do mundo inteiro no dia seguinte. É uma forma de ganhar visibilidade, mas não a mais inteligente.
Já agora, Ilustre Papa, se a SIDA não se combate com o preservativo, antes com abstinência, será que a corrupção política também não se combate com penas de prisão, mas com abstenção? Afinal, se ninguém votar, a corrupção latente na classe política nunca será efectivada.
Fonte: Público
O Papa pronunciou-se sobre SIDA e preservativos, e, como das outras vezes, sempre que a Igreja se envolve em questões sexuais, sejam elas práticas ou teóricas, o resultado é sempre o mesmo: uma carga de trabalhos, muita polémica e a garantia das capas dos jornais do mundo inteiro no dia seguinte. É uma forma de ganhar visibilidade, mas não a mais inteligente.
Já agora, Ilustre Papa, se a SIDA não se combate com o preservativo, antes com abstinência, será que a corrupção política também não se combate com penas de prisão, mas com abstenção? Afinal, se ninguém votar, a corrupção latente na classe política nunca será efectivada.
terça-feira, março 17, 2009
Ode às mulheres... como deve ser!
A mulher portuguesa, regra geral, é caprichosa, indecisa, complicada, individualista, acha-se no direito de exigir que sejam os homens a andar atrás de si, etc. Já sei que me vão dizer coisas como "são vocês, homens, que as fazem assim", ou então "não sei com que mulheres é que te dás". Sim, a conversa é sempre a mesma, nunca nenhuma é assim como aqui descrevo, mas a verdade é que por vezes basta atravessar a fronteira e encontramos todo um admirável mundo novo com mulheres imediatamente mais simples e com personalidade. A resposta que se ouve por parte das portuguesas é imediatamente "as estrangeiras são umas oferecidas", ou então "as espanholas são porcas, são feias, bla bla bla". Sim, coloquem-lhes defeitos, mas com as características que referi na primeira frase só mesmo vocês, portuguesas. Eu sei muito bem que sou bastante limitado em termos de beleza física, mas uma coisa é certa, vocês não são o Sol e eu não giro à vossa volta.
Compreendo, e muito, aqueles portugueses que muito facilmente encontram (ou julgam que encontram) o amor com uma estrangeira, seja ela de que nacionalidade for (não, nem todas são brasileiras ou ucranianas). A mulher estrangeira, regra geral, tende a ser mais simples, como referi em cima. Entre tolerar as merdinhas e as merdas de uma portuguesa que se acha no direito de as fazer "porque sim", e tolerar uma mulher aparentemente disposta a amar e a simplificar a vida, claro que os homens preferem esta última.
Fica um conselho à mulher portuguesa, se é que o aceitem: muitas só têm companhia e homens dispostos a aturar as vossas cenas tristes e complicações porque têm alguma característica física que os atrai, o que os faz ter mais paciência para vocês, focando-se num belo par de mamas, numas boas pernas, num bom rabo e num rosto bonito e ignorando a forma como vocês são. Isso também dura apenas algum tempo, a não ser que o tipo continue a gostar da vossa aparência sempre e decida, definitivamente, que está disposto a aturar certas coisas que lhe fazem espécie, em troca de um "bom par". Eu, como não sou assim, mais uma vez, prefiro a minha própria companhia a ter que aturar coisas que não aturo de mais ninguém a troco de uma característica física. Façam boa viagem e sejam muito felizes, mas não tolero as vossas merdas. Uma coisa é as pessoas terem defeitos, outra é quererem que tudo gire à sua volta.
Todo este post a propósito da visita simbólica dos Monarcas da Jordânia a Portugal. Neste sentido, lanço um desafio: não há por aí ninguém interessado em facilitar a entrada em Portugal de mais Ranias Al Abdullah? Mulheres simples, inteligentes, bonitas, com bom fundo e que privilegiam a relação a dois em vez do "eu" dão sempre jeito por estes lados. Destas, sim, nós aturamos certas coisas e estas, sim, nós tratamos como verdadeiras rainhas!

Nota de redacção: Antes que me apedrejem, a expressão "regra geral" significa que existem várias excepções e que nem todas seguem o mesmo padrão.
Fica um conselho à mulher portuguesa, se é que o aceitem: muitas só têm companhia e homens dispostos a aturar as vossas cenas tristes e complicações porque têm alguma característica física que os atrai, o que os faz ter mais paciência para vocês, focando-se num belo par de mamas, numas boas pernas, num bom rabo e num rosto bonito e ignorando a forma como vocês são. Isso também dura apenas algum tempo, a não ser que o tipo continue a gostar da vossa aparência sempre e decida, definitivamente, que está disposto a aturar certas coisas que lhe fazem espécie, em troca de um "bom par". Eu, como não sou assim, mais uma vez, prefiro a minha própria companhia a ter que aturar coisas que não aturo de mais ninguém a troco de uma característica física. Façam boa viagem e sejam muito felizes, mas não tolero as vossas merdas. Uma coisa é as pessoas terem defeitos, outra é quererem que tudo gire à sua volta.
Todo este post a propósito da visita simbólica dos Monarcas da Jordânia a Portugal. Neste sentido, lanço um desafio: não há por aí ninguém interessado em facilitar a entrada em Portugal de mais Ranias Al Abdullah? Mulheres simples, inteligentes, bonitas, com bom fundo e que privilegiam a relação a dois em vez do "eu" dão sempre jeito por estes lados. Destas, sim, nós aturamos certas coisas e estas, sim, nós tratamos como verdadeiras rainhas!

Nota de redacção: Antes que me apedrejem, a expressão "regra geral" significa que existem várias excepções e que nem todas seguem o mesmo padrão.
segunda-feira, março 16, 2009
Incompatibilidade de perfis...
Tenho sérias dificuldades em lidar com pessoas que:
- cometem actos de violência sobre outras pessoas;
- cometem actos de violência sobre animais;
- cometem actos de violência sobre outras pessoas;
- cometem actos de violência sobre animais;
- mudam de partido e ideologia política conforme a janela de oportunidade que daí lhe possa advir;
- que não saibam o que querem e/ou não tenham definidos os seus objectivos de vida;
- mentem por "dá cá aquela palha".- que não saibam o que querem e/ou não tenham definidos os seus objectivos de vida;
domingo, março 15, 2009
Manuel Alegre e Robert Mugabe: semelhanças...
Manuel Alegre está para o PS como Robert Mugabe para o Zimbabwe: não há quem tenha paciência para estes dois velhos, mas ninguém se atreve a tentar aniquilá-los, preferindo aguardar pacientemente pela morte natural para que possam suspirar de alívio...
Quanto mais bates...
"Augusto Santos Silva garante que PS “terá todo o gosto” em contar com Manuel Alegre"
Fonte: Público
Procura-se: fórmula mágica para fazer a folha ao poeta-político. Até lá faz-se a figura da mulher alvo de violência do marido que insiste em dar-lhe oportunidades para se endireitar ao mesmo tempo que lhe diz o quanto o ama.
Fonte: Público
Procura-se: fórmula mágica para fazer a folha ao poeta-político. Até lá faz-se a figura da mulher alvo de violência do marido que insiste em dar-lhe oportunidades para se endireitar ao mesmo tempo que lhe diz o quanto o ama.
sábado, março 14, 2009
The Killers: não me convencem...
Já ouvi o álbum e bem vejo todo o alarido em volta dos The Killers. Mesmo assim não me convenceram. Sou exigente? Talvez. Mas sei que tenho alguns gostos "diferentes" dos da maioria. Para já, The Killers não me convenceram. Talvez no futuro o façam, ou talvez isso nunca chegue a acontecer...
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