sexta-feira, abril 10, 2009

José Sá Fernandes notifica PSD para retirar propaganda política do Marquês

propaganda política

conteúdo "apolítico"

Parece que José Sá Fernandes pressionou o PSD para retirar o cartaz com o rosto de Manuela Ferreira Leite. No meio desta história toda dos outdoors de propaganda política em Lisboa, em particular no Marquês de Pombal, é curioso que o "Zé que alegadamente faz falta" só se lembre de mandar retirar o outdoor do PSD, quando alguns metros mais à frente se encontram outros das mesmas dimensões pertencentes ao PCP e... ao BE, e todos eles de cariz político. Acresce que o próprio Sá Fernandes já afixou um outdoor seu precisamente no mesmo local onde os social-democratas o fizeram.
Afinal quais são os critérios para se retirar um outdoor em Lisboa? É a imagem de Manuela Ferreira Leite que ofusca os leões do Marquês? Lamentamos, sr. Vereador, mas nem todos têm uma Joana Amaral Dias debaixo da manga. No meio disto tudo, o Zé vai dando protagonismo gratuito ao PSD o que só ajuda o partido de Manuela Ferreira Leite por toda a gente saber que o partido laranja tem razão por se opor à retirada do outdoor.

terça-feira, abril 07, 2009

E a segurança?

"PS vai fazer “pequenas correcções” à lei do divórcio na sequência dos reparos de juízes e advogados"

Fonte: Público

Então e as "pequenas correcções" ao Código Penal e ao Código de Processo Penal na sequência dos reparos de 10 milhões de portugueses cada vez mais inseguros e estupefactos com a nova legislação que atenta contra a sua segurança?

domingo, abril 05, 2009

Barack Obama na Europa: alhos e bugalhos...

Eu sei que, de um modo geral, tenho gostos diferentes dos da maioria. No que respeita a mulheres, o raciocínio aplica-se. No entanto, quer-me parecer que alguns princípios de beleza são universais. Tal é o estado de hipnose que domina a Europa com a chegada do casal Obama, que alguns perderam completamente o juízo e a noção da realidade ao ponto de exaltar a beleza de Michelle Obama. Muitos foram os jornais e as televisões que ousaram comparar Carla Bruni a Michelle Obama. Posso não ser partilhar dos gostos comuns, mas vou deixar-vos tirar as vossas próprias conclusões sobre a "lindíssima Michelle Obama":

Michelle Obama é capaz de ser simpática, uma verdadeira senhora, mas...

... onde estava eu com a cabeça? Michelle Obama é uma mulher lindíssima, mas fico com a Bruni, ok?

Com o cruzar de pernas à Catarina Furtado...

E agora uma especial para quem ainda não recuperou da bebedeira de ontem à noite:

É linda de morrer, não é?

Barack Obama na Europa: quem é o primeiro a entregar as armas?

Obama declarou hoje, em Praga, que defende um mundo sem armas nucleares. O discurso do Presidente norte-americano vai de encontro ao que todos queriam ouvir: quem não deseja um mundo sem doenças, fome e armas? Aproveitando que Barack Obama defendeu um mundo sem armas nucleares, aproveito e lanço duas questões que creio serem pertinentes: quem é que entrega primeiro as armas que tem? Porque é que os EUA não dão o exemplo e abdicam do seu programa nuclear? Sr. Presidente, mais do que falar, é preciso fazer!

Barack Obama na Europa: saudades da "era Bush"...

O Presidente dos EUA encontra-se na Europa. Fico impressionado com a forma como tudo gira à volta de Barack e Michelle Obama. São o Brad Pitt e a Angelina Jolie da política. O casal chegou à Europa para espalhar charme e obter tudo aquilo que pretende, pois repentinamente toda a gente ficou ofuscada com a presença de ambos e perdeu por completo a capacidade de raciocínio. O que me preocupa é ver que aqueles que deviam ser os mais responsáveis e racionais conseguem ser piores que aquele povo que vai atrás de jogadores de futebol e actores de cinemas, pois preocupam-se mais em tirar fotografias e aparecer na televisão ao lado de "Barack Obama, o primeiro Presidente negro dos EUA" do que em discutir medidas conjuntas e trocar ideias com o "Presidente dos EUA". Barack Obama desceu à Terra e tudo o que disser é lei. O poder de persuasão que Obama tem é impressionante, pois ninguém à sua volta se atreve a questioná-lo.
Creio ser extremamente perigoso este tipo de pessoa entre nós, pois corremos o risco de Chefes de Estado e Ministros quererem fazer de tudo para agradar ao "Presidente negro dos EUA", a nova coqueluche da política internacional, disponibilizando-se para assinar cheques em branco. Tenho saudades dos tempos de George W. Bush, aqueles tempos em que sabíamos o que não queríamos e pelo menos tentavamos pensar pela nossa própria cabeça...

Anders Fogh Rasmussen, novo Secretário-Geral da NATO

A montagem é da autoria do Bar Velho Online.

sábado, abril 04, 2009

Nova boca de engate: "anda cá para eu te dar um abraço à Rainha de Inglaterra"!

Isto a mim não me parece um abraço da Rainha Isabel II, mas um apalpão no rabo.

FDL: avaliação à auto-avaliação

Andei a visitar o website da Faculdade de Direito de Lisboa (FDL), agora com novo design. Deparei-me com uma auto-avaliação relativa ao ano de 2008, a qual pode ser consultada aqui. Análises à parte ao referido documento, julgo ser pertinente fazer, eu, a minha própria avaliação à casa onde me licenciei em Direito.
Quando entrei na Faculdade, a Clássica ainda era um exemplo e líder no ensino do Direito em Portugal. Alguns métodos eram questionáveis, mas a FDL ainda era dotada de meios humanos que a destacam das demais escolas.
Tive a felicidade de obter o grau de licenciatura quando este ainda era em cinco anos e ainda existia a divisão por menções a partir do 4.º ano. A transição para Bolonha, segundo consta, não foi fácil, aliás, de acordo com os relatos de muitos, ainda hoje traz bastantes problemas. No entanto, aquilo que mais destaco pelo negativo são os programas dos planos de estudos, sejam licenciaturas, Pós-Graduações, ou até mesmo Mestrados.
Há dois anos inscrevi-me num curso de Mestrado na FDL que me parecia ser o mais adequado: inscrevi-me em Ciências Jurídicas, mas duas das três cadeiras estavam ligadas à Propriedade Intelectual. O programa parecia ser, de facto, bastante interessante. A desilusão surgiu logo de início com a (falta de) organização que existe no Departamento da Faculdade que trata de inscrições, atribuições de bolsas, etc. É impressionante que o Presidente do Conselho Directivo demore três meses a assinar um papel que se encontra num gabinete onde o mesmo entra diariamente. Acabei por desistir do mesmo, porque não poderia estar muito mais tempo numa situação de incerteza que poderia comprometer o meu futuro profissional.
Alegadas incompetências ou falhas de entendimento à parte, cabe-me criticar os métodos utilizados no Mestrado. Excluíndo o Professor Oliveira Ascensão, o qual aproveito para lhe dar uma palavra pela sua capacidade para o ensino e pelas ilimitadas faculdades que o mesmo ainda tem apesar da sua já avançada idade, a maioria dos restantes deixa sérias dúvidas quanto à qualidade do ensino. Não me parece que seja um bom método criar cadeiras com nomes pomposos, mas depois o programa ser vazio. Eu dou um simples exemplo: analisemos o Mestrado em Direito Internacional e Relações Internacionais.
O nome deste curso atrai quem se depara com ele, porém o seu programa deixa muito a desejar. Ora, um curso de Direito Internacional e Relações Internacionais, ainda que Mestrado, quer-se de utilidade prática, mantendo a sua ligação à teoria. Por mais práticos que sejam os mestrados, isso não diminui a capacidade de raciocínio nem tão-pouco o estímulo intelectual aos seus frequentadores. Antes pelo contrário, aumenta a sua utilidade e facilita o emprego das teorias à realidade prática, abrindo a possibilidade de atribuir outro destino às teses de Mestrado do que as prateleiras das bibliotecas ou, raras excepções, serem aplicadas a um caso concreto em cada mil.
Analisando a Grelha de Disciplinas, nas quais algumas são opcionais, deparo-me com uma cadeira de Direito das Nações Unidas. Esta cadeira mais não é do que um debitar de artigos da Carta das Nações Unidas e uma ou outra legislação extravagante, esperando-se que os alunos façam comentários aos mesmos. Pronto. Está dado o Direito das Nações Unidas e já se discutiu o sexo dos anjos.
A cadeira de História das Relações Internacionais é uma cadeira cuja utilidade é nula para a vida profissional, excepto para os filósofos das Relações Internacionais que gostam de discutir teorias ultrapassadas como meio de ocultar as suas lacunas intelectuais do mundo actual.
Direito Internacional da Pessoa Humana é uma cadeira que até poderá ser interessante se forem discutidas e abordadas formas de adaptar os Direitos da Pessoa Humana aos modelos actuais e não a discutir Tratados que toda a gente assina, mas raros são os que a aplicam. Um semestre a discutir o sexo dos anjos, as teorias da dignidade da pessoa, a denúncia de casos por todo o mundo onde os mesmos acontecem, manifestações de revolta face a alguns países, etc, parece-me excessivo e pouco ou nada útil0.
Gostaria de me pronunciar sobre o Direito Diplomático e Consular, mas a ausência de Programa da Disciplina impede-me de comentar o conteúdo e a pertinência da cadeira. O mesmo se aplica à Responsabilidade Internacional.
A cadeira Organizações Internacionais é toda ela uma cadeira teórica, senão queiram consultar o programa. Perde-se um semestre a discutir conceitos básicos e requisitos, dando alguns exemplos no final do programa. Não deveria ser ao contrário, dedicar uma ou duas aulas a conceitos e reservar o resto para os exemplos e para novos caminhos das Organizações Internacionais?
A cadeira de Direito Internacional do Ambiente, ministrada pela ilustre Carla Amado Gomes, por quem nutro um carinho especial, parece ser uma cadeira com algum interesse, porém deslocada do resto do Mestrado, devendo, possivelmente, ficar melhor enquadrada num Mestrado de Ciências Jurídico-Políticas. Já agora, então e o Protocolo de Quioto?! Nem sequer faz parte do programa?
Direito Internacional do Mar é mais uma cadeira toda ela composta por muita conversa, muito sexo dos anjos, e pouca pertinência. No programa inteiro da cadeira só é feita referência ao regime jurídico aplicável... ao espaço aéreo. Porquê tanto tempo a abordar conceitos? Todo o programa é feito de conceitos! O que é feito dos conflitos marítimos? Dos ataques em alto-mar? Da exploração ilegal e da utilização dos espaços marítimos para a prática de actos ilícitos? O que é feito de... tanta coisa que pode estar abrangida pelo Direito Internacional Marítimo? Insisto, porquê um semestre de conceitos?!
Por fim, eis que nos sobra Justiça Internacional. Uma cadeira com algum interesse aparente, mas que, sabendo-se como funciona a FDL, corre o sério risco de cair, toda ela, na teoria e na discussão de temas que acabam por retirar a utilidade prática à cadeira. Porquê debater tanta teoria e não se investir em temas como, por exemplo, o Tribunal Penal Internacional?
Deixo aqui mais sugestões: em vez deste planeamento de Mestrado completamente ultrapassado e inútil, porque não investir em temas da actualidade como o Direito Internacional na disputa de questões fronteiriças e em situações de catástrofes humanitárias? O tráfico de seres humanos? Será que alguém parou e pensou na substância deste Mestrado? Porque será que fica sempre a sensação que o actual ensino do Direito é feito em cima do joelho, insistindo-se em métodos e conteúdos que já não fazem parte do quotidiano, mas que os seus docentes se recusam a inovar e adaptar, contribuindo para o desinteresse dos cursos? É por estas e por outras que os cursos de Mestrado da Faculdade de Direito de Lisboa são, cada vez mais, praticamente compostos por brasileiros. Os portugueses abriram os olhos e viram que o futuro passa por outros lados. 5.000 euros na Católica ou na Nova rendem mais que os excessivos 3.000 da FDL.

quinta-feira, abril 02, 2009

Nomeação de Domingos Névoa: deixar o lobo a tomar conta do galinheiro

Acho incrível como é que estas coisas acontecem. Nomear Domingos Névoa, condenado em Fevereiro de 2009 a uma pena de multa pela prática de um crime de corrupção, para Presidente do Conselho de Administração da empresa intermunicipal Braval é do mais bárbaro e absurdo que já vi no respeitante a política, inteligência e descaramento! Uma nomeação destas deveria dar, no mínimo, direito a demissão dos executivos camarários que o nomearam! Estou estupefacto...

quarta-feira, abril 01, 2009

Encontro do G20: porquê?

O encontro do G20, actualmente a realizar-se em Londres, é merecedor de algumas considerações. Esta coisa dos Gs (e não me refiro ao ponto G, antes ao G7, ao G8 e ao G20) leva-me a fazer algumas questões às quais ninguém sabe responder, nomeadamente: Como é possível que os "20 países mais poderosos" se reúnam e decidam sobre os seus destinos e sobre os das restantes 170 nações, sem que ninguém lhes ponha um travão? Quem é que medeia os interesses do G20 e o dos restantes? Como é possível que os que não façam parte do grupo tenham que acatar as consequências decorrentes destas reuniões? Qual é o tratado que regula o G20 e estabelece as suas competências e limitações? Quem é que controla as decisões emanadas das reuniões deste grupo? Quem é que fiscaliza a forma de funcionamento do G20? Como é que o G7 e o G20, organizados à margem da legalidade, conseguem ter mais autoridade, controlo e legitimidade que a ONU? Porque é que o G20 não discute todas as temáticas em sede da ONU?

E por falar em Playboy...

... aqui ficam sugestões de mulheres portuguesas dignas de uma capa da revista e que justificam que se abram os cordões à bolsa:

Mulheres bastante bonitas, charmosas, com presença e cuja aparição na Playboy em nada atentaria contra a imagem e prestígio de que gozam actualmente, partindo do princípio que se pretende realçar verdadeiramente o nu artístico e o erótico. Se for para as inserirem no meio de conteúdo vulgar e deixá-las perdidas no meio de umas quantas "fáceis", mais vale nem sequer pensarem nelas...

Maya concorda com o Bar Velho Online... mas não em tudo

""A capa [da Playboy] é pobrezinha. A Mónica tem um corpo maravilhoso, mas está em início de carreira. Como não optaram por uma capa ousada, podiam ter apostado numa pessoa mais velha, uma diva. Foi uma má opção", considera. Aos 49 anos, Maya não duvida que seria uma boa alternativa. "Acho que eu daria uma melhor capa. Mas nunca me iria despir, principalmente pelo meu filho."

Fonte: Correio da Manhã

Bem te podes gabar, cesta, mas à vindima não vais de certeza! Realmente, a auto-confiança é saudável, mas chegar ao ponto de se considerar uma "diva" e digna de uma capa da Playboy, nem nos tempos mais áureos a taróloga lá chegava. Vamos lá a ter calma, que até à parte das "divas" ainda concordo, e temo-las por cá, mas Maya não é uma delas! Além de feia, os poucos atributos que tem ainda são de plástico. Maya? Não, obrigado.

segunda-feira, março 30, 2009

Frederico Gil caiu de pé diante do número 1: a verdadeira vitória moral...

Gil durante o encontro com Nadal

Frederico Gil perdeu hoje com Rafael Nadal no torneio de Miami. É certo que o que ficará na história será a vitória do número 1 do mundo por 2-0, mas a grande exibição de Frederico Gil deverá ser motivo de reflexão para os praticantes e treinadores de ténis em Portugal. Esta é a verdadeira vitória moral: Gil até pode ter perdido, mas lutou de igual para igual, deu excelente réplica e saiu do encontro com a sensação que é possível um dia chegar lá.
Com as recentes prestações de Frederico Gil, a modalidade acaba de ser relançada num país que tem agora um ídolo nacional que tem confiança no seu jogo, se sente favorito e se acha capaz de vencer qualquer adversário que se cruze no seu caminho. De mero desconhecido, Gil passou a wannabe, e de derrotado à partida passou a favorito. Que este encontro sirva de inspiração para todos aqueles que praticam a modalidade e têm como meta um dia serem os melhores do mundo, porque se tiverem ambição, sim, é possível um dia serem os melhores do mundo e ganharem muita coisa!

sábado, março 28, 2009

Televisão Pública = Serviço Público?

A RTP apresenta como uma das principais notícias "como é que a Selecção Nacional passou a manhã?". Por instantes ainda pensei que ia ouvir algo como "Cristiano Ronaldo acartou baldes de massa, Deco tijolos, e Pepe partiu paredes". Mas não, foi só uma manhã como as outras...

sexta-feira, março 27, 2009

Marinho e Pinto: a queda de um anjo...

Quando venceu as eleições, em 1 de Dezembro de 2007, Marinho e Pinto era símbolo de esperança para todos aqueles que exigiam uma mudança e uma verdadeira solução para o marasmo e para o clubismo em que se havia tornado a Ordem dos Advogados.
Um ano e quase quatro meses depois, o Bastonário da Ordem dos Advogados deixou de ser "o melhor candidato" para ser "o menos mau" de todos os que haviam concorrido às eleições de 2007. É certo que o seu mandato tem medidas boas e algumas impopulares como a redução dos orçamentos dos Conselhos Distritais que se aproveitavam das quotas dos advogados para sustentarem vícios incomportáveis para qualquer órgão defensor da legalidade, da justiça e da equidade.
Aqueles que votaram em Marinho e Pinto ou o apoiaram, nos quais eu me incluo, cedo começaram a torcer o nariz ao Bastonário, pois uma das suas primeiras medidas foi retirar a competência aos advogados-estagiários em matéria de nomeações oficiosas, alegando que os arguidos eram mal defendidos. Esquecia-se que muita da "velha guarda" fazia e ainda faz das oficiosas um negócio e, esses sim, não perdem tempo com nomeações oficiosas e escalas e despacham os arguidos em três tempos sempre com o mesmo copy-paste. Os advogados-estagiários, que estavam a iniciar a sua carreira, ainda viam nas nomeações oficiosas e nas escalas uma forma de fugirem à burocracia e à exploração dos escritórios que integram, pois não só podiam trabalhar em áreas diferentes como ainda podiam ser pagos por isso (o quando é outro problema, mas mais tarde ou mais cedo acabava por pingar qualquer coisa). Assim, é inegável que os advogados-estagiários tivessem mais motivação do que os advogados já batidos e com anos de prática em despachar aqueles que precisavam de ajuda.
Mais de um ano após a sua vitória nas eleições ainda se esperam as tão prometidas mudanças na Ordem dos Advogados. Os estagiários continuam a ser explorados e mal acompanhados, o acesso à OA continua a ser feito de acordo com a regra "pay-per-work" e não de forma limitada e os advogados continuam a ser vistos como os maiores vigaristas que por aí circulam e a defesa da honra e da nobreza inerente à advocacia, que Marinho tanto prometia.
Confesso que hoje li o Estatuto da Ordem dos Advogados e analisei a fundo as competências do Bastonário (art. 39.º). Em lugar algum vi que era da competência do Bastonário da Ordem dos Advogados a pronúncia pública sobre processos a correrem termos nos tribunais, sobretudo quando o Bastonário não é defensor de nenhuma das partes envolvidas. Assim sendo, questiono-me como é possível que Marinho e Pinto, no decorrer do seu mandato, cometa precisamente os mesmos erros graves dos seus antecessores e se pronuncie sobre o processo Freeport, sobre Vale e Azevedo, sobre corrupção, entre tantos outros. Se Marinho e Pinto sabe de alguma coisa que mais ninguém sabe, deverá fazer a denúncia respectiva às autoridades competentes e não assumir as funções dessas mesmas autoridades. O Bastonário da Ordem dos Advogados não é Provedor de Justiça, não é Director Nacional da Polícia Judiciária, não é Procurador-Geral da República, não é Ministro da Administração Interna e também não é Ministro da Justiça.
A sensação que dá, findos um ano e quatro meses após a vitória nas eleições, é que Marinho e Pinto se preocupa pouco em arrumar a casa que dirige e debruça-se sobre questões que não são da sua competência. Estas actuações, quando associadas às demonstrações públicas de simpatia pelas causas promovidas pelo Partido Socialista, parecem dar a entender que o Bastonário da Ordem dos Advogados pisca o olho a futuros cargos públicos quando deixar de liderar os advogados. Bastonário que o queira ser tem que saber o seu lugar e o mesmo não é "one man show", que faz um pouco de tudo: de doutrina jurídica a investigação criminal, passando por comentários a jogos de futebol e pela crise financeira.
O que deixa mais descansados todos aqueles que votaram e apoiaram Marinho e Pinto é saberem que se tivesse ido para o seu lugar Magalhães e Silva ou Menezes Leitão, provavelmente nem sequer a limitação de orçamentos para os Conselhos Distritais tinha sido feita e acabariam por se aproveitar das funções de Bastonário para arrogarem para as suas sociedades alguns dos processos mais mediáticos como sucedeu, por exemplo, com Rogério Alves. Ainda assim, a esperança actualmente depositada em Marinho e Pinto é cada vez menor. Muitos dos que o defenderam e apoiaram até hoje parecem crêr que o actual Bastonário está a recorrer ao cargo que exerce como trampolim para outros poleiros, continuando a sua casa por arrumar. E bem que os advogados precisam de uma grande reforma se realmente se quiser recuperar a dignidade e confiança inerentes à profissão.

Esqueceu-se dos brancos de olhos verdes e dos que têm olhos castanhos

"A crise financeira internacional foi criada por “gente branca e de olhos azuis”, acusou ontem o Presidente brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva."

Fonte: Público

Faz-me alguma confusão ouvir declarações dos Executivos liderados por Lula da Silva. Primeiro era a célebre Ministra que, em pleno século XXI, defendia que racismo de negros contra caucasianos era uma solução tolerável dado que durante anos estes oprimiram e escravizaram aqueles. Agora surge o próprio Presidente do Brasil a acusar os "brancos de olhos azuis" de provocarem a crise. Até quando continuarão estas manifestações de racismo contra os brancos? Se este tipo de acusações visassem os negros meio-mundo se insurgiria contra os seus autores acusando-os de racismo e xenofobia e exigindo ainda a sua demissão.
O Presidente brasileiro esquece-se que a crise financeira internacional foi criada também pela América Latina e pelo continente africano que escancararam as portas a muitos dos "pais da crise". Uns são autores directos, mas os autores morais e os instigadores também são culpados, Lula da Silva que não se esqueça disso e que pense duas vezes da próxima vez que quiser pedir ajuda aos "irmãos brancos e de olhos azuis".

Portugal dá um verdadeiro case study de teorias da conspiração

Marinho Pinto descobriu tudo sobre o caso Freeport e esclareceu só os advogados. Pelos vistos, Portugal é um país onde todos são inocentes, excepto os membros da polícia de investigação criminal e as forças de segurança, esses biltres que insistem em perseguir gente que não faz mal a ninguém. Aqueles que nos deveriam garantir paz e tranquilidade são os principais agentes que atentam à estabilidade e à segurança nacional e a Ordem dos Advogados é que desempenha as verdadeiras funções de investigação criminal. Está tudo trocado, mas é possível concluir que o nosso país é um dos principais centros de conspiração a nível mundial: os visados estão sempre inocentes e são, todos eles, vítimas de cabalas e planos muito bem orquestrados por terceiros. Claro que depois chega sempre o super-herói que descobre tudo, sai por cima e obriga o Estado a pagar indemnizações aos perseguidos.
É fantástica a mesquinhez e sacanice que existe no nosso país, mas mais fantástica ainda é a incompetência da PJ. Não deixa de ser insólito que um órgão de investigação criminal considerado dos melhores do Mundo esteja sempre enganado nas acusações que faz, porque pelos vistos só "ataca" inocentes, e nem uma conspiraçãozinha de segunda categoria consiga fazer como deve ser. Com o aumento da desconfiança nas forças e serviços de segurança, já alguém pensou em dissolver todos esses órgãos e recriá-los a partir da base? Se não são de confiança, para quê mantê-los?
Por fim, não deixa de ser curioso que todos aqueles que sempre criticaram Marinho Pinto e o acusaram de populismo e sede de protagonismo, agora o vejam como um homem sério, correcto e íntegro. Subitamente, tudo muda.

quinta-feira, março 26, 2009

Frederico Gil continua a bater recordes

Frederico Gil, o melhor tenista português de todos os tempos, venceu hoje a primeira eliminatória do torneio de Miami, permitindo-lhe, até agora, amealhar pontos suficientes para entrar no top-70 do ranking mundial. Se ultrapassar o próximo opositor, 25.º do ranking, Frederico Gil enfrentará o actual número 1, Rafael Nadal.
A todos os que seguem o desporto português: noticiem isto! Isto são boas notícias para o desporto nacional: não são registam que existem mais modalidades além do futebol, como ainda motivam todos aqueles que permanecem no anonimato, nas mais diversas modalidades, a melhorarem e a chegarem mais longe! Sim, é possível!

Faltar à verdade: mais um tipo de crime a ser positivado no futuro?

Paulo Rangel acusou Alberto Martins de não falar a verdade. Um pouco por todo o lado são recorrentes as acusações relacionadas com a "falta à verdade" por parte de titulares do poder político. Com tanta reincidência, já alguém criou a hipótese de inscrever no Código Penal o crime de "falta à verdade"? Sou a favor da aplicação de pena de multa inicial, passando no futuro pela pena de prisão. Pelo meio, o arguido poderá estar obrigado a apresentações periódicas na esquadra de polícia mais próxima e, quiçá, ver ser-lhe aplicada um género de pulseira electrónica misturada com aqueles cartões de consumo onde se podem preencher os quadradinhos à medida que o arguido for reincidindo no crime. Se, por qualquer motivo, for preenchida uma linha na horizontal antes do julgamento do agente, o Ministério Público poderá gritar "bingo!" a qualquer altura, motivo pelo qual o arguido irá directo para a prisão, sem passar pela casa de partida e sem receber dois contos!

Apocalipse verde

Dias da Cunha, ex-Presidente do Sporting, prevê o fim do clube em dez anos. A visão de Dias da Cunha é digna de um capítulo bíblico e tem tudo para vingar junto daqueles que acreditam nas teorias de Nostradamus e afins, senão vejamos: estamos em 2009 e Dias da Cunha prevê o fim do Sporting para daqui a dez anos, ou seja, 2019. De acordo com os Maias, o Mundo vai acabar em 2012. Ora, se o Mundo acaba primeiro do que o Sporting, o que é que acontece ao clube de Alvalade nos sete anos que lhe sobram? É aqui que entram as teorias divinas, que defendem que o sete é o número da perfeição de Deus, associadas às palavras de todos aqueles adeptos sportinguistas que dizem frases como "se jogasses no céu morria só para te ver". Com o fim do Mundo, o único sítio que resta ao Sporting para jogar entre as temporadas de 2012 a 2019 será mesmo o céu! Esta profecia de Dias da Cunha é, realmente, uma coisa do Além!

quarta-feira, março 25, 2009

Há vida além do futebol...

Enquanto o país decide há quase uma semana se condena Lucílio Baptista à guilhotina ou ao fuzilamento, Portugal vai dando cartas no ténis. Desta vez é Frederico Gil, que consolida cada vez mais a sua posição de melhor português de todos os tempos, actualmente em 74.º do ranking mundial, tendo garantido ontem a entrada no quadro principal do torneio de Miami, a quinta maior prova do torneio ATP, logo atrás dos quatro Grand Slam.
Em vez de dedicarem horas de televisão, páginas e capas de jornais e concentrarem as atenções num lance de uma modalidade cujo contributo para o desporto nacional é pouco ou quase nulo, porque não perderem tempo com notícias realmente construtivas e alheias a polémicas como a carreira deste tenista português? Já agora, é impressão minha ou a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto praticamente só se manifesta quando estão em causa participações nos Jogos Olímpicos e futebol?

Novas oportunidades, novas tecnologias. E novos legisladores?

A Sala de Sessões da Assembleia da República está agora preparada para disponibilizar aos deputados o melhor da tecnologia de ponta. Os portugueses aguardam agora com alguma expectativa a realização de um curso de português e outro de legística aos mesmos 230 frequentadores do curso intensivo de informática da Assembleia da República.

Diminuição das faltas ou do número de aulas dadas?

"A ministra da Educação anunciou hoje uma diminuição do número de faltas dos estudantes do terceiro ciclo e ensino secundário, atribuindo a redução ao novo estatuto do aluno, aprovado pela maioria socialista em Novembro de 2007."

Fonte: Público

O que é que diminuiu, o número de faltas dos alunos ou o número de aulas dadas pelos professores? Com o aumento do número de greves dos professores são dadas cada vez menos aulas. Ora, sem aulas não é possível ter faltas...

Gestão com base na chico-espertice e na cobardia

A Refer encerrou as linhas do Corgo e do Tâmega sem aviso prévio aos utentes. O curioso nesta história é a Refer fundamentar que os encerramentos se devem à futura reabilitação das linhas, sem que a reparação das mesmas integre os projectos da empresa. Acresce ainda que a falta de aviso prévio dá a entender que os responsáveis da Refer não se queriam submeter às possíveis manifestações dos utentes que, naturalmente, se insurgiriam contra esta medida.
Estes dois factos permitem concluir que a gestão da direcção da Refer é baseada em valores como a chico-espertice, a falta de respeito e a falta de transparência, vulgo cobardia, o que poderá trazer danos para a empresa. Não tenhamos dúvidas que um conjunto de espertalhões se sentou à mesa e decidiu o seguinte:
- Fazemos assim, tentamos adiar o anúncio do encerramento o mais que pudermos para que o povinho não tenha tempo de reagir. Depois é só dizer que isto fecha para reparações, o que até cai bem, com o passar do tempo cai no esquecimento e já ninguém se lembrará que alguma vez passou aqui um comboio.
Eu não consigo confiar numa empresa que age assim com os seus clientes. Será que alguém consegue?

Todos querem a Qimonda... mas ninguém se atreve a comprá-la

"O fabricante de semicondutores Taiwan Memory, ainda em formação, manifestou interesse na aquisição da Qimonda, noticiou hoje o jornal Dresdner Neueste Nachrichten (DNN), citando um porta-voz do gestor da falência, Michael Jaffé."

Fonte: Público

- É uma mulher muito bonita, inteligente, charmosa e cheia de potencial.
- Queres casar-te com ela?
- Não, obrigado.

terça-feira, março 24, 2009

Definições: "Silly Season"

A "Silly Season" é o período que vai de Junho a Setembro, não pelo verão ou pelas férias em si, mas porque face à falta de futebol e política o povo fica sem nada para se entreter.

segunda-feira, março 23, 2009

Mourinho "honoris causa": em Portugal, qualquer um é Doutor - IV

Se José Mourinho é honoris causa por ter conquistado 13 troféus na sua carreira, o que dizer de Manuel José, que só em África já conquistou 17?

Mourinho "honoris causa": em Portugal, qualquer um é Doutor - III

Em Agosto de 2006 foi escrito um artigo neste blog onde, com alguma ironia, se abordava a problemática relacionada com o excesso de patrocínios em eventos, iniciativas e órgãos públicos como forma de combater o deficit orçamental. Na altura sugeria-se que os ministérios passassem a apresentar-se conjuntamente com o nome do respectivo patrocinador, como por exemplo, Ministério da Educação/Porto Editora ou Ministério da Justiça/Almedina - Livraria Jurídica.
Hoje surpreendo-me, ou talvez não, quando vejo que a Faculdade de Motricidade Humana atribuíu a José Mourinho o doutoramento honoris causa/Santander-Totta. Ainda vai chegar o dia em que teremos cursos como "Licenciatura em Direito/Livraria Coimbra", "Curso de Estudos Africanos/Jeune Afrique" ou "Licenciatura em Psicologia/Pfizer".

Mourinho "honoris causa": em Portugal, qualquer um é Doutor - II

Se José Mourinho recebeu o doutoramento honoris causa por ter ganho a Liga dos Campeões e ter sido campeão em Portugal e Inglaterra, torçam para que o Manchester United não ganhe nada este ano, senão já sabemos quem vai ser o próximo "Doutor"...

Mourinho "honoris causa": em Portugal, qualquer um é Doutor

Mourinho já é doutor honoris causa. José Mourinho é licenciado em Educação Física e ninguém lhe retira esse mérito. Mas receber doutoramento honoris causa por ter sido campeão nacional e ter ganho a Liga dos Campeões Europeus, parece-me muito pouco para tão elevado reconhecimento a nível académico. Para todos os efeitos, este doutoramento é demasiado precoce. Estes reconhecimentos só fazem sentido para quem dedica toda uma vida a uma causa. Mourinho tem 46 anos e uma carreira de treinador ainda bastante curta. No final de contas, a atribuição do honoris causa a José Mourinho parece representar o actual estado da educação no nosso país: em Portugal, qualquer um pode ser Doutor sem precisar de fazer muito por isso.

domingo, março 22, 2009

Conceitos baralhados...

"Há sete anos que o único acesso a água canalizada no bairro clandestino das Terras da Costa, na Caparica, que tem 300 moradores, fica a quase dois quilómetros. "Não estamos a exigir água canalizada em casa, estamos apenas a pedir algum respeito. Não me parece que seja assim tão difícil", afirma Durval Carvalho, 34 anos, porta-voz dos moradores."

Fonte: Público

Em Portugal chamamos "moradores" de "bairro clandestino" a "ocupas" de terrenos alheios, muitos dos quais protegidos, onde são construídas "barracas".
Ainda assim, concordo com o porta-voz dos "moradores" quando este exige "algum respeito", mas não sem recordar que antes de exigirmos respeito por nós próprios devemos respeitar os outros, nomeadamente o seu direito à propriedade, bem como o respeito pelo que é público e pelos limites impostos pelo abuso de direito no que toca a "edificação indiscriminada". Primeiro exigem água, aquilo a que eles chamam "respeito", depois exigem casas novas à beira-mar, algo a que chamarão "dignidade da pessoa humana".

Insólitos Carlsberg

Muito se fala da Final da Taça da Liga. A exemplo do que acontece em várias competições, até a Taça da Liga, competição que não conta para rigorosamente nada a não ser para dar alguns tostões ao vencedor, consegue estar envolta em polémica. O motivo é o do costume: a participação do Sporting. Onde quer que participem, seja um jogo a feijões ou sejam competições oficiais, há sempre polémica relacionada com a arbitragem. Acho espantoso que Lucílio Baptista, esse grande sportinguista que durante anos a fio se fartou de prejudicar o Benfica, seja o bode expiatório do momento. É certo que não foi penalti, mas também é certo que ao longo de 90 minutos Rochemback, Derlei, Polga e João Moutinho se fartaram de distribuir porrada (com recurso a pitons, cotoveladas e obstruções) pelos jogadores do Benfica, permanecendo, por incrível que pareça, no terreno de jogo até ao fim. Mas, não, a culpa é do Lucílio porque apitou um penalti!
Outro insólito deste jogo não deixa de ser a nomeação de Quim para "melhor homem em campo". Então o guarda-redes do Benfica ia fazendo das suas, oferecendo um golo ao Liedson e revelando insergurança durante todo o jogo, e porque defende três penaltis na fase de desempate esquecem-se os seus 90 minutos?! Há coisas no futebol português e nos seus pseudo-intelectuais que não consigo mesmo entender...

sábado, março 21, 2009

Sondagem

Face à mudança de visual do Bar Velho Online, afigura-se pertinente ouvir o que os leitores têm para dizer sobre o novo look.
Assim, podem desde já dar a vossa opinião ali ao lado sobre se gostam ou não da mudança de visual. Sugestões? Reclamações? barvelho@gmail.com

sexta-feira, março 20, 2009

O "efeito Papa"

As palavras do Papa fazem lembrar os discursos do 25 de Abril e do 5 de Outubro: sempre a mesma cassete e já ninguém presta atenção às balelas do costume.
Ainda assim, o efeito pacificador do Sumo Pontífice é sensacional: onde quer que vá, a onda de euforia à sua volta é tal que durante alguns dias a população esquece que existe pobreza, doença e guerra. Por instantes a vida de milhões dá mesmo uma volta de 180 graus e é neste aspecto que a Igreja deve apostar, pois é esta a função das religiões.

E o que vamos pedir ao Pai Natal este ano?

"Papa pede fim da corrupção em África “de uma vez por todas”"

Fonte: Público

De acordo com fonte segura, o Papa terá ainda pedido Paz no Mundo, a cura para todas as doenças, o fim da carreira televisiva do Malato e o Benfica campeão.

O direito à liberdade de expressão também está constitucionalmente protegido...

"Administração da RTP manda retirar anúncio da Antena 1 que critica manifestações"

Fonte: Público

Nunca tinha prestado atenção ao anúncio da Antena, mas agora que está envolto em polémica decidi vê-lo. Não percebo tanto alarido. Em cerca de 30 segundos a Antena 1 consegue fazer publicidade à estação e resumir aquilo que são, realmente, as manifestações em Portugal: tanto barulho e revolta e o seu único efeito prático acaba por ser atrapalhar a vida de quem não tem nada a ver com o motivo pelo qual se reúnem os manifestantes.
Este spot devia servir de reflexão para todos aqueles que se manifestam em Portugal e acabam por fazer com que este direito constitucionalmente protegido acabe por estar desacreditado e visto como um mero cortejo carnavalesco.

A Fórmula 1 vai regressar...

"O campeão do Mundo é contra as novas regras impostas pela FIA, onde quem vencer mais Grande Prémios ganha o título e os pontos passam a ser um aspecto secundário."

Fonte: A Bola

Confesso que a F1 não me entusiasma. Ver uma série de carros às voltas a uma pista durante horas é, na verdade, um grande motivo para me fazer adormecer.
As novas regras parecem-me injustas. De acordo com as mesmas, um piloto pode ganhar três corridas, nunca mais pontuar, e acabar campeão do mundo. Compreendo a FIA que possivelmente quis premiar a regularidade, dado que o anterior modelo também me parecia ligeiramente injusto, pois um piloto que nunca vencesse um Grande Prémio poderia ser campeão se ficasse sempre em segundo. Ainda assim, creio que a FIA deveria manter as regras anteriores, porém acentuando ainda mais a diferença de pontos entre o primeiro e o segundo classificado em cada corrida de modo a tornar o sistema ligeiramente mais justo.

Sutiãs e recibos verdes: analogias

"Os trabalhadores precários estão convidados a participar amanhã numa "queima de recibos verdes" no Porto, numa iniciativa da parada 'MayDay', anunciou hoje a organização."

Fonte: Público

Depois de na década de 1960 as feministas terem tentado queimar sutiãs, quarenta anos depois os precários querem fazer o mesmo com as cadernetas de recibos verdes. Lembrem-se é que por mais que as queimem, com o aproximar do final do mês ou compram cadernetas novas ou ficam sem salários, o que não convém nada, sobretudo com a chegada da Páscoa.

Nota de redacção: é verdade, diz-se que as activistas femininas da década de 1960 queimaram sutiãs, mas tal nunca aconteceu porque foram alertadas pela polícia para os efeitos decorrentes desse acto. O mito em torno dessa história deve-se ao Director do NY Post que empolou a história da jornalista que cobriu o acontecimento na época.

quarta-feira, março 18, 2009

Países que funcionam

"O comité judicial dos Estados Unidos, controlado pelos democratas, aprovou uma lei destinada a recuperar os 165 milhões de dólares (cerca de 127 milhões de euros) pagos pela seguradora AIG aos seus executivos."

Fonte: Público

Os EUA são, de facto, um exemplo de democracia e de país que funciona enquanto tal. Esta medida proposta por Barack Obama devia servir de modelo inspirador para o caso BPN que, segundo parece, vai caindo aos poucos no esquecimento, até desaparecer definitivamente do mapa de prioridades em Portugal. Entretanto, e inspirado no caso da AIG, lanço uma questão: como é que vai ser tratada a questão em torno do PPR de Miguel Cadilhe no valor de 10 milhões de euros? A nova lei norte-americana não inspira nenhum dos 230 com assento no Parlamento?

Sexo, mentiras e Papado...

"O Papa Bento XVI declarou hoje que a distribuição de preservativos não é a resposta adequada para se ajudar a África a combater a sida."

Fonte: Público

O Papa pronunciou-se sobre SIDA e preservativos, e, como das outras vezes, sempre que a Igreja se envolve em questões sexuais, sejam elas práticas ou teóricas, o resultado é sempre o mesmo: uma carga de trabalhos, muita polémica e a garantia das capas dos jornais do mundo inteiro no dia seguinte. É uma forma de ganhar visibilidade, mas não a mais inteligente.
Já agora, Ilustre Papa, se a SIDA não se combate com o preservativo, antes com abstinência, será que a corrupção política também não se combate com penas de prisão, mas com abstenção? Afinal, se ninguém votar, a corrupção latente na classe política nunca será efectivada.

terça-feira, março 17, 2009

Ode às mulheres... como deve ser!

A mulher portuguesa, regra geral, é caprichosa, indecisa, complicada, individualista, acha-se no direito de exigir que sejam os homens a andar atrás de si, etc. Já sei que me vão dizer coisas como "são vocês, homens, que as fazem assim", ou então "não sei com que mulheres é que te dás". Sim, a conversa é sempre a mesma, nunca nenhuma é assim como aqui descrevo, mas a verdade é que por vezes basta atravessar a fronteira e encontramos todo um admirável mundo novo com mulheres imediatamente mais simples e com personalidade. A resposta que se ouve por parte das portuguesas é imediatamente "as estrangeiras são umas oferecidas", ou então "as espanholas são porcas, são feias, bla bla bla". Sim, coloquem-lhes defeitos, mas com as características que referi na primeira frase só mesmo vocês, portuguesas. Eu sei muito bem que sou bastante limitado em termos de beleza física, mas uma coisa é certa, vocês não são o Sol e eu não giro à vossa volta.
Compreendo, e muito, aqueles portugueses que muito facilmente encontram (ou julgam que encontram) o amor com uma estrangeira, seja ela de que nacionalidade for (não, nem todas são brasileiras ou ucranianas). A mulher estrangeira, regra geral, tende a ser mais simples, como referi em cima. Entre tolerar as merdinhas e as merdas de uma portuguesa que se acha no direito de as fazer "porque sim", e tolerar uma mulher aparentemente disposta a amar e a simplificar a vida, claro que os homens preferem esta última.
Fica um conselho à mulher portuguesa, se é que o aceitem: muitas só têm companhia e homens dispostos a aturar as vossas cenas tristes e complicações porque têm alguma característica física que os atrai, o que os faz ter mais paciência para vocês, focando-se num belo par de mamas, numas boas pernas, num bom rabo e num rosto bonito e ignorando a forma como vocês são. Isso também dura apenas algum tempo, a não ser que o tipo continue a gostar da vossa aparência sempre e decida, definitivamente, que está disposto a aturar certas coisas que lhe fazem espécie, em troca de um "bom par". Eu, como não sou assim, mais uma vez, prefiro a minha própria companhia a ter que aturar coisas que não aturo de mais ninguém a troco de uma característica física. Façam boa viagem e sejam muito felizes, mas não tolero as vossas merdas. Uma coisa é as pessoas terem defeitos, outra é quererem que tudo gire à sua volta.
Todo este post a propósito da visita simbólica dos Monarcas da Jordânia a Portugal. Neste sentido, lanço um desafio: não há por aí ninguém interessado em facilitar a entrada em Portugal de mais Ranias Al Abdullah? Mulheres simples, inteligentes, bonitas, com bom fundo e que privilegiam a relação a dois em vez do "eu" dão sempre jeito por estes lados. Destas, sim, nós aturamos certas coisas e estas, sim, nós tratamos como verdadeiras rainhas!


Nota de redacção: Antes que me apedrejem, a expressão "regra geral" significa que existem várias excepções e que nem todas seguem o mesmo padrão.

segunda-feira, março 16, 2009

Incompatibilidade de perfis...

Tenho sérias dificuldades em lidar com pessoas que:
- cometem actos de violência sobre outras pessoas;
- cometem actos de violência sobre animais;
- mudam de partido e ideologia política conforme a janela de oportunidade que daí lhe possa advir;
- que não saibam o que querem e/ou não tenham definidos os seus objectivos de vida;
- mentem por "dá cá aquela palha".

domingo, março 15, 2009

Manuel Alegre e Robert Mugabe: semelhanças...

Manuel Alegre está para o PS como Robert Mugabe para o Zimbabwe: não há quem tenha paciência para estes dois velhos, mas ninguém se atreve a tentar aniquilá-los, preferindo aguardar pacientemente pela morte natural para que possam suspirar de alívio...

Quanto mais bates...

"Augusto Santos Silva garante que PS “terá todo o gosto” em contar com Manuel Alegre"

Fonte: Público

Procura-se: fórmula mágica para fazer a folha ao poeta-político. Até lá faz-se a figura da mulher alvo de violência do marido que insiste em dar-lhe oportunidades para se endireitar ao mesmo tempo que lhe diz o quanto o ama.

sábado, março 14, 2009

The Killers: não me convencem...

Já ouvi o álbum e bem vejo todo o alarido em volta dos The Killers. Mesmo assim não me convenceram. Sou exigente? Talvez. Mas sei que tenho alguns gostos "diferentes" dos da maioria. Para já, The Killers não me convenceram. Talvez no futuro o façam, ou talvez isso nunca chegue a acontecer...

Alguns conselhos do Departamento Cultural do Bar Velho Online...

Ano de 2009. Alguns concertos já realizados e muitos outros por realizar. Este ano vêm a Portugal nomes sonantes como Lenny Kravitz, Dave Matthews Band, Franz Ferdinand, Lily Allen, AC/DC, Metallica, Depeche Mode, The Killers, The National, entre outros. A tentação de marcar presença nas actuações destes nomes sonantes é muito grande. Porém, e depois de estar um pouco farto de ver gente que vai a certos concertos "porque sim" ou então para tirar uma foto e depois poder dizer aos amigos e conhecidos que esteve lá, mesmo sem conhecer muito bem o trabalho dos artistas que actuaram, este Departamento pede encarecidamente que não o façam novamente. Esse tipo de filosofia "não sei o que é que os gajos tocam, nem sequer prestei atenção, mas estive lá" não só frustra quem actua, como frustra quem realmente aprecia o seu trabalho. É graças a isso que muita gente que gosta verdadeiramente dos trabalhos de certos artistas por vezes perde o acesso ao espectáculo: alguns milhares decidiram ir a um concerto in, porque está na moda e a malta vai toda, então ficam por lá a fumar ganzas, porque é cool e são uns "gandas malucos", e a pensar no que vão fazer no dia seguinte.
Por fim, um último conselho a todos aqueles que gostam de fazer negócio com alguns concertos mais mediáticos: se querem fazer lucro, criem uma agência de espectáculos, organizem os vossos próprios festivais, ou então abram uma bilheteira oficial! Não tenho pena nenhuma dos atrasados mentais que são apanhados pela ASAE a explorar o gosto de alguns fãs que têm vida e não puderam ficar 24 horas em bombas da gasolina para depois ganhar alguns euros.

Com a chegada do calor, alguns conselhos do Departamento Jurídico do Bar Velho Online

Com a chegada do calor e com a aproximação do verão, vão começar os "juristas de bairro" a dissertar sobre a lei aplicável à temporada.
O Bar Velho Online, na qualidade de instituição pública, desfaz neste espaço alguns mitos veraneanos:
1- A todos aqueles que entre 21 de Março e 30 de Setembro só conhecem dois tipos de indumentária, a t-shirt ou o "tronco nu", informamos que não cometem nenhuma infracção ao Código de Estrada. Não há nenhuma norma na lei que proíba a condução sem o tronco coberto. A última vez que uma lei estatuiu algo semelhante data da década de 1950 e foi revogada há algumas décadas já.
2- A todos os burgessos que entre a mesma época só conhecem um tipo de calçado, os chinelos, esclarecemos que aí a doutrina divide-se. O que a lei prevê é a proibição de condução com objectos, acessórios e outros que dificultem a condução. Os chinelos dificultam a condução, mas o conduzir descalço nem por isso. Como tal, a lei não refere chinelos, mas podem ter alguma chatice com a polícia por causa disso, embora, em princípio, nada de mais...

sexta-feira, março 13, 2009

Pensem duas vezes antes de julgar...

"O Ministério Público de Aveiro imputou hoje ao pai do bebé de nove meses que foi encontrado ontem sem vida no interior de um automóvel, depois de se ter esquecido de levar o filho ao infantário, um crime de homicídio negligente, na sua forma mais grave, a “negligência grosseira”, punida com pena de prisão até cinco anos."

Fonte: Público

Espero que as pessoas que tanto criticam a actuação do pai da criança, por mais negligente que tenha sido, e dizem que "o esquecimento é imperdoável" nunca tenham que passar pela situação que este homem está a passar. Pior do que um crime praticado de forma dolosa é cometer um crime sem querer, ainda para o mais quando o visado é o seu próprio filho.
Acresce ainda que nos tempos que correm torna-se bastante difícil ter a concentração no seu melhor. O stress, a ansiedade, a urgência e a pressão, são tudo características do século XXI em que vivemos e que em nada contribuem para uma sanidade mental perfeita. Pensem nisto antes de julgarem a actuação do pai da criança. Não é fácil viver nos dias de hoje e garanto que não queria estar na pele do pai da vítima.

quinta-feira, março 12, 2009

Neverending Jackson... in London

"Apesar de ter dito "This is It !" a apenas 10 datas de concertos, Michael Jackson anunciou até ao dia de hoje 45 actuações na O2 Arena, em Londres. As datas continuam a ser anunciadas e prolongam-se já até Fevereiro de 2010 (consulte-as abaixo)."

Fonte: Blitz

This is it! This is it! Agora é que é mesmo... só mais 38592 concertos na O2 Arena! Then... this is really it! Será que Michael Jackson fez algum mal aos londrinos para merecer ser castigado com concertos no mesmo recinto até ao fim dos seus dias?

quarta-feira, março 11, 2009

Europa ou África?

Barack Obama anunciou a sua primeira viagem à Europa no final deste mês. Porém, face ao actual panorama, é mais provável a vinda do Presidente norte-americano a Portugal quando for anunciado o seu périplo pelo continente africano, do que pelo continente europeu.

Equipas portuguesas na Europa: Porto ou morte...

Porto parece ser a única equipa capaz de
contrariar a triste tendência portuguesa


Sou benfiquista. Sempre fui e sempre serei. Que nunca se duvide disso! Depois de praticamente finda mais uma jornada europeia, há que reconhecer, mais uma vez, que as equipas portuguesas são demasiado tenrinhas para competir de igual para igual com as outras. O problema não reside numa eventual falta de qualidade e capacidade, antes em questões de índole psíquico.
Quem viu os jogos do Porto contra o Atlético de Madrid, o último dos quais terminou há instantes, vê a capacidade que uma equipa mentalizada para vencer tem para encostar os seus adversários às cordas. O jogo do Porto foi de sentido único: a baliza do Atlético. Ele foram remates à baliza, bolas ao poste, remates para fora, etc. Deu para tudo! Uma coisa todos os jogadores do Porto tinham em comum no final do jogo: já não tinham mais para dar, porque o que tinham deram durante 90 minutos. A capacidade de entrega e de sacrifício, a entre-ajuda colectiva, o "comer a relva", são tudo características destes jogadores.
É certo que o Atlético de Madrid não é nenhuma potência do futebol europeu, mas não é menos certo que joga numa das ligas mais competitivas do mundo, está nos lugares cimeiros da tabela, tem jogadores de classe mundial e ainda recentemente venceu o Barcelona e empatou com o Real Madrid. Acresce que se fosse o Benfica ou o Sporting a jogarem em casa contra esta mesma equipa, vindos de um 2-2 fora de casa, existiam 99% de probabilidades de entregarem o jogo ao adversário e jogarem no contra-ataque, o que aumentaria as probabilidades de sucesso da equipa adversária.
Esta é a diferença entre Porto e Benfica/Sporting: o Porto não brinca em serviço. Nem a feijões gosta de perder! Por muito que me custe, enquanto benfiquistíssimo que sou, qualquer um que veja um jogo do Porto sabe que é apenas uma questão de tempo até que a bola entre na baliza adversária. Muito de vez em quando a equipa lá perde, ora porque está em dia não, ora porque a bola teima em não entrar. Ainda menos frequentemente, calha a equipa adversária jogar melhor que o Porto, como aconteceu, curiosamente, com o último jogo do Benfica no Dragão.
Seja contra Arsenal, Chelsea, Manchester United, Real Madrid, Inter, etc, o Porto joga para ganhar. O Benfica joga para tentar ganhar. E o Sporting joga pelo melhor resultado possível. Por mais que se diga que é no Porto que reside a máfia do futebol, até pode ser que seja assim, mas há coisas que a máfia e a corrupção não compram: a mentalidade vencedora e lutadora com que o clube formata cada jogador que dá entrada no clube. Em Lisboa é diferente: por pior que seja um jogador do Benfica, é sempre tratado como um herói, ou como estando a passar uma fase menos boa. Existe uma tolerância incrível com os jogadores do Benfica. Repare-se em Di Maria, por exemplo. O que é que o distingue de Fábio Coentrão, além do nome e da nacionalidade? No Porto já tinha sido despachado há muito tempo, se é que não estivesse a produzir futebol suficiente para ser titular indiscutível na selecção argentina. O meu Benfica vive do passado, essa é que é essa. E diz isto quem se lembra perfeitamente do Benfica dos anos 80, início dos anos 90, onde ficar em segundo lugar, a um ponto do campeão que limpava os jogos todos dava direito a despedimento do treinador e se não se chegasse longe nas competições europeias já se sabia que na Assembleia Geral seguinte os ânimos iam ferver!
Sobre o Sporting pouco há a dizer: a eterna ideologia elitista dos tempos do já mais que moribundo Visconde de Alvalade. Uns copinhos de leite que pensam mais em brincos e penteados e passam a vida a chorar que lhes tiram o tapete. Quanto mais choram, menos ganham. Não digo que não sejam prejudicados, mas às vezes dá a sensação que andam à procura de oportunidades para atirar a responsabilidade pelos insucessos desportivos para cima de terceiros.

Bayern 7-1 Sporting: melhor em campo

Anderson Polga: duas assistências, uma finta de corpo que deu o 5-1 a Van Bommel, e um grande golo a fuzilar Rui Patrício. Só podia ser ele o melhor em campo... do Bayern.

Baú das Recordações: Celta de Vigo 7 - Benfica 0

Para os mais esquecidos, relembro este maravilhoso feito que o Benfas deixou ao país, num célebre jogo da Taça UEFA (e não Liga dos Campeões), contra uma equipa que nos dias de hoje está na II Liga espanhola (ao contrário do Bayern de Munique).
Ah! É verdade! Este ano também perderam 5-0 com uns gregos para a também Taça UEFA.
Era só para recordar...

terça-feira, março 10, 2009

Bayern 7-1 Sporting

Sporting sempre a fazer história na Europa! Depois dos 5-3 de Real Madrid e Barcelona e dos 5-0 da primeira mão, agora decidiram fazer um brilharete e deixar a sua marca na UEFA como equipa que mais golos sofreu no cômputo das duas mãos de uma Liga dos Campeões!
Já que não honram as próprias cores, podem esforçar-se por não envergonhar a imagem do futebol nacional? Até o Belenenses, numa das suas épocas mais modestas de sempre, fez melhor do que o vice-campeão português, mantendo em sentido este mesmo Bayern, e com menos um ano em cima!

4 Anos

domingo, março 08, 2009

A Guerra dos Sexos perdura...

Elisa Ferreira, candidata à Câmara do Porto, anunciou que pretende integrar na sua lista o mesmo número de homens e mulheres. Em pleno Dia da Mulher, a ainda eurodeputada dá um mau exemplo de igualdade entre géneros, exigindo cegamente metade da lista com mulheres, "porque sim". O critério de Elisa Ferreira não se baseia no mérito, mas no número. A candidata parou no tempo e em pleno século XXI acha que é com números que se disfarça a falta de qualidade e se contribui para a afirmação da mulher na política. Não deveriam o mérito e a competência ser os critérios a utilizar na composição de uma lista que concorre a um cargo político? Escolher alguém com base no género, e atribuir-lhe privilégios sem qualquer motivo aparente, é uma forma de discriminação tão grave quanto não escolher ninguém com base nesse mesmo critério. Esperava-se mais de uma eurodeputada, a quem a presença no exterior deveria ajudar a alargar horizontes e não a estreitá-los.

O atletismo nacional ressuscitou...

Rui Silva vence nos 1500 metros e Sara Moreira é medalha de prata nos 3000. Depois da miserável prestação portuguesa nos Jogos Olímpicos de Pequim, os resultados de Rui Silva e Sara Moreira voltam a recordar ao país que afinal o atletismo ainda está vivo e recomenda-se. Para os mais incautos, é bom ter em atenção que esta é a modalidade que mais títulos dá ao desporto português, começando a ser acompanhada pelo judo, motivo pelo qual se lança a seguinte pergunta: porquê tanto investimento no futebol sénior, o único escalão que nunca conquistou nada em décadas de história?

Stacey Kent: só para profissionais...

Para os verdadeiros amantes de Jazz, Stacey Kent vai actuar no próximo dia 24 de Abril, pelas 21h30, no Auditório do Museu do Oriente, nas Docas de Alcântara. Quem não conhece esta voz magnífica, atreva-se e não vai querer outra coisa. Já a falhei duas vezes. Não falho a terceira!

Tratar igual o que é diferente...

"Tozé Brito: "Roubar uma música é igual a roubar um carro"" - in Blitz

"Um jovem residente na Nazaré – suspeito de envolvimento numa centena de furtos de carros – foi ontem condenado pelo Tribunal de Santarém a um ano e três meses de prisão, com pena suspensa por igual período" - in Correio da Manhã

""Bernardo Macambira preso por pirataria. Relações públicas foi condenado a quatro meses de prisão efectiva depois de uma cópia de um CD ter sido apreendida na sua discoteca, em 2006" - in IOL

"'Upload' de 146 músicas resultou numa pena de 90 dias de prisão. O primeiro português a ser condenado à prisão por disponibilizar músicas na internet é apenas um dos 28 casos que a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) denunciou e até é um dos que fez menos uploads" - in Sol

Parece-me existir uma certa desproporcionalidade nas penas. O valor comercial de um carro é diferente do valor comercial de uma faixa de música ou de um CD, já para nem sequer referir que se alguém fizer o download de uma música, não restringe o seu acesso ao seu autor ou a terceiros, ao contrário do roubo de um automóvel, em que o proprietário perde a posse e o domínio da coisa.
Acresce ainda que quando compramos um carro, não só experimentamos o mesmo, como todas as peças compõem o carro em si. Ninguém se interessa só pelas jantes, pelo motor, ou pelo volante. Num CD, o consumidor não só nem sempre pode experimentar as faixas por inteiro, como pode apenas desejar comprar uma ou duas, porque a verdade é que não há trabalhos perfeitos e pode não interessar comprar tudo.
Na verdade, na verdade, quando se gosta mesmo de um trabalho no seu todo, compra-se o original!
Vamos lá pôr a cabeça no lugar e pensar numa forma justa de tratar a questão. Um carro é incomparável com um disco e um roubo é diferente de um download sem autorização.

Novo disco de Lily Allen

Lily Allen lançou no passado mês de Fevereiro o seu novo álbum, "It's not me, it's you". A britânica de 23 anos lança o seu segundo trabalho, depois do sucesso do seu álbum de estreia, "Alright, Still", em 2006. O novo álbum destaca-se pela heterogeneidade de estilos que imprime nas 12 faixas que o compõem: Pop-Rock, Electropop, Ska e R&B.
O disco à primeira vista pode parecer meio "girlie", sobretudo para quem der mais atenção às letras do que às músicas. Para quem, como eu, for, regra geral, de ligar mais aos instrumentos, às vozes e às melodias, o disco de Allen vai revelar-se uma agradável surpresa.
Espero que o bom trabalho de Allen continue e já agora fica a sugestão: Rock Alternativo e pela Bossa Nova estão completamente fora de questão? Esta voz pode ter algum sucesso nestes estilos.

sexta-feira, março 06, 2009

Não é novidade para ninguém, mas...

... estes dois actuam em Portugal, a 10 de Julho, no Optimus Alive!09. The Ting Tings são uma boa banda de música alternativa cujo estilos andam em torno do New Rave e do Dance-Punk. Lançaram em 2008 o seu álbum de estreia, "We Started Nothing", o qual confesso que me surpreendeu bastante. Boa sonoridade, boa voz e, espero, boas actuações também. Quem vai perder?

quinta-feira, março 05, 2009

Uma opinião que vale o que vale...

"Um jovem residente na Nazaré – suspeito de envolvimento numa centena de furtos de carros – foi ontem condenado pelo Tribunal de Santarém a um ano e três meses de prisão, com pena suspensa por igual período"

Eu diria que quando este tipo de situações acontece (e não me refiro à centena de furtos de carros), algo de errado se passa na sociedade. Mas se dizem que está tudo bem, então devo ser eu que ando a dar uma de radical e conservador...

Prémio "Agarrem-me, senão vou-me a ele": profanadores do cadáver de Nino Vieira

"Nino espancado depois de morto"

Depois de morto, também eu!

Dúvidas geográficas...

Acho que ambos se referiam ao Luxemburgo, essa colónia portuguesa do século XXI.

quarta-feira, março 04, 2009

Vem aí o terror...

Vem aí o dia 8 de Março, Dia Internacional da Desigualdade. Mais um dia que não deve ser celebrado por um simples motivo: enquanto continuarem a celebrá-lo, mais provas dão aos atrasados mentais que insistem em tratar homens e mulheres de forma diferente. A ver se metem uma coisa na cabeça: esqueçam o passado, perdoem os séculos em que as mulheres foram oprimidas, e caminhem em frente, porque somos todos, homens e mulheres, seres humanos e iguais uns para com os outros. Eu sei que é difícil esquecerem-se desses séculos (milénios) de tratamento desigual, mas enquanto recordarmos os erros do passado não conseguimos olhar para o presente, nem para o futuro.
Vou ignorar o dia 8 de Março porque acho-o completamente estúpido e a sua celebração só contribui para as desigualdades que ainda existem entre homens e mulheres. Lembrem-se que somos seres humanos, todos iguais. Desapeguem-se do passado e de mentalidades obtusas.

segunda-feira, março 02, 2009

Mesa: alguém promova esta banda, por favor!

Os Mesa são, na minha opinião, uma das melhores bandas nacionais da actualidade. Conheço de forma aprofundada o trabalho desta banda e custa-me ver que a qualidade que imprimem no mesmo não é correspondida pelo público, nem pela indústria.
A banda de João Pedro Coimbra e Mónica Ferraz anda muito próxima daquilo que eram os Clã no seu terceiro trabalho: muito boas músicas, mas falta o tal "click" para darem o salto. Quem os conhece como eu sabe que têm "what it takes", mas alguém anda a deixar que a banda ande por aí à deriva.
Provavelmente todos conhecem os Mesa, mas será que todos conhecem o seu último trabalho, "Para todo o mal"? Foi lançado há quase um ano e não tem tido a divulgação que merece. Faltam espectáculos, falta público ouvinte, falta qualquer coisa que ainda não consegui compreender o que é.
Oiçam e consumam Mesa. O génio de João Pedro Coimbra na composição e criação das músicas, a voz de Mónica Ferraz e a forma hábil como tiram o máximo proveito dos instrumentos, fazem desta uma das melhores bandas nacionais seguramente. Divulguem e promovam os Mesa!

Morreu "Nino" Vieira...

Será que 2009 também será o ano da morte (política) do "Nino" Guerreiro?

domingo, março 01, 2009

O Congresso do Partido Socialista

Pois é. Parece que se realizou mais um congresso do PS. O que é que eu tenho a dizer sobre tudo o que aconteceu? Nada. Rigorosamente nada. Não gosto de Congressos, Comícios, nem nada que se assemelhe a tal. Sejam do PS, do PSD, do CDS, do BE ou do PCP. Seja do que for. Detesto este tipo de programas políticos. Aliás, vou mais longe e assumo que tenho aversão a este tipo de coisas. Não me atrai, não me identifico com isto, nada. Zero. Para ser muito sincero, ainda que não tenha nada para fazer, prefiro passar algumas horas na minha cama a dormir do que perder tempo com Congressos e congressistas.
A propósito, quanto é que ficou o Porto-Sporting?

Pacheco Pereira...

Não gosto de Pacheco Pereira. Assumo-o como sempre assumi. É um homem inteligente mas nunca gostei de "pensadores" que se acham envoltos numa aura especial que os coloca um palmo acima da sociedade mortal, achando-se no direito de dar palpites sobre tudo, nunca apontando soluções e dançando sempre conforme a música. Pacheco Pereira é um deles. A verdade é que vejo-o a escrever, mas nunca lhe conheci obras.
Outro mal em "fazedores de opinião" como Pacheco Pereira, e que contribui ainda mais para que não me identifique com este género de pessoas, é a sua falta de capacidade para aceitar o diferente. Tenho mesmo graves problemas em lidar com gente que não se permite aceitar opiniões diferentes de terceiros, acatando apenas a sua. O blogue de Pacheco Pereira é exemplo disso. Visitei o seu espaço de opinião há muito tempo e logo concluí que era impossível fazer comentários aos textos do seu autor. Pacheco Pereira não permite que quem o leia, e muita gente gosta de o ler, expresse a sua opinião sobre os artigos que acaba de ler. Não é o único que padece deste mal, mas a verdade é que me incomoda que alguém se ache tão sábio e tão iluminado ao ponto de recusar ouvir opiniões de terceiros. A isto chama-se falta de humildade intelectual.
Como é natural, a minha passagem pelo seu espaço foi fugaz. Não leio os seus artigos no Público, mas ontem, ao entrar no site do jornal, vejo uma frase brilhante de Pacheco Pereira à qual o diário destacou na sua edição online: "A falta de proporção e relevância, típica da agenda dos blogues, transferiu-se para a comunicação social". Será que o autor já reflectiu bem sobre estas palavras e identifica-se com elas, ou as mesmas não passam de uma exortação do magnânime iluminado José Pacheco Pereira para a "sociedade dos mortais" cujo trono se encontra um palmo abaixo do seu?

U2: Yes, they can (save the music)?

Para começar, aviso que não sou fã de U2. Não sou capaz de dar 60 euros por um bilhete para um dos seus concertos, da mesma forma como não sou capaz de os dar para os AC/DC que são uma banda que gosto bastante. De todos os cd's que correm no autorádio do meu carro, nenhum tem uma música que seja dos U2. Não é que não goste deles, simplesmente não me entusiasmam. Têm algumas músicas que se ouvem e pouco mais. Esquisito? Estranho? Talvez seja isso tudo, mas U2 não me enchem as medidas. Longe disso.
Tive oportunidade de ouvir "No Line On The Horizon", o novo álbum da banda irlandesa. Para começar, a capa é a cópia fiel de outra pertencente a um álbum de Taylor Deupree, de 2006. A fotografia tirada pelo japonês Hiroshi Sugimoto não me parece tão única assim que tenha que ser repetida pelos U2.
Sobre as músicas, para não variar, estas não me encantam. Sim, mantêm a mesma linhagem dos U2 de há 20 anos e, sim, há sempre uma ou outra que se destaca. No entanto, este disco parece ser mais daquilo a que a banda já nos habituou. Os ritmos, a colocação de voz, as letras. Os U2 não se superaram, não arriscaram, antes mantiveram tudo igual. Não tem nada de inédito. Não há surpresa. O que menos gosto nos U2 é a falta de evolução. Ouvimos um álbum e escusamos de ouvir os outros todos, porque são todos iguais, mais variação, menos variação. Os U2 não se transcendem.
Numa altura em que se comenta que este álbum dos U2 vai salvar a indústria musical, pelas cópias que vai vender, acredito que assim seja, mais não seja porque os consumidores de U2 compram o que quer que seja e acham sempre que aquilo que compram é a melhor compra de todos os tempos, porque... são os U2. Podem ter produzido o maior atentado à música de sempre, mas são os U2 e os fãs gostam sempre. Isto, para mim, não é ser fã, é ser obcecado com uma banda. Na minha modesta opinião, ser fã, é gostar da banda e continuar a gostar dela ainda que cometa um tremendo atentado contra a música, mas mantendo o espírito crítico para a ajudar a melhorar. Vejam o caso recente de Neil Young. E mais não digo. Não sejam um bando de carneiros que segue cegamente o que o seu pastor (U2) lhes diz. Afinal de contas, "No Line On The Horizon" é só mais um álbum de U2.