quarta-feira, março 11, 2009

Baú das Recordações: Celta de Vigo 7 - Benfica 0

Para os mais esquecidos, relembro este maravilhoso feito que o Benfas deixou ao país, num célebre jogo da Taça UEFA (e não Liga dos Campeões), contra uma equipa que nos dias de hoje está na II Liga espanhola (ao contrário do Bayern de Munique).
Ah! É verdade! Este ano também perderam 5-0 com uns gregos para a também Taça UEFA.
Era só para recordar...

terça-feira, março 10, 2009

Bayern 7-1 Sporting

Sporting sempre a fazer história na Europa! Depois dos 5-3 de Real Madrid e Barcelona e dos 5-0 da primeira mão, agora decidiram fazer um brilharete e deixar a sua marca na UEFA como equipa que mais golos sofreu no cômputo das duas mãos de uma Liga dos Campeões!
Já que não honram as próprias cores, podem esforçar-se por não envergonhar a imagem do futebol nacional? Até o Belenenses, numa das suas épocas mais modestas de sempre, fez melhor do que o vice-campeão português, mantendo em sentido este mesmo Bayern, e com menos um ano em cima!

4 Anos

domingo, março 08, 2009

A Guerra dos Sexos perdura...

Elisa Ferreira, candidata à Câmara do Porto, anunciou que pretende integrar na sua lista o mesmo número de homens e mulheres. Em pleno Dia da Mulher, a ainda eurodeputada dá um mau exemplo de igualdade entre géneros, exigindo cegamente metade da lista com mulheres, "porque sim". O critério de Elisa Ferreira não se baseia no mérito, mas no número. A candidata parou no tempo e em pleno século XXI acha que é com números que se disfarça a falta de qualidade e se contribui para a afirmação da mulher na política. Não deveriam o mérito e a competência ser os critérios a utilizar na composição de uma lista que concorre a um cargo político? Escolher alguém com base no género, e atribuir-lhe privilégios sem qualquer motivo aparente, é uma forma de discriminação tão grave quanto não escolher ninguém com base nesse mesmo critério. Esperava-se mais de uma eurodeputada, a quem a presença no exterior deveria ajudar a alargar horizontes e não a estreitá-los.

O atletismo nacional ressuscitou...

Rui Silva vence nos 1500 metros e Sara Moreira é medalha de prata nos 3000. Depois da miserável prestação portuguesa nos Jogos Olímpicos de Pequim, os resultados de Rui Silva e Sara Moreira voltam a recordar ao país que afinal o atletismo ainda está vivo e recomenda-se. Para os mais incautos, é bom ter em atenção que esta é a modalidade que mais títulos dá ao desporto português, começando a ser acompanhada pelo judo, motivo pelo qual se lança a seguinte pergunta: porquê tanto investimento no futebol sénior, o único escalão que nunca conquistou nada em décadas de história?

Stacey Kent: só para profissionais...

Para os verdadeiros amantes de Jazz, Stacey Kent vai actuar no próximo dia 24 de Abril, pelas 21h30, no Auditório do Museu do Oriente, nas Docas de Alcântara. Quem não conhece esta voz magnífica, atreva-se e não vai querer outra coisa. Já a falhei duas vezes. Não falho a terceira!

Tratar igual o que é diferente...

"Tozé Brito: "Roubar uma música é igual a roubar um carro"" - in Blitz

"Um jovem residente na Nazaré – suspeito de envolvimento numa centena de furtos de carros – foi ontem condenado pelo Tribunal de Santarém a um ano e três meses de prisão, com pena suspensa por igual período" - in Correio da Manhã

""Bernardo Macambira preso por pirataria. Relações públicas foi condenado a quatro meses de prisão efectiva depois de uma cópia de um CD ter sido apreendida na sua discoteca, em 2006" - in IOL

"'Upload' de 146 músicas resultou numa pena de 90 dias de prisão. O primeiro português a ser condenado à prisão por disponibilizar músicas na internet é apenas um dos 28 casos que a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) denunciou e até é um dos que fez menos uploads" - in Sol

Parece-me existir uma certa desproporcionalidade nas penas. O valor comercial de um carro é diferente do valor comercial de uma faixa de música ou de um CD, já para nem sequer referir que se alguém fizer o download de uma música, não restringe o seu acesso ao seu autor ou a terceiros, ao contrário do roubo de um automóvel, em que o proprietário perde a posse e o domínio da coisa.
Acresce ainda que quando compramos um carro, não só experimentamos o mesmo, como todas as peças compõem o carro em si. Ninguém se interessa só pelas jantes, pelo motor, ou pelo volante. Num CD, o consumidor não só nem sempre pode experimentar as faixas por inteiro, como pode apenas desejar comprar uma ou duas, porque a verdade é que não há trabalhos perfeitos e pode não interessar comprar tudo.
Na verdade, na verdade, quando se gosta mesmo de um trabalho no seu todo, compra-se o original!
Vamos lá pôr a cabeça no lugar e pensar numa forma justa de tratar a questão. Um carro é incomparável com um disco e um roubo é diferente de um download sem autorização.

Novo disco de Lily Allen

Lily Allen lançou no passado mês de Fevereiro o seu novo álbum, "It's not me, it's you". A britânica de 23 anos lança o seu segundo trabalho, depois do sucesso do seu álbum de estreia, "Alright, Still", em 2006. O novo álbum destaca-se pela heterogeneidade de estilos que imprime nas 12 faixas que o compõem: Pop-Rock, Electropop, Ska e R&B.
O disco à primeira vista pode parecer meio "girlie", sobretudo para quem der mais atenção às letras do que às músicas. Para quem, como eu, for, regra geral, de ligar mais aos instrumentos, às vozes e às melodias, o disco de Allen vai revelar-se uma agradável surpresa.
Espero que o bom trabalho de Allen continue e já agora fica a sugestão: Rock Alternativo e pela Bossa Nova estão completamente fora de questão? Esta voz pode ter algum sucesso nestes estilos.

sexta-feira, março 06, 2009

Não é novidade para ninguém, mas...

... estes dois actuam em Portugal, a 10 de Julho, no Optimus Alive!09. The Ting Tings são uma boa banda de música alternativa cujo estilos andam em torno do New Rave e do Dance-Punk. Lançaram em 2008 o seu álbum de estreia, "We Started Nothing", o qual confesso que me surpreendeu bastante. Boa sonoridade, boa voz e, espero, boas actuações também. Quem vai perder?

quinta-feira, março 05, 2009

Uma opinião que vale o que vale...

"Um jovem residente na Nazaré – suspeito de envolvimento numa centena de furtos de carros – foi ontem condenado pelo Tribunal de Santarém a um ano e três meses de prisão, com pena suspensa por igual período"

Eu diria que quando este tipo de situações acontece (e não me refiro à centena de furtos de carros), algo de errado se passa na sociedade. Mas se dizem que está tudo bem, então devo ser eu que ando a dar uma de radical e conservador...

Prémio "Agarrem-me, senão vou-me a ele": profanadores do cadáver de Nino Vieira

"Nino espancado depois de morto"

Depois de morto, também eu!

Dúvidas geográficas...

Acho que ambos se referiam ao Luxemburgo, essa colónia portuguesa do século XXI.

quarta-feira, março 04, 2009

Vem aí o terror...

Vem aí o dia 8 de Março, Dia Internacional da Desigualdade. Mais um dia que não deve ser celebrado por um simples motivo: enquanto continuarem a celebrá-lo, mais provas dão aos atrasados mentais que insistem em tratar homens e mulheres de forma diferente. A ver se metem uma coisa na cabeça: esqueçam o passado, perdoem os séculos em que as mulheres foram oprimidas, e caminhem em frente, porque somos todos, homens e mulheres, seres humanos e iguais uns para com os outros. Eu sei que é difícil esquecerem-se desses séculos (milénios) de tratamento desigual, mas enquanto recordarmos os erros do passado não conseguimos olhar para o presente, nem para o futuro.
Vou ignorar o dia 8 de Março porque acho-o completamente estúpido e a sua celebração só contribui para as desigualdades que ainda existem entre homens e mulheres. Lembrem-se que somos seres humanos, todos iguais. Desapeguem-se do passado e de mentalidades obtusas.

segunda-feira, março 02, 2009

Mesa: alguém promova esta banda, por favor!

Os Mesa são, na minha opinião, uma das melhores bandas nacionais da actualidade. Conheço de forma aprofundada o trabalho desta banda e custa-me ver que a qualidade que imprimem no mesmo não é correspondida pelo público, nem pela indústria.
A banda de João Pedro Coimbra e Mónica Ferraz anda muito próxima daquilo que eram os Clã no seu terceiro trabalho: muito boas músicas, mas falta o tal "click" para darem o salto. Quem os conhece como eu sabe que têm "what it takes", mas alguém anda a deixar que a banda ande por aí à deriva.
Provavelmente todos conhecem os Mesa, mas será que todos conhecem o seu último trabalho, "Para todo o mal"? Foi lançado há quase um ano e não tem tido a divulgação que merece. Faltam espectáculos, falta público ouvinte, falta qualquer coisa que ainda não consegui compreender o que é.
Oiçam e consumam Mesa. O génio de João Pedro Coimbra na composição e criação das músicas, a voz de Mónica Ferraz e a forma hábil como tiram o máximo proveito dos instrumentos, fazem desta uma das melhores bandas nacionais seguramente. Divulguem e promovam os Mesa!

Morreu "Nino" Vieira...

Será que 2009 também será o ano da morte (política) do "Nino" Guerreiro?

domingo, março 01, 2009

O Congresso do Partido Socialista

Pois é. Parece que se realizou mais um congresso do PS. O que é que eu tenho a dizer sobre tudo o que aconteceu? Nada. Rigorosamente nada. Não gosto de Congressos, Comícios, nem nada que se assemelhe a tal. Sejam do PS, do PSD, do CDS, do BE ou do PCP. Seja do que for. Detesto este tipo de programas políticos. Aliás, vou mais longe e assumo que tenho aversão a este tipo de coisas. Não me atrai, não me identifico com isto, nada. Zero. Para ser muito sincero, ainda que não tenha nada para fazer, prefiro passar algumas horas na minha cama a dormir do que perder tempo com Congressos e congressistas.
A propósito, quanto é que ficou o Porto-Sporting?

Pacheco Pereira...

Não gosto de Pacheco Pereira. Assumo-o como sempre assumi. É um homem inteligente mas nunca gostei de "pensadores" que se acham envoltos numa aura especial que os coloca um palmo acima da sociedade mortal, achando-se no direito de dar palpites sobre tudo, nunca apontando soluções e dançando sempre conforme a música. Pacheco Pereira é um deles. A verdade é que vejo-o a escrever, mas nunca lhe conheci obras.
Outro mal em "fazedores de opinião" como Pacheco Pereira, e que contribui ainda mais para que não me identifique com este género de pessoas, é a sua falta de capacidade para aceitar o diferente. Tenho mesmo graves problemas em lidar com gente que não se permite aceitar opiniões diferentes de terceiros, acatando apenas a sua. O blogue de Pacheco Pereira é exemplo disso. Visitei o seu espaço de opinião há muito tempo e logo concluí que era impossível fazer comentários aos textos do seu autor. Pacheco Pereira não permite que quem o leia, e muita gente gosta de o ler, expresse a sua opinião sobre os artigos que acaba de ler. Não é o único que padece deste mal, mas a verdade é que me incomoda que alguém se ache tão sábio e tão iluminado ao ponto de recusar ouvir opiniões de terceiros. A isto chama-se falta de humildade intelectual.
Como é natural, a minha passagem pelo seu espaço foi fugaz. Não leio os seus artigos no Público, mas ontem, ao entrar no site do jornal, vejo uma frase brilhante de Pacheco Pereira à qual o diário destacou na sua edição online: "A falta de proporção e relevância, típica da agenda dos blogues, transferiu-se para a comunicação social". Será que o autor já reflectiu bem sobre estas palavras e identifica-se com elas, ou as mesmas não passam de uma exortação do magnânime iluminado José Pacheco Pereira para a "sociedade dos mortais" cujo trono se encontra um palmo abaixo do seu?

U2: Yes, they can (save the music)?

Para começar, aviso que não sou fã de U2. Não sou capaz de dar 60 euros por um bilhete para um dos seus concertos, da mesma forma como não sou capaz de os dar para os AC/DC que são uma banda que gosto bastante. De todos os cd's que correm no autorádio do meu carro, nenhum tem uma música que seja dos U2. Não é que não goste deles, simplesmente não me entusiasmam. Têm algumas músicas que se ouvem e pouco mais. Esquisito? Estranho? Talvez seja isso tudo, mas U2 não me enchem as medidas. Longe disso.
Tive oportunidade de ouvir "No Line On The Horizon", o novo álbum da banda irlandesa. Para começar, a capa é a cópia fiel de outra pertencente a um álbum de Taylor Deupree, de 2006. A fotografia tirada pelo japonês Hiroshi Sugimoto não me parece tão única assim que tenha que ser repetida pelos U2.
Sobre as músicas, para não variar, estas não me encantam. Sim, mantêm a mesma linhagem dos U2 de há 20 anos e, sim, há sempre uma ou outra que se destaca. No entanto, este disco parece ser mais daquilo a que a banda já nos habituou. Os ritmos, a colocação de voz, as letras. Os U2 não se superaram, não arriscaram, antes mantiveram tudo igual. Não tem nada de inédito. Não há surpresa. O que menos gosto nos U2 é a falta de evolução. Ouvimos um álbum e escusamos de ouvir os outros todos, porque são todos iguais, mais variação, menos variação. Os U2 não se transcendem.
Numa altura em que se comenta que este álbum dos U2 vai salvar a indústria musical, pelas cópias que vai vender, acredito que assim seja, mais não seja porque os consumidores de U2 compram o que quer que seja e acham sempre que aquilo que compram é a melhor compra de todos os tempos, porque... são os U2. Podem ter produzido o maior atentado à música de sempre, mas são os U2 e os fãs gostam sempre. Isto, para mim, não é ser fã, é ser obcecado com uma banda. Na minha modesta opinião, ser fã, é gostar da banda e continuar a gostar dela ainda que cometa um tremendo atentado contra a música, mas mantendo o espírito crítico para a ajudar a melhorar. Vejam o caso recente de Neil Young. E mais não digo. Não sejam um bando de carneiros que segue cegamente o que o seu pastor (U2) lhes diz. Afinal de contas, "No Line On The Horizon" é só mais um álbum de U2.

sábado, fevereiro 28, 2009

Mais um cartel, num país onde estes começam a ser prática reiterada...

"TMN, Vodafone e Optimus aumentam tarifas em 2,5 por cento em Março"

As empresas de telecomunicações móveis insistem em pautar a sua presença no mercado através de práticas concertadas. Acresce que cada vez há menos vergonha na cara para o verdadeiro cartel em que se estão a tornar estas três sociedades. Ainda recentemente tivemos uma polémica sobre o lançamento dos seus produtos wireless, onde as três lançaram ao mesmo tempo três produtos rigorosamente iguais. Na altura desmentiram o recurso à prática concertada, que é ilegal. Perante o teor desta notícia, será que vão continuar a desmentir? Onde está a autoridade para a concorrência? Onde está o poder político? Onde está o consumidor que cruza os braços, encolhe os ombros e deixa andar como se nada fosse?