"A Inspecção-Geral de Finanças (IGF) analisou milhares de mensagens de email de centenas de funcionários dos impostos e, após obter uma autorização judicial, leu o conteúdo de muitas dessas mensagens, designadamente as enviadas para órgãos de comunicação social com o objectivo de identificar fugas de informação."
Fonte: Público
Sinceramente, não vejo qualquer problema no facto da IGF analisar as mensagens de e-mail dos seus funcionários. O e-mail e os restantes instrumentos de trabalho (computadores, etc) que são fornecidos pela Administração Pública são destinados a fins profissionais e não, ao contrário do que já vi por aí, para ver e-mails privados e outro tipo de conteúdos que em nada têm a ver com a função que exercem. Acresce a isto que, segundo consta, já haviam sido idenfiticadas fugas de informação com destinatários de todo o tipo (comunicação social, privados, etc), menos aqueles que devem ter acesso à informação como superiores hierárquicos, entre outros. Aliás, até prefiro que seja a IGF a ter acesso aos e-mails que envio e recebo durante as minhas funções, do que um hacker que se queira aproveitar do respectivo conteúdo. Quem não deve, não teme. Sempre que se fala em ver conteúdos privados, está tudo desgraçado e é um "Ai, Jesus!", cegando tanta gente ao ponto de perderem a racionalidade. O Estado não anda propriamente a contratar pessoas para se divertirem dias inteiros a ler e-mails entre namorados, nem tão-pouco existe para violar gratuitamente os direitos dos cidadãos, tal como as Inspecções-Gerais não existem para entalar ninguém, antes para assegurar que as funções estão a ser devidamente cumpridas.
Por fim, devo dizer que os interesses da colectividade e da comunidade que os funcionários dos impostos representam estão acima de interesses particulares como a protecção da privacidade de cada um, sobretudo quando se utilizam instrumentos públicos, pagos pelos contribuintes, para esse fim. Sou a favor da tese que coloca a segurança acima de interesses menores, ainda que constitucionalmente reconhecidos, como a intimidade de cada um. Quando a segurança, bem como as restantes funções do Estado, corre o risco de ser violada por interesses particulares, não tenhamos dúvidas que esta última deve ceder até que o Estado possa garantir a segurança, privacidade e os interesses da sua sociedade.
Fonte: Público
Sinceramente, não vejo qualquer problema no facto da IGF analisar as mensagens de e-mail dos seus funcionários. O e-mail e os restantes instrumentos de trabalho (computadores, etc) que são fornecidos pela Administração Pública são destinados a fins profissionais e não, ao contrário do que já vi por aí, para ver e-mails privados e outro tipo de conteúdos que em nada têm a ver com a função que exercem. Acresce a isto que, segundo consta, já haviam sido idenfiticadas fugas de informação com destinatários de todo o tipo (comunicação social, privados, etc), menos aqueles que devem ter acesso à informação como superiores hierárquicos, entre outros. Aliás, até prefiro que seja a IGF a ter acesso aos e-mails que envio e recebo durante as minhas funções, do que um hacker que se queira aproveitar do respectivo conteúdo. Quem não deve, não teme. Sempre que se fala em ver conteúdos privados, está tudo desgraçado e é um "Ai, Jesus!", cegando tanta gente ao ponto de perderem a racionalidade. O Estado não anda propriamente a contratar pessoas para se divertirem dias inteiros a ler e-mails entre namorados, nem tão-pouco existe para violar gratuitamente os direitos dos cidadãos, tal como as Inspecções-Gerais não existem para entalar ninguém, antes para assegurar que as funções estão a ser devidamente cumpridas.
Por fim, devo dizer que os interesses da colectividade e da comunidade que os funcionários dos impostos representam estão acima de interesses particulares como a protecção da privacidade de cada um, sobretudo quando se utilizam instrumentos públicos, pagos pelos contribuintes, para esse fim. Sou a favor da tese que coloca a segurança acima de interesses menores, ainda que constitucionalmente reconhecidos, como a intimidade de cada um. Quando a segurança, bem como as restantes funções do Estado, corre o risco de ser violada por interesses particulares, não tenhamos dúvidas que esta última deve ceder até que o Estado possa garantir a segurança, privacidade e os interesses da sua sociedade.








