sábado, agosto 30, 2008

Sugestões de concertos em Lisboa

Foram anunciados esta semana dois concertos: Cansei de Ser Sexy, dia 28 de Outubro de 2008, no Coliseu dos Recreios, com bilhetes a 25 euros. Nouvelle Vague, dia 7 de Novembro de 2008, no Campo Pequeno, com bilhetes entre os 25 e os 40 euros.
Não sei quanto a vocês, mas eu não vou perder estes dois, sobretudo porque se avizinham dois concertos possivelmente memoráveis, dado que vão querer vingar-se de terem cancelado as respectivas actuações no Optimus Alive!08.

quinta-feira, agosto 28, 2008

A minha contribuição para o problema do aumento da criminalidade violenta...

1- A imediata revisão das leis penais, com o agravamento das penas e das medidas de coacção;
2- Revisão da formação ministrada no CEJ. Os juízes não podem ser simples debitadores de leis, insensíveis aos factos que consubstanciam a prática de um crime;
3- Liberdade para a polícia agir de forma adequada a cada situação. Quando tiver que usar a arma, o polícia não deve hesitar ou ter medo de fazer uso dela. Não se podem continuar a atribuir reformas compulsivas e baixas psicológicas aos agentes de autoridade que recorrem a uma arma quando em serviço. Ou temos polícias, agentes de forças de segurança, ou temos meros vigilantes/seguranças cuja função se resume a ver "se está tudo ok" nas ruas;
4- Reformulação do sistema penal português. O nosso sistema é muito infeliz, dado que se resume tudo a um momento concreto e não ao acto em si, o que burocratiza e impede a celeridade processual e a eficácia na aplicação da justiça;
5- Maior protecção dos polícias. Os polícias devem ser melhor remunerados e devem todos ter acesso a um seguro e a um subsídio de risco dignos da profissão que exercem;
6- Investimento nos meios das forças e serviços de segurança, quer para poder responder eficazmente a uma situação de perigo, quer para agir no âmbito preventivo. O orçamento do MAI não se deve resumir a assessores e a viaturas de serviço para o Gabinete ministerial;
7- Aumento de policiamento nas ruas;
8- Implementação do sistema que lança uma tinta para as notas das caixas MB, em vez de ficar pelo aviso;
9- Embutimento das caixas MB na parede dos edifícios;
10- As carrinhas de transporte de valores devem sempre fazer o seu percurso acompanhadas por agentes da autoridade. É inadmissível que um veículo que transporta elevadas quantias de dinheiro seja lançado à estrada, tendo como única arma a fé para que não venha a acontecer nada pelo caminho;
11- Nenhum banco poderá operar no mercado sem ter um mínimo de regras de segurança que garantam a integridade física de todos os que se encontram no espaço interior do mesmo, nomeadamente: existência de vidros à prova de bala que separem os funcionários dos clientes; obrigatoriedade de ter a presença de um agente da polícia à entrada, cujos custos ficarão a cargo do banco e em condições a serem negociadas com o MAI e com a PSP; permanência desses agentes da polícia num espaço protegido por um vidro à prova de bala; obrigatoriedade de todo aquele que queira entrar no banco de passar por um detector de metais e de ter que deixar todos os metais que tenha consigo à entrada, impedindo que alguém consiga entrar com facas ou armas. Se o banco quiser operar no mercado, tem que suportar estas despesas e garantir as condições mínimas de segurança. Qualquer entidade que lide com significativas somas de dinheiro tem que garantir as condições de segurança aos seus clientes; instalação de um sistema de vigilância que permita o contacto em tempo real com as autoridades;
12- O mesmo se aplica para os postos de abastecimento de combustível, exceptuando a presença do polícia, bastando um segurança/vigilante;
13- Instalação de câmaras de vigilância nas ruas das principais cidades e autoestradas portuguesas;
14- A entrada em vigor de forma imediata para a lei de instalação de chips em todas as viaturas motorizadas;
15- Instalação do sistema que impede que as viaturas motorizadas circulem a mais de 120km/h, exceptuando o carro de viaturas de polícia. Se nas estradas portuguesas o limite máximo de circulação é 120km/h, para que precisam os carros de andar a 200km/h? Desta forma, não só se aumenta a segurança rodoviária, como se limita a movimentação dos criminosos;
16- Planeamento e execução de acções entre a polícia e as Forças Armadas que permita a entrada nos guetos de modo a poder apreender armas, droga, bens roubados, furtados ou falsificados, e a deter todos os suspeitos da prática de crimes;
17- Realização de acções de formação junto de empresários e comerciantes que vise a prevenção e a protecção dos mesmos;
18- Realização de acções de formação nas escolas e universidades que visem a prevenção e protecção de todos os que contactem com estas instituições diariamente, bem como outras acções de carácter pedagógico;
19- Planeamento e execução de medidas que permitam, de facto, integrar os condenados por crimes que tenham sido verdadeiros actos isolados, ou aqueles cujo grau de censura seja menos significativo do que os restantes;
20- Aumento do cumprimento de serviço em favor da comunidade por crimes de menor valor;
21- Revisão da legislação que regula o registo criminal, impedindo que crimes cuja prática tenha resultado no cumprimento de uma pena de prisão igual ou superior a cinco anos possam ser cancelados no registo criminal respectivo;
22- Existência de detectores de metais e de polícias, em todos os tribunais portugueses;
23- Extinção da Ordem dos Advogados e criação do Estatuto do Advogado, com a implementação de medidas adequadas para todos os que atentem contra a justa aplicação do Direito. A Ordem dos Advogados não é mais do que uma associação perita em coleccionar e derreter dinheiro dos seus profissionais através do pagamento de cotas, acções de formação e estágios. Transformou-se num órgão de natureza puramente política, com a existência de várias facções, todas elas procurando eliminar as restantes de forma a conseguir chegar ao poder, negligenciando a defesa da sua própria classe. Funciona cada vez mais à base de interesses pessoais e não da classe em si. Acresce que é uma vergonha aquilo a que se assiste em praticamente todos os tribunais portugueses, com alguns advogados capazes de fazerem tudo a troco de dinheiro ou por mero capricho profissional. É necessário criarem-se mecanismos que impeçam a realização de manobras que obstruam a correcta aplicação da justiça.

Mais responsáveis, porque a culpa não morre solteira

A responsabilidade pelo aumento da criminalidade que temos vindo a assistir não é exclusiva do Governo por ter alterado a lei, ou dos juízes por não a aplicarem. Existem outros dois grandes responsáveis que convém não esquecer: o Presidente da República e o Bastonário da Ordem dos Advogados, duas pessoas por quem tenho bastante apreço.
O PR é responsável na medida em que as suas funções lhe permitem, além de fazer recomendações, colocar um travão nos momentos de alucinação do Governo. É para isso que serve o PR. O PR não se deve deixar arrastar pela onda do Governo. O PR Cavaco Silva promulgou a revisão ao Código Penal e ao Código de Processo Penal e deixou passar o momento de devaneio do Executivo. O PR, no âmbito das suas funções, devia ter vetado os diplomas e recomendado no mínimo alguma calma e bom senso ao Governo PS.
O outro culpado é António Marinho e Pinto. Aprecio muito as suas qualidades e já tive oportunidade de o referir aqui diversas vezes, mas nem toda a gente é perfeita e o Bastonário da Ordem dos Advogados peca grosseiramente quando enche a comunicação social com os seus discursos a defender que em Portugal existem muitos presos preventivos e que isso tem de acabar! Acaba por ser mais um a fazer pressão para que se atribuam pulseiras aos arguidos, em vez de os manter detidos. Resultado: não comparecem aos julgamentos, como é óbvio, e continuam a cometer crimes. Essa velha história de defender a integração do arguido e do condenado na sociedade não serve na maioria dos casos. As pessoas exigem justiça e ela não deve ser feita apenas após a sentença, mas também antes da mesma ser lida. A prisão preventiva é um instrumento útil para a devida aplicação da justiça! E é isso que o povo exige!
Não posso deixar de dar uma palavra ao Conselho Superior de Magistratura que agora se revela a favor da revisão das leis penais: a lei em si já é permissiva, mas não são poucas as vezes em que a mesma se torna ainda mais permissiva por incompetência do Ministério Público e dos juízes, ocorrendo frequentemente que muitos sugiram penas e medidas de coacção completamente absurdas para certos tipos de crime. Não são poucos os tribunais que funcionam assim. O Tribunal de Almada é um deles e é simplesmente impressionante a quantidade de vezes em que os magistrados prestam atestados de incompetência a si próprios.
Para finalizar, uma pergunta: o PR interrompe os telejornais em pleno mês de Agosto para falar dos Açores, mas para falar do aumento da criminalidade violenta fá-lo no final da cerimónia de inauguração do Unidade de Cuidados Continuados de Odemira?! Não percebo...

Não vêem, não ouvem e não falam...


"O PS considerou hoje que as recomendações feitas pelo Procurador-Geral da República (PGR) "são importantes", mas defendeu que as leis actualmente existentes "são adequadas" e permitem "uma firme aplicação"."

Fonte: Público

Que mania esta que os Governos têm de não verem o óbvio, não ouvirem ninguém e não quererem dialogar. Como é que o Governo considera importantes as recomendações do PGR, mas depois recusa colocá-las em prática? Porque é que não avisaram logo Pinto Monteiro que escusava de perder tempo a planear formas de combate ao crime violento, dado que ninguém o ia ouvir? Há uma coisa que me irrita nas pessoas: o autismo. E, infelizmente, quem está no poder padece bastante desta doença. Ouvir os outros, seguir as suas recomendações e ter humildade para reconhecer que se errou (como foi na questão da revisão das leis penais) tem um duplo resultado: resolve o problema em causa e conquista o eleitorado.

Blá, blá, blá...

"PGR cria unidades especiais de combate ao crime e pede ajustamentos na Lei"

Fonte: Público

Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá... É preciso criar, fazer, acontecer, mudar, retomar, adaptar, adequar, agir. Isso já todos nós sabemos. O que os portugueses querem não é ouvir que "é preciso fazer", mas sim ver tudo isso acontecer! Planear e projectar é fácil, fazer também não é muito difícil, mas quando chega a altura de querer é que são elas!

Boicotar a segurança - II

""Para o PCP, os problemas da criminalidade e da segurança dos cidadãos não são resolúveis exclusivamente com medidas de natureza policial", acrescentou. "São necessárias políticas de desenvolvimento integrado de justiça social e de melhoria da qualidade de vida: no plano económico e cultural, no da melhoria do espaço urbano, da criação de estruturas de apoio às famílias, da defesa dos direitos dos imigrantes e das minorias étnicas, da prevenção e tratamento da toxicodependência", sustentou José Neto."

Fonte: Público

Interrogo-me se alguém consegue acreditar que um dos factores que mais contribui para o aumento da criminalidade seja a falta de políticas de integração. O PCP vive num mundo de ilusão, sobretudo porque o que cada vez mais se vê é o típico bom pai de família, com emprego certo (ou falta de vontade de trabalhar), e com, no mínimo, possibilidades de se integrar na sociedade em todos os níveis, a cometer crimes, e muitos deles violentos. A culpa não é da integração, mas sim da falta de carácter do ser humano, bem como da falta de leis adequadas e juízes com carácter suficiente para não terem mão leve. Essa velha teoria de que o ser humano que comete crimes, fá-lo por estar doente mentalmente, já caiu no século XIX. Actualizem-se, sff, mas não boicotem a segurança!

Boicotar a segurança - I

"BE mostra “surpresa” com promulgação de “chip” electrónico para automóveis"

"
"Pensamos que há aspectos relativamente à constitucionalidade que teria sido prudente e avisado verificar", afirmou Bruno Dias, salientando que o PCP mantém as dúvidas relativamente à violação da privacidade dos cidadãos que a instalação deste 'chip' nos automóveis pode configurar."

Fonte: Público 1 e Público 2

Será que os deputados do BE e do PCP acreditam mesmo que as forças de segurança vão andar horas a ver onde é que carros de civis andam e as voltas que dão pelos supermercados, hotéis, etc? As forças de segurança não terão mais nada para fazer do que brincarem ao Big Brother? Afinal temos agentes de forças de segurança que agem de boa fé e no exercício das suas funções, ou afinal estamos todos errados e contratámos gente duvidosa? Se não confiamos nos agentes das forças de segurança que temos, então o melhor é dispensá-los e não criar leis para evitar que revelem o que de pior têm!
Em vez de boicotarem medidas que contribuem para a segurança dos cidadãos, parem, pensem, sejam humildes e reconheçam a utilidade dessas mesmas medidas, em vez de fazerem oposição só por fazer, perdendo tempo com questões da protecção de dados quando o que está em causa é única e exclusivamente a segurança!

Concordo com o diploma que regula os chips nos automóveis e o mesmo só peca por tardio. É uma forma
de poder detectar, entre outros, automóveis obtidos, com recurso ao carjacking, que se poderá revelar bastante útil e eficaz.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Fim do futebol

"O Vitória de Guimarães foi hoje derrotado pelo Basileia (2-1) e falhou a qualificação para a Liga dos Campeões. O jogo fica ainda marcado por um golo mal anulado aos vimaranenses."

Fonte: A Bola

O futebol é um desporto bacoco. Há mais de 60 anos que se joga e é apitado da mesma forma, sem mudança das regras. A única coisa que muda é o mercado de transferências e o capital que movimenta. O futebol é um desporto digno da Idade Média, com regras criadas e inalteradas por gente digna de viver nessa época.
É injustificável o recurso à tecnologia. Os erros são inaceitáveis e prejudicam cada vez mais equipas que se limitam a querer jogar futebol. Praticamente todos os desportos fazem uso da maravilha que é o desenvolvimento tecnológico. Nenhum deles perde a naturalidade e a natureza, mas é habitual recorrerem à tecnologia para corrigir erros humanos, alguns dos quais podem condicionar não só o orçamento para uma época, como o futuro profissional de muitos jogadores.
O futebol já tem vindo a desiludir-me há muito tempo e não é por uma questão clubística, é mesmo porque quem gere o futebol é um grupo de tacanhos que se recusam reconhecer a importância da tecnologia para tornar o jogo em si mais justo. Como é que esta gente consegue dormir sabendo que hoje uma equipa que foi escandalosamente roubada perdeu, pelo menos, 6 milhões de euros, mais o nível de motivação até ao final da época? Quem fala no Guimarães, fala no golo que o Braga marcou a uma equipa de solteiros e casados da Bósnia e que foi outro roubo escandaloso. Quem fala nestes dois jogos, fala em... bem, são tantos, tantos, que não se justifica o recurso a tecnologia. Sinceramente, não seria o futebol um jogo mais bonito se conseguissemos diminuir a estupidez e limitação humana, como acontece praticamente em todos os jogos? Não seria o futebol um desporto mais bonito se realmente as equipas ganhassem porque jogam futebol, ou concretizaram mais vezes do que o adversário, em vez de ganhar a equipa que se aproveita do erro e/ou do roubo de um ser humano cuja vida continuará da mesma forma que era antes do jogo?
Estes erros e/ou roubos são a gota de água para mim. Como disse, o futebol tem vindo a desiludir-me desde há algum tempo. Aos poucos foi morrendo a paixão. Acabou e não resta sequer amor. Não consigo amar ou apaixonar-me por algo que é podre e falso. Assim é o futebol. Apaixonei-me em criança, amei-o em adolescente e parte da idade adulta, e agora acabou. Morreu. Vou abandonar o acompanhamento do futebol e dedicar-me a outras modalidades em que haja um mínimo de igualdade e justiça. Modalidades em que realmente ganhe o melhor e não o que tiver mais sorte com a limitação humana. No entanto não conseguirei deixar de me sensibilizar com lances de génio, fases de emoção e momentos de verdadeira arte. Deixarei de ver futebol como quem via a paixão, mas certamente que não vou querer perder aqueles resumos de jogos com bons golos e bons lances. O futebol morreu e eu cansei-me de desperdiçar vida indignando-me com coisas que não vão mudar nos próximos 100 anos, como é o caso deste desporto cujas regras são as mesmas de há 60 anos atrás, quando ainda mal se sabia o que era uma televisão.

O País está a saque...

O estado em que se encontra o país, é bastante preocupante. Em Portugal, é mais fácil ter acesso a uma arma, do que ter acesso a notas de 5 euros. Todos se aproveitam para enriquecer à custa de um país que vive sem rei, nem roque: a sociedade vive em perfeita anarquia e não há lei, polícia ou tribunal que pare a criminalidade e imponha respeito. O Estado não está a desempenhar a atingir o fim de segurança a que se propõe.
Pior do que tudo isto é vermos que o povo, unanimemente exige que algo se faça além de proteger os direitos, liberdades e garantias do crime e respectivos agentes. A classe política parece teimar em revisões de códigos penais, reformas compulsivas de polícias que agem de acordo com as funções que desempenham, e em manter a couraça que impende sobre os magistrados, a maioria dos quais cada vez mais incompetente, engolindo uma cassete que lhes espetam no CEJ e perdendo toda a autonomia de pensamento e liberdade intelectual, obrigando-se a cumprir as regras para as quais foram formatados.
É certo que o partido vencedor das eleições legislativas deve ter liberdade e autonomia para administrar e gerir o Estado de modo a atingir os seus fins, agindo em nome da maioria dos portugueses, dado que vivemos em democracia e o partido vencedor representa-nos a todos, bem como a nossa vontade, expressa, desde logo nas urnas de voto. É preciso ter-se muito cuidado em quem se vota, analisar o programa dos candidatos e exigir-lhes o cumprimento ou a demissão caso não respeitem as linhas que fizeram com que alguns portugueses votassem neles (desconto aqui o carneirismo de muitos eleitores que votam em nomes de pessoas, nomes de partidos, ou cores, sem saberem o quão irresponsáveis estão a ser). Ainda assim, os Governos não devem agir como se já não precisassem de mais votos e fossem livres de agir como bem querem e lhes apetece, negligenciando bens vitais para a sociedade como é a segurança! Por mais autónomos e independentes que sejam os Governos para agir no âmbito das suas funções, quando o povo pede, unanimemente, que se aja de determina forma, o Governo não se pode achar uma entidade supranatural que nos trate a todos como mentecaptos que não sabem o que dizem ou o que fazem. Se 10 milhões pedem reformas na justiça e medidas drásticas, o Governo não tem outra solução senão agir de acordo com a vontade popular! Não estamos a falar de manobras de oposição para conquistar votos. Não estamos a falar de meia centena de deputados demagógicos que lançam propostas para o ar para ganharem protagonismo. Estamos a falar de 10 milhões de portugueses que exigem que algo se faça, além das conversas, das revisões penais que beneficiam o agente infractor e abrem caminho à criminalidade, e tornam este país um verdadeiro faroeste!
Pior do que tudo isto é ver que quem está no poder tem condições para agir em conformidade, mas revela-se incapaz. Estas manifestações de incapacidade podem ter um resultado drástico: um aumento significativo da popularidade dos partidos mais radicais e extremistas a actuar em Portugal, bem como a médio prazo a realização de actos por parte de grupos de pessoas revoltadas com o fim de atingir o poder e mudá-lo. Se o país continuar a saque, como continua, não deverá demorar muito até que assistamos a movimentos radicais e extremistas na linha da frente em acções reivindicativas dos direitos que são violados, como é o caso da segurança. E com esses agentes na linha da frente, não é fácil de antever que os portugueses passarão a apoiar essas mesmas organizações em vez de se manterem a votar em PS, PSD, PCP e BE. Esses vão ser vistos como anjinhos e demasiado brandos, como já se vê. As pessoas vão querer medidas radicais e para as terem, vão precisar de grupos radicais capazes de impor o respeito e finalmente dar à comunidade a segurança e dignidade devidos.
Estamos em Portugal, um país da União Europeia, e não num qualquer país africano ou sul americano. Já é tempo de passarmos a viver enquanto país desenvolvido que supostamente devíamos ser. Essa história dos direitos humanos do arguido é coisa do passado que sempre que foi posta em prática por outros Estados, a maioria dos quais em vias de desenvolvimento, deu no que deu: o colapso.

terça-feira, agosto 26, 2008

Barack John Luther Obama

"A polícia norte-americana deteve ontem na cidade de Denver, onde decorre a Convenção Democrata, quatro homens suspeitos de quererem assassinar Barack Obama."

Fonte: Público

Uma semana depois das sondagens darem vantagem a John McCain, isto não me surpreende. Apenas porque o "mito Obama" continua e de há algum tempo para cá que querem torná-lo a junção de Martin Luther King com John F. Kennedy, sem saberem bem como. Obama é um flop e a mim estas detenções não enganam: foi tudo show-off para devolverem o protagonismo ao Senador do Illinois! E se não foi show-off, foi provavelmente encomendado por pessoas ligadas à sua campanha. Pasmem-se: Obama vai voltar a subir nas sondagens! Vale tudo. Ninguém quer matar Barack Obama. Aliás, ninguém quer saber de Barack Obama. Ponto.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Histórias de racismo em Portugal...

"Queniano ‘rouba’ recorde a Carlos Lopes"

Fonte: Correio da Manhã

Este país é incrível: não podem ver um africano a correr e acusam-no logo de roubar...

Em Itália: fim da Anatomia de Grey, fim do Dr. House, fim do Calcio...

"Os médicos italianos estão contra a falta de rigor clínico nos guiões das séries de televisão de grande êxito como 'Dr.House', 'Anatomia de Grey', 'Urgências' ou 'Scrubs' e apelaram por isso ao fim da sua transmissão. (...) os médicos transalpinos consideram que aqueles programas reflectem mal as práticas médicas, exigindo por isso aos canais de televisão italianos que se abstenham de os transmitir."

Fonte: Público

Sejamos coerentes: se é para pedir o fim das transmissões do Dr. House e da Anatomia de Grey com o fundamento de que os programas reflectem mal as práticas médicas, então proponho o fim das transmissões de jogos de futebol em Itália. Ainda ninguém me conseguiu explicar como é que o spray dos massagistas, composto por água e álcool, quando aplicado sobre a pele deixa qualquer um como novo, ainda que tenha acabado de partir o pescoço! Ora, isto reflecte mal as práticas médicas, fazendo-nos crer que o spray cura tudo: cegueira, epilepsia, parkinson, cabeças partidas e até males amorosos! Mais importante do que a figura do cardiologista e do endireita, é a do massagista de clube de futebol. Estes tipos fazem milagres, alguns dos quais dignos de um Emmy!

Chiado: 20 anos

Vi 386 vezes na televisão o salto do Nelson Évora que lhe valeu a medalha de ouro. Ouvi 387 vezes o nome de Siza Vieira associado ao incêndio no Chiado há 20 anos atrás, no mesmo período de tempo. Pergunto: onde está a medalha de ouro para o Siza Vieira que bateu o recorde de Nelson Évora por um ponto?

Mulheres feitas...

"Uma rapariga iraquiana de 13 anos que vestia um colete de explosivos foi detida, domingo, sem detonar a carga (...) Nos últimos meses, a província tem sido igualmente palco de uma série de atentados suicidas perpetrados por mulheres."

Fonte: JN

O Iraque, o Iraque... esse país do Médio Oriente onde elas com 13 anos são verdadeiras mulheres feitas, até mesmo para os Ocidentais.

domingo, agosto 24, 2008

Ainda o Benfica...

Durante os vários anos que Carlos Martins esteve no Sporting, sempre lhe faltou "cabecinha". Ironia do destino, no primeiro jogo oficial da época, a cabeça do Carlos fez questão de lhe lembrar que se não a tiver em condições não vai pôr os pés em campo...

Liga nova, mais do mesmo...

Ainda agora começou e já acabou. O campeonato durou 90 minutos. O Benfica perde pontos em jogos infantis, o Sporting reclama das arbitragens e o Porto ganha jogos. E novidades, não há?

Jogos Olímpicos 2008 - XX: Apanham todos, até o árbitro!

"É o caso mais grave de violência envolvendo atletas dos Jogos Olímpicos de Pequim. Um atleta cubano de taekwondo, Ángel Matos, e o seu treinador foram hoje banidos, depois de Matos ter pontapeado o árbitro na cara, na sequência da sua desqualificação no combate para a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim."

Fonte: Público

O acto alucinado do atleta tem que ser punido de forma exemplar. No entanto, não deixa de ser curioso que a justiça popular portuguesa seja implacável e unanimemente decida que o atleta tenha que ser banido para sempre da prática da modalidade, quando há seis anos pedia que a FIFA fosse branda na aplicação de uma sanção a João Pinto pelo soco que deu num árbitro durante o Mundial Coreia/Japão.

Jogos Olímpicos 2008 - XIX: Últimas considerações (2)

Muito se disse, e justamente criticou, a propósito da falta de ambição e derrotismo da esmagadora maioria dos atletas portugueses. Não retiro uma palavra que tenha dito sobre cada um dos que foram visados neste espaço. Porém, vou fazer as vezes de advogado do diabo e fazer referência ao "outro lado da moeda". Praticamente nenhum dos atletas portugueses presentes em Pequim foi exemplo para quem quer que fosse. No entanto, que moral têm os portugueses para exigirem resultados a indivíduos que só passaram a conhecer após o início dos Jogos Olímpicos? Infelizmente, em Portugal só se lembram do remo, da vela, do badminton, entre tantas outras modalidades, de quatro em quatro anos, quando se realizam novos Jogos Olímpicos. Passamos quatro anos inteiros a borrifar-nos para praticamente todas as modalidades e respectivos atletas, mas quando começam as Olimpíadas subitamente renasce a "Olimpidite aguda" e passamos todos a fazer exigências em modalidades que nem sequer sabemos se têm regras, quanto mais as regras em si.
Dou como exemplo o râguebi. Lembram-se da "febre dos Lobos" que atacou Portugal inteiro? Ninguém sabia o que era um ensaio ou uma placagem, mas toda a gente queria ver râguebi. Muitos chegaram mesmo a exigir aos nossos atletas que não perdessem por mais de 100 contra a Nova Zelândia, etc, sem sequer saberem como é que é feita a contagem dos pontos. Subitamente, os portugueses desataram a fazer pesquisas na internet sobre as regras deste desporto, sabiam a equipa portuguesa de trás para a frente, e a equipa caiu no goto dos desportistas de sofá quando cantaram o hino nacional com toda aquela emotividade. Recordo-me que o râguebi chegou a ser tema de discussão no Parlamento, com o CDS/PP a insurgir-se contra a não transmissão dos jogos do mundial em que a selecção nacional participava. O CDS/PP arrastou consigo algumas centenas de milhar de telespectadores que se rebelaram contra o Governo e contra a RTP, desconhecendo que a grelha anual e a definição de prioridades é feita no ano anterior, e que só em 2007 a selecção portuguesa garantiu o apuramento, mesmo quando nada o fazia prever. Recordo-me ainda que na altura as vendas de camisolas de râguebi dispararam, e muitos foram os portugueses que colocaram os seus filhos nas escolas da modalidade, não tendo a oferta conseguido responder a tamanha procura. Agora faço uma pergunta: finda a "febre do râguebi", quantos é que continuaram a acompanhar a carreira dos "Lobos"? Quantos é que sabem as competições e jogos que os "Lobos" fizeram desde então? Quem é que sabe dizer um resultado que seja da nossa selecção nacional, tirando aqueles que de facto sempre acompanharam a modalidade e que se contam pelos dedos de uma mão? A verdade é esta: todos nos estamos a lixar para os "Lobos", a não ser que participem em alguma grande competição como o próximo mundial.
Com os Jogos Olímpicos, a história é a mesma. Ninguém sabe o que é o ippon no Judo, quantas regatas têm a prova de vela, quais são as marcas vistas como minimamente aceitáveis no lançamento do peso, ou quantos pontos tem um set no badminton. Alguém sabe quem são as principais potências no judo, no remo, no salto em comprimento, ou no lançamento do dardo? Alguém alguma vez tinha sequer ouvido falar nos nomes Marco Fortes, Helder Ornelas, Maria do Carmo Tavares, Pedro Póvoa, Diogo Ganchinho ou Débora Nogueira? Praticamente ninguém, garanto. Porém, uma coisa todos exigem: medalhas! Ouro, prata, bronze ou de lata, mas medalhas! É preciso trazer qualquer coisa! Na verdade, as pessoas só passaram a exigir medalhas a Francis Obikwelu, desde que este foi medalha de prata em Atenas. Só exigiram medalhas a Nelson Évora e Naide Gomes, porque estes "ganharam uma medalha de ouro ou de prata lá fora", sem sequer saberem onde! A Vanessa Fernandes foi exigido o ouro porque sabem que ela bateu vários recordes e ganhou várias provas, sem saberem quais. Aliás, poucos eram os que sabiam que Vanessa Fernandes tinha desistido recentemente em Pontevedra e Hamburgo, por cansaço e hipotermia e a sua participação em Pequim podia estar comprometida. Mas que interessa isso? Interessam é as medalhas! E a Vanessa tinha que trazer uma!
Sejamos sinceros: nos próximos quatro anos, só vamos voltar a acompanhar as carreiras de Nelson Évora e Vanessa Fernandes quando estes voltarem a trazer medalhas. Até lá... serão meros atletas que é bom que apresentem resultados em 2012, caso contrário, voltam ao campo de fuzilamento onde todos os outros estiveram este ano. Não foi Tiananmen, mas não andou longe. Castigá-los pelas manifestações públicas de estupidez e derrotismo, não é censurável. Censurável é exigirem-se medalhas e resultados a desconhecidos. Mas o que é verdadeiramente mau é darem a benção aos atletas que até horas antes eram severamente castigados, assim que viram o brilho no ouro de Nelson Évora.

sábado, agosto 23, 2008

Mais uma polémica?

"Obama escolhe Joseph Biden para a vice-presidência"

Fonte: Público

Depois da alegada ligação de Barack Obama ao islamismo e ao mundo das drogas, agora poderá ter surgido nova polémica, esta relacionada com o seu vice-presidente. Joseph Biden tem um apelido que é a junção dos nomes... Bin Laden.

Universal vs Pais

"No ano passado, a norte-americana Stefanie Lenz filmou o seu filho de 13 meses a dançar ao som de Prince e colocou o vídeo no YouTube. Alguns meses depois a Universal entregava um pedido para a remoção do vídeo, com o argumento de que o som de Prince violava os seus direitos. Mas Stefanie Lenz protestou e seis meses depois conseguiu que o seu vídeo fosse recolocado no site de partilha. O argumento utilizado foi o uso razoável, ou fair use no termo original. Um juiz da Califórnia deu agora razão a Stefanie Lenz e deliberou que as empresas devem avaliar o uso razoável das suas obras antes de fazerem um pedido de remoção."

Fonte: Público

Em vez de discutirem se se pode passar a música do Prince, ou a de qualquer outro, discutam o nexo causal existente entre pais que expõem os filhos menores indefesos na internet e a pedofilia. É que no fim de tudo, continuo a achar que, indirectamente, a Universal fez um favor à criança, exibida na internet pelos seus pais babados. Compreendo que os papás do século XXI gostem de expor os seus rebentos, alguns chegando até a ridicularizá-los, mas os mesmos têm que ser mais responsáveis e perceber que ao criarem perfis de hi5, orkut, myspace, entre outros, estão a colocar os seus filhos à mercê de redes de pedofilia e de tráfico de seres humanos. As pessoas têm que se resguardar e proteger aquilo que não só é seu como é indefeso: os filhos. Já repararam quão fútil, e baixo, é os pais preferirem o protagonismo inerente ao aumento do número de visitas ao seu site em vez da segurança e privacidade da criança? A desgraça está ao virar da esquina à nossa espera. Na maior parte dos casos só caímos se quisermos.