segunda-feira, junho 30, 2008

Joss Stone a favor da pirataria

" A cantora britânica Joss Stone considerou, numa entrevista recente, que a pirataria musical na Internet é «brilhante», encorajando os fãs a partilharem as suas músicas."

Fonte: Ciberia

Joss Stone utiliza como argumentos para defender a pirataria, o facto de com a mesma se poder acabar com o negócio por trás da música. Com todo o negócio que envolve o panorama musical, profana-se a verdadeira essência que esta arte tem! A música é uma arte e deve ser difundida universalmente de forma justa. Joss Stone não se importa que partilhem e copiem as suas músicas desde que continue com os espectáculos repletos de multidão. É certo que as editoras também têm o direito ao lucro, mas existe uma diferença enorme entre o direito e o abuso de direito e tal não parece preocupar as editoras.

FARC na Festa do Avante

"José Assis, vereador socialista na Câmara Municipal do Seixal, manifestou hoje o seu descontentamento pela presença de uma delegação da guerrilha colombiana das FARC na Festa do Avante, organizada pelo PCP."

Fonte: Público

Não são a Brigada Vítor Jara, nem os Buena Vista Social Club. São elementos das FARC e têm lugar cativo na Festa do Avante, em plena Atalaia, Amora, concelho do Seixal. Pergunto-me como é possível que uma organização terrorista marque presença em território nacional e ainda tenha direito a apresentar-se numa festa de um partido com assento no Parlamento. Quem serão os próximos convidados? ETA? Hizballah?

Espanha campeã da Europa

Não gosto nem um bocadinho de Espanha e a Alemanha eliminou Portugal do Euro'2008. Não é que quisesse que ontem a Alemanha ganhasse, algo que até poderia querer dado que assim sempre podia dizer que tínhamos perdido com os campeões europeus, mas o que realmente queria era que a Espanha perdesse. Mal o jogo começou comecei a ver que a vitória espanhola era uma questão de tempo e foi assim que ao minuto 33 apaguei a televisão e já não vi o resto do jogo, pois tinha acabado de haver golo dos espanhóis. Agora, bem aqui ao nosso lado, não vão parar os festejos e vamos ter que tolerar as bocas espanholas pelo facto de serem campeões europeus e nós, com o melhor jogador do mundo, termos sido eliminados tão cedo do Campeonato da Europa, aos pés de uma medíocre equipa alemã que teve a sorte de ter o guarda-redes português do seu lado.

sábado, junho 28, 2008

Sócrates e os disparos: algumas considerações

Seis tiros foram ontem disparados contra o pavilhão onde Sócrates havia discursado cerca de meia-hora antes, em Portimão. A governadora civil de Faro já tentou afastar a tese de possível atentado contra o Primeiro-Ministro, alegando que tudo não passou de uma brincadeira de mau gosto. Possivelmente o grande responsável por tudo isto deverá ser o medronho. Porém, muito me espanto por ainda não ter visto nenhum militante socialista a fazer comparações entre José Sócrates e John Kennedy, comparando Portimão com Dallas. Então a meses das legislativas, caía que nem ginjas! Mas, como qualquer bom algarvio que se preze, o atirador chegou meia-hora mais tarde, falhando nos seus intentos. Nem na perpetração de um atentado os algarvios respeitam horários!
Já agora aproveito e lanço o repto: se José Sócrates tivesse sido atingido pelos disparos, quanto tempo demoraria o INEM a chegar ao local?

Tokio Hotel novamente em Portugal

"Três meses depois do concerto que não chegou a acontecer, o fenómeno repete-se: largas dezenas de fãs dos Tokio Hotel estão a acampar à porta do Pavilhão Atlântico, tentando assegurar um lugar na primeira fila do concerto do próximo Domingo"

Fonte: Blitz

Haviam de ser minhas filhas...

Lá ganhou Mugabe, para não variar...

As eleições decorreram ontem no Zimbabwe. Podemos ver que algo corre mal quando a população local anseia por um pouco de tinta. Não, não é nenhuma tinta milagrosa que sacia a fome. É uma tinta milagrosa que lhes garante a vida. No Zimbabwe, quem vota tem que ter uma tinta no seu dedo, como se pode ver na fotografia, enquanto forma de garantia de terem exercido o seu voto. O facto de terem votado, sobretudo quando quem concorre é o Presidente Mugabe sem opositores que lhe façam frente, significa que compactuam com o regime, independentemente de votarem em branco ou nulo. Tal garante-lhes a vida, ainda que provisoriamente, e a sobrevivência a quaisquer perseguições e torturas feitas pelos "soldados de Robert Mugabe".
Até quando vai aguentar o Zimbabwe esta situação? Até quando persistirá a inércia dos países desenvolvidos? Até quando continuará o apoio dos estados vizinhos do Zimbabwe? Até quando os países desenvolvidos apoiarão esses mesmos estados? Qual é o papel da China? Qual é o papel dos países desenvolvidos face ao papel da China? Aqui estão muitas perguntas às quais muitos não quererão responder. Uma coisa é certa: o Zimbabwe precisa de uma solução... para ontem!
Confesso que nada me daria mais gozo do que ver o actual Zimbabwe ser invadido e Robert Mugabe a ter o mesmo destino que foi reservado a Saddam Hussein: a morte por enforcamento. Também aceito a guilhotina, a cadeira eléctrica e o fuzilamento. A injecção letal não! Acima de tudo gostava de assistir à derrota de Mugabe com Mugabe ainda vivo.

The Times disponibiliza arquivo histórico

Boas notícias para os amantes de história e cultura geral. O jornal britânico The Times acaba de disponibilizar ao público todas as suas edições impressas desde 1 de Janeiro de 1785, através do seu arquivo online. Lá, poderemos ter acesso a relatos publicados momentos depois de acontecimentos históricos como a morte de Maria Antonieta na guilhotina, em 1793, a morte de Lord Nelson, em 1805, a derrota de Napoleão em Waterloo, em 1815, o assassinato de Abraham Lincoln, em 1865, o desastre do Titanic, em 1912, entre muitos outros.
Na minha opinião estamos perante um dos patrimónios mais ricos de parte da história mundial e há que aproveitar enquanto ainda é possível aceder gratuitamente aos seus conteúdos. Da minha parte só posso dizer que vou tentar aproveitar ao máximo esta benesse concedida pelo The Times, dedicando parte da investigação inicial à questão do "mapa cor-de-rosa", para saber o que corria na época relativamente a um Reino de Portugal já bastante fragilizado.

Declarações da DREN: mais uma vez os números

"DREN não quer professores que dão notas "distantes da média" a classificar exames"

Fonte: Público

Estes factos são do mais vergonhoso que há! Aqui está mais uma prova que consubstancia a "teoria dos números". O que volta a estar em causa são números: os números das notas dos professores, os das notas dos alunos e os das médias de ambos. Cada vez mais estão reunidas condições para que os professores sobreavaliem as notas dos seus alunos: se não acompanharem a tendência de sucesso que os alunos e as escolas têm que ter, serão excluídos da lista dos "professores que contribuem para o êxito da educação em Portugal", correm o risco de ter que abandonar os estabelecimentos de ensino onde leccionam, porque para os alunos não terem notas tão boas é porque o professor não está a fazer o seu papel, e deixarão, também, de receber a remuneração devida pela correcção dos exames. Que solução tem o professor senão dar notas brilhantes aos seus alunos e a todos os que passem pelas suas mãos? Nenhuma. Ou acompanha a tendência imposta pela tutela e pelas administrações escolares, ou é dispensado, independentemente de ter competência ou não.
Em Portugal temos um Governo que vive de números, e não é por acaso. Qualquer um sabe que o eleitorado se sensibiliza com... números. Qualidade?! Isso não existe. A qualidade não passa de um conceito demasiado vago tão antigo quanto a língua que lhe deu vida, o latim (através da palavra qualitate). Hoje, quem recorre à qualidade está desactualizado. Interessam factos mensuráveis, por mais discrepantes que possam ser da realidade. Nos tempos que correm, qualidade é sinónimo de suicídio político.

sexta-feira, junho 27, 2008

O toque de Midas

Zico? Rijkaard? Queiroz? Manuel José? Peckerman? Não! Guus Hiddink devia ser a solução. Tudo aquilo em que toca transforma-se em ouro, por mais reles que seja. Como seria na selecção portuguesa? Talvez até o Paulo Ferreira e o Ricardo de repente se fizessem grandes jogadores. E o que dizer de Cristiano Ronaldo, Simão, Quaresma, Ricardo Carvalho e companhia a serem orientados por ele?
A FPF devia fazer um esforço extra para garantir um seleccionador desta categoria, em vez de fazer investimentos arriscados que correm o risco de nos tirar da alta roda do futebol europeu e mundial e voltar a fazer da selecção nacional um clube de Póquer.

Santa Maria de la Feria

Santa Maria da Feira é um concelho problemático. Senão vejamos os acontecimentos mais recentes que trouxeram este concelho nortenho para as luzes da ribalta:
- Tribunais;
- Emprego.

Não podemos fazer uma permuta com os espanhóis, na qual cedemos Santa Maria da Feira e recebemos Sevilha?

Agressões feitas aos juízes em Santa Maria da Feira

"Dois juízes agredidos por dois condenados na sala do tribunal"

Fonte: Público

Não me consigo espantar com esta notícia. Uma vez tive um arguido que disse em plena sala de audiências, após lhe ter sido lida a sentença, que o que lhe apetecia era dar um tiro nos polícias, na juíza e na procuradora. Os detectores de metais existem, mas normalmente estão guardados num canto ou numa arrecadação, perto dos detergentes e das esfregonas. O único segurança de turno normalmente encontra-se na conversa com as funcionárias da secretaria e não os culpo por isso, afinal não lhe é atribuída competência para mais, infelizmente. Este cenário é uma realidade na maior parte dos tribunais!
Pergunto: estas agressões constituem surpresa para alguém? Surpresa é o facto de não existirem mais registos de agressões, sobretudo quando os arguidos se encontram a escassos metros do povo e dos magistrados. Por vezes escreve-se direito por linhas tortas, e espero que os órgãos competentes abram os olhos e passem a desenvolver as acções de vigilância devidas num tribunal. A segurança nos tribunais portugueses é simplesmente inexistente. De juízes, a procuradores, advogados, funcionários e restante população, todos se encontram à mercê de qualquer um a partir do momento em que entram nas instalações do tribunal. Bem sei que nos tribunais se aplica a justiça, mas um pouco de segurança não fazia mal a ninguém.

António Marinho (Injusto) Pinto

"O bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, disse hoje que há “centenas e talvez milhares de pessoas presas por terem sido mal defendidas”, porque as defesas oficiosas por advogados estagiários são geralmente “mal feitas”."

Fonte: Público

Gosto bastante do Dr. António Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados. Agrada-me o seu estilo directo e frontal e também o facto de não ser o tipo de pessoa que procura aproveitar o seu cargo em benefício do sistema ou para beneficiar quem mais lhe convém. Apesar de tudo isto me agradar em Marinho Pinto, não me agradou nada a forma como responsabilizou os advogados estagiários pelas más defesas que muitas vezes fazem.
As defesas oficiosas não são uma escolha do advogado estagiário. Também não é pelos honorários devidos que os estagiários respondem às nomeações oficiosas, porque se dependessem desses valores, certamente passariam muita fome, porque o Estado não só paga mal, como quando paga é tarde e a más horas. Até hoje, o único motivo para as fazerem, prendeu-se sempre com a obrigação imposta pelo Regulamento de Estágio. Acresce ainda que se as defesas oficiosas feitas por advogados estagiários são mal feitas, a culpa não é dos mesmos, antes da Ordem dos Advogados, que recebe 600 euros com cada nova inscrição de estagiário, mais 75 euros por cada repetição de exame e 400 euros por cada inscrição para as provas de agregação e a partir da segunda fase de estágio os licenciados são atirados à cova dos leões porque a Ordem não dá qualquer formação prática que seja neste aspecto. Tudo o que a OA faz é ensinar os estagiários a fazer petições iniciais, requerimentos, acções de formação em matéria jurídica e não prática e pouco mais do que isto. Nem uma simulação que seja é feita. No fim, ou têm um bom patrono que lhes dá essa formação prática, ou então têm que descobrir por si próprios como é que se devem comportar em tribunal e como melhor defender os interesses dos seus oficiosos. Pergunto: de quem é a culpa? São os advogados estagiários que defendem mal, ou a OA que não os forma devidamente para defenderem os seus oficiosos como deve ser?
Não gostei desta acusação feita pelo Dr. Marinho Pinto. Neste âmbito, mais do que em qualquer outro, as acusações deviam ter tido como destinatários os anteriores bastonários e responsáveis pelos estágios. A única pessoa responsável pelo facto de muitos oficiosos se encontrarem presos não são os advogados estagiários e as suas defesas "mal feitas", mas sim a pessoa colectiva Ordem dos Advogados enquanto associação pública independente, que alegadamente negligenciou quer a formação de estagiários, quer a defesa dos oficiosos.

quinta-feira, junho 26, 2008

Alemanha 3-2 Turquia

A Alemanha fez 3 remates à baliza, contra 11 da Turquia. A Alemanha fez 3 golos e a Turquia 2. A Alemanha levou um banho de bola descomunal dos turcos e acaba por ir à final do Euro'2008. Já dizia Gary Lineker e com razão: "O futebol é um desporto de 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha". Se alguém ainda tinha dúvidas sobre isto, espero que o jogo de ontem as tenha dissipado.

quarta-feira, junho 25, 2008

Morgan Tsvangirai

Eu não sei se todos têm noção do que se passa, mas este homem está a lutar contra o mundo. Ninguém o apoia, ninguém quer saber do que se está a passar, ninguém o protege. Mas mesmo assim está disposto a enfrentar tudo e todos para poder recuperar o Zimbábue da situação catastrófica em que se encontra.
Parece-me ser demasiado atrevido propô-lo para Prémio Nobel da Paz, mas para um prémio qualquer que recompense a coragem, sem dúvida que o proponho. Contra tudo e contra todos, Morgan Tsvangirai tem sido incansável e brilhante a todos os níveis. Se conseguir atingir o seu objectivo, poderá ser para o Zimbábue o que Nelson Mandela ainda hoje é para a África do Sul. Admiro-o, mais não seja pela sua determinação e persistência!

Declarações electrónicas: continuam a passar a mão nos bolsos do povo

Suponhamos que efectuaram o registo no site das Declarações Electrónicas do Ministério das Finanças há mais de dois anos e que por qualquer motivo pretendem voltar a entrar lá. Suponham que já não se lembram da longa e vasta password que vos deram na altura e pretendem recuperá-la. Para isso têm que inserir o vosso número de contribuinte num espaço próprio e dar a resposta a uma pergunta que na altura do registo tiveram que indicar. A pergunta à resposta pode ser "qual é o meu livro preferido?", "qual é o meu filme preferido", enfim, uma pergunta sobre uma qualquer preferência.
Suponham que precisam de se lembrar da resposta a esta pergunta, dado que já a inseriram no sistema do Estado há demasiado tempo e não mais precisaram dela. Procuram uma solução, uma ajuda, uma resposta, e o site nada diz. Que solução vos dá o Estado para estas e muitas outras situações que envolvam os contribuintes? Um número de apoio ao contribuinte, cujo número é 707 206 707, ou seja, uma linha com valor acrescentado. Resumindo: o contribuinte tem que pagar uma chamada mais cara que o habitual, para poder ver se está em condições de entregar dinheiro ao Estado. Já que o Estado vai receber o dinheiro proveniente dos nossos ganhos, não deveria pelo menos facilitar uma linha azul, uma linha verde ou uma rede fixa? Tem mesmo que pôr um número de valor acrescentado?
Continuem a supôr que ligam para essa linha para pedirem a vossa password e que ficam 10 minutos à espera que vos atendam. Suponham que quando são atendidos, depois de seleccionarem a opção correspondente a problemas com o registo no site, a funcionária que vos atende vos diz que tem que transferir a chamada para um colega competente. Suponham que pedem à funcionária que devolva a chamada, dado que já devem ter gasto alguns bons euros só no tempo de espera. Suponham que a funcionária ainda vos responde um "acha que sim?! Eu não posso fazer isso!" como se lhe estivessem a pedir dinheiro emprestado. Suponham que se resignam, ela transfere a chamada para o colega respectivo sem sequer dizer mais nada e que toda a ajuda que o colega deu foi dizer para escreverem um e-mail a pedir o cancelamento da conta. Suponham que esta chamada durou cerca de 13 minutos e acabaram por gastar mais de 4 euros para algo em que vocês nunca vão beneficiar, só o Estado. Faço outra pergunta: a parte onde nos solicitam as respostas às quais não sabemos responder, não poderiam ter um campo imediatamente abaixo a sugerir que endereçássemos um e-mail a solicitar o cancelamento da conta? Com tanto espaço em branco naquele site, não podiam pôr duas linhas a dizer "caso não se recorde, envie um e-mail para xxx@xxx.pt a solicitar o cancelamento da conta e proceda a um novo registo"?! O contribuinte tem mesmo que gastar mais de 4 euros numa chamada?! Terá o cliente que pagar por algo que acabará sempre por resultar no pagamento de mais uma quantia ao Estado?

Em que ficamos, afinal?

"Ministra critica “quem acorda de manhã e diz que o exame foi fácil demais”"

Fonte: Público

Quer dizer, se os alunos acham o exame difícil, é porque a instituição "escola" está a falhar e não se consegue cativar os alunos para a matemática, criando fóruns e comissões de estudo que facilite o ensino desta matéria. Se acham o exame fácil, é injusto porque a prova preenche todos os níveis de rigor e exigência e não se pode tirar a credibilidade à prova e aos órgãos que a elaboraram.
Desculpe, Sr.ª Ministra, mas os nossos estudantes podem ser sinceros e falar a verdade, ou agrada-lhe mais que mintam e confirmem um nível de dificuldade inexistente na prova, para depois a Sr.ª se vangloriar com os melhores resultados de sempre que indicarão que houve muito poucas notas negativas? Quer atirar areia para os olhos de quem?

Nada como celebrações à altura

"China: Pequim executa três traficantes para assinalar Dia Internacional contra a Droga"

Fonte: Sapo

Só faltaram o fogo de artifício, e as tradicionais espetadas de rato frito ou os mini-pratos de chop soi de cão que se vendem habitualmente nas barraquinhas situadas em volta deste tipo de celebrações.
Diz-se ainda que os supostos traficantes eram os principais responsáveis pela circulação das bolachinhas Vieira de Castro nas ruas de Pequim, tendo sido apanhados com vários pacotes desta nova droga.

terça-feira, junho 24, 2008

Zimbábue: alguém se consegue surpreender?

Eu não. Mugabe tentou tratar a questão da forma mais democrática possível: viciou pouco os resultados da primeira volta. As suas verdadeiras armas secretas seriam utilizadas na segunda volta. Está a consegui-lo. Robert Mugabe corre cada vez mais o risco de governar um Zimbábue sem população, mas apenas com as suas polícias. Todos juntos poderão ser felizes para sempre, até porque Mugabe, no alto dos seus 84 anos, não parece vir a governar durante muito mais tempo. Quando Mugabe morrer, já o Zimbábue é uma terra deserta e alvo de disputa por parte dos vizinhos, dos EUA e de Estados europeus. A população do Zimbábue não tem muitas opções: ou apoia e vota em Tsvangirai e é torturada e dizimada, ou vota em Mugabe e morre à fome.
Se a ONU não promover, desde já, fortes sanções contra o Zimbábue, ninguém vai parar a derrocada deste Estado que já foi o mais próspero em África. E olhem que não foi assim há tanto tempo quanto isso...

Onde estão os criadores do PETS?

"O consumo de droga nas prisões portuguesas está a diminuir ligeiramente, bem como o número de reclusos que já alguma vez durante a sua vida consumiu qualquer tipo de estupefacientes, concluiu um estudo que será hoje apresentado em Lisboa."

Fonte: Público

E os criadores do PETS deviam sentir-se envergonhados quando confrontados com estes resultados. O PETS não serviu para rigorosamente nada a não ser potenciar ainda mais o consumo de droga por parte de quem já o faz. Felizmente existem outros agentes da sociedade que desempenham o seu papel e podem impedir projectos desastrosos como este de tomar maiores proporções.

John McCain teve o pássaro na mão...

"Um assessor próximo do candidato republicano à Casa Branca John McCain apresentou as suas desculpas depois de ter dito que o seu chefe poderia sair beneficiado em caso de um ataque terrorista semelhante ao que atingiu os Estados Unidos no dia 11 de Setembro de 2001, antes das eleições de Novembro."

Fonte: Público

... mas continua a deixá-lo voar... para bem longe!