Após refrescar um pouco as ideias (ou não), e horas depois de uma desilusão chamada Penal, venho aqui colocar alguns desabafos decorrentes de um pouco de reflexão sobre o assunto: o teste até podia ser lixado e um bocadinho "à porco", feito por aquele troglodita daquele Herr Flick, que como é um puto novo, tem a mania de querer aparecer e como tal, quere dar nas vistas, mostrando que ainda é puto e parvinho. Muito parvinho, já para não o chamar anormal! Não é a 1ª vez que nos aparecem seres vindos do além, como ele. No passado tivemos uns quantos, a saber: David Festas, Geraldes, Nuno Aureliano. Estes, os exemplos mais descarados. Porém, apesar de todos eles serem trogloditas, entende-se o porquê de o serem: a Faculdade paga-lhes e mal, e como não recebem nada até serem doutorados fazem duas coisas: como recalcados que são, vingam-se nos alunos, porque no tempo deles também sofreram a bom sofrer; e além disso, já que se fazem pagar mal, então divertem-se achando que são seres inteligentes e dotados de "Humor", e fazem estas atrocidades, para verem as pessoas a tentarem uma tarefa impossível: desvendar os seus quebra-cabeças anormais, em 2 horas. Garanto que isto com mais uma hora ia lá, mas em 2 era pouco, porque o mínimo deslize e vai tudo ao ar!
São anormais, e são pagos para continuarem a ser. Aliás, têm um salário digno de um anormal. Se fossem docentes a sério, com capacidade e dignidade de tal, certamente seriam uma mais-valia e não os deixavam fugir, pagando-lhes melhor.
Não vou para ali pedir facilidades e não peço num teste de penal, que coloquem "A atirou a B, mas acertou em C. Quid iuris?", mas... façam testes dignos! Mandem-me para casa um caso prático digno de me fazer ficar o fim-de-semana de castigo a desvendá-lo, mas em teste não!´
Apesar de tudo isto, deixem-me dizer que eles são anormais, e são pagos para o serem (como se justifica um tipo fazer pressing sobre os outros, para ser ele a fazer o teste? Um tipo normal NUNCA quereria fazer o teste), e se nós estamos naquela Faculdade, isso significa que aceitamos as CCG (Cláusulas Contratuais Gerais), e como tal, há consentimento do lesado, pois aceitámos passar por isto, ano após ano, e apesar de termos sido avisados. Como tal, a minha obrigação mínima é, em vez de os chamar de anormais, cabrões, etc, procurar ver em mim o fracasso de não ter sido mais normal do que eles, ultrapassando o teste deles. Podia não tirar 20 (sim, pois, na FDL tirar 20... ou até 17 que seja), mas tinha o dever de fazer aquele exame do início ao fim sem me queixar do grau de dificuldade e da anormalidade do mesmo. Podia acabar por ter 1 ou 2 valores no teste, mas ao menos sentir que o resolvi à minha maneira (ainda que errada), e que psicologicamente aqueles tipos não me encostaram às cordas. Aqui não interessa a quantidade (se tenho 1 ou 15 de nota), mas sim a qualidade (chegar ao fim e dizer: este tipo não me assustou). Desgraças de notas, todos nós podemos ter, mas... sensação de frustração e sentirmo-nos perdidos com um teste ou exame, não devia ocorrer!
Foi mais isso que me aconteceu. Eles são anormais e sempre serão (não todos, só alguns), mas eu devia ter saído dali com a sensação de dever cumprido, de não me ter deixado levar pela anormalidade do autor do exame, e pelo contrário, a meio do caminho perdi-me, bloqueei-me e foi um fracasso a nível qualitativo, e a nível quantitativo logo se verá! Como a esperança é a última a morrer (mas morre), mantenho-a sempre relativamente a ter uma nota decente, digna daquilo que eu sei da matéria. Eu sei aquilo tudo, o problema foi só um: comecei a bloquear e a baralhar-me e às tantas olhava para o enunciado e nem as letras via! Só por isso tropecei, e daqui a uns dias/semanas vamos ver se caí, ou resisti!
Ainda assim, gostaria de dar aqui uma palavra de apreço a 5 pessoas: Dora, Delfim, Fred, Paint e Aguilar. Os primeiros quatro, por terem dado uma força para que eu não desistisse (o Delfim mais não fosse a chamar-me Parvo, mas eu entendo, é a forma dele nos desincentivar a cometer erros), e sempre ali a apoiar, e o Aguilar, por ter posto ali um pouco de travão, mandando-me parar um pouco e ver que ainda que não tivesse 15 ou 16, sempre era melhor uma nota média, baixa, fraca, do que uma nulidade (o 0 absoluto), e por me recordar que em 38 minutos que faltavam, ainda podia ganhar uns pontos.
P.S.: Ressalvo aqui o pedido de desculpas ao Diogo e ao Delfim por os ter mandado calar, quando estavam a tentar acertar ideias, para ver se tinham mais um valor, e eu, estava a desconcentrar-me com aquilo e não os deixei progredir mais. Desculpem lá, mas não foi por mal. Fred, não deu mesmo para fazer mais, porque se eu já estava perdido para mim, mais vale perder-me sozinho, do que ajudar os outros a perderem-se também. Eu sei que vocês entendem!