quarta-feira, agosto 26, 2009

O que pode o país esperar da esquerda? As cartas não mentem!

Consultámos um conceituado tarólogo da nossa praça sobre o que pode o país esperar dos partidos à esquerda. Os resultados só surpreendem mesmo aqueles que andam pouco atentos! Eis então o que as cartas nos revelaram:

Carta XIX - O Sol: José Sócrates. O Luís XIV cá do sítio: "está para nascer um Primeiro-Ministro que faça melhor no défice do que eu". Vê em si próprio o esplendor, o brilho, a glória e o êxito.
A carta exibe uma personagem nua a caminhar ao sol. Se continuar com os seus projectos megalómanos, tanto este sol vai brilhar que em vez de dar fruto e abundância vai acabar por secar e queimar todas as fontes de vida e receita do país. A nudez da figura da carta não será mais que a ilustração de um povo que caminha de tanga por falta de condições dignas de vida.
O muro, que devia assegurar a protecção do povo, ou a defesa dos interesses nacionais, não será mais do que o símbolo do nosso isolamento no panorama internacional.


Carta XIII - A Morte: Partido Comunista Português. A Morte indica um período de grandes transformações, sendo necessário tomar medidas radicais para se inverter uma determinada tendência. Assim será o período que se avizinha para os comunistas: precisam reinventar-se urgentemente caso não pretendam condenar o futuro político do partido no médio prazo em detrimento de um Bloco de Esquerda que continuará a ganhar adeptos junto das classes mais jovens às quais o PC tem cada vez mais dificuldades em chegar.





Carta VI - Os Namorados: Manuel Alegre. A carta dos namorados significa a escolha que deve ser feita entre dois caminhos. Manuel Alegre tende a seguir pela promiscuidade política, manifestando uma tremenda incapacidade para escolher entre PS e BE: ao mesmo tempo que faz juras de amor eterno a um pisca o olho ao outro.
Quer ter os dois pássaros na mão e apenas olha para os interesses pessoais, tendo já em vista a próxima corrida presidencial e a atribuição de lugares estratégicos ao seu núcleo de "alegristas". Porém, se continuar a galantear as duas senhoras o tiro pode sair-lhe pela culatra e corre o risco de acabar sozinho com necessidade de se submeter a uma terceira opção que não estaria nos seus planos.



Carta XV - O Diabo: Bloco de Esquerda. O Diabo representa a energia criativa, sem a qual não existiria a vida material. O Bloco de Esquerda representa a esquerda no seu estado mais extremado e é graças à sua actuação que a direita tem oportunidade de projectar a sua imagem e os seus interesses, separando-os claramente das concepções de esquerda numa altura em que o eleitorado tem dificuldades em identificar as linhas-mestras de cada partido político.
Quem convive com esta carta (o Diabo) tem que aprender a lidar com ela de forma construtiva, caso contrário ela tende a sobressair e a destacar-se sobre as demais, recorrendo a tácticas extremistas como a demagogia e o populismo, o que poderá produzir o efeito contrário ao esperado. É preciso saber lidar com o Bloco de Esquerda e atenuar a onda de euforia de todos aqueles que se submetem facilmente à lavagem cerebral feita por Francisco Louçã e seus pares.

Carta VIII - A Justiça: António José Seguro. A Justiça personifica a equidade, a imparcialidade, a ordem, a severidade e o equilíbrio. Quando todos os deputados optam pela solução mais fácil, a da "sovietização" das bancadas parlamentares a cada intervenção dos respectivos líderes, António José Seguro assumiu uma posição diferente dos vários rebanhos e manifestou a sua imparcialidade e integridade criticando uma decisão do PS.
Provavelmente será dos poucos que continuará a remar contra a maré, embora deva ter cuidado com as críticas que o podem condenar ao isolamento no partido e consequente desaparecimento da política.
Se tiver sabedoria suficiente poderá tornar-se numa das principais figuras do Partido Socialista e dar início a uma nova era num partido cada vez mais caracterizado como sendo liderado com base em regimes autoritários.

Carta X - A Roda da Fortuna: Investimento Público. Não há dinheiro para aumentar salários e pensões, mas há dinheiro para investimentos megalómanos como o TGV, uma nova ponte sobre o Tejo, um novo aeroporto e muitos outros projectos que vão condenar o país à bancarrota e abrir caminho a uma neocolonização feita pela União Europeia e outros Estados com apetência para aproveitar as oportunidades criadas por quem não teve mãos a medir na hora de gastar.






Carta 0 - O Louco: Francisco Louçã. Esta carta caracteriza a desorientação, a confusão e a falta de noção da realidade. A saída de Portugal da NATO, a expulsão dos EUA da Base das Lajes e a defesa da extinção de todos os blocos militares mostra a falta de consciência do Bloco de Esquerda para questões de política externa e para os perigos que podem advir de tais decisões.
Em questões de segurança opta por um reforço dos direitos garantísticos dos arguidos/condenados do que pelo aumento dos instrumentos ao dispor das Forças de Segurança bem como a definição de prazos fixos para processos judiciais complexos.
Cada vez mais conhecido como o "partido dos professores", Louçã não pretende deixar na mão os direitos dos seus fiéis seguidores e propõe um "aligeiramento" dos horários escolares de professores e alunos.

Carta XVII - A Estrela: Rita Rato. A candidata a deputada da CDU por Lisboa deverá será eleita. A confirmar-se, a ex-dirigente da JCP poderá dar cartas no Parlamento e simbolizar o início de um novo rumo dos comunistas na actual conjuntura política nacional. Resta saber como lidará com as teses comunistas tradicionalistas e com a "velha guarda".








Carta XVIII - A Lua: Duplas candidaturas e Lei da Paridade. A Lua aspira tudo para si e representa os relacionamentos duvidosos e indefinidos. Políticos como Luís Fazenda, Ana Gomes, Elisa Ferreira e Ilda Figueiredo não se contentam com um lugar, têm a necessidade de se estender a várias frentes. Quem consegue confiar em políticos que se desdobram por múltiplas candidaturas?
A Lei da Paridade é uma boa oportunidade de projectar o feminismo e atribuir lugares de responsabilidade a pessoas cuja competência pode ser bastante questionável mas que têm acesso aos referidos lugares porque uma lei a isso obriga.

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