sexta-feira, junho 19, 2009

Vindo de quem vem, é normal

"Quem mais jura mais mente!...

O mínimo que se pede a um Governo é que fale verdade. Falar verdade, para não se ser desmentido a cada passo, faz inspirar confiança e ajuda a ultrapassar as dificuldades.
Mais uma vez se verificou que o Governo não falou verdade, até mentiu despudoradamente, quanto às razões da diminuição do défice público.
O Governo criticou desesperadamente Manuela Ferreira Leite por, enquanto Ministra das Finanças, ter recorrido a receitas extraordinárias para diminuir o défice público. E jurou, e continua a jurar, que receitas extraordinárias, jamais!...Jurou, mas vem sistematicamente mentindo!... Aliás, fazendo jus ao provérbio que diz que "quem mais jura mais mente..."
Ainda agora, o Relatório Anual do Banco de Portugal explicita que as receitas extraordinárias, em 2008, atingiram os 1,8 mil milhões de euros, obtidas pelo alargamento dos prazos e pela concessão de novas barragens e auto-estradas. E contribuíram para que o défice passasse de 3,7% para 2,6% do PIB.
Não se critica o recurso às receitas extraordinárias, pelo que evitam o aumento da dívida pública ou dos impostos. Critica-se, sim, a propalada promessa e mentira de não recorrer às mesmas.
Como mentira é dizer-se que a contenção do défice se deveu à diminuição da despesa. Pelo contrário, o Governo de Sócrates vem sempre aumentando a despesa pública, em termos nominais, em termos reais e em peso no PIB.
Ao contrário do que o Governo diz, a grande contribuição para a diminuição do défice foi o aumento da carga fiscal e as receitas extraordinárias.
A mentira também foi penalizada nas últimas eleições."

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