quinta-feira, agosto 28, 2008

Boicotar a segurança - II

""Para o PCP, os problemas da criminalidade e da segurança dos cidadãos não são resolúveis exclusivamente com medidas de natureza policial", acrescentou. "São necessárias políticas de desenvolvimento integrado de justiça social e de melhoria da qualidade de vida: no plano económico e cultural, no da melhoria do espaço urbano, da criação de estruturas de apoio às famílias, da defesa dos direitos dos imigrantes e das minorias étnicas, da prevenção e tratamento da toxicodependência", sustentou José Neto."

Fonte: Público

Interrogo-me se alguém consegue acreditar que um dos factores que mais contribui para o aumento da criminalidade seja a falta de políticas de integração. O PCP vive num mundo de ilusão, sobretudo porque o que cada vez mais se vê é o típico bom pai de família, com emprego certo (ou falta de vontade de trabalhar), e com, no mínimo, possibilidades de se integrar na sociedade em todos os níveis, a cometer crimes, e muitos deles violentos. A culpa não é da integração, mas sim da falta de carácter do ser humano, bem como da falta de leis adequadas e juízes com carácter suficiente para não terem mão leve. Essa velha teoria de que o ser humano que comete crimes, fá-lo por estar doente mentalmente, já caiu no século XIX. Actualizem-se, sff, mas não boicotem a segurança!

2 comentários:

Pedro Sá disse...

Ora, não tem nada a ver com isso. Isto é típico PCP: dizer indirectamente (porque são demasiado inteligentes para não caírem na asneira de o dizer directamente) que se há insegurança a culpa é das políticas dos outros.

BadMads disse...

Subscrevo o comentário anterior.